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CCAS elege novo presidente

Diretoria para 2018/2019 também foi escolhida durante Assembleia do Conselho

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O Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) elegeu neste mês o novo presidente da instituição: José Otávio Menten, que assumirá o cargo pelos próximos dois anos, até então ocupado por Antonio Roque Dechen.

Menten, que é engenheiro agrônomo, doutor em Agronomia, professor Sênior da Esalq/USP e secretário de Meio Ambiente de Piracicaba, SP, terá como objetivo dar sequência no plano de trabalho desenvolvido pelo CCAS há mais de sete anos, focado em enaltecer os milhões de brasileiros que lutam diariamente por um agronegócio mais sustentável, produtivo e rentável.

“Nosso desafio é comunicar à sociedade brasileira, por meio do grupo de conselheiros que contempla professores, cientistas e doutores renomados no setor, os caminhos e os desafios do agro brasileiro, além de reforçar a importância e a força do negócio perante todo o país e o mundo, afinal somos líderes em exportação de diversas commodities e proteínas”, afirma. 

A nova diretoria passa a contar também com: Antonio Roque Dechen como Vice-presidente de Estudos Científicos; Ciro Antonio Rosolem, como Vice-presidente de Comunicação; Lidia Cristina J. Santos, como Diretora Financeira; e Roberta Züge, como Diretora Administrativa.

Para o Conselho Fiscal, os titulares serão Décio Karam, Edeon Vaz Ferreira e Luiz Carlos Castanheira; e como suplentes, o Conselho terá Coriolano Xavier, José Luiz Tejon Megido, Luiz Foloni, Luis Madi, Luiz Nasser e Rumy Goto. 

Fonte: Assessoria

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Notícias Segundo Embrapa

Pecuária orgânica é oportunidade pós-pandemia

Na pecuária orgânica, devem ser utilizadas práticas zootécnicas que maximizem o bem-estar animal, a qualidade do produto e o retorno econômico

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Atividade ainda incipiente no País, a pecuária orgânica é viável e representa uma oportunidade de mercado no período pós-pandemia do novo coronavírus. É o que mostram os resultados de estudos apresentados pelo pesquisador João Paulo Soares, da Embrapa Cerrados, em palestra apresentada no dia 20 de julho no I Encontro On-line do Grupo de Estudo em Produção Animal Sustentável (GOPAS) “Zootecnia e Sustentabilidade: novos caminhos para a produção animal”, promovido pela Universidade Estadual do Piauí.

Segundo Soares, com o início da pandemia, em março deste ano, houve aumento no interesse e na procura por trabalhos científicos e atividades de produtores e feiras orgânicos e por produtos orgânicos nos supermercados. “Nessa perspectiva, vemos a possibilidade de uma grande oportunidade, tanto para zootecnistas, agrônomos, veterinários e empresas, de ter no mercado de produção orgânica vegetal e animal uma grande demanda no futuro”, disse, acrescentando que não será necessário abrir novas áreas agrícolas.

Apesar de ainda pouco representativo em comparação com o mercado convencional, o mercado de produtos orgânicos certificados no Brasil, que em 2013 movimentou 688 milhões de euros e atualmente conta com cerca de 21 mil produtores (a maioria agricultores familiares), cresceu anualmente 14,5% em média entre 2014 e 2017, sendo que na pecuária orgânica o crescimento anual é estimado em 20 a 30%, de acordo com o Forschungsinstitut für biologischen Landbau (FiBL – Instituto de Pesquisa em Agricultura Orgânica), da Suíça, e com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ao citar dados de produção de leite, ovos e carne orgânicos no País, o pesquisador mostrou como os números, apesar do crescimento expressivo ao longo dos anos, ainda são ínfimos perto do total nacional da produção animal. “Precisamos ter soluções de inovação para o desenvolvimento da produção”, comentou.

Ele apresentou aspectos da normatização para a conversão dos sistemas convencionais em orgânicos e o sistema de certificação no Brasil, que contempla três diferentes modalidades – Certificação por Auditoria (utilizado pela maioria dos produtores), Controle Social na Venda Direta e Sistema Participativo de Garantia (em crescimento).

