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Cenário de mercado e pecuária catarinense são destaques no 1º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte

Palestras foram com o zootecnista Ivan Borba Formigoni e o médico-veterinário Diego Cucco.

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A palestra o “Cenário de mercado e perspectivas futuras da carne bovina”, com o zootecnista Ivan Borba Formigoni, abriu a programação do 1° Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte, pré-evento do 11º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL), na manhã desta terça-feira (08).

Presidente do Nucleovet, Lucas Piroca, destacou o compartilhamento de conhecimento na abertura do evento – Fotos: Divulgação/Nucleovet

O evento é promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) e aborda perspectivas, desafios e tendências do mercado de carne. “O setor está em amplo desenvolvimento, com raças registradas em Santa Catarina há mais de 100 anos e associações há mais de 30 anos. Com isso, queremos trazer conhecimento, tecnologia e inovações para que os produtores e profissionais do segmento coloquem na prática e gerem cada vez mais riquezas”, destacou o presidente do Nucleovet, Lucas Piroca, na abertura do evento.

Tendências do setor

Formigoni citou duas grandes tendências do mercado da bovinocultura de corte: preços em ascendência positiva, porém, mais voláteis. “A participação de vendas da carne bovina tem influência externa, o que gera instabilidade. Isso acontece também para a produção, com variação nos preços de fertilizantes. Por isso, é latente a importância do planejamento e da gestão por parte do produtor rural”, pontuou.

Palestra de Ivan Borba Formigoni abriu programação do 1º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte

Segundo o zootecnista, a questão da segurança alimentar norteia a produção. Ele citou a segurança alimentar, não apenas na questão da qualidade dos alimentos e, sim, na oferta e disponibilidade de comida. “Estamos passando por uma pandemia, guerras e conflitos, e o mundo está cada dia mais consciente que é o alimento que norteia toda a dinâmica mundial e isso sustenta preço. O consumo de carne tem aumentado e é necessário manter um estoque de segurança caso ocorra algum colapso”.

Preços

O Brasil é um dos mais importantes produtores de carne bovina no mundo e exporta para mais de 150 países. O país produz cerca de 10,5 milhões de toneladas de carne e o rebanho está em torno de 240 milhões de cabeças. De acordo com Formigoni, o preço da carne bovina está em um período de oscilação, mas a longo prazo a perspectiva é favorável. Entre as influências para isso, citou a queda na produção dos Estados Unidos, consumo chinês subindo, consumo doméstico fraco e exportação no Brasil com novo recorde, mas com alta modesta.

Conforme ele, o ciclo pecuário começa pelo bezerro. “Existe relação entre o preço de bezerro com o da vaca. Quando o preço do bezerro cai, o ritmo do abate de vaca sobe. Em 2022 o abate de vacas aumentou no Brasil. Além disso, a queda no preço do boi gordo segue menor que do bezerro e há potencialmente maior espaço para queda no preço”, comentou.

O zootecnista citou também que o patamar do câmbio ainda está alto, o que  tem segurado a valorização do boi gordo em dólar. “Isso tem favorecido a pecuária de corte do Brasil. Quando olhamos os nossos concorrentes, os preços do Brasil são extremamente competitivos”.

Formigoni concluiu que a produção de pecuária de corte está em uma fase de baixa do ciclo pecuário a longo prazo, mas os fundamentos seguem positivos com ciclos ascendentes e segurança alimentar. “Mercado mais volátil, com maior influência externa de exportação. O consumo interno está em recuperação lenta e os custos estão em alta e igualmente voláteis”, finalizou.

Pecuária de corte catarinense

A segunda palestra do 1° Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte abordou “A pecuária de corte catarinense e sua realidade produtiva” com o médico veterinário Diego Cucco.

Palestra de Diego Cucco integrou programação do 1º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte

Segundo Cucco, a pecuária de corte está espalhada por todas as regiões de Santa Catarina. O estado possui sistema de rastreamento de gados, que é controlado pela Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina). Dados de 2021 da Cidasc mostram que o total de bovinos em Santa Catarina é de 4.575.488, deste total 50% é gado de corte e 50% gado de leite.

“Somos um estado pequeno, mas muito distinto. Temos diferentes cenários produtivos e de consumo nas regiões. Muitas vezes diferem muito do usual no restante do país. Historicamente Santa Catarina produz apenas 50% do consumo, com isso tem que importar os outros 50%. Isso é algo que podemos elevar com produção de qualidade”, destacou.

Dados da Epagri mostram que o montante de gado abatido reduziu em 2021 comparado com 2020. “Temos um abate de 13% para autoconsumo e 86% abatidos com sistema de inspeção estadual e municipal”, explicou o médico veterinário.

