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Cenário de oferta e demanda global e perspectivas de mercado de carne bovina norteiam discussões em webinar da Faesc

Evento reuniu dirigentes de Sindicatos Rurais, produtores, técnicos e profissionais do agronegócio.

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Foto: Reprodução

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) promoveu, em parceria com Safras & Mercado, webinar sobre o Cenário de oferta e demanda global, perspectivas de mercado de carne bovina. A iniciativa ocorreu na segunda-feira (30) e reuniu dirigentes de Sindicatos Rurais, produtores, técnicos e profissionais do agronegócio.

O presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo, reconheceu a importância da parceria com a Safras & Mercados para trazer informações mercadológicas que ajudam os empresários rurais a planejarem a produção. Agradeceu a participação do público e cumprimentou o palestrante Fernando Henrique Gleises pela oportunidade de conhecimento que trouxe para o evento.

Graduado em Ciências Econômicas e especialista no setor de carnes, Fernando atua há 13 anos como analista da Safras & Mercados. “Foi uma palestra rica em informações sobre as perspectivas para o setor em termos de expansão, investimento e oportunidades. Além do assunto em foco, também tivemos a oportunidade de entender melhor os impactos econômicos para os produtores de leite e para as indústrias de Santa Catarina em razão das importações exageradas, principalmente da Argentina e do Uruguai”, frisou o presidente Pedrozo.

Durante sua explanação, Fernando destacou a satisfação pela oportunidade em falar sobre pecuária de corte e de leite. Ao comentar sobre a situação econômica realçou que a política monetária ao redor do mundo ainda é adotada para controlar a inflação, que o aumento das taxas de juros é a principal ferramenta utilizada e que a escalada de tensão no Oriente Médio tende a trazer instabilidade. Também falou sobre o desaceleramento da economia chinesa e a adoção de medidas do Governo para estimular o consumo, entre outros aspectos.

Sobre o mercado de carnes no Brasil, o especialista lembrou que o País é líder global em embarques de carne bovina e de frango e caminha para se tornar o terceiro principal exportador de carne suína. Afirmou que é embarcado grande volume de proteínas de origem animal com destino à China e ressaltou que o ano é de preços mais baixos ao longo da cadeia produtiva em função da ampliação da oferta, em especial de carne bovina. Explanou sobre a queda dos preços globais das proteínas de origem animal que vêm impactando negativamente nas exportações brasileiras e falou sobre a recuperação da economia e o restabelecimento da suinocultura chinesa, que são fatores fundamentais para a alta dos preços.

Outro ponto em destaque foi a consolidação do mercado doméstico que também é fator determinante com algumas dificuldades quando se trata da absorção de produtos de maior valor agregado, impactando também na escolha das proteínas de origem animal.

A situação do mercado doméstico em outubro também foi evidenciada na palestra. Segundo Fernando, o cenário demonstra que o mercado de boi gordo operou de forma lateralizada, o sorgo segue como boa alternativa para a substituição do milho na dieta e, mesmo diante de um cenário complexo, nem a avicultura, nem a suinocultura vislumbram a possibilidade de grandes cortes na produção.

Pecuária leiteira

Em relação à pecuária leiteira, o especialista trouxe uma mensagem esperançosa ao salientar que existem algumas alterações importantes em andamento. “A primeira delas é que houve mudança no regime tributário em relação às importações. Ainda não está em vigor, mas saímos de um regime em que o aproveitamento de crédito era de 50% e agora vai para o regime convencional, de apenas 20% de aproveitamento. Essa é uma boa notícia para o setor leiteiro”.

Seguiu destacando que as importações precisam ser taxadas para proteger a produção nacional e enfatizou a necessidade de linhas de crédito para que o pecuarista leiteiro se mantenha na atividade. “Depois desse ano extremamente desafiador para a pecuária leiteira, o Governo terá que oferecer ajuda para que o produtor consiga seguir nessa atividade, que é tão importante do ponto de vista da economia brasileira. Foi dado o primeiro passo para o segmento começar a sair da crise”, concluiu Fernando.

Parceria entre Faesc e Safras & Mercado

A parceria entre Faesc e Safras & Mercado oportuniza seminários on-line ao vivo em vídeo abertos ao público – sindicatos, lideranças, produtores, técnicos e demais interessados – e, para participar, basta clicar aqui e preencher o cadastro e o link é enviado para o e-mail informado. Na data do evento, o link também é enviado no WhatsApp informado no cadastro.

Foram realizados eventos em maio (cenário de oferta e demanda global e perspectivas do mercado do milho e soja), em junho (perspectivas e tendências do mercado de fertilizante), em julho (Cenário de oferta e demanda global, perspectivas de mercado de Carnes – Boi), em agosto (Cenário de oferta e demanda global, perspectivas de mercado do Milho e Soja) e em setembro (Cenário de oferta e demanda global do mercado de arroz).