Para diferenciar agroecologia de sistemas orgânicos, Soares lembrou que a primeira é uma ciência que estuda práticas, processos e métodos para produção sustentável, enquanto os segundos são sistemas de produção nos quais as práticas e os processos agroecológicos podem ser utilizados. O pesquisador destacou o conceito utilizado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) sobre os sistemas orgânicos, que são holísticos e promovem e estimulam a saúde do ecossistema, estando aliados a determinadas práticas de manejo (uso de insumos da propriedade, práticas agronômicas, métodos mecânicos e biológicos em detrimento do uso de materiais sintéticos) e ao mercado justo.

Na pecuária orgânica, devem ser utilizadas práticas zootécnicas que maximizem o bem-estar animal, a qualidade do produto e o retorno econômico. Também devem ser utilizados animais cujos genótipos sejam adaptados aos sistemas não intensivos ou semi-intensivos. Nesse tipo de sistema, não são permitidos agroquímicos, hormônios sintéticos nem organismos geneticamente modificados.

Para abordar avanços e tecnologias para sistemas orgânicos de produção animal, Soares mostrou resultados de algumas pesquisas realizados nos últimos 20 anos pela Embrapa. Ele citou um estudo com biofertilizantes e condicionadores de solo no manejo de pastagens, que apresentaram desempenho semelhante ao do manejo convencional quanto à produção de matéria seca, além de comprovar o efeito positivo no uso de adubos verdes.

Outra pesquisa avaliou o uso do banco de proteína com leguminosa (Estilosantes bela), que permitiu a redução do consumo de silagem por vacas leiteiras na época seca, permitindo economia ao produtor. Em um estudo sobre controle sanitário estratégico, o uso de insumos alternativos como óleo de nim a 1% e medicamento homeopático sulphur 6H permitiu a redução do número de ectoparasitos em bovinos. Já uma avaliação do manejo orgânico em caprinos em comparação ao manejo convencional para reprodução, o controle de ecto e endoparasitas e controle sanitário e preventivo contra mastite apontou resultados semelhantes nas taxas de prenhez, na produção e na composição do leite, nos parâmetros sanguíneos das cabras no período da lactação, bem como na eficácia para controle do número de ovos de parasitos por grama de fezes.

O pesquisador também detalhou o estudo com sistema agrossilvipastoril de produção de leite orgânico na Unidade de Pesquisa Participativa em Produção Orgânica (UPPO), área de 1,1 ha instalada na Agrobrasília, no Distrito Federal. O sistema integra forrageiras, mandioca, eucalipto, árvores nativas, maracujá doce e milho para silagem. O solo recebeu correção e adubação orgânica e adubos verdes (leguminosas). Soares explicou o manejo do pastejo de novilhas leiteiras em recria e mostrou os dados de produção das forrageiras, do milho e da mandioca, do crescimento do eucalipto e do ganho médio diário em peso das novilhas, cerca de 600 g na média das raças utilizadas.

Soares reafirmou que os sistemas orgânicos de produção animal são técnica e economicamente viáveis, desde que os diversos arranjos produtivos possíveis estejam equilibrados, havendo maior preocupação com o meio ambiente, maior bem estar animal e ausência de resíduos. Por outro lado, há alguns limitantes, como a necessidade de áreas de produção de forragem na propriedade, já que o confinamento não é permitido pela legislação. Além disso, os animais podem ser suplementados com concentrado ou suplementos não orgânicos, em apenas 15% para ruminantes e 20% para monogástricos, da matéria seca total ingerida por dia adquirida fora da propriedade. Apesar de demandarem menos investimentos e custeio, esses sistemas requerem mais mão de obra.

