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CBNA discute tecnologia da produção para alimentos de animais em ambiente virtual

O Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA) realizou nos dias 12 e 13 de maio de 2021 mais um evento online

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Divulgação.

Decido a não deixar de levar conhecimento e sabendo da importância que o setor esteja atualizado no que se refere à nutrição animal, o Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA) realizou nos dias 12 e 13 de maio de 2021 mais um evento online. Dessa vez o tema abordado foi a tecnologia usada na produção de alimentos para animais.

O presidente do CBNA, Dr. Ariovaldo Zani, abriu o evento e pontuou que a adesão em massa, legitimada pela audiência de praticamente 300 espectadores, já demonstrava a satisfação e a confiança dos inscritos frente aos esforços envidados, e sobretudo, a percepção da essencialidade que atribui ao CBNA, a responsabilidade de manter-se no pódio da vanguarda.

Zani enfatizou aos participantes: “O programa oferecido permitirá debater as novas tecnologias e os processos necessários para oferecer maior qualidade e segurança à nutrição animal, questões estas fundamentais para assegurar o cumprimento do indissociável binômio “produtividade com sustentabilidade” das plantas processadoras de alimentos para animais.”

Quem abriu a programação do dia 12 foi Antônio Apércio Klein abordando as inovações tecnológicas dos últimos anos e tendências da indústria de rações. O consultor mostrou novidades na coleta de amostras, inclusive por robôs e o uso do NIR. Ele focou principalmente na automação total das fábricas (processos), na integração dos sistemas de controles e gestão através da utilização da inteligência artificial e internet das coisas, rumo à indústria 4.0.

Ariovaldo Zani e Klein

Complementando o assunto, José Luiz Ferraz, da Ferraz Máquinas falou sobre a adição de líquidos pós-peletização e pós-extrusão. Trabalhando com esse tipo de máquina, Ferraz explicou porque recobrir: não prejudicar os processos de extrusão e peletização, preservar a integridade de óleos, gorduras e palatabilizantes evitando ação de alta temperatura, melhorar a atratividade e palatabilidade do produto extrusado e a adição de enzimas, conservantes e aditivos.

Marco Lara, coordenador da palestra e José Luiz Ferraz

José Fernando Raizer dedicou o tempo que lhe cabia para explanar sobre a extrusora de rosca líquida e suas características e benefícios na produção de peixes, Raizer alerta que o Brasil ocupa apenas a 13º posição da produção de peixes em cativeiro e é o 8º na produção de peixes de água doce. Além disso, o monitoramento dos estoques pesqueiros indica que as espécies marinhas apresentam contínuo declínio. Raizer afirma: “Quem fica pra trás em produtos que o consumidor quer, perde o bonde do mercado”.

Godofredo Miltenburg e José Fernando Raizer

Marco Antonio Lara, da Evonik, falou em seguida sobre as análises físicas de ração: DGM e qualidade de pellet. Para ele, o assunto granulometria dos ingredientes e qualidade de pelete são muito relevantes no meio de produção de ração, pois têm impacto direto sobre o desempenho dos animais. “É de conhecimento geral no setor que granulometria grossa tem impacto negativo sobre a qualidade de pelete. Para suínos não existe contradição, pois a granulometria recomendada atende as especificações para se ter uma qualidade adequada de pelete”, afirma ele, completando: “Entretanto, para aves, onde se deseja granulometria grossa, como atender a qualidade de pelete? Essa será minha abordagem e apresentarei conceitos que buscam um entendimento para qualidade de pelete, até mesmo com granulometria grossa”.

Entre as novidades, o profissional acredita “que este paradigma, granulometria grossa x qualidade de pelete, já é algo amplamente discutido e com opiniões opostas no meio. O que pretendo é mostrar experiências que evidenciam a prática de ter granulometria grossa e adequada qualidade de pelete”.

Eduardo Soffiani e Marco lara

À Pablo Aguilar, da Amandua Kahl, coube o tema expansão: o melhor condicionamento para animais de alto desempenho e saudáveis. Ele concentrou sua apresentação nos setores de fabricação de alimentos balanceados, acondicionamento convencional e os benefícios em produção animal e produção e nutrição. Ele ressaltou que a evolução no rendimento da conversão alimentar na avicultura vem melhorando muito, saltando de 4,5KG em 1923 para pouco mais de 1,5KG em 2001

Rubem Groff e Denis Werner e Pablo Aguilar

Fernando Joboinski, da Bühler, abordou o tema mistura na expedição: medicamentos e rações. Abordando as oportunidade da mistura na expedição entre outros tópicos, Fernando sugere como melhor prática o uso de um sistema de mistura ou recobrimento, em linha dedicada, que possibilite pesar e incluir os medicamentos às rações em espaço curo, em fluxo fechado (entre o silo de expedição e o caminhão)

Everton Krabe e Fernando Joboinski

A consultora Sandra Bonaspeti focou sua apresentação nas melhores práticas e melhores métodos a serem implementados em fábricas de rações para reduzir a contaminação na “área limpa” da fábrica, ou seja, em todos equipamentos e ambientes que sucedem o processo de peletização. Ela também apresentar uma novidade: a metodologia para assegurar execução das limpezas e sanitizações das fábricas de rações.

