Notícias
Castrolanda inicia obras de entreposto no Tocantins ainda no primeiro semestre
Unidade vai fomentar a agricultura local garantindo a segurança do produtor desde o momento da colheita até a entrega da sua produção com tempo de fila adequado.

A Castrolanda Cooperativa Agroindustrial, fundada no Paraná em 1951 por imigrantes holandeses, irá iniciar no primeiro semestre de 2025 as obras do entreposto de recebimento de grãos na cidade de Colinas do Tocantins (TO). A cooperativa anunciou no ano passado a expansão dos seus negócios para o estado do Tocantins e desde então o projeto avançou a partir de diversos estudos de viabilidade. A previsão é que na metade de 2026 a unidade esteja concluída.
Com capacidade estática planejada de 44 mil toneladas na primeira fase e investimento de cerca de R$ 100 milhões, o objetivo da unidade é fomentar a agricultura local garantindo a segurança do produtor desde o momento da colheita até a entrega da sua produção com tempo de fila adequado, além de dar suporte aos cooperados paranaenses que desejam investir na região.

Diretor executivo da Castrolanda, Seung Lee: “A cooperativa é uma extensão do cooperado, se ele crescer a gente cresce, e isso precisa estar bem consolidado para que a gente consiga crescer tanto no Paraná, como em São Paulo e no Tocantins”- Fotos: Divulgação/Castrolanda
Na unidade de Colinas do Tocantins, a Castrolanda visa replicar o sucesso da atuação no Paraná, gerando valor aos cooperados e ao mercado, crescendo de forma sustentável e alinhada ao planejamento estratégico da cooperativa. “Vejo que a cooperativa é uma extensão do cooperado, se ele crescer a gente cresce, e isso precisa estar bem consolidado para que a gente consiga crescer tanto no Paraná, como em São Paulo e no Tocantins”, aponta o diretor executivo da Castrolanda, Seung Lee.
Características da obra
O entreposto irá operar com a recepção, secagem, armazenamento de grãos e comercialização da produção. A unidade foi projetada considerando um crescimento futuro e prevê um empreendimento cujos diferenciais serão a eficiência operacional, tecnologias modernas e alto grau de automação.
Em novembro de 2024, a cooperativa garantiu o fornecimento dos equipamentos após rodadas de negociação com a empresa vencedora para a fabricação, transporte e instalação. A unidade também terá todo o monitoramento, aferição e calibração dos equipamentos para garantir a qualidade do produto entregue pelos produtores, com uma classificação bastante transparente, trazendo confiabilidade, segurança e credibilidade aos cooperados.
A obra irá contar com dois fluxos de recepção, de 300 toneladas por hora, que vão possibilitar o recebimento de 2500 toneladas em cada linha, totalizando 5000 toneladas de recepção por dia. A nova unidade também será compacta e moderna, com redução de espaços confinados em túneis e do trabalho em altura, o que torna a recepção mais segura. “Será uma unidade bastante automatizada e isso garante uma operação mais controlada e eficiente. Além disso, faremos a secagem a cavaco para garantir melhor eficiência no consumo de biomassa, contribuindo para o meio ambiente. É, sem dúvidas, uma obra que será modelo no estado do Tocantins”, explica Diógenes Julio Huzar Novakowiski, gerente de Grãos da Castrolanda.
Além de toda a parte de armazenagem, o investimento de mais de R$ 100 milhões contempla ainda um escritório administrativo, barracão de insumos, barracão de sementes e uma área voltada à pesquisa aplicada da Fundação ABC. Estima-se que durante o período das obras, o projeto irá gerar cerca de 500 empregos indiretos e 20 diretos, o que ajudará a movimentar a economia da região.

