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CAT e SEMEC de Sorriso lançam projeto “O Agro na Escola, Um Sorriso para o Agro”

Iniciativa tem por objetivo sensibilizar comunidade escolar sobre cuidados com o meio ambiente por meio de ações interdisciplinares

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O Clube Amigos da Terra (CAT) Sorriso/MT, em parceria com a Prefeitura de Sorriso, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SEMEC), lançam na sexta-feira, dia 10 de junho, o projeto “O Agro na Escola, Um Sorriso para o Agro”, que tem o intuito de sensibilizar crianças, jovens, comunidade escolar e o público em geral em relação aos cuidados com o meio ambiente, despertando a criatividade, motivando ações e práticas de sustentabilidade que tenham resultados a curto, médio e longo prazo, trazendo benefícios diretos e indiretos para o meio ambiente e a população em geral.

O CAT defende a conservação ambiental e uso consciente dos recursos naturais em todas as suas ações e programas. Um deles é o “Educação Ambiental Sorriso Vivo”, ativo desde 2006 e que também trabalha a conscientização com alunos da rede municipal de ensino. A ação inclui visitas técnicas nas vitrines tecnológicas de reposição florestal implantadas pelo CAT na Fazenda Santa Maria da Amazônia e Fazenda Santana, e outras propriedades rurais abertas à visitação.

Além das visitas técnicas, o Programa de Educação Ambiental “O Agro na Escola”, também será inserido na rede escolar por meio da cartilha “Amigos da Terra”, produzida pelo CAT e distribuída gratuitamente às escolas, como uma forma de somar e auxiliar os professores no ensino de Educação Ambiental. “Trabalhar projetos que colaboram com a importância da preservação e recuperação dos nossos recursos naturais é de fundamental importância na formação de cidadãos conscientes e que respeitem o meio ambiente, contribuindo para um planeta mais saudável e repassando essa mensagem também as gerações futuras”, acrescenta a vice-presidente do CAT Sorriso, Dudy Paiva.

O projeto é desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Sorriso e o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), e terá, entre suas ações, a realização de Concurso de Desenho, com o tema “Como o agro produz o alimento que chega à nossa mesa”. As produções serão utilizadas na 7ª edição da Cartilha “Amigos da Terra: Um Sorriso para o Agro! Produzindo alimentos com responsabilidade”.

O tema será trabalhado dentro de sala de aula pelos professores, junto aos alunos do 6º e 7º ano das escolas municipais, particulares e estaduais, entre os meses de agosto e setembro. O resultado final do concurso será apresentado no dia 21 de novembro por meio de uma mostra com os desenhos desenvolvidos. Os alunos serão premiados em três categorias. Um aplicativo de interação entre crianças envolvidas no projeto em Sorriso com demais localidades intermunicipais também será desenvolvido.

“Este e outros programas desenvolvidos pelo CAT promovem ações de conscientização e preservação do meio ambiente. O Agro em Sorriso é essencial para o desenvolvimento econômico do nosso município e exemplo de responsabilidade ambiental para o mundo. Por meio do Concurso de Desenho e seu tema, os estudantes refletirão práticas e soluções sustentáveis para os cuidados, proteção do meio ambiente e a produção de alimentos”, observa a secretária municipal de Educação de Sorriso, Lúcia Korbes Drechsler.

Durante o desenvolvimento do projeto, os estudantes receberão informações sobre a produção agrícola e a rotina das fazendas responsáveis por produzir os alimentos, além de realizarem visitas a estas propriedades para que possam ter mais subsídios para a produção do desenho.

 

Palestra

A programação de lançamento do projeto “O Agro na Escola, Um Sorriso para o Agro”, terá, na sexta-feira (10), palestra com Xico Graziano, com o tema “O agro na nossa vida. Sorria!”, que será ministrada às 08h, no Centro de Eventos Ari Riedi.

Xico Graziano é engenheiro agrônomo, Mestre em Economia Agrária e Doutor em Administração. Professor de MBA da FGV/SP e lecionou na Unesp/Jaboticabal. Ocupou vários cargos públicos no Governo de São Paulo e no Governo Federal. Consultor em organização, marketing de agronegócios e sustentabilidade, conferencista e escritor, publicou 10 livros sobre questões agrárias, meio ambiente e política.

O evento é gratuito e tem como alvo professores, coordenadores da rede escolar, universidades e também é aberto à comunidade em geral. Os interessados podem realizar a inscrição prévia por meio do portal catsorriso.org.br.

