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CBNA reúne em maio academia e indústria em três eventos simultâneos sobre nutrição animal

Programação do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal integra aves, suínos, bovinos e segmento pet em três encontros paralelos, reforça a conexão entre pesquisa e mercado e oferece descontos para inscrições antecipadas em março.

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O CBNA vai realizar três encontros técnicos simultâneos, de 12 a 14 de maio, voltados a profissionais da nutrição animal da academia e da indústria - Foto: Divulgação/CBNA

O Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA) vai realizar três encontros técnicos simultâneos, de 12 a 14 de maio, voltados a profissionais da nutrição animal da academia e da indústria. A programação contempla além do 36ª Reunião Anual do CBNA – Aves, Suínos e Bovinos, o 9º Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, programado para 12 de maio; e o 25º Congresso CBNA Pet, que acontece de 13 a 14 maio, consolidando um dos mais tradicionais fóruns científicos do setor no país.

Médico-veterinário e presidente do CBNA, Godofredo Miltenburg: “Estruturamos a programação para abordar assuntos que hoje estão no centro das decisões e preocupações dos profissionais de nutrição animal, desde inovação tecnológica até eficiência produtiva e sustentabilidade” – Foto: Divulgação/CBNA

Os eventos têm como proposta discutir os principais desafios, tendências e oportunidades da nutrição animal, promovendo integração entre pesquisa e mercado. A iniciativa reúne especialistas para apresentar avanços científicos, dados inéditos e perspectivas estratégicas, oferecendo um panorama do que está sendo estudado nas principais universidades do mundo e dos caminhos que devem orientar o futuro da nutrição animal.

O médico veterinário e presidente do CBNA, Godofredo Miltenburg, destaca que a proposta é fomentar debates técnicos de alto nível sobre temas prioritários. “Estruturamos a programação para abordar assuntos que hoje estão no centro das decisões e preocupações dos profissionais de nutrição animal, desde inovação tecnológica até eficiência produtiva e sustentabilidade. O objetivo é gerar conhecimento aplicável e estimular soluções para o setor”, afirma.

Além do conteúdo científico, a realização simultânea dos três encontros amplia o networking e a troca de experiências entre pesquisadores, formuladores, médicos-veterinários, empresas e fornecedores, fortalecendo a conexão entre indústria e academia.

Inscrições com desconto

As inscrições com desconto para o 9º Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos e para o 25º Congresso CBNA Pet são válidas até o dia 20 de março. Informações completas sobre categorias, valores e modalidades de inscrição estão disponíveis nos sites oficiais www.nutrologiapet.cbna.com.br e www.pet.cbna.com.br.

Já para a 36ª Reunião Anual do CBNA – Aves, Suínos e Bovinos, as inscrições com desconto podem ser confirmadas até o dia 25 de março através do site do evento www.reuniaoanual.cbna.com.br. Após essas datas, as taxas serão reajustadas.

A programação será paralela à Fenagra, Feira Internacional dedicada à tecnologia e processamento da agroindústria Feed & Food, apoiadora da iniciativa. A edição deste ano tem o patrocínio confirmado de empresas como AB Vista, Adimax, Alltech, APC, CBO Laboratório, dsm-firmenich, Evonik, Kemin Nutrisurance, Novus, PremieRpet, Royal Canin, Sanfer, Special Dog e Symrise, além do Sindirações. As empresas interessadas em participar ou patrocinar os eventos, podem entrar em contato com o CBNA através do e-mail cbna@cbna.com.br ou pelo What’sApp (19) 3232-7518.

Fonte: Assessoria CBNA

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Itaipu compra mais uma área para assentar indígenas no Paraná

Nova fazenda de 107 hectares deve substituir área de 9 hectares ocupada por 27 famílias. Aquisição integra acordo de R$ 240 milhões para compensar impactos da formação do reservatório da usina.

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Foto: Anderson Gibathe/Itaipu Binacional

Com recursos da Itaipu Binacional, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) adquiriram mais uma área para assentamento da comunidade Avá Guarani, na região Oeste do Paraná.

O imóvel, com 107 hectares, está localizado entre os municípios de São José das Palmeiras e Santa Helena, a cerca de 120 quilômetros (km) de Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina.

A Fazenda América, que passará a se chamar Tekoha Pyahu, é dez vezes maior do que o espaço ocupado hoje pelas 27 famílias, cerca de 90 pessoas, que serão agora transferidas, segundo a Itaipu. Atualmente, elas vivem em situação precária em um terreno de apenas 9 hectares, localizado na faixa de proteção do reservatório da usina. A expectativa é que a mudança ocorra em até dois meses. “A mudança será importante para nossa comunidade, especialmente para as crianças. Teremos um local adequado para viver, ter escola, posto de saúde, entre outros direitos que iremos conquistar lá”, afirmou o cacique Dioner, líder da aldeia Pyahu.