Foto: Divulgação/OP Rural
Pesquisa como aliada
A construção do entreposto terá a pesquisa como principal aliada, isso porque a Fundação ABC instalou, no final de 2024, o seu primeiro ensaio de pesquisa na área de atuação da Castrolanda, região norte do Tocantins. O experimento é uma competição de genótipos de soja com 30 cultivares semeadas na lavoura da Fazenda Tropical, município de Arapoema, pertencente ao produtor e cooperado da Castrolanda Igor van den Broek.
O ensaio de pesquisa representa um importante marco para a Castrolanda, além de representar o pioneirismo para a região que ainda não conta com um centro de pesquisa. “Para os produtores e futuros cooperados essa é uma informação que não tem preço. O ensaio é, sem dúvidas, muito importante para que a equipe técnica possa direcionar ao produtor qual a melhor cultivar para cada situação de acordo com a região e a fertilidade do solo”, disse o supervisor técnico da Castrolanda, Herbet Krupnishi de Lima.
Mitigar riscos desde o início, utilizando cultivares adaptadas às condições de solo e clima locais, é fundamental para garantir a rentabilidade do produtor, segundo pesquisador Helio Antonio Wood Joris, coordenador de Fitotecnia e Sistemas de Produção da Fundação ABC. “Com esse ensaio, aliado aos dados acumulados desde 2016 em Tocantins, estamos entregando algo muito importante: a oportunidade de iniciar a produção agrícola com uma base sólida de informações, reduzindo incertezas e ampliando as chances de sucesso. Assim, os dados gerados terão impacto imediato e a longo prazo, ajudando tanto os produtores que já estão desbravando a região quanto aqueles que virão a cultivar novas áreas no futuro”, reforça.

Foto: Divulgação/OP Rural
Desbravando uma nova fronteira
O projeto de expansão da Castrolanda será instalado na região do Matopiba. O nome é um acrônimo formado pelas siglas dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e é considerado pelos especialistas como ‘a nova fronteira agrícola brasileira’.
A área do entreposto está localizada às margens da rodovia BR-153 e a pouco mais de 12 km do centro de Colinas, em uma localização estratégica para receber a safra dos produtores e escoá-la até as regiões portuárias.
As escolhas pela instalação da unidade no Tocantins – e pela região de Colinas – se deram por motivos estratégicos e após um longo estudo de viabilidade. O município de Colinas do Tocantins é o sexto município mais populoso do estado e apresenta um enorme potencial de desenvolvimento agrícola.
Áreas de soja semeadas no Tocantins entram na fase reprodutiva
As primeiras áreas semeadas com soja no Tocantins pelo cooperado da Castrolanda, Igor Van Den Broek, começaram a entrar na fase reprodutiva. As sementes foram plantadas no mês de novembro na propriedade de Igor, localizada no município de Arapoema, e que possui uma área de 450 hectares.

Foto: Divulgação/OP Rural
O plantio representou um marco para a Castrolanda que está em processo de expansão com a construção do Entreposto Colinas. O engenheiro agrônomo, Hebert Krupnishi de Lima, visitou recentemente as lavouras de Igor e traz um panorama atual:
Fase reprodutiva
As lavouras estão em fase de formação de vagens e grãos, com um bom desenvolvimento de plantas. Fator interessante por se tratar de uma área nova. Como ainda estamos construindo fertilidade, pode-se dizer que o desenvolvimento das plantas é bem positivo.
Uniformidade da lavoura
A uniformidade da lavoura é considerada boa, por se tratar de uma área de abertura, o padrão é bem positivo, acima do esperado.
Manejo
Todo o manejo e controle de plantas daninhas está excelente, com as lavouras adentrando no estádio reprodutivo sem interferência e mato competição por plantas daninhas. O manejo de pragas e doenças até aqui está muito bem conduzido, sem doenças e com nível baixo de infestação de pragas. Dentro do programado.

Notícias
Temporais após onda de frio aumentam preocupação de produtores no Sul; veja vídeo
Inmet prevê chuva acima da média em parte da região, solo encharcado e maior risco de doenças fúngicas nas culturas de inverno.

As imagens registradas pelo agricultor Geraldo Hardi Weisheimer mostram a intensidade da chuva de granizo que atingiu a Linha Sanga Guarani, próximo ao distrito de Bom Princípio, no interior de Toledo (PR), no fim da tarde de domingo (28). Em poucos minutos, o gelo cobriu o solo da propriedade rural, acompanhado de chuva intensa e ventos associados à frente fria que voltou a provocar instabilidades no Sul do Brasil.