“O propósito de educar, considerando atividades sustentáveis, é buscar valores e atitudes que possibilitem uma convivência harmoniosa do ser humano com as demais espécies do planeta, os auxiliando a compreender e analisar criticamente a participação do homem no meio ambiente”, complementa o presidente do CAT Sorriso, Darci Ferrarin Junior. O evento está entre as atividades do Projeto Cultivando Vida Sustentável que conta com o apoio financeiro do IDH.

 

SERVIÇO

Evento: Lançamento do projeto “O Agro na Escola, Um Sorriso para o Agro”

Data: 10 de junho de 2022

Programação: Palestra com Xico Graziano, com o tema “O agro na nossa vida. Sorria!”

Horário: 08h

Local: Centro de Eventos Ari Riedi – Sorriso/MT

Fonte: Assessoria

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Fertilizantes sobem em março com impacto de conflitos e gargalos logísticos

Tensões no Oriente Médio elevam custos de energia e frete, pressionando nitrogenados e fosfatados no mercado global.

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Fotos: Claudio Neves

O mercado de fertilizantes registrou alta nos preços ao longo de março, influenciado por tensões geopolíticas e limitações logísticas no cenário internacional. O conflito no Oriente Médio impactou diretamente a produção e o transporte de insumos, especialmente em países do Golfo Pérsico, pressionando custos de energia e frete.

Os fertilizantes nitrogenados seguiram em trajetória de valorização entre março e o início de abril. A ureia acumulou forte alta no período, alcançando cerca de US$ 760 por tonelada CFR em 10 de abril, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA. A combinação de oferta restrita, petróleo e gás natural em níveis elevados e maior incerteza global mantém o mercado volátil no curto prazo.

No segmento de fosfatados, o cenário também foi de pressão. Além do impacto do conflito, a alta do enxofre, insumo essencial para a produção, elevou os custos. No Brasil, os preços subiram cerca de 7% nas últimas semanas, com o MAP atingindo aproximadamente US$ 890 por tonelada CFR. Mesmo com a demanda agrícola avançando de forma gradual, os preços seguem sustentados.

Já os fertilizantes potássicos apresentaram comportamento mais estável em comparação aos demais. A oferta internacional permanece equilibrada, com Rússia e Belarus mantendo volumes relevantes no mercado global. Apesar da menor volatilidade, os preços seguem firmes, acompanhando o aumento dos custos logísticos e o ambiente de incerteza.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Brasil exporta 23,5 milhões de toneladas de soja no início do ano

Ritmo acelerado de embarques mantém país à frente no mercado internacional e amplia vantagem sobre concorrentes.

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Foto: Divulgação

A soja registrou alta na Bolsa de Chicago ao longo de março, em um cenário marcado por forte volatilidade no mercado internacional. Apesar da ampla oferta global, os contratos futuros chegaram a se aproximar dos maiores níveis em quase dois anos no início do mês, impulsionados pela valorização do complexo de óleos vegetais, pelo avanço do petróleo e pela expectativa de maior demanda da China.

Foto: Divulgação/Aprosoja MT

Com o passar das semanas, porém, o movimento perdeu força diante da confirmação de uma safra recorde no Brasil, estimada em cerca de 180 milhões de toneladas. Ainda assim, a cotação da soja em Chicago encerrou março com valorização de 4,3%, a US$ 11,72 por bushel, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

Nos primeiros dez dias de abril, o mercado seguiu volátil, mas com tendência mais pressionada. O cenário refletiu a ampla oferta global e o enfraquecimento das exportações dos Estados Unidos, que enfrentam forte concorrência do Brasil no mercado internacional.

No Brasil, os preços acompanharam o movimento de alta observado em Chicago, mas de forma mais moderada. Em Sorriso (MT), a soja teve valorização de 1,8% em março, chegando a R$ 101,40 por saca. Chuvas em algumas regiões atrasaram o ritmo da colheita, sem impacto relevante sobre a produção.

Foto: Divulgação/Governo da Bahia

No início de abril, os preços registraram leve alta, sustentados pela melhora dos prêmios de exportação. Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar limitou ganhos mais expressivos no mercado interno.

