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Empresas Estratégias de controle

Cenário das salmonelas na avicultura brasileira: sua importância e mitigação

Todos os sorovares de salmonela são potencialmente patogénicos ao homem e animais.

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Arquivo / OP Rural

Artigo escrito por Gabriele Bin, Médica veterinária e coordenadora técnica da Cinergis. 

O Brasil é o maior exportador de carne de frangos in natura do mundo, com 35% das exportações totais destes produtos (MAPA, 2022). Em 2022 exportou 4,447 milhões de toneladas (ABPA, 2023) e há previsão de que para 2023, haja exportação de 4,560 milhões de toneladas (USDA, 2023).

Dada a importância desse mercado para a economia do país, é importantíssimo mitigar os riscos atrelados a estas exportações, entre eles as barreiras sanitárias. A presença de salmonelas na carne de frangos é, de longe, a mais importante delas pelo elevado custo social que estas infeções determinam à população.

As salmonelas (exceto os biovares Pullorum e Gallinarum) são altamente prevalentes nas criações avícolas. Todos os sorovares de salmonela são potencialmente patogénicos ao homem e animais. Nas criações avícolas, sua presença não determina sinais clínicos, nem perdas económicas significativas e seu controle é complexo e de elevado custo. Por isto da dificuldade na implantação de ações que precisam ser adotadas em toda a cadeia produtiva com o conhecimento e aprovação dos dirigentes das empresas.

São conhecidos e identificados mais de 1.600 sorovares de salmonelas. Entretanto, apenas um número muito pequeno está envolvido nas infeções humanas com origem na carne de frangos. Assim, autoridades sanitárias internacionais, já a alguns anos, listaram a Typhimurium e Enteritidis como os dois sorovares de controle e erradicação compulsória nas criações avícolas em todo o mundo. Trabalho este que foi muito bem feito por toda a indústria avícola brasileira, reduzindo-os a valores quase insignificantes. Entretanto, outros sorovares como a Heidelberg e Minessota (com características zoonóticas) tomaram este espaço e passaram a dominar nos isolamentos avícolas e infeções humanas, apresentando elevada capacidade de sobrevivência nas aves e meio ambiente. Estudos recentes (GOMES et al, 2022) demonstraram a presença de salmonelas em 8,3% das amostras de carne de frangos analisadas e em 25% das amostras das camas de frango, mesmo após tratamento (Voss-Rech et al., 2019).

Por muito tempo se lançou mão do uso de antimicrobianos no controle de salmonelas em aves e, ainda se utiliza em algumas situações especificas. O Brasil esteve entre os top 5 no uso de antibióticos no mundo juntamente com China, Estados Unidos, Austrália e Índia, correspondendo juntos a 58% dos antibióticos usados no mundo (MULCHANDANI et al., 2023). Lamentavelmente, estudos revelam índices elevados e crescentes de resistência aos antimicrobianos como as sulfonamidas, fluorquinolonas, tetraciclinas e beta-lactâmicos por sorovares de salmonelas de interesse em saúde pública, em todo o mundo. Estes achados reduzem as ferramentas (antibióticos) de tratamento das infeções humanas, quando se faz necessário. Por esta razão e também pelos resultados duvidosos do seu efeito no controle das salmonelas, o uso de antimicrobianos vem sendo proibido em todo o mundo, o que têm implicado na necessidade de se buscar alternativas aos antibióticos para este propósito.

O controle de salmonelas – como mencionado anteriormente – requer uma abordagem e ação em todos os segmentos da cadeia produtiva. Isto inclui boas práticas de manejo, cuidados com contaminação das matérias-primas usadas na fabricação das raçoes, medidas de biosseguridade rígidas e um suporte de controle laboratorial com metodologias especificas, treinamento pessoal com análise dos resultados e tomada de medidas apropriadas de controle para cada etapa, dos pintos nos incubatórios as carcaças nos abatedouros.

Entre as estratégias aliadas no controle das salmonelas em avicultura destaca-se a utilização de probióticos, que são compostos contendo bactérias vivas benéficas e reconhecidas como seguras (generally recognized as safe – GRAS). Sua ação se dá na melhoria da saúde intestinal, da imunidade local e sistémica, melhoria da integridade intestinal e da sua funcionalidade, com a produção de metabólitos, entre eles os ácidos orgânicos e bacteriocinas.