O cronograma ainda prevê ainda duas edições neste ano:

27 de novembro

19h – Webinar – Cenário de oferta e demanda global, perspectivas de mercado do Arroz, com Evandro Oliveira.

19 de dezembro

19h – Webinar – Cenário de oferta e demanda global, perspectivas de mercado do Milho e Soja, com Paulo Roberto Molinari.

 

Fonte: Sistema Faesc/Senar-SC

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MP cria programa para renegociar dívidas de produtores rurais

Texto estabelece critérios de adesão, limites de valores e taxas diferenciadas conforme o perfil do produtor e o nível das perdas.

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Foto: Divulgação

O Governo Federal publicou, nesta quarta-feira (15), a Medida Provisória (MP) 1.376/2026, que institui um programa de renegociação de dívidas do setor agropecuário. A proposta construída em conjunto entre o Ministério da Fazenda e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), com participação do Sistema Faep, busca atender produtores rurais afetados por perdas provocadas por fatores climáticos e/ou de mercado entre 2019 e 2025. Na prática, a MP começa a valer após a publicação das resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN).

CONFIRA A MEDIDA PROVISÓRIA 1.376 AQUI

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “A Medida Provisória representa um passo importante e atende uma parcela dos produtores que enfrentam dificuldades em razão das perdas acumuladas dos últimos anos” – Foto: Divulgação/Sistema Faep

Para o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, a iniciativa representa um avanço ao permitir que milhares de produtores recuperem o acesso ao crédito e reorganizem suas atividades. No entanto, o dirigente ressalta que a medida não contempla toda a realidade enfrentada pelos agricultores e pecuaristas paranaenses e brasileiros.

“A Medida Provisória representa um passo importante e atende uma parcela dos produtores que enfrentam dificuldades em razão das perdas acumuladas dos últimos anos. Porém, não alcança todos aqueles que precisam desse apoio”, afirma Meneguette. “Vamos continuar trabalhando para uma solução mais ampla e permanente, para que nenhum produtor fique de fora e o setor possa recuperar plenamente sua capacidade de investir e produzir”, complementa.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Segundo o presidente do Sistema Faep, a entidade seguirá trabalhando para que, após o recesso, o Projeto de Lei 5.122/2023 volte à pauta do Congresso Nacional. A proposta, construída com participação do setor produtivo, prevê mecanismos mais abrangentes para a renegociação das dívidas rurais.

Segundo dados do Banco Central, até maio, o Brasil acumulava R$ 202 bilhões em saldos problemáticos nos empréstimos rurais. No Paraná, o endividamento rural ultrapassava R$ 14 bilhões.

Como funciona a MP

Para aderir ao programa, será necessário comprovar perdas em pelo menos duas safras e redução mínima de 30% da renda bruta. Nos casos considerados mais graves, o produtor deverá comprovar perdas em três ou mais safras, com redução de pelo menos 40% da renda bruta.

Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural

Os financiamentos poderão ser renegociados em até oito anos para a regra geral e em até dez anos para os produtores enquadrados nos critérios de maiores perdas. Em ambos os casos, haverá carência de até dois anos, período em que será exigido apenas o pagamento dos juros, sem necessidade de entrada.

Poderão ser renegociadas operações de crédito rural contratadas até 31 de maio de 2026. Para contratos inadimplentes, a medida contempla financiamentos com vencimento entre 1º de janeiro de 2024 e 31 de maio de 2026.

Os limites de renegociação variam conforme o enquadramento do produtor. Na regra geral, chegam a R$ 400 mil para beneficiários do Pronaf, R$ 2 milhões para operações do Pronamp e R$ 4 milhões para os demais produtores. Nos casos de maiores perdas, esses valores poderão alcançar R$ 500 mil, R$ 2,5 milhões e R$ 8 milhões, respectivamente, observadas as condições previstas na medida.

As taxas de juros também serão diferenciadas. Na regra geral, serão de 6% ao ano para operações do Pronaf, 9% para o Pronamp e 12% para os demais produtores. Nos casos de maiores perdas, as taxas caem para 5%, 8% e 11% ao ano, respectivamente.

Foto: Divulgação

A medida provisória estabelece que os recursos para a renegociação poderão vir de linhas obrigatórias e livres de crédito rural, além do Fundo Social e de outros fundos supervisionados pelo Ministério da Fazenda. A MP também autoriza a reutilização das garantias já vinculadas às operações originais, adequando-as ao novo saldo renegociado.

Outra previsão é a prorrogação automática, por até 30 dias, das operações que estavam inadimplentes em 14 de julho de 2026, enquanto os pedidos de renegociação estiverem sendo analisados pelas instituições financeiras.