Volume de abate

Conforme estudo de Cucco, o maior volume de gado para abate sai do Oeste do Estado. “A pecuária de corte é muito importante na região. Há muitos produtores indo para a produção com grande evolução na pecuária de corte por uma questão de migração de produtores e sucessão familiar. A região também possui excelente manejo de pastagem. Pequenas propriedades com lotação alta por hectare”.

Entre as particularidades do Meio Oeste estão as lavouras bem desenvolvidas, o que facilita a questão da recria. Também há a disputa por cereais de inverno. A Serra Catarinense é tradicional no sistema de cria, tem uma genética um pouco mais consolidada, mas possui maior desafio climático e forte avanço das lavouras sobre o campo nativo.

Já o Sul do estado, de acordo com o palestrante, tem se desenvolvido na produção de bovinos de corte, com evolução técnica e de qualidade. “Existem confinamentos espalhados pelo estado inteiro, principalmente no litoral”, comentou.

Com base em estudo para entender melhor a cadeia produtiva do estado avaliando os abatedouros, o médico-veterinário concluiu que o maior volume de abate está longe das regiões produtoras, mas está mais perto do consumo. “Os frigoríficos de Santa Catarina possuem dificuldade em fechar escalas de abate e chegam a rodar o estado todo para buscar bois. Abatem com qualidade inferior à desejada e todos almejam aumentar o peso da carcaça e estabelecer parcerias”, pontuou.

1º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte aconteceu nesta terça-feira (09), em Chapecó (SC)

Sobre os entraves dos frigoríficos bovinos do estado de Santa Catarina, Cucco citou como principal a padronização/uniformidade, seguido da oferta de animais e acabamento de carcaças. “Só conseguimos padronizar gado, se padronizarmos as matrizes. Assim conseguiremos a produção de uma carne de qualidade”, citou.

Dados da Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina, da Epagri/Cepa, mostra que em 2021 Santa Catarina ocupou a 14ª posição no ranking nacional, tendo exportado 3,38 mil toneladas, com US$ 12,54 milhões em receitas.

Sobre o evento

O Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite segue até quinta-feira (10), exclusivamente no formato presencial, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC), e reúne especialistas que debatem inovações e o futuro do setor.

Apoio

O 11º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite tem apoio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do Conselho Regional de Medicina Veterinária de SC (CRMV/SC), da Prefeitura de Chapecó e da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc).

Fonte: Ascom Nucleovet

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Plantas daninhas podem comprometer qualidade do pasto no período de reposição de bezerros

Especialista alerta que áreas sem manejo favorecem invasoras, reduzem valor nutricional das forrageiras e impactam produtividade na pecuária.

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A depender do tempo em que a área permanece sem pastejo, as forrageiras crescem além do ponto e ocorre a presença de plantas daninhas - Foto: Divulgação

Na pecuária, os primeiros meses do ano são marcados por retração no mercado de reposição de bovinos, por diversos fatores. No período, os pecuaristas trabalham com estratégias para evitar prejuízos na relação de troca. Com isso, as áreas de pastagem que servem de alimentação ao rebanho que será reposto ou formado para engorda, podem ficar em espera.

Engenheira florestal, mestre em Agronomia, com MBA em Gestão Florestal e Gestão de Negócios, Thaís Lopes: “Quando os animais retornarem, não haverá pasto em condições adequadas para alimentação”

Por esta razão, pode ocorrer crescimento acelerado de capim, devido às condições climáticas da época, além de favorecer o surgimento de plantas daninhas. As invasoras impactam na qualidade das forrageiras e, consequentemente, na produtividade de leite e arroba (@).

Neste cenário, para o controle das plantas daninhas, o produtor deve fazer o manejo do pasto com herbicidas. “A depender do tempo em que a área permanece sem pastejo, as forrageiras crescem além do ponto, apresentando alongamento de colmos, aumento no teor de fibra, menor digestibilidade e, portanto, redução do seu valor nutricional ao desempenho animal. Além disso, ocorre a presença de plantas daninhas. Quando os animais retornarem, não haverá pasto em condições adequadas para alimentação. Por isso, é sempre importante o produtor planejar o manejo das áreas de pastagem nos principais ciclos da pecuária”, explica a engenheira florestal, mestre em Agronomia, com MBA em Gestão Florestal e Gestão de Negócios, Thaís Lopes.

Invasoras no superpastejo

A profissional destaca que não é apenas em áreas de pastagem sem pastejo regular que as plantas daninhas podem surgir. “Os pecuaristas, que neste momento precisam reter animais, aguardando o melhor momento para comercialização podem acabar gerando superlotação e possível degradação do seu pasto. A prática também favorece a emergência de invasoras, já que o capim demora para se recuperar e as condições de clima quente e úmido com chuvas regulares, favorecem muito a proliferação”, aponta Thaís.