Para ele, o processo de reparação de danos que a Itaipu está fazendo é o “mínimo que se pode fazer para os Avá Guarani”.

A compra de terras faz parte do acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em março de 2025, e firmado por Itaipu com comunidades indígenas, Ministério Público Federal (MPF), Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Incra, Funai e Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O objetivo é assegurar reparação histórica pela violação a direitos humanos dos Avá-Guarani. Isso porque, na década de 1970, quando a usina começou a ser construída, em plena ditadura militar brasileira, a etnia Avá-Guarani sofreu o impacto do alagamento de suas terras tradicionais com a criação do reservatório do empreendimento, a partir do represamento do rio Paraná, na divisa com o Paraguai, que compartilha a gestão da usina com o Brasil.

O acordo estabelece medidas para assegurar a territorialização das comunidades locais e prevê a destinação aos indígenas de pelo menos 3 mil hectares de terra que serão adquiridos pelo consórcio Itaipu Binacional, ao custo inicial de R$ 240 milhões. “Trata-se de respeito, de reparação histórica e de promoção de condições de vida digna para essa população”, destacou o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri.

Ele lembrou ainda que a solução foi construída de forma articulada com as instituições parceiras e as próprias comunidades.

No acordo homologado pelo STF, a Itaipu Binacional se comprometeu a implementar ações de restauração ambiental nas áreas adquiridas e a financiar serviços essenciais, como fornecimento de água, energia elétrica, saneamento, saúde e educação. Caberá à Funai o procedimento de destinação final da posse permanente e usufruto exclusivo às comunidades indígenas. O processo de obtenção dos imóveis rurais passa por análise fundiária e técnica tanto da Funai quanto do Incra.

Itaipu ainda informou que, por meio de convênios com associações de pais e mestres de escolas e do projeto Opaná – Chão Indígena, estão sendo promovidas iniciativas voltadas ao fortalecimento da cultura, do idioma e do modo de vida dos Avá Guarani, além de ações de assistência técnica em agroecologia e de educação antirracista.

Balanço do acordo
Até o momento, o valor total investido pela Itaipu para a compra de terras para as comunidades indígenas afetadas na construção da usina está em R$ 84,7 milhões. O valor já inclui o pagamento pela fazenda América, que custou R$ 17,6 milhões.

Também foram adquiridas a Fazenda Brilhante, de 215 hectares, em Terra Roxa, onde foram alocadas três comunidades que, juntas, têm 68 famílias; a Fazenda Amorim, de 209 hectares, em Missal, para onde serão transferidas 36 famílias que ocupam uma área na Faixa de Proteção do Reservatório da Itaipu; parte do Haras Mantovani, de 68 hectares, em Terra Roxa; e uma área de 9,8 hectares para a comunidade Arapy, de Foz do Iguaçu. A meta é chegar a 3 mil hectares, com investimento total de R$ 240 milhões.

A área total obtida até agora supera os 700 hectares, o equivalente a 700 de futebol padrão Fifa.

Fonte: Agência Brasil
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Adapar promove treinamento para controle de zoonoses em animais de produção

Objetivo da capacitaçao foi aprimorar os procedimentos de vigilância, diagnóstico e atuação em campo, fortalecendo a sanidade animal e a segurança da produção.

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A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) realizou nesta semana, em Guarapuava, no Centro-Sul, um treinamento técnico voltado à prevenção e controle da raiva e das encefalopatias espongiformes transmissíveis (EETs). A ação reuniu nesta semana servidores da área da defesa agropecuária. A capacitação foi desenvolvida em formato teórico e prático, com atividades desenvolvidas no Sindicato Rural do município e na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).

Foto: Divulgação/Adapar

O objetivo do treinamento foi aprimorar os procedimentos de vigilância, diagnóstico e atuação em campo, fortalecendo a sanidade animal e a segurança da produção. A programação contou com uma estrutura que pudesse garantir uma abordagem completa dos temas ao combinar conteúdos técnicos com práticas operacionais.

Entre os principais pontos abordados estão a raiva dos herbívoros e encefalopatia espongiforme bovina (EEB), além de orientações sobre coleta de material do sistema nervoso central dos animais, o uso de equipamentos de proteção individual (EPI) e operação de sistemas oficiais como o e-Sisbravet, do Sistema Brasileiro de Vigilância e Emergências Veterinárias, vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

De acordo com a médica-veterinária da Adapar, Elzira Jorge Pierre, responsável pela condução do treinamento, a

Foto: Divulgação/Adapar

promoção periódica dessas capacitações é fundamental para manter as equipes atualizadas e preparadas para atuar frente a doenças de grande impacto sanitário. “Estamos tratando de zoonoses que exigem vigilância constante e resposta rápida, por isso investir na qualificação contínua dos nossos servidores é essencial para garantir a efetividade das ações de defesa agropecuária e a proteção da saúde animal e humana no Paraná”, afirma.