Segundo o pesquisador, os produtos orgânicos têm como mercado preferencial o de produtos frescos em âmbito local e regional. Nesse sentido, ele destacou a oportunidade para produtores de começarem a trabalhar ou fazerem a conversão para a produção orgânica, uma vez que os produtos têm maior valor agregado e, se processados, podem alcançar mercados mais distantes e rentáveis. “É uma oportunidade no pós-pandemia porque vai se buscar qualquer tipo de alimento com qualidade”, observou, explicando que a pequena propriedade é mais ajustada para os sistemas orgânicos.

Ao final da apresentação, ele apontou dois marcos recentes e importantes para a produção orgânica no País: o lançamento do Programa Nacional de Bioinsumos, que disponibilizará um catálogo com diversos bioinsumos registrados  no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e a implantação do Instituto Brasil Orgânico, que busca promover o movimento orgânico brasileiro e envolver os diversos atores e segmentos para definir estratégias e tornar acessíveis sistemas produtivos e de oferta e comercialização de produtos.

Fonte: Embrapa Cerrados
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Notícias Safra de inverno

Valor médio do trigo no Paraná fica inferior ao do Rio Grande do Sul

Colheita de trigo avança no Paraná, e as atividades devem começar no Rio Grande do Sul apenas entre outubro e novembro

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Divulgação/AENPr

A colheita de trigo avança no Paraná, e as atividades devem começar no Rio Grande do Sul apenas entre outubro e novembro. Com isso, os preços do trigo estão em queda, mas com mais força no estado paranaense, fazendo com que o valor médio nesse estado fique inferior ao observado no Rio Grande do Sul.

De acordo com pesquisadores do Cepea, esse cenário é atípico, tendo em vista que, historicamente, os preços no Paraná superam os do Rio Grande do Sul.

Na média da parcial de setembro (até o dia 21), o preço médio do trigo no mercado disponível (negociações entre empresas) no Paraná está em R$ 1.156,52/tonelada, queda de 4,5% frente à de agosto.

No Rio Grande do Sul, a média está em R$ 1.218,54/t, baixa de 1,3% na mesma comparação.

Fonte: Cepea
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Notícias Pecuária

Raça Braford consolida mercado no Estado do Maranhão

Adaptabilidade da raça ao clima quente garante investimentos e abre novas possibilidades na região Nordeste do país

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ABHB/Divulgação

A raça Braford vem ganhando cada vez mais espaço na região Nordeste do Brasil. No Estado do Maranhão, em especial, já são 168 animais registrados, conforme o Setor de Registro Genealógico da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB). Um dos investidores é o criador gaúcho Luiz Paulo Malmann Filho, proprietário da Fazenda Fernanda, localizada no município de Balsas. Faz parte dos seus objetivos fomentar e introduzir na região  o cruzamento do Braford com o Nelore, tendo, inclusive, repassado muitos touros para os seus vizinhos.

O dono da Fazenda São Manoel, de Alegrete (RS), Paulo César Fleck, que trabalha com genética e é um dos formadores da raça Braford, participante do programa de seleção da Conexão Delta G, há dois anos abriu um novo mercado no Maranhão. “Já vendemos para a Fazenda Fernanda mais de 100 touros e mais de 150 ventres. Inclusive, touros Hereford, um fato inédito para aquele Estado”, afirma Fleck.

Conforme Fleck, Malmann Filho está muito satisfeito com a resposta da raça e vem colhendo resultados. “A sua propriedade possui 7,5 mil hectares, onde planta soja e milho e cria o gado, sendo que para isto são destinados 15 mil hectares do total. Ele tem confinamento e é um entusiasta da carne de qualidade”, observa, lembrando que o criador do Maranhão também está fazendo cortes, levando o gado gordo para ser abatido e lançado no mercado maranhense com grife.

Fleck destaca que o Braford é uma raça incrível porque tanto se adapta no Sul como também em regiões mais quentes. “Como o gado responde muito bem, estamos fazendo bons negócios. Temos agora um grupo de produtores no Tocantins que está querendo levar a nossa genética. Para nós, isso é muito satisfatório por ver que a nossa seleção genética está dando resultado e ajudando outras pessoas a atingir uma excelência na criação”, ressalta.

Fonte: Assessoria
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