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CBNA anuncia mais de 500 pré-inscritos no VIII CLANA

Evento vai reunir principais especialistas da nutrição animal do mundo de 16 a 18 de outubro, em Campinas, SP

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A duas semanas do evento, o VIII CLANA (Congresso Latino-Americano de Nutrição Animal) já conta com mais de 500 pré-inscritos, superando as expectativas dos organizadores. Em sua 8ª edição, o evento, realizado pelo Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA) em parceria com a AMENA (Associação Mexicana de Especialistas em Nutrição Animal), o evento é consagrado pelo elevado nível técnico das palestras e palestrantes.

De 16 a 18 de outubro, na cidade de Campinas, no interior de São Paulo, os principais especialistas em nutrição animal do mundo vão destacar as mais recentes pesquisas e tendências do setor. Para estimular a vinda dos profissionais da América Latina, o congresso terá tradução para o espanhol de todas as palestras apresentadas em português. As palestras apresentadas em inglês serão traduzidas para o português.

Nutrição animal para a máxima longevidade e produtividade, para a produção 4.0, para o bem-estar animal, para fortalecer o sistema imunológico dos animais e para minimizar o impacto ambiental da produção serão alguns dos temas em destaque durante o encontro, realizado pelo Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA).

Com o tema "Nutrição Animal e Produção Sustentável de Alimentos", o evento vai debater nutrição animal e qualidade dos alimentos de aves poedeiras, frangos de corte, suínos, vacas leiteiras e gado de corte, explicou o presidente do CBNA, Godofredo Miltenburg.

Outras informações sobre o VIII CLANA podem ser encontradas no site do evento, através do e-mail cbna@lexxa.com.br ou do telefone (19) 3232-7518.

Programação

A secretaria do evento começa a atender os participantes a partir das 8h30 do dia 16 de outubro para a realização de inscrições e entrega de material aos inscritos. A partir das 9h30 haverá um café de boas-vindas e às 10h o Chefe Adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Pecuária Sudeste, Alexandre Berndt, abre o programa científico do encontro com uma apresentação sobre "Produção sustentável de alimentos".

Na sequência, começa o Painel Saúde Intestinal e Imunidade com um debate sobre "Nutrição e produção sustentável de alimentos", que será encabeçado pelo mestre e doutor em Nutrição Animal pela Georg-August University, na Alemanha e pós-doutorado na Universidade de Alberta, no Canadá, John Htoo.

Às 12h, o PhD em Nutrição Animal pela Universität Hohenheim, na Alemanha, Stefan Jakob, vai debater "Saúde intestinal, nutrição e imunidade". A partir das 14h30 as salas serão divididas em quatro: Aves, Suínos, Bovinos e Garantia da Qualidade. Nas salas de aves e suínos, a programação segue com um Painel de Saúde Intestinal e Imunidade.

Dia 16 de outubro

Na sala de Aves: O professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Sérgio Vieira, abre a programação, a partir das 14h30, com um debate sobre "Alterações de formulações das dietas para frangos de corte que impactam a saúde intestinal". Na sequência, o professor da faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP – Campus de Pirassununga (FZEA/USP), Lúcio Araújo, vai discutir "Imunonutrição em aves". E a partir das 17h haverá Espaço Promocional, com palestras simultâneas realizadas nestas quatro salas, pelas empresas Adisseo, APC, Evonik e Trouw Nutrition.

Na sala de Suínos: A programação científica começa às 14h30 com um debate sobre "O estresse da desmama e a permeabilidade intestinal", encabeçado pelo pesquisador da Iowa State University, nos Estados Unidos, Joy Campbell. Em seguida, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Geraldo Alberton, vai discutir "Nutrição e imunidade: saúde intestinal em suínos".

Na sala de Bovinos: Uma apresentação sobre "Manejo alimentar de vacas leiteiras em sistemas de produção com ordenha robotizada" vai abrir o programa desta sala, às 14h30, realizada pelo nutricionista de bovinos leiteiros com doutorado em Ciência Animal e Pós-Doutorado em Nutrição de Ruminantes pela Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq/USP), Alexandre Pedroso. A partir das 15h30, o debate segue sobre "Nutrição de vacas leiteiras para máxima longevidade e produtividade", encabeçado pela pesquisadora da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Marina Danes.

