Bovinos / Grãos / Máquinas
Cenário atual das propriedades leiteiras é tema de palestra no 11º SBSBL
Zootecnista Fernando da Silveira vai explanar sobre o tema no dia 08 de novembro, às 14h10. O evento é promovido pelo Nucleovet e será realizado presencialmente em Chapecó (SC).

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de leite, com mais de 35 bilhões de litros por ano, com produção em 98% dos municípios, tendo a predominância de pequenas e médias propriedades, empregando perto de quatro milhões de pessoas. O país conta com mais de um milhão de propriedades produtoras de leite e as projeções do agronegócio da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), estimam que, para 2030, irão permanecer os produtores mais eficientes, que se adaptarem à nova realidade de adoção de tecnologia, melhorias na gestão e maior eficiência técnica e econômica. Entre as regiões que mais produzem, estão Sudeste e Sul, sendo Minas Gerais o estado que mais produziu em 2020, seguido pelo Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e Santa Catarina.
“Cenário atual das propriedades leiteiras do sul do Brasil: para onde vamos…” é o tema da palestra do zootecnista Fernando da Silveira no 11º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL), no dia 8 de novembro, às 14h10, durante a programação do Painel Gestão e Sucessão Familiar.
Fernando da Silveira é graduado em zootecnia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), pós-graduado em Produção e Qualidade do Leite (UNC) e pós-graduado em Nutrição de Bovinos Leiteiros pela Rehagro FAZU. Já trabalhou como instrutor nas áreas de nutrição e qualidade do leite no Senar-SC, coordenou equipe de assistência técnica a produtores de leite em laticínios, trabalhou em programas especiais do Senar como Mais Leite e Leite Legal com foco em produtividade e melhoria da qualidade do leite. Membro da câmara técnica do Conseleite do Estado de Santa Catarina. Desde 2016 atua como supervisor técnico da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar-SC na região Oeste do estado.
O presidente da comissão científica do 11º SBSBL, Airton Vanderlinde, frisa que os estados do sul são importantes produtores de leite e que a atividade está concentrada principalmente em pequenas propriedades. “Entender o cenário atual e as perspectivas para o futuro da cadeia produtiva é essencial para aprimorar a produção e o crescimento sustentável. Fernando da Silveira tem amplo conhecimento para compartilhar e contribuir com os profissionais do setor”.
Evento
O SBSBL é promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) e ocorrerá no período de 8 a 10 de novembro. Paralelamente acontecerá a 6ª Brasil Sul Milk Fair. O evento será realizado exclusivamente no formato presencial, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC), e reunirá especialistas que debaterão tendências, inovações e o futuro do setor.
Inscrições
As inscrições para o 11º SBSBL estão no terceiro lote, com valores: R$ 500 para profissionais e R$ 440 para estudantes. Na compra de pacotes a partir de dez inscrições para o SBSBL serão concedidas bonificações. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias e órgãos públicos, além de grupos de universidades, têm condições diferenciadas. O acesso para a 6ª Brasil Sul Milk Fair é gratuito. Para o pré-evento – 1º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte – o valor é R$ 200. Quem fizer inscrição no Simpósio têm acesso gratuito ao Fórum.
As inscrições podem ser feitas pelo site www.nucleovet.com.br.
Apoio
O 11º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite tem apoio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do Conselho Regional de Medicina Veterinária de SC (CRMV/SC), da Prefeitura de Chapecó e da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc).

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Nova edição de Bovinos mostra avanço dos boitéis e os novos rumos da pecuária
Crescimento do confinamento intensivo reforça escala, produtividade e profissionalização da atividade.