O texto ainda destaca que as instituições financeiras poderão substituir as Cédulas de Produto Rural (CPRs) inadimplentes por novas operações com prazo de reembolso de até oito anos.

A MP também autoriza a criação de um fundo garantidor para financiamentos de médio e longo prazo destinados ao setor agropecuário, com possibilidade de aporte de até R$ 2 bilhões pela União, além da participação em um fundo voltado à cobertura de perdas provocadas por eventos climáticos extremos.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Créditos de carbono ampliam possibilidades de renda para produtores rurais

Práticas como captura de carbono no solo, bioenergia e tratamento de dejetos podem gerar ativos ambientais para comercialização.

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Foto: Jonathan Campos

A criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), instituído pela Lei nº 15.042/2024, abre caminho para que o Brasil amplie sua participação no mercado de créditos de carbono. Um estudo da PwC Brasil, divulgado em 2024, estima que o país tenha potencial para gerar cerca de 370 milhões de toneladas em créditos de carbono, movimentar R$ 1 trilhão e criar aproximadamente 3 milhões de empregos.

Foto: Divulgação

O sistema prevê a participação dos produtores rurais na geração de créditos de carbono, reconhecendo o papel da agropecuária na captura de carbono e na redução das emissões de gases de efeito estufa. Durante a tramitação da proposta no Congresso Nacional, o texto passou por alterações que incluíram a produção rural entre as atividades aptas a participar desse mercado.

Os créditos de carbono são certificados que representam a redução ou a remoção de gases de efeito estufa da atmosfera. Cada crédito corresponde a uma tonelada de dióxido de carbono equivalente (CO₂e) evitada ou capturada. Para serem comercializados, os projetos precisam seguir metodologias reconhecidas e passar por processos de certificação.

Foto: Shutterstock

No campo, diferentes práticas podem gerar esses créditos, como a captura de carbono no solo, projetos de bioenergia, o tratamento de dejetos animais e a conservação de áreas além das exigidas pela legislação ambiental.

A expectativa é que o mercado regulado de carbono esteja plenamente operacional até 2030. Até lá, o governo ainda precisa regulamentar pontos como as regras de monitoramento, certificação dos projetos e os limites para utilização dos créditos pelas empresas obrigadas a compensar suas emissões.

Enquanto a regulamentação avança, produtores interessados em ingressar nesse mercado deverão acompanhar a definição das metodologias e dos critérios que darão validade aos créditos de carbono gerados em suas propriedades.

Fonte: O Presente Rural
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Senado amplia debate sobre nova Lei do Trabalho Rural e regras para voos na Amazônia

Comissão de Infraestrutura aprovou audiências públicas para discutir propostas que tratam das relações de trabalho no campo e da operação de empresas estrangeiras na aviação regional.

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Foto: Divulgação

A Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado aprovou a realização de audiências públicas para discutir dois projetos que podem alterar as regras do trabalho rural e do transporte aéreo na Amazônia Legal. As datas dos debates ainda não foram definidas.

Um dos temas é o Projeto de Lei 4.812/2025, que propõe uma nova Lei do Trabalho Rural. A matéria estabelece normas específicas para as relações individuais e coletivas de trabalho nas atividades agropecuárias e cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural.

Foto: Freepik

O pedido para realização da audiência foi apresentado pelo senador Weverton (PDT-MA). Segundo o parlamentar, o texto foi ampliado durante a tramitação na Comissão de Agricultura (CRA), passando a incluir medidas relacionadas à qualificação profissional, inovação tecnológica, saúde e segurança dos trabalhadores rurais e sustentabilidade da produção.

Na avaliação de Weverton, as mudanças ampliaram o alcance da proposta e justificam um debate mais aprofundado na Comissão de Infraestrutura antes da continuidade da tramitação.

Aviação na Amazônia

A comissão também promoverá uma audiência pública sobre o substitutivo da Câmara ao Projeto de Lei 4.715/2023, que autoriza, em determinadas situações, empresas estrangeiras a operar voos domésticos na Amazônia Legal.

O requerimento foi apresentado pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), que argumenta haver preocupação do setor aéreo brasileiro com os possíveis efeitos da medida.

Segundo o senador, representantes das empresas nacionais afirmam que a abertura do mercado pode ampliar a concorrência com companhias internacionais de maior porte, além de provocar impactos sobre as relações de trabalho e a competitividade das empresas brasileiras, que estão sujeitas a custos tributários não aplicados às concorrentes estrangeiras.

Os dois projetos permanecem em análise no Senado e serão debatidos antes da votação na Comissão de Infraestrutura.

Fonte: O Presente Rural
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