Everton Krabe e Sandra Bonaspetti

Fonte: Assessoria
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Notícias Segundo ABPA

Exportações de carne de frango crescem 8,8% em junho

As exportações totais registradas ao longo do primeiro semestre alcançaram 2,423 milhões de toneladas, volume 8% superior ao registrado nos seis primeiros meses de 2021, com 2,244 milhões de toneladas – mantendo, neste ano, média mensal acima das 400 mil toneladas.

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Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras  de carne de frango totalizaram 432,5 mil toneladas em junho, volume que supera em 8,8% os embarques realizados no mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 397,4 mil toneladas.

Em receita, as vendas de junho totalizaram US$ 951,7 milhões, desempenho 46,3% maior que o realizado no sexto mês de 2021, com US$ 650,6 milhões.

As exportações totais registradas ao longo do primeiro semestre alcançaram 2,423 milhões de toneladas, volume 8% superior ao registrado nos seis primeiros meses de 2021, com 2,244 milhões de toneladas – mantendo, neste ano, média mensal acima das 400 mil toneladas.

Em receita, a alta do semestre é de 36%, com US$ 4,728 bilhões em 2022, contra US$ 3,476 bilhões em 2021.

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “A inflação global dos alimentos e os efeitos dos custos de produção, assim como as consequências para o comércio internacional dos inúmeros focos de Influenza Aviária em várias partes do mundo tiveram influência direta no resultado das exportações brasileiras de carne de frango de junho” – Foto: Divulgação

“A inflação global dos alimentos e os efeitos dos custos de produção, assim como as consequências para o comércio internacional dos inúmeros focos de Influenza Aviária em várias partes do mundo tiveram influência direta no resultado das exportações brasileiras de carne de frango de junho. Os mercados internacionais enfrentam dificuldades para manter os níveis das produções locais. Como contramedida, demandam volumes junto a parceiros confiáveis, sanitariamente seguros e estáveis, e que produzem com sustentabilidade, como o Brasil”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

No ranking dos principais destinos de junho, destaque para a Arábia Saudita, com 39 mil toneladas (+69%), Japão, com 37,1 mil toneladas (+3%), Emirados Árabes Unidos, com 35,6 mil toneladas (+18%), Filipinas, com 21,1 mil toneladas (+9%) e Coreia do Sul, com 18,4 mil toneladas (+67%). As vendas para a China, maior importadora da carne de frango do Brasil, totalizaram 46,5 mil toneladas no mês. (-18%),

“A maior parte dos nossos principais clientes internacionais vêm aumentando o volume das compras. Neste contexto, destacam-se mercados do Oriente Médio como a Arábia Saudita, que recentemente reabilitou parcialmente plantas brasileiras, tendo voltado inclusive a comprar volumes nos patamares históricos. Também foram relevantes as altas de determinados mercados da Ásia como as Filipinas e a Coreia do Sul, que assumiram, respectivamente, o quinto e o sexto postos entre os principais importadores de junho. Além disso, o preço médio obtido com as exportações também vêm evoluindo nos últimos meses, dentro de um contexto de necessidade em função dos custos de produção”, avalia Luís Rua, diretor de mercados da ABPA.

Fonte: ABPA
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Primeiro lote de inscrições ao 14º SBSS encerra quarta-feira

Evento será híbrido no período de 16 a 18 de agosto, com realização presencial em Chapecó (SC). Paralelamente, ocorrerá a 13ª Brasil Sul Pig Fair virtual.

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Presidente do Nucleovet, Lucas Piroca: "Estamos preparando um ambiente que possibilita interação, com perguntas aos palestrantes e aproveitamento máximo das palestras" - Foto: UQ Eventos

A comercialização do primeiro lote dos ingressos para o 14º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS) encerra nesta quarta-feira (6). Os valores são diferenciados nesta primeira etapa e, para o segundo e terceiro lotes, serão reajustados. O evento é promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) e ocorrerá nos dias 16, 17 e 18 de agosto próximo, no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó (SC). Paralelamente acontecerá a 13ª Brasil Sul Pig Fair. Os eventos terão transmissão on-line ao vivo.

O investimento para o primeiro lote é de R$ 440 para o evento presencial e R$ 400 para o virtual para profissionais, R$ 330 (presencial) e R$ 300 (virtual) para estudantes. A partir de quinta-feira (07) inicia a venda do segundo lote com reajuste no valor das inscrições. Até o dia 10 de agosto os valores serão de R$ 530 (presencial) e R$ 440 (virtual) para profissionais e R$ 400 (presencial) e R$ 340 (virtual) para estudantes. Após essa data e durante o evento o investimento será de R$ 600 (presencial) e R$ 500 (virtual) para profissionais e R$ 460 (presencial) e R$ 400 (virtual) para estudantes.