A nova edição do jornal Bovinos de O Presente Rural traz na capa o avanço dos boitéis no Brasil e como esse modelo vem ampliando a capacidade de confinamento, contribuindo para a reorganização da pecuária de corte. A publicação mostra como a terminação intensiva ganha força e passa a ter papel estratégico dentro dos sistemas produtivos.
O conteúdo destaca as transformações da pecuária brasileira nas últimas décadas, com foco em eficiência, tecnologia e novos modelos de produção. A reportagem “O Brasil do boi” apresenta o que mudou no setor ao longo de 20 anos, evidenciando a evolução do rebanho, dos sistemas de manejo e da inserção no mercado.
Entre os destaques da edição estão temas técnicos e de gestão que impactam diretamente a atividade:
O manejo de vacas secas pode estar sabotando o futuro do seu rebanho
O Brasil do boi: o que mudou na pecuária nacional em 20 anos
Braford avança no cruzamento industrial e amplia presença na pecuária
Bebedouro com bico reduz em até 45% a mamada cruzada em bezerros
Preço do leite despenca e produtores reagem com criação de nova associação no Paraná
Boitéis ampliam a capacidade de confinamento da pecuária de corte no Brasil
Quando a pulverização ultrapassa o alvo
A nova edição de Bovinos de O Presente Rural além de informar também convida o leitor a refletir sobre o futuro do setor, com dados, análise e conteúdo multimídia que ajudam a entender se a terceira posição mundial é um ponto de chegada ou apenas mais uma etapa de uma trajetória em consolidação.
Além das reportagens, o jornal reúne artigos técnicos assinados por especialistas, abordando temas como manejo, inovação, bem-estar animal, nutrição e as tecnologias que estão moldando o futuro da atividade. A publicação ainda apresenta as novidades das principais empresas do agronegócio do Brasil e do exterior.
Á edição também está disponivel na versão digital, com acesso gratuito. Para ler a versão completa online, clique aqui. Boa leitura!
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Abate de fêmeas cresce 23,5% e bezerro atinge maior preço desde 2021
Brasil abateu 20 milhões de vacas e novilhas em 2025. Em Mato Grosso do Sul, bezerro nelore chega a R$ 3.254, alta de 24,3% em um ano.
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Congresso Mundial Brangus reúne 13 países e destaca crescimento da raça no Brasil
Evento em Londrina (PR) integra genética, mercado e visitas técnicas em diferentes sistemas de produção.

A abertura do Congresso Mundial Brangus foi realizada na quarta-feira (18), no Parque de Exposições Governador Ney Braga, em Londrina, reunindo delegações de 13 países, criadores e técnicos de diversas regiões do país. O encontro é organizado pela Associação Brasileira de Brangus e marca uma das maiores edições do evento.
Segundo o presidente da entidade, João Paulo Schneider da Silva, sediar o congresso representa um marco para a raça no país. Ele destacou a responsabilidade de receber delegações internacionais e a consolidação do Brangus no cenário pecuário brasileiro.
O presidente do congresso, Ladislau Lancsarics, afirmou que a edição atual se diferencia pelo volume de participantes estrangeiros e pela qualidade dos animais apresentados. A programação inclui visitas técnicas em propriedades distribuídas por diferentes biomas, com foco na adaptação da raça a distintos sistemas produtivos.
Expansão da raça
O diretor Sebastião Garcia Neto destacou que o evento foi estruturado para integrar conteúdo técnico e oportunidades comerciais, com julgamentos, fóruns e leilões ao longo da programação.
A associação registra atualmente 357 sócios, com crescimento de 43% no último ano. A raça está presente em 18 estados brasileiros e soma cerca de 580 mil registros. No mercado de genética, o Brangus ocupa a terceira posição em venda de sêmen no país, com mais de 870 mil doses comercializadas em 2024.
A abertura contou ainda com a participação de autoridades locais e estaduais. O presidente da Sociedade Rural do Paraná, Marcelo Janene El-Kadre, destacou a articulação entre entidades do setor para viabilizar o evento. O prefeito Thiago Amaral ressaltou a ligação histórica do município com a produção agropecuária.
Representando o governo estadual, o secretário da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Marcio Nunes, afirmou que a raça tem ganhado espaço pela precocidade, adaptação e desempenho produtivo.
Programação inclui visitas técnicas em três estados
Antes da abertura oficial, o congresso promoveu seis giras técnicas desde 12 de março, com visitas a propriedades no Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. As atividades reuniram mais de 1,6 mil participantes, que acompanharam diferentes modelos de produção com a raça.
Após a etapa em Londrina, a programação segue com visitas a fazendas nos dias 22, 24 e 25 de março, além de julgamentos de animais e leilões, consolidando o evento como vitrine da genética Brangus no país.