A elevada presença de salmonelas nas criações avícolas com envolvimento em saúde pública e grande impacto nas exportações avícolas, requer e ressalta a necessidade na busca de estratégias de controle que envolvem uma abordagem abrangente alinhada com práticas de uma saúde única.

Fonte: Assessoria

Empresas Nuproxa

Empresa suíça de aditivos naturais se lança ao mercado durante o SIAVS 2024, que acontece entre os dias 6 e 8 de agosto em São Paulo.

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Homero Borin, vice-presidente do Grupo Nuproxa para a América Latina

Presente no mercado latino-americano desde 2007, o Grupo Nuproxa escolhe o evento SIAVS 2024, que acontece no Distrito Anhembi, em São Paulo, de 6 a 8 agosto, para apresentar a sua marca e seu portfólio ao Brasil. Com soluções inovadoras, já reconhecidas na Europa e em outros países da América Latina por sua eficácia e qualidade, que extraem o melhor da natureza e transformam em tecnologia de nutrição para o bem-estar e saúde animal.

Em território brasileiro, o local escolhido para sua sede foi Itajaí, Santa Catarina, estrategicamente pensado para apoiar uma rede de distribuição abrangendo todo o país, uma vez que a região tem força na produção de suínos e aves. A Nuproxa Brasil conta com uma equipe técnica comercial e um time de especialistas em nutrição e saúde para aves, suínos, ruminantes, animais de companhia e aquicultura, prontos para oferecer suporte completo aos seus clientes.

Com um investimento previsto de 22% de seu market share em novos mercados, a empresa pretende tornar o mercado brasileiro um dos mais importantes do grupo nos próximos anos.

Homero Borin, vice-presidente do Grupo Nuproxa para a América Latina, destaca a importância dessa expansão. “O Brasil sempre fez parte dos nossos planos de crescimento, pois é um mercado extremamente importante para a expansão de nossos negócios. Além disso, sempre realizamos testes científicos com instituições brasileiras de prestígio para confirmar a eficácia de nossos produtos. Com a adição de novos produtos ao nosso portfólio e a expansão de nossa equipe técnica, estamos prontos para estrear no país”, afirma Borin.

Entre os destaques da Nuproxa estão o suporte técnico especializado e os produtos inovadores e sustentáveis, desenvolvidos para clientes que buscam maximizar os resultados e manter alta lucratividade em suas operações, atendendo à demanda global.

“Nossos produtos, que já são sucesso em toda a América Latina, agora estão disponíveis no Brasil com foco principal na produção de aves e suínos, além de uma linha inovadora de produtos para aquicultura. Os produtos da Nuproxa são naturais e altamente testados, oferecendo máximo retorno econômico e desempenho superior de produção, alinhados com conceitos de sustentabilidade e bem-estar animal. Além disso, a Nuproxa tem um rigoroso programa de segurança alimentar, qualidade e regulamentação para garantir a integridade de nossos produtos, seguindo os mais altos padrões estabelecidos pela certificação FAMI-QS”, diz Jonivan Paloschi, Diretor Comercial para a Nuproxa Brasil.  

Até 2021, a Nuproxa operava no Brasil de forma indireta, por meio de um distribuidor local, oferecendo uma gama reduzida de produtos. No entanto, dada a importância do país na produção animal global e o crescimento de sua linha de produtos, a empresa suíça entra no país com força total. A meta da Nuproxa Brasil é ter sua linha completa de produtos disponível no mercado brasileiro nos próximos anos.

 

Serviço

Nuproxa Brasil

Stand SIAVS n° 103

SIAVS 2024, de 6 a 8 de agosto

Distrito Anhembi, São Paulo/SP

 

Fonte: Ass. de Imprensa
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Empresas Dia 8 de agosto

Agroceres Multimix realiza agCast ao vivo durante o SIAVS 2024

Ação reunirá especialistas como Luiz Felipe Caron, Ricardo Rauber e Fernanda Almeida e tem como objetivo levar conhecimento prático e científico ao setor.

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Professor Luiz Felipe Caron, é uma das presenças confirmadas no AG CAST – Foto: O Presente Rural

No dia 8 de agosto, durante o SIAVS, a Agroceres Multimix reforça seu compromisso de levar informações de qualidade ao setor por meio do agCast. Na oportunidade, a empresa reunirá em seu estande renomados especialistas para debater a fundo temas essenciais para a produção de proteína animal.

A ação será transmitida ao vivo, pelo canal oficial da Agroceres Multimix no YouTube, permitindo que profissionais do setor acompanhem as discussões e insights.