Foto: Geraldo Hardi Weisheimer
Até o momento, não há levantamento oficial dos prejuízos. Produtores da região avaliam possíveis danos em lavouras e estruturas rurais.
Em publicação nas redes sociais, Weisheimer descreveu o impacto do temporal. “Ver o chão da nossa Linha Sanga Guarani coberto de gelo hoje dói no coração de quem entende o suor de cada dia. A natureza tem sua força, e a gente, como agricultor, aprende a respeitá-la e a se reerguer, mesmo com o prejuízo batendo à porta”, ressaltou
O episódio ocorre após uma sequência de dias de frio intenso e tempo seco. A formação de um ciclone extratropical na costa do Uruguai, associada ao avanço de uma frente fria, voltou a provocar chuva forte, rajadas de vento e queda localizada de granizo no Paraná. Nesta segunda-feira (30), os maiores acumulados são esperados entre o Oeste, Sudoeste e Centro-Sul do Estado, onde os volumes podem se aproximar de 100 milímetros.
O cenário reforça a previsão agroclimática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o

Foto: Geraldo Hardi Weisheimer
trimestre de junho a agosto. Embora o Paraná deva registrar volumes de chuva próximos da média, o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina tendem a receber precipitações acima do normal, mantendo os solos com elevada umidade em praticamente toda a Região Sul.
Para a agricultura, a disponibilidade de água favorece o desenvolvimento das culturas de inverno e contribui para a conclusão do ciclo das áreas mais tardias de milho segunda safra no Paraná. Por outro lado, o excesso de chuva aumenta o risco de doenças fúngicas em cereais como trigo, cevada e aveia, além de dificultar pulverizações, adubações e outras operações mecanizadas devido ao encharcamento do solo.
Segundo o Inmet, os excedentes hídricos devem persistir principalmente em junho e julho, com maior intensidade no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná. Apesar do baixo risco de deficiência hídrica durante o inverno, o excesso de umidade exigirá atenção redobrada dos produtores no monitoramento fitossanitário e no planejamento das atividades de campo ao longo dos próximos meses.
Notícias
Após investir R$ 650 milhões, Porto de Paranaguá cobra avanço das ferrovias para evitar perda de competitividade
Presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, afirma que terminal está preparado para crescer, mas alerta que infraestrutura terrestre ainda limita a eficiência logística.

O modelo de gestão adotado pelo Porto de Paranaguá e os desafios da logística do agronegócio estiveram no centro dos debates do lançamento do Movimento Agroportos, realizado na quinta-feira (25), em Curitiba. Durante o evento, o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, apresentou medidas implementadas nos últimos anos para ampliar a eficiência operacional do terminal e defendeu investimentos em infraestrutura como caminho para reduzir o chamado “Custo Brasil”.

Diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia: “Somos o único porto do país com 100% das áreas arrendáveis regularizadas. Fizemos a concessão do canal de acesso e estamos prestes a entregar a maior obra de infraestrutura do setor portuário do Brasil, que é o Moegão” – Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná
Garcia, que também preside a Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph), participou do painel “Regulação, Segurança Jurídica e Eficiência Portuária nos Portos do Sul”, mediado pelo diretor-presidente do IBI, Mário Povia. Ele expôs medidas exitosas adotadas nos portos paranaenses ao longo dos últimos anos, que podem servir de exemplo para outros portos em todo o Brasil. O Porto de Paranaguá é o primeiro do país a ter 100% de suas áreas portuárias arrendadas, garantindo segurança jurídica aos operadores. “Com nossas concessões, somos o único porto do país com 100% das áreas arrendáveis regularizadas. Fizemos a concessão do canal de acesso e estamos prestes a entregar a maior obra de infraestrutura do setor portuário do Brasil, que é o Moegão. São mais de R$ 650 milhões em investimentos, em uma obra que está 95% concluída”, disse Garcia.
As regularizações das áreas arrendáveis promovidas pela Portos do Paraná a partir de 2019 trazem justamente a segurança jurídica discutida no painel. A partir de leilões públicos realizados na Bolsa de Valores do Brasil (B3), as empresas têm a garantia de que poderão investir, pois estão resguardadas por contratos robustos que protegem tanto o arrendante quanto a arrendatária.
Preparado
Ao mencionar a sustentabilidade, Luiz Fernando lembrou que o Porto de Paranaguá se tornou o primeiro porto público brasileiro a conquistar o selo internacional EcoPorts, a mais importante certificação mundial que reconhece as boas práticas de gestão ambiental portuária.
Com as obras mencionadas, o diretor-presidente assegura que o Porto de Paranaguá estará preparado para esse aumento de capacidade e produção no futuro. “O

Diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia: “As empresas precisam ter vantagem comercial e operacional. A partir do momento em que isso deixar de existir, elas vão para outros portos” – Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná
Paraná fez as concessões rodoviárias e R$ 90 bilhões serão aplicados nos contratos vigentes. E o vencimento da concessão da Malha Sul, em 2027, é a oportunidade que temos para discutir com o setor ferroviário, importantíssimo para que o Moegão funcione com sua capacidade plena”, completou.
Indagado sobre os problemas observados para uma discussão mais ampla por parte do Movimento Agroportos, Garcia destacou o custo logístico das cargas até o porto. Para ele, é preciso enfrentar essas deficiências para ganhar mais eficiência. “As empresas precisam ter vantagem comercial e operacional. A partir do momento em que isso deixar de existir, elas vão para outros portos”, disse.
Alex Sandro de Ávila, secretário nacional de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e presidente do Conselho de Administração da Portos do Paraná (Consad), também foi um dos painelistas. Ele ressaltou a gestão da Portos do Paraná, destacando a requalificação de áreas e os leilões, que geraram maior capacidade de investimento no Porto de Paranaguá. “A Região Sul ainda tem protagonismo no escoamento de cereais, até porque conta com portos extremamente preparados e especializados para essa atividade. Então, buscamos uma sinergia e harmonização, que já deram muito certo aqui no Sul e servem de bom exemplo para desenvolvermos projetos de crescimento nas regiões Norte e Nordeste do país”, disse Ávila.
Notícias Cooperativismo
Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível
Publicação reúne reportagens exclusivas sobre o papel das cooperativas no agronegócio e destaca como a escassez de mão de obra e a contratação de imigrantes estão transformando o mercado de trabalho no setor.

A nova Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível gratuitamente em versão digital no site. Publicada todos os anos próxima ao Dia Internacional das Cooperativas, celebrado em 04 de julho, a edição reúne reportagens, análises e conteúdos especiais sobre a força econômica, social e produtiva do cooperativismo no agronegócio brasileiro.
Nesta edição, a reportagem especial aborda um dos temas mais relevantes para o futuro das cooperativas agroindustriais: a geração de empregos, a escassez de mão de obra e a presença crescente de trabalhadores estrangeiros nas operações. O conteúdo mostra como imigrantes de diferentes nacionalidades passaram a ocupar funções decisivas em agroindústrias, supermercados, unidades operacionais e estruturas produtivas de cooperativas do Sul do país.
A reportagem apresenta casos de cooperativas em que estrangeiros já representam parcela expressiva da força de trabalho. Em algumas unidades, eles chegam a formar a maioria dos colaboradores. Mais do que um dado demográfico, esse movimento revela uma mudança estrutural no mercado de trabalho do agronegócio, com reflexos diretos sobre produção, escalas, expansão industrial, automação, qualificação, moradia, integração cultural e desenvolvimento regional.
Além da reportagem especial, a edição traz conteúdos sobre o impacto do cooperativismo na economia, na geração de renda, na organização das cadeias produtivas, atuando como agentes de desenvolvimento nas comunidades onde estão.
A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.