Um dos destaques do treinamento foi a atividade prática de captura de morcegos hematófagos em abrigos cadastrados da região. Essa etapa é considerada essencial para o monitoramento e controle da transmissão da raiva. Também integraram a capacitação práticas laboratoriais de colheita e manejo de amostras, conduzidas no câmpus Cedeteg da Unicentro, que fortaleceram a integração entre teoria e prática.

Foto: Divulgação/Adapar

A ação foi dividida em duas turmas, com o intuito de ter um maior alcance entre os servidores e garantir o melhor aproveitamento das atividades. Ao final do treinamento, os participantes retornam às suas unidades locais com atualização técnica e padronização de procedimentos, contribuindo diretamente para a resposta rápida a suspeitas e para a manutenção dos programas sanitários no Paraná.

Histórico

Os treinamentos técnicos fazem parte de uma estratégia contínua da Adapar para qualificação de suas equipes e fortalecimento da defesa agropecuária. Nos últimos anos, a Agência tem promovido capacitações periódicas voltadas à vigilância da raiva e outras doenças de interesse sanitário e econômico, especialmente em regiões com histórico de notificações ou maior risco epidemiológico. Em outubro de 2025, a autarquia promoveu um evento de conscientização sobre a doença no Oeste do Paraná.

Uma ação que foi tomada a partir dos ciclos de treinamento e conscientização da zoonose foi a publicação de uma portaria que estabeleceu a obrigatoriedade da

Foto: Divulgação/Adapar

vacinação contra a raiva em 30 municípios do Estado, levando em consideração a localização, próximos ao parque nacional do Iguaçu, e a incidência elevada em relação a outras regiões. Essas ações ampliam a capacidade de detecção precoce, padronizam protocolos e garantem maior eficiência nas respostas a ocorrências, alinhando o Paraná às diretrizes nacionais de sanidade animal.

Fonte: AEN-PR
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Pesquisa brasileira atrai produtores argentinos para troca de conhecimento

Programação abordou desde manejo reprodutivo até sistemas integrados no bioma Pampa.

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Foto: Róger Nobre

Durante a quarta-feira (14), a Embrapa Pecuária Sul recebeu uma comitiva da Associação Argentina de Consórcios Regionais de Experimentação Agrícola (AACREA), formada por 83 produtores rurais e técnicos. O grupo, envolvido em atividades de pecuária, silvicultura e produção de grãos, nas províncias de Corrientes e Missiones, está fazendo um giro técnico no Brasil e a visita à Embrapa foi para conhecer as pesquisas e tecnologias desenvolvidas para o setor primário.

O grupo foi recepcionado pela equipe de gestão na unidade da Embrapa e na sequência participou de palestras sobre diferentes temas que são trabalhados pela pesquisa. Segundo o analista da Embrapa, Marco Antônio Karam, esse tipo de iniciativa é importante para reforçar os laços com os países da região. “Além disso, estamos difundindo conhecimentos e tecnologias disponíveis para que possam ser utilizados lá, visando sistemas produtivos mais sustentáveis”.

Ainda na parte da manhã os pesquisadores Danilo Sant’Anna e Daniel Montardo apresentaram a vitrine de forrageiras, onde estão algumas das cultivares desenvolvidas pela instituição. Outro tema discutido foi o conceito Pasto sobre Pasto, que visa a oferta de forragem de qualidade para animais durante todo o ano.

No início da tarde, a comitiva assistiu a palestra Manejo da reprodução: fisiologia e uso de hormônios, ministrada pelo pesquisador José Carlos Ferrugem. O evento teve prosseguimento tendo como tema o melhoramento genético bovino. Os pesquisadores Fernando Cardoso e Cristina Genro falaram sobre pesquisas e tecnologias na área, como a utilização da genômica para o melhoramento de animais em características como eficiência alimentar e resistência ao carrapato, além dos trabalhos para a adaptação das raças taurinas a regiões tropicais.

A programação foi encerrada com a apresentação sobre o projeto Integra Pampa, feita pelos pesquisadores Naylor Perez e Hélio Tonini. Esse projeto está avaliando os melhores arranjos e desenhos de sistemas de integração lavoura, pecuária e floresta para o bioma Pampa.

Segundo o coordenador regional da Crea, Mariano Lanz, um dos objetivos do grupo foi conhecer soluções tecnológicas que possam ser implantadas nos sistemas de produção deles. “Somos produtores do nordeste Argentino, região com muitas semelhanças com esta. Estamos procurando ideias e encontramos aqui alternativas muito interessantes, principalmente no melhoramento animal e das pastagens”, afirmou.

A Crea é uma associação civil sem fins lucrativos, fundada em 1960 e formada por empresários agropecuários organizados em grupos regionais. Voltada ao desenvolvimento sustentável e à inovação, a entidade promove a troca de experiências e a geração de conhecimento entre produtores, com foco na melhoria da gestão e no crescimento das empresas do setor.

Fonte: Assessoria Embrapa
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