Na sala Garantia da Qualidade e Regulatório: Especialista em nutrição animal, Ricardo Utishiro, vai abrir a programação desta sala, às 14h30, com a palestra "Evolução da nutrição animal: da bancada para a produção animal 4.0”. Em seguida. O especialista em NIR, Robson Patto, vai apresentar o tema “Desvendando a tecnologia NIR e suas aplicações em Nutrição Animal”.

Dia 17 de outubro

A programação da quarta-feira começa às 8h com visitação aos trabalhos científicos. Nas salas de aves e suínos haverá um Painel Nutrição 4.0 a partir das 9h.

Na sala de Aves: O pesquisador da Purdue University, nos Estados Unidos, Layi Adeola, abre o programa científico às 9h com um debate sobre "Fósforo e cálcio digestível em aves". Logo depois, o pesquisador da Universidade Federal de Goiás (UFG), Regis Kamimura, vai abordar "Novas proteínas: insetos". E, na sequência, o nutricionista Vitor Hugo Brandalize vai destacar a "Influência da nutrição animal na qualidade da carne". No período da tarde, a programação volta às 14h, com uma discussão sobre "Suplementação de vitaminas na avicultura: o que a indústria está fazendo?", realizada pelo doutor em nutrição animal Michael B. Coelho. A partir das 15h, a programação será aberta para a apresentação de trabalhos científicos. Às 16h30, o médico veterinário pela Universidad de Zaragoza, na Espanha, Xabier Arbe, vai ministrar a palestra "Como preparar nutricionalmente a poedeira para chegar a 100 semanas de idade em produção". A partir das 17h30 as quatro salas terão palestras simultâneas do Espaço Promocional realizado pelas empresas: Adisseo, Basf, DuPont e Evonik.

Na sala de Suínos: O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Gustavo Lima, vai abrir a programação às 9h com um debate sobre "Imunocastração e ractopamina". Em seguida, as discussões seguem com o tema "Suplementação de vitaminas na suinocultura: o que a indústria está fazendo?", com o doutor em nutrição animal, Michael B. Coelho. Logo depois, o pesquisador da Purdue University, Layi Adeola, vai falar sobre "Fósforo e cálcio digestível em suínos". A partir das 14h, o tema "Novas proteínas: insetos" será abordado pelo pesquisador da Universidade Federal de Uberlândia, Regis Kamimura. A programação do encontro será aberta, a partir das 15h, para a apresentação de trabalhos científicos. A partir das 16h30, o pesquisador da Aarhus University, na Dinamarca, Bach Knudsen, vai destacar "Uso de fibra na nutrição de suínos".

Na sala de Bovinos: O programa técnico será aberto às 9h com um debate sobre "Aminoácidos para vacas leiteiras no período de transição: benefícios para a saúde e desempenho", encabeçado pelo pesquisador Antonio Estefan Garcia. Logo depois, o especialista em ciência animal pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Portugal, Leonel Leal, vai destacar "LifeStart: influência da nutrição na fase jovem e o impacto no desempenho de vacas leiteiras". Em seguida, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo de Almeida, apresentará "Nutrição de precisão em gado de leite". A partir das 14h, o especialista com pós-doutorado em Ciência da Carne pela Iowa State University, nos estados Unidos, Pedro Veiga, vai debater "Nutrição de precisão em gado de corte". A partir das 15h haverá apresentação de trabalhos científicos. E a partir das 16h30, o pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste, Alexandre Berndt, ministrará a palestra "Emissão de metano: uma revisão".

Na sala Garantia da Qualidade e Regulatório: O especialista em nutrição animal, Felipe Corrêa Soares, abre o programa científico a partir das 9h, com um debate sobre "NIR in line". Em seguida, o pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste, Gilberto de Souza, vai abordar "Ferramentas estatísticas de aplicação no laboratório: por que os laboratórios erram?". Logo depois, o pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste, Gilberto de Souza, vai discutir "Análises bromatológicas de produtos de origem vegetal e animal: quais os métodos, como interpretar e utilizar resultados, vantagens e desvantagens de métodos e análises e interferências nos resultados". A partir das 14h, o tema "Variação analítica" será debatido pela Oneida Vieira, química pela UNAERP, e pela farmacêutica especialista em controle de qualidade Valéria Rodrigues. Às 15h, a programação segue com a coordenadora da unidade de Alimentos do Serviço Agrícola e Pecuário (SAG) do Chile, Mônica Contreras, com uma apresentação sobre o "Cenário regulatório para importação e exportação: visão Chile". A coordenadora de Fiscalização de Produtos para Alimentação Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Fernanda Tucci, encerra a programação desta quarta-feira com a palestra "Cenário regulatório para importação e exportação – visão Mapa".