Neste cenário, o ideal é ter um bom planejamento para que o manejo seja adequado a necessidade da atividade e que se aproveite a temporada das chuvas para evitar falta de alimento no período da seca.

De acordo com a especialista, não basta, no entanto, realizar boas aplicações se não houver um bom dimensionamento da capacidade máxima de suporte das pastagens, pois em caso de superpastejo haverá redução de massa de capim e aumento de área de solo exposto, que cria condições para compactação de solo, processos erosivos e germinação do banco de sementes de plantas daninhas. “Respeitar a taxa de lotação da pastagem é tão importante quanto adotar tecnologias de controle. Uma boa aplicação, combinada a adequada lotação, garante não apenas eficiência agronômica, mas também sustentabilidade econômica da atividade”, enfatiza Thaís, ressaltando: “O equilíbrio entre o controle químico com herbicidas e outras estratégias, como, por exemplo, controle da lotação do rebanho na área, são fatores decisivos para manter a sustentabilidade da atividade pecuária, garantindo produtividade e competitividade frente ao mercado de bovinos”.

Fonte: Assessoria Corteva Agriscience
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Novo presidente da Asbram destaca momento histórico da carne bovina brasileira

Rodrigo Miguel assume a entidade defendendo avanço em tecnologia, sustentabilidade e preparação do setor para novos desafios.

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Presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (ASBRAM), Rodrigo Miguel - "Chego muito otimista e com energia para alertar nossos pecuaristas que o mundo moderno exige velocidade e não podemos perder o momento atual maravilhoso para o boi brasileiro" - Foto: Kika Damasceno/@kikadamas

O Brasil vive um momento único na carne bovina, com recorde mundial na produção e exportação, preços crescentes e vendas para 150 países. E o panorama deve permanecer crescente. Mas o segmento necessita estar pronto para desafios como sanidade, qualidade e respeito ao meio ambiente. Além de adequar o fluxo de embarques a ciclos pecuários cada vez menos imprevisíveis.

O panorama foi desenhado pelo médico-veterinário e tarimbado executivo Rodrigo Miguel, que tomou posse como novo presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (ASBRAM) no fim de fevereiro, sucedendo Fernando Cardoso Penteado Neto, em uma cerimônia realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). O novo vice-presidente é Leonardo Matsuda. E Elizabeth Chagas segue como vice-presidente executiva da entidade. A ASBRAM representa 71% das empresas do setor, que mantém no campo mais de 14 mil profissionais, na assistência técnica ao lado dos pecuaristas.

“Chego muito otimista e com energia para alertar nossos pecuaristas que o mundo moderno exige velocidade e não podemos perder o momento atual maravilhoso para o boi brasileiro. O mundo precisa de carne e só nós podemos ofertar nesses volumes que estamos embarcando. Avançando em sustentabilidade ambiental, financeira e em tecnologia. Porque a exportação não pode ficar refém dos ciclos. E temos que ficar atentos ao fato de que 70% da carne fica no mercado interno. Qualquer desequilíbrio pode ser problemático. Vamos ouvir as vozes das diferentes realidades produtivas do Brasil, manter o Painel de Comercialização como referência de negócios e atuar em nome de nossas empresas e de nosso mercado”, garantiu Rodrigo Miguel, que vai dirigir a entidade até o fim de 2027.

O novo presidente ainda apontou que o caminho da produção bovina é claro. Não precisa desmatar, deve usar cada vez mais tecnologia, adaptada aos formatos locais, em áreas menores. “Assim, produziremos e exportaremos cada vez mais alimentos. Vou procurar orientar minha presidência em pilares como visão, coragem, transparência, clareza, humildade e consciência do aprendizado para orientar a execução”, concluiu.

A noite começou com uma palestra do nutrólogo, professor e pesquisador Wilson Rondó Junior, autor do livro que trata dos benefícios da carne vermelha, que falou sobre ‘Uma nova luz sobre a alimentação saudável’. Ele destacou os benefícios ancestrais proporcionados pela proteína e as gorduras saturadas, como crescimento do cérebro, saúde e proteção contra diversas doenças. E as qualidades do rebanho brasileiro que vive essencialmente do pastejo.

“O mundo vive hoje uma inflamação silenciosa, com o uso excessivo de gorduras à base de grãos. Principalmente, obesidade, diabetes e doenças coronárias. Deveríamos rezar pelos bovinos todos os dias porque eles proporcionam alimentos mais saudáveis, com mais Ômega3”, defendeu. E ainda nomeou as principais informações falsas relacionadas a um pretenso perigo no consumo da proteína animal, propagandeadas ao longo dos últimos cem anos. “Carne e leite são fontes poderosíssimas, deveriam fazer parte da dieta de todas as pessoas. Porém, as novas pesquisas já atestam que o correto é o sinal verde para a carne vermelha”, acrescentou.