As exportações brasileiras seguiram em ritmo acelerado. Em março, os embarques somaram 14,5 milhões de toneladas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No acumulado do ano até março, o país exportou 23,5 milhões de toneladas de soja, volume 6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Itaipu compra mais uma área para assentar indígenas no Paraná

Nova fazenda de 107 hectares deve substituir área de 9 hectares ocupada por 27 famílias. Aquisição integra acordo de R$ 240 milhões para compensar impactos da formação do reservatório da usina.

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Foto: Anderson Gibathe/Itaipu Binacional

Com recursos da Itaipu Binacional, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) adquiriram mais uma área para assentamento da comunidade Avá Guarani, na região Oeste do Paraná.

O imóvel, com 107 hectares, está localizado entre os municípios de São José das Palmeiras e Santa Helena, a cerca de 120 quilômetros (km) de Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina.

A Fazenda América, que passará a se chamar Tekoha Pyahu, é dez vezes maior do que o espaço ocupado hoje pelas 27 famílias, cerca de 90 pessoas, que serão agora transferidas, segundo a Itaipu. Atualmente, elas vivem em situação precária em um terreno de apenas 9 hectares, localizado na faixa de proteção do reservatório da usina. A expectativa é que a mudança ocorra em até dois meses. “A mudança será importante para nossa comunidade, especialmente para as crianças. Teremos um local adequado para viver, ter escola, posto de saúde, entre outros direitos que iremos conquistar lá”, afirmou o cacique Dioner, líder da aldeia Pyahu.

Para ele, o processo de reparação de danos que a Itaipu está fazendo é o “mínimo que se pode fazer para os Avá Guarani”.

A compra de terras faz parte do acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em março de 2025, e firmado por Itaipu com comunidades indígenas, Ministério Público Federal (MPF), Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Incra, Funai e Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O objetivo é assegurar reparação histórica pela violação a direitos humanos dos Avá-Guarani. Isso porque, na década de 1970, quando a usina começou a ser construída, em plena ditadura militar brasileira, a etnia Avá-Guarani sofreu o impacto do alagamento de suas terras tradicionais com a criação do reservatório do empreendimento, a partir do represamento do rio Paraná, na divisa com o Paraguai, que compartilha a gestão da usina com o Brasil.

O acordo estabelece medidas para assegurar a territorialização das comunidades locais e prevê a destinação aos indígenas de pelo menos 3 mil hectares de terra que serão adquiridos pelo consórcio Itaipu Binacional, ao custo inicial de R$ 240 milhões. “Trata-se de respeito, de reparação histórica e de promoção de condições de vida digna para essa população”, destacou o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri.

Ele lembrou ainda que a solução foi construída de forma articulada com as instituições parceiras e as próprias comunidades.

No acordo homologado pelo STF, a Itaipu Binacional se comprometeu a implementar ações de restauração ambiental nas áreas adquiridas e a financiar serviços essenciais, como fornecimento de água, energia elétrica, saneamento, saúde e educação. Caberá à Funai o procedimento de destinação final da posse permanente e usufruto exclusivo às comunidades indígenas. O processo de obtenção dos imóveis rurais passa por análise fundiária e técnica tanto da Funai quanto do Incra.

Itaipu ainda informou que, por meio de convênios com associações de pais e mestres de escolas e do projeto Opaná – Chão Indígena, estão sendo promovidas iniciativas voltadas ao fortalecimento da cultura, do idioma e do modo de vida dos Avá Guarani, além de ações de assistência técnica em agroecologia e de educação antirracista.

Balanço do acordo
Até o momento, o valor total investido pela Itaipu para a compra de terras para as comunidades indígenas afetadas na construção da usina está em R$ 84,7 milhões. O valor já inclui o pagamento pela fazenda América, que custou R$ 17,6 milhões.

Também foram adquiridas a Fazenda Brilhante, de 215 hectares, em Terra Roxa, onde foram alocadas três comunidades que, juntas, têm 68 famílias; a Fazenda Amorim, de 209 hectares, em Missal, para onde serão transferidas 36 famílias que ocupam uma área na Faixa de Proteção do Reservatório da Itaipu; parte do Haras Mantovani, de 68 hectares, em Terra Roxa; e uma área de 9,8 hectares para a comunidade Arapy, de Foz do Iguaçu. A meta é chegar a 3 mil hectares, com investimento total de R$ 240 milhões.

A área total obtida até agora supera os 700 hectares, o equivalente a 700 de futebol padrão Fifa.

Fonte: Agência Brasil
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