Dia 18 de outubro

O programa técnico começa às 9h, com um Painel Nutrição e Bem-estar nas salas de Aves e Suínos.

Na sala de Aves: O zootecnista e gerente de nutrição do Grupo Mantiqueira, André Carreira Carlos, abre a programação do último dia desta sala com um debate sobre "Nutrição para frangas de postura Cage Free". Em seguida, o médico veterinário pela Universidad Nacional Autónoma de México com doutorado pela University of Guelph, no Canadá, Ricardo Esquerra, vai destacar "Stress calórico e aminoácidos para aves". Logo depois, o médico veterinário pela Universidad de Zaragoza, na Espanha, e especialista em nutrição animal, Xabier Arbe, vai discutir "Fibra na nutrição de aves".

Na sala de Suínos: O consultor do OPP Group, na Espanha, Carlos Martinez, abre os debates, às 9h, com o tema "Nutrição de fêmeas em baias coletivas". Na sequência, o pesquisador da Unesp – Campus de Jaboticabal, Luciano Hauschild, vai abordar "Stress calórico e aminoácidos para suínos". Logo depois, o professor da University of Minnesota, nos Estados Unidos, Jerry Shurson, vai ministrar a palestra "Uso de DDGS na alimentação de suínos".

Na sala de Bovinos: O professor da Universidade de Buenos Aires, na Argentina, Darío Colombatto, vai abrir a programação com um debate sobre o "Uso de modificadores da função ruminal". Em seguida, o professor da Unesp – Campus de Jaboticabal, Ricardo de Andrade Reis, vai discutir "Como a pecuária pode contribuir com a redução no desmatamento e mitigação de gases do efeito estufa". O programa técnico será encerrado pelo professor da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Pedro Eduardo de Felício, com a palestra "Qualidade da carcaça e da carne bovina no Brasil". A partir das 12h30 haverá entrega de Prêmios de Trabalhos Científicos e Encerramento. 

Fonte: Assessoria

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Notícias Pecuária

Criadores de Devon apostam em nova raça

Destinada à produção de carne, Bravon é registrada pelo MAPA

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Paulo Nunes

Uma nova raça no Brasil, mais resistente ao clima tropical e também a doenças, foi oficialmente registrada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Resultado da cruza de animas Devon com zebuínos de corte, a Bravon é criada há muitas décadas no Brasil, desde o extremo Sul do país até as regiões mais tropicais.

A conquista é uma reivindicação antiga da Associação Brasileira de Criadores de Devon (ABCDevon), que aposta na raça sintética para ampliar a oferta de carne com qualidade no mercado brasileiro. O Bravon tem 5/8 de sangue Devon e 3/8 de sangue zebuíno. “O Bravon consegue unir precocidade, fertilidade, habilidade materna, facilidade de acabamento e qualidade de carcaça e de carne da raça Devon, com a rusticidade, adaptabilidade, longevidade e resistência a endo e ectoparasitas das raças zebuínas. Esse somatório de qualidades, aliado ao vigor híbrido do Bravon, garantem uma maior adaptabilidade e elevado desempenho da raça em diferentes situações”, resume o diretor técnico da ABCDevon, Lucas Hax.

“O Bravon combina, na medida certa, a rusticidade do Zebu com a qualidade carniceira de marmoreio do Devon. Esses cruzamentos são melhoradores genéticos, ser reconhecido como raça é um grande passo para a expansão da raça Devon no Brasil’. comemora a presidente da Associação, Simone Bianchini. “A tolerância ao calor, aos diferentes tipos de pastagens e a resistência a pragas é fundamental para atingirmos, efetivamente, as regiões central e norte do país, onde dominam as raças zebuínas”.