A programação do agCast terá início às 9h30, com foco em avicultura, quando estratégias para escolha de aditivos voltados para a saúde intestinal nortearão as conversas.

O professor Luiz Felipe Caron, o consultor Ricardo Rauber e a gerente de serviços técnicos na Agroceres Multimix, Patricia Marchizeli, debaterão temas como o uso de biomarcadores para compreender os mecanismos de ação dos aditivos e a definição de protocolos eficazes adaptados às necessidades dos produtores.

Na sequência, às 11h30, o conceito de imunonutrição e os desafios das matrizes hiperprolíficas na suinocultura serão o foco da troca de experiências entre a professora e pesquisadora Fernanda Almeida e o gerente de serviços técnicos na Agroceres Multimix, Francisco Alves Pereira.

Os participantes abordarão como a pesquisa está enfrentando os desafios para melhorar a uniformidade e viabilidade da leitegada, além do papel da imunonutrição no desempenho produtivo e morfológico dos leitões.

Para acompanhar o agCast, basta se inscrever no canal do YouTube da Agroceres Multimix (Clique aqui).

Fonte: Assessoria Agroceres Multimix
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Empresas

Saiba como os aminoácidos podem auxiliar na criação de suínos

AminoGut®, solução da Ajinomoto do Brasil, é excelente estratégia nutricional para o desenvolvimento saudável dos animais 

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Divulgação Ajinomoto

O AminoGut®, solução voltada para a área de Nutrição Animal, presente no portfólio da Ajinomoto do Brasil, empresa referência em aminoácidos, tem sido utilizado como ferramenta estratégica na nutrição dos suínos. Composto por aminoácidos essenciais na forma livre, o produto é desenvolvido e produzido no Brasil, e exportado para diversos países.

Os componentes presentes na formulação do AminoGut® atuam no intestino dos animais, sendo utilizados no metabolismo de energia das células de rápida multiplicação e renovação, como os enterócitos (células cuja função é a de realizar a digestão dos alimentos e a absorção de nutrientes) e as células do sistema imunológico (responsáveis pela defesa e proteção do organismo), contribuindo assim para a manutenção da morfologia, integridade e saúde intestinal.

Os suínos passam por diversos períodos de desafios durante a sua produção. Por exemplo, no período de desmame o estresse dos animais é muito intenso, pois o leitão é separado de sua mãe, a sua dieta (leite) é modificada drasticamente para a ração e é neste momento em que os leitões de diferentes ninhadas são agrupados em um único ambiente, ocasionando uma reorganização social com conflitos de hierarquia dentro deste novo grupo. Estes estresses ambientais, nutricionais e sociais resultam em alterações significativas na microbiologia, fisiologia e imunologia do trato digestivo dos leitões.

Em situações de estresse ou desafio sanitário, a demanda dos aminoácidos aumenta e um aporte nutricional adequado de aminoácidos essenciais e, também, de aminoácidos condicionalmente essenciais (cuja síntese endógena é insuficiente para atender as necessidades do organismo, em condições específicas), deve ser realizado.

“Com sólida base científica, o AminoGut®, produto de tecnologia e composição únicas para a nutrição animal, possui importância estratégica para se obter o melhor desempenho zootécnico, fornecendo aminoácidos essenciais aos animais submetidos às condições de estresse, como, por exemplo, o período de desmame dos leitões”, destaca Edgar Ishikawa, diretor da Divisão Bio & Fine Chemicals, responsável pelos negócios de Nutrição Animal da Ajinomoto do Brasil.

“No desmame e dias após este evento, os sistemas digestivos e imunológicos dos leitões ainda não estão plenamente maduros e funcionais, limitando sua capacidade digestiva e sua resposta imunológica frente aos desafios. A suplementação do AminoGut® nas rações, devidamente balanceadas e de alta digestibilidade, se torna necessária para se obter o melhor desempenho zootécnico e para que os leitões, de forma resiliente, transponham os desafios do período de desmame”, reforça o executivo.

Testes realizados em granjas comerciais no Brasil e no exterior comprovam que o uso do AminoGut® resulta em um significativo aumento de peso dos leitões na saída da creche que, por consequência, proporciona menos dias para atingir o peso de abate dentro do ciclo produtivo. “Em outros termos, há melhor desempenho zootécnico e maior retorno econômico ao produtor”, finaliza Edgar Ishikawa

Fonte: Ass. de Imprensa
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AJINOMOTO SUÍNOS – 2024

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