Sem categoria
Celebrações marcam os 88 anos da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul
Evento contou com a presença do governador Eduardo Leite.

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação está de aniversário. São 88 anos de história, celebrados com cerimônia comemorativa na manhã desta segunda-feira (26/06), na sede da Seapi, em Porto Alegre. O governador do estado, Eduardo Leite, o secretário da Agricultura, Giovani Feltes, o ex-secretário homenageado, Domingos Velho Lopes, secretários de estado, deputados estaduais, representantes dos ministérios da Agricultura e Pecuária e do Desenvolvimento Social, presidentes de entidades e federações e servidores participaram da comemoração.

Governador do estado, Eduardo Leite – Grégori Bertó/Secom
“A secretaria tem papel importante no dinamismo de nossa agricultura. Com toda a tradição nestes 88 anos, soube inovar e se tornou ferramenta importante de desenvolvimento do setor”, destacou Eduardo Leite.
Giovani Feltes falou sobre o privilégio de ser secretário num momento como este, com um governo proativo e inovador. “E que sigamos nesta trajetória, com prognósticos positivos, investindo na atividade primária do Rio Grande do Sul”, afirmou. Feltes destacou o papel de seu antecessor, Domingos Velho Lopes, homenageado com foto na galeria de ex-secretários. “Domingos trouxe inspiração para o governo, um novo tempo. Foi um lufo de ar para a secretaria”, disse.
O ex-secretário Domingos Velho Lopes, à frente da pasta entre abril e dezembro de 2022, destacou que foi um período profícuo, de muito trabalho e muitos desafios. “Nós fizemos uma boa gestão, com destaque para as ações da agricultura de baixo carbono, participação na COP 27 (Conferência da ONU sobre mudanças climáticas), tendo as 35 cadeias produtivas gaúchas retratadas na Radiografia Gaúcha destacadas para o mundo”, afirmou.
Mapa Estratégico
Durante a cerimônia, foi entregue para o secretário Giovani Feltes o Mapa Estratégico da Seapi, coordenado pela Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG). “O Mapa é muito importante, é uma forma de comunicar os objetivos, para que todos possam andar juntos no mesmo passo e ver onde se quer chegar”, destaca a subsecretária de Planejamento da SPGG, Carolina Scarparo.
No Mapa estão as ações previstas para a Secretaria da Agricultura e tem por objetivo “a união de esforços e metas para promover e ampliar o desenvolvimento da agropecuária gaúcha, garantindo a excelência dos serviços e mantendo o reconhecimento conquistado para melhores entregas à população, alinhando planejamento de ações, gestão de pessoas e de processos”.
Homenagens aos servidores
Os servidores Valmir Jorge Martins, com 54 anos de serviços prestados no Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) de Santa Maria, e Lélia Garcia Silveira, com 49 anos no Departamento de Defesa e Vigilância Sanitária Animal (DDA), de Camaquã, receberam uma homenagem em nome dos cerca de 1.300 servidores da Secretaria.
No encerramento do evento, uma árvore de erva-mate, patrimônio cultural imaterial e símbolo do Rio Grande do Sul, foi plantada no pátio da Secretaria.

Sem categoria
Cultivo de pangasius, truta e carpa registra retração e representa 4,64% da piscicultura nacional
Segundo o Anuário Brasileiro da Psicultura Peixe BR 2026, volume cai para 46.975 toneladas; Rio Grande do Sul mantém liderança, Maranhão cresce 9,9% e Santa Catarina avança 3,5%.

Após dois anos consecutivos de crescimento, a produção de peixes de cultivo classificados como “outras espécies”, grupo que inclui pangasius, truta e carpa, registrou retração em 2025. O segmento somou 46.975 toneladas, volume 1,75% inferior ao obtido em 2024.

Pangasius – Foto: Divulgação/Arquivo OP Rural
De acordo com o Anuário Brasileiro da Psicultura Peixe BR 2026, essas espécies representaram 4,64% de toda a produção da piscicultura nacional no período. Esta é a segunda vez que o levantamento da Associação Brasileira da Piscicultura aponta queda nesse grupo. A primeira ocorreu na comparação entre 2022 e 2021, quando a retração foi de 3,03%. Nos dois casos, o recuo foi registrado após anos de forte expansão: em 2021, o crescimento havia sido de 17,01% e, em 2024, de 7,5%.
O Rio Grande do Sul segue como principal produtor nacional dessas espécies, concentrando 31,5% do total. Ainda assim, houve leve redução no volume. O Estado passou de 15 mil toneladas em 2024 para 14,8 mil toneladas em 2025, queda de 1,3%.
Na segunda posição aparece o Maranhão, que lidera na Região Nordeste e apresentou crescimento de 9,9% na comparação anual, alcançando 11.100 toneladas.
De volta à Região Sul, Santa Catarina ocupa a terceira colocação, com 8.900 toneladas produzidas em 2025, avanço de 3,5% em relação ao ano anterior.
Notícias
Exportações brasileiras aos países árabes crescem 10%
Levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com dados organizados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, aponta avanço nas vendas externas e aumento do superávit comercial.