Na compra de pacotes a partir de dez inscrições serão concedidos códigos-convites. Nessa modalidade há possibilidade de parcelamento em até três vezes. O acesso para a 13ª Brasil Sul Pig Fair é gratuito, tanto presencial quanto virtual, assim como para o pré-evento. As inscrições podem ser feitas no site www.nucleovet.com.br.

A programação científica do 14º SBSS contará com cinco painéis que debaterão gestão de pessoas, sanidade, biosseguridade, gestão da informação, nutrição e reprodução. As palestras iniciarão na terça-feira (16), às 13h45, e a palestra de abertura ocorrerá no mesmo dia, às 18h30. Na quarta-feira (17), as palestras iniciam às 8h e encerram no fim da tarde, seguidas de happy hour. Na quinta-feira (18), a programação será das 08 às 12 horas.

Reconhecido como um dos principais fóruns de discussão do setor na América Latina, o SBSS terá difusão de conhecimento, interação presencial e virtual, debates atuais e importantes para a suinocultura. O presidente do Nucleovet, Lucas Piroca, realça que o SBSS é um evento de natureza científica, com grande capacidade para indicar tendências e atualizar os profissionais envolvidos na cadeia da suinocultura com temas relevantes do setor. “Estamos preparando um ambiente que possibilita interação, com perguntas aos palestrantes e aproveitamento máximo das palestras, tanto para o evento presencial quanto para quem acompanhar virtualmente”, comenta.

PIG FAIR

A 13ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas de tecnologia, sanidade, nutrição, genética, aditivos, equipamentos para suinocultura, entre outros. A feira consistirá em um espaço presencial e virtual onde as empresas geradoras de tecnologias apresentarão suas novidades e seus produtos, permitirão a construção de networking e o aprimoramento técnico dos congressistas.

Quem faz acontecer

O 14º SBSS tem apoio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina (CRMV/SC), da Embrapa Suínos e Aves, da Prefeitura de Chapecó e da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc).

Fonte: Assessoria
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Variação no valor dos alimentos na mesa da população mundial

O mundo globalizado e os acontecimentos desses últimos dois anos estão causando efeitos em todos os setores.

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Arquivo/OP Rural

Sem dúvida, o atual momento do cenário global é crítico. O mundo globalizado e os acontecimentos desses últimos dois anos estão causando efeitos em todos os setores. A mundialização do espaço geográfico por meio da interligação econômica, política, social e cultural tem afetado principalmente os países emergentes, mas começa a ter reflexos nos países do G7 – Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido  (os mais ricos e influentes do mundo).

No agronegócio,  a guerra da Rússia e Ucrânia está castigando um sistema alimentar global já enfraquecido pela pandemia da covid-19, pelas mudanças climáticas e por um choque energético.  As exportações ucranianas de grãos e oleaginosas praticamente pararam e as da Rússia estão ameaçadas. Juntos, os dois países fornecem cerca de 14% das calorias, por meio do trigo, comercializadas pela humanidade.

Os preços do trigo, 53% mais elevados desde o início do ano, saltaram mais 6% em meados de maio deste ano, após a Índia afirmar que suspenderia suas exportações em razão de uma onda de calor alarmante. Além disso, temos os efeitos da cadeia logística, onde portos, containers, combustível e tempo de entrega tem mudado seus parâmetros e elevado os custos da cadeia produtiva.

O resultado disso são os preços dos produtos alimentícios nos supermercados. Mas, o problema não para por aí. O custo de produção para a próxima safra está alto, bem como os preços de combustíveis em geral e dos fertilizantes, juntos elevam os custos da mesa da população mundial. A Rússia e a Bielorrússia são responsáveis por uma grande parcela das exportações de fertilizantes ou matérias primas como adubos e suprimentos agrícolas, o que tem afetado bastante os preços para o agricultor.

Todo esse aumento do custo é repassado para o consumidor final. Assim, por parte do produtor, muita atenção na compra de insumos, uma vez que dólar e petróleo têm variado consideravelmente, e afetam em muito o custo de produção. Quanto à população, resta fazer muita pesquisa antes da compra, pois os preços dos alimentos devem variar bastante no comércio.

Como nação, o Brasil tem um papel fundamental nesse cenário global que se apresenta, uma vez que o mundo deve ganhar, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), mais dois bilhões de pessoas até 2050. Hoje as lavouras cultivadas por brasileiros alimentam quase um bilhão de pessoas no mundo.

Se chegarmos a esse patamar global em termos de população, o agronegócio brasileiro vai precisar dobrar de tamanho em menos de 30 anos, elevando sua produção para abastecer os lares de dois bilhões de pessoas. É uma grande oportunidade. Será necessário muita gestão, tecnologia, sustentabilidade  e inovação.

Fonte: Por Jorge Fernando Dietrich, coordenador nacional do Master em Gestão e Marketing do Agronegócio da ESPM
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