Na sequência, Fernando Penteado fez um balanço dos dois anos de seu mandato, elogiando o trabalho das equipes e enfatizando que o preparo técnico das indústrias precisa caminhar ao lado dos resultados financeiros. “O importante é estarmos juntos como agora. Sendo assim, vamos alcançar todos os nossos propósitos”, referendou.

“Confio demais na pecuária brasileira e saio depois de dois anos muito profundos, de amadurecimento. Alcançamos o número mágico de cem associados, alcançamos quatro mil profissionais acompanhando nossas reuniões mensais pessoalmente ou pela internet, e fortalecemos nosso caixa. A ASBRAM vai permanecer atuando forte, com seu exército de 14 mil profissionais no campo, todo santo dia. Seguiremos juntos”, falou Fernando Penteado.

Fonte: Assessoria ASBRAM
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Fundocarne lança campanha Carne Gaúcha é Diferente

Iniciativa busca valorizar a produção do Rio Grande do Sul, aproximar produtores e frigoríficos e posicionar o produto como carne de identidade própria.

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Foto: Divulgação

O Fundo de Promoção da Carne Gaúcha (Fundocarne), deu seu primeiro passo em uma nova estratégia da carne bovina gaúcha. Unindo produtores, através do Instituto Desenvolve Pecuária e frigoríficos, por meio do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados do Rio Grande do Sul (Sicadergs), o fundo atua na valorização da carne bovina produzida no estado.

O projeto busca aproximar produtores e frigoríficos para promover o produto nos mercados nacional e internacional, posicionando a carne gaúcha como um item diferenciado e com identidade própria. “O fundo nasce com esse desafio de tirar o pecuarista da comodidade e comunicar o que nós temos”, afirma a presidente do Instituto Desenvolve Pecuária, Antonia Scalzilli.

Fotos: Shutterstock

A primeira campanha oficial do fundo, intitulada “Carne Gaúcha é Diferente”, foi lançada com um vídeo institucional que destaca as particularidades do bioma Pampa e a tradição do churrasco local. A peça utiliza imagens reais de nove propriedades rurais do Rio Grande do Sul para reforçar a conexão entre o produto e a cultura gaúcha. “Nós temos um bioma exclusivo e uma tradição que ninguém mais tem. O vídeo mostra que o nosso churrasco não é apenas cultura, é um processo técnico de excelência que o mundo precisa reconhecer e remunerar”, destaca a dirigente.

Logo após o lançamento outras entidades e empresários já se interessaram em fazer parte do movimento. O Sindicato dos Leiloeiros Rurais do Rio Grande do Sul, Sindiler, e alguns associados já anunciaram que vão entrar para o Fundocarne. Reuniões com o setor  de varejo também estão avançando.

O funcionamento do Fundocarne baseia-se em contribuições voluntárias de ambos os elos da cadeia. No setor industrial, 17 frigoríficos participantes comprometeram-se com a doação de R$ 0,50 por animal, do total de abates. Por parte dos produtores rurais, a participação ocorre por meio de doações espontâneas em eventos, leilões e abates, com valores que variam conforme a adesão individual. Segundo Antonia Scalzilli, a união é fundamental para o setor: “A cadeia se uniu; a indústria frigorífica está ao lado dos pecuaristas para somar, junto ao varejo e todos aqueles que vivem da cadeia da carne”, relata.

Os objetivos centrais do Fundocarne incluem a promoção da qualidade e da responsabilidade ambiental e sanitária da produção gaúcha, visando elevar o consumo e a rentabilidade. A estratégia foca em transformar a percepção da carne de uma commodity para um produto de valor agregado, utilizando dados e comunicação ativa. Conforme explica Antonia Scalzilli, o propósito é reconectar o campo com a população urbana: “Queremos impactar os melhores mercados brasileiros com essa experiência da carne e colocar o sul do Brasil no mapa do mundo como um lugar de referência”, afirma Antonia.

Repercussão

A repercussão do lançamento inicial atingiu públicos externos à bolha do agronegócio, gerando engajamento em centros urbanos e reconhecimento de lideranças do setor em todo o país. Para a presidente do Instituto, o movimento de comunicação gerou um ciclo de retorno imediato para a instituição. “A nossa campanha já rompeu a bolha e voltou. Lançamos o ‘ping’ e agora recebemos o ‘pong’, com o reconhecimento de ícones da pecuária brasileira e de pessoas de fora do setor que se sentiram representadas”, explica Antonia.

Logo nas primeiras horas após a publicação no Instagram, o vídeo alcançou dezenas de milhares de visualizações. Além das redes sociais, o material circulou também nos grupos de Whatsapp, alcançando diferentes públicos de dentro e de fora do estado e até do país.

O vídeo está disponível no link, acesse clicando aqui.

Fonte: Assessoria Fundocarne
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