Os animais cruzas já vem sendo utilizados com sucesso em criatórios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo , Mato Grosso do Sul, Paraná e Bahia.

“Como o Bravon não era uma raça reconhecida, os criadores faziam os cruzamentos mas registravam como Devon CCG (Cruzamento sob Controle de Genealogia), fizemos essa categoria dentro da raça Devon”, explica a superintendente de registros da Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC) Silvia Freitas. “Temos registrados 498 machos e 2036 fêmeas Devon CCG”, complementa a zootecnista.

O registro de novos nascimentos continuarão sob a responsabilidade da ANC. Os criadores devem enviar os comunicados de cobertura e nascimento dos animais Bravon. “O processo de registro é igual ao que se faz com o Devon, basta o criador ser cadastrado na ANC. Então vai funcionar da mesma forma. A gente registra o Bravon e a ABCDevon faz todo o resto, desde o fomento até a organização de exposições e leilões”, completa Silvia.

Fonte: Assessoria
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Notícias Pecuária

Tecnologias digitais e cuidado com pastos estão entre os desafios da produção de carne bovina

O rebanho nacional deve aumentar e as áreas de pastagem, não

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Rodrigo Alva

Em um provável cenário de mais cabeças de gado sem ampliação das áreas de pastagem, a busca por forrageiras mais produtivas e pela recuperação de pastos degradados deverá ser intensificada. Essa é apenas uma das previsões traçadas por cientistas para o setor brasileiro de produção de carne bovina para os próximos 20 anos. As percepções dos especialistas integram o documento “O futuro da cadeia produtiva da carne bovina: uma visão para 2040”, elaborado pelo Centro de Inteligência da Carne Bovina (Cicarne) da Embrapa Gado de Corte (MS), em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Com lançamento previsto para o próximo dia 2, a publicação tem como objetivo subsidiar a definição de agendas estratégicas para formulação de políticas públicas e privadas, bem como a agenda programática de inovação para as instituições de pesquisa científica e tecnológica.

O estudo entrevistou 153 especialistas em duas rodadas usando a técnica Delphi. Foram identificados 745 drivers de futuro e 96 eventos possíveis de ocorrer até 2040. Também foram traçados os cenários mais prováveis de ocorrer para cada um dos oito tópicos do trabalho: saúde e genética; nutrição e forrageiras; manejo e gestão; estrutura; frigorífico; consumo; comercialização; e regulamentação. “É como se tivéssemos feito oito trabalhos em um”, conta Fernando Dias, pesquisador da Embrapa em modelagem de sistemas produtivos.

Dividido em oito capítulos, o relatório com quase 150 páginas descreve os cenários para a cadeia em 2040 nas áreas de insumos (saúde-genética e nutrição), produção (manejo-gestão e estrutura), frigorífico, comercialização, consumo e regulamentação. Há também o delineamento das tendências para cada uma dessas áreas, a consolidação das tendências em megatendências e, por fim, a definição de temas a serem priorizados nas agendas de inovação de instituições de pesquisa até 2040: tipologia de sistemas de produção e desenvolvimento de pacotes tecnológicos; transferência de tecnologia em plataformas digitais; controle biológico de parasitas; redução de gases de efeito estufa; bem-estar animal; rastreabilidade; cultivares forrageiras mais produtivas; manejo e recuperação de pastagens; sistemas integrados; pecuária 4.0; e biotecnologia.

“A evolução da pecuária de corte brasileira trouxe uma nova realidade que induz as instituições públicas e privadas aos desafios de desenvolverem novos processos, métodos, sistemas, produtos e serviços que aumentem a eficiência e a competitividade da cadeia produtiva”, afirma o pesquisador da Embrapa Guilherme Cunha Malafaia, um dos responsáveis pelo Cicarne. “Os desafios são de grande complexidade e demandarão uma enorme capacidade de adaptação das organizações e um ajuste cada vez mais fino de agendas programáticas de pesquisa, desenvolvimento e inovação e de transferência de tecnologia,” prevê o cientista.

O pesquisador ressalta que a bovinocultura de corte no País corresponde hoje a 27,3% das propriedades rurais brasileiras, com concentração de mais de 30% da produção nacional nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. “É uma força não somente econômica, mas social.”