As exportações do Brasil para os países árabes começaram o ano em alta. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) organizados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, o Brasil teve receita de US$ 1,985 bilhão em janeiro com exportações aos países árabes, em crescimento de 10% em comparação com o mesmo período do ano passado. As importações, por sua vez, registraram queda de 25,1%, para US$ 668,9 milhões.
Entre os países, o principal destino das exportações foram os Emirados Árabes Unidos, com importações de US$ 600,1 milhões, em alta de 110%, seguidos por Arábia Saudita (US$ 245,13 milhões, em crescimento de 9%) e Egito, que importou US$ 233,5 milhões, com retração de 42,3%.
No sentido contrário, a Arábia Saudita foi o principal fornecedor do Brasil entre os árabes, com embarques que somaram US$ 205,8 milhões (em queda de 47,6%), seguida por Emirados Árabes Unidos, com um total de US$ 141,6 milhões (em expansão de 497%) e Egito, com vendas ao Brasil de US$ 128,5 milhões (alta de 19,8%).
No conjunto de produtos, açúcar foi o principal item exportado, seguido por milho, carne de frango, minério de ferro, gado, petróleo bruto e carne bovina congelada. Os principais produtos importados em janeiro foram petróleo refinado, fertilizantes nitrogenados, petróleo bruto e fertilizantes fosfatados. A corrente de comércio no período somou US$ 2,6 bilhões, em queda de 1,6% na comparação com janeiro de 2025, e o superávit para o Brasil cresceu 44,4%, para US$ 1,3 bilhão.
Notícias Em Dubai
Exportações de proteína animal impulsionam presença do Brasil na Gulfood 2026
Ação levará dezenas de agroindústrias para promover negócios e fortalecer laços durante uma das maiores feiras de alimentos do mundo.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), levará 22 agroindústrias brasileiras à Gulfood, uma das maiores feiras internacionais de alimentos do mundo, realizada entre os dias 26 e 30 de janeiro em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Focada em promover imagem, novos negócios e fortalecer as relações comerciais com mercados do Oriente Médio, em um dos principais hubs globais do comércio de alimentos halal, a ação organizada pela ABPA e ApexBrasil contará com a participação da Ad’oro Alimentos, Avenorte, Avine Alimentos, Avivar Alimentos, Bello Alimentos Ltda, BFB Foods, C.Vale Cooperativa Agroindustrial, Coasul Cooperativa Agroindustrial, Copacol – Cooperativa Agroindustrial Consolata, Coroaves, Frango Pioneiro, Granja Faria, GT Foods, Jaguá Frangos Ltda, Lar Cooperativa Agroindustrial, Netto Alimentos S.A, Pif Paf Alimentos S.A., Somave – Cooperativa Agroindustrial, SSA Alimentos, Villa Germania Alimentos, Vossko do Brasil Alimentos Ltda e Zanchetta Alimentos.

Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin: “A Gulfood é uma vitrine fundamental para o relacionamento com compradores do Oriente Médio e de outras regiões” – Foto: Divulgação/Alimenta
A ABPA contará com um estande exclusivo com 432 metros quadrados, que foi projetado para apoiar as agendas comerciais das empresas, promover encontros com importadores, distribuidores e operadores do food service, além de reforçar o posicionamento institucional do setor brasileiro.
Um dos destaques do estande será o espaço de degustação, instalado na área central, com oferta de shawarma de frango, shawarma de pato e omeletes, valorizando a versatilidade da proteína animal brasileira e sua adequação aos hábitos de consumo da região.
Em 2026, a Gulfood será realizada simultaneamente em dois centros de exposições: o Dubai World Trade Centre e o Dubai Exhibition Center, ampliando a área do evento e a circulação de compradores internacionais.
“A Gulfood é uma vitrine fundamental para o relacionamento com compradores do Oriente Médio e de outras regiões. A presença das empresas brasileiras, com o apoio da ApexBrasil, fortalece a imagem do Brasil como fornecedor confiável de proteína animal, com produção alinhada aos mais altos padrões sanitários e às demandas dos mercados internacionais”, afirma o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
A participação integra o calendário de ações internacionais da ABPA e da ApexBrasil voltadas à promoção das exportações brasileiras de proteína animal, com foco em mercados estratégicos e no fortalecimento da imagem do Brasil como fornecedor de alimentos seguros e de qualidade.
Emirados Árabes Unidos
País-sede da Gulfood, os Emirados Árabes Unidos foram o principal destino das exportações brasileiras de carne de frango de 2025. Ao todo, o país importou 479,9 mil toneladas, volume que superou em 5,5% o total exportado em 2024 – o que gerou uma receita de US$ 937,2 milhões no ano passado.