Para chegar aos temas, Malafaia e os pesquisadores Fernando Dias e Paulo Henrique Biscola, também participantes do Cicarne, tiveram a contribuição de especialistas do setor, entre eles cientistas, auditores fiscais governamentais, pecuaristas e consultores.

O Centro de Inteligência ainda definiu como prioridade a sistematização das práticas operacionais em sistemas produtivos (protocolos), a qualificação de mão de obra, a racionalização do uso de recursos naturais, as ferramentas de comunicação, o desenvolvimento de pecuária sustentável de baixo custo de implantação, os parâmetros objetivos na avaliação de carcaça, a carne orgânica, a monetização de valores intangíveis na bovinocultura de corte e a necessidade de pautar políticas públicas alinhadas às tendências.

Sistemas de produção heterogêneos no país

Os dois primeiros temas a serem priorizados nas agendas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) – tipologia de sistemas de produção e desenvolvimento de pacotes tecnológicos – se complementam. No País, há uma pluralidade de sistemas de produção de pecuária de corte. Sistemas (extensivos, intensivos e semi-intensivos), escalas (pequena, média ou grande), práticas sustentáveis de manejo e nível tecnológico são aspectos que influenciam qualquer tomada de decisão quando se fala em adoção de tecnologias, assim como os aspectos sociais, econômicos e culturais.

No Brasil, os sistemas extensivos são praticados em todo o território nacional, com destaque para o Cerrado de Roraima e Amapá, os campos inundáveis da Ilha de Marajó, do baixo Amazonas e Maranhão, a Caatinga do Semiárido, o Pantanal e o sul da Campanha Gaúcha. Já os semi-intensivos estão concentrados no centro-sul e em pequenos núcleos das regiões Norte e Nordeste. Os intensivos, por sua vez, predominam nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Tocantins e Pará.

Essa diversidade de sistemas de produção deve ser considerada no desenvolvimento de pacotes tecnológicos adequados a cada situação. Especialista em cadeias produtivas do agronegócio, Malafaia salienta que “a pecuária de corte brasileira é heterogênea, com diversidade de sistemas produtivos, característicos de cada Bioma. É preciso entender a complexidade desse setor, identificando as prioridades e demandas produtivas de forma regionalizada. Isso permitirá a construção de agendas programáticas mais assertivas, alinhadas com os reais desafios da pecuária de corte em cada Bioma”.

Integração dos resultados

Pesquisador da Embrapa em transferência de tecnologia, Paulo Biscola defende que, uma vez identificados e priorizados os desafios tecnológicos para os sistemas produtivos, os resultados das pesquisas necessitam de uma combinação entre si, o que gera complementaridade e potencializa o impacto da solução. “Possuímos inúmeras soluções tecnológicas para os sistemas de produção de pecuária de corte, o que está faltando é entender como elas interagem entre si e com os diversos sistemas produtivos,” declara.

Ele frisa que ter esse entendimento possibilita criar pacotes tecnológicos aderentes às realidades, desenvolver os protocolos produtivos e, em determinadas situações, até mesmo buscar certificações. O protocolo Carne Carbono Neutro é um exemplo. “A forma de disponibilizar esses pacotes tecnológicos precisa levar em consideração a transformação digital que mudará substancialmente a forma de acesso ao conhecimento”, recomenda Malafaia.

O cientista, por fim, frisa que os cenários são dinâmicos e sujeitos a ajustes ao longo do tempo. “Os estudos de futuros apresentam alto grau de incerteza e complexidade, não sendo possível saber o que de fato vai ocorrer, principalmente quando se trabalha com horizontes temporais distantes. Tendências podem ser alteradas e eventos podem, de forma inusitada, surgir e mudar de forma substancial tudo aquilo que foi desenhado. Entretanto, é importante sempre olhar para o futuro com o objetivo de subsidiar decisões no presente.”

Fonte: Embrapa Gado de Corte
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Notícias Rio Grande do Sul

Debates, provas, campeonatos e julgamentos na programação da Expointer Digital 2020 nesta semana

Neste ano, a Feira ocorre em formato híbrido, ou seja, misturando o ambiente presencial no Parque Assis Brasil e virtual

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Fernando Dias/Seapdr

A Expointer Digital 2020 tem intensa programação até o próximo domingo (04), último dia do evento. Neste ano, a Feira ocorre em formato híbrido, ou seja, misturando o ambiente presencial (respeitando os protocolos de segurança e o distanciamento social) no Parque Assis Brasil, e virtual, por meio de cinco canais da plataforma digital Expointer 2020.

Nesta terça (29) ocorre a  transmissão, às 14h30, pelo Canal Agro da plataforma digital, da webinar Pecanicultura Gaúcha, que vai mostrar as potencialidades da noz pecã no Rio Grande do Sul. A organização é da Emater em parceria com a Seapdr.

No mesmo canal, às 16 horas, o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) participará do painel “O agronegócio brasileiro e o pós-pandemia: perspectivas para 2021″, com o Diretor Técnico Ivo Mello. Segundo ele, apesar dos desafios causados pela pandemia, o Irga continua trabalhando para promover a sustentabilidade e garantir a rentabilidade do produtor gaúcho. “Estamos em pleno plantio da safra 2020/2021 e com uma perspectiva muito boa. Mais do que nunca, vamos trabalhar para estarmos alinhados com os desafios do milênio, de forma a manter essa sustentabilidade, principalmente econômica, para o produtor”.

Os julgamentos de ovinos e as provas do cavalo árabe do Campeonato Domados do Pampa, seguem durante todo o dia.

Na quarta-feira (30), bem cedinho, às 6h da manhã, começa o 1º Concurso de Gado Holandês. Ao meio-dia, tem a entrega do Prêmio Vencedores do Agronegócio da Federasul. E às 15h a reunião da Câmara Setorial dos Equinos.

Na quinta-feira (01) começa o Congresso Brasileiro do Laço Comprido da Associação Brasileira do Quarto de Milha e as provas de morfologia do cavalo crioulo, A premiação está prevista para domingo às 12h com a presença do governador e autoridades na ABCC.

Ministra no parque

A solenidade de abertura e o Desfile dos Campeões serão na sexta-feira (02), às 11h, na Tribuna de Honra da Pista Central, com a presença da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, do governador Eduardo Leite, do secretário da Agricultura, Covatti Filho, e de autoridades organizadoras do evento, além de convidados.

Após a cerimônia, a Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), fará a entrega a Medalha Paulo Brossard a lideranças que se dedicaram ao agronegócio. Os agraciados de 2020 serão a ministra Tereza Cristina, o presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Gedeão Pereira, o ex-secretário da Agricultura Odacir Klein e os pecuaristas Eduardo Macedo Linhares e Antonio Martins Bastos Filho.

Último final de semana da Feira

No sábado (03) serão realizadas duas transmissões pelo Canal Agro da Expointer Digital 2020. A primeira, às 14h30, sobre a “Rastreabilidade de produtos vegetais frescos, E ”às 16h a pauta da live será Bioinsumos. No mês de maio de 2020, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou o Programa Nacional de Bioinsumos, cujo foco é aproveitar o potencial da biodiversidade brasileira para reduzir a dependência dos produtores rurais em relação aos insumos importados e ampliar oferta de matéria-prima para o setor. O evento “Bioinsumos” tem por objetivo apresentar para técnicos e agricultores novidades em termos de tecnologias e registro de bioinsumos no Mapa, como alternativa viável e segura no manejo nutricional e fitossanitário, em consonância com a legislação e com o Programa Nacional.

Homenagem aos 50 anos do Parque

No sábado (03) ocorre a divulgação do resultado do Concurso Artístico de Pintura e Escultura em homenagem aos 50 anos do Parque. E no domingo (04), às 13h, o descerramento da placa alusiva ao cinquentenário na Praça Central, com a presença do governador do Estado, Eduardo Leite, secretário Covatti Filho, organizadores da feira e demais autoridades.

O Parque, inaugurado no dia 29 de agosto de 1970, em Esteio, sediando em 1972 a Primeira Exposição Internacional de Animais e passando a se chamar Expointer. Ao longo do tempo, foi se adaptando, se modernizando e hoje é uma referência quando se fala em feiras.

Fonte: Assessoria
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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