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Castrolanda conquista selo GPTW 2025 e entra no ranking das melhores empresas para trabalhar
Com foco em cultura organizacional e desenvolvimento, cooperativa supera metas de promoção interna e fortalece ambiente de trabalho saudável e engajado.

A Castrolanda Cooperativa Agroindustrial conquistou recentemente a certificação Great Place to Work (GPTW) 2025, sendo reconhecida como uma das melhores empresas para se trabalhar no Brasil. Concedido com base na percepção dos colaboradores, o selo reforça o compromisso da cooperativa em oferecer um ambiente de trabalho saudável, colaborativo e alinhado a um dos pilares do seu Planejamento Estratégico – o Horizonte 2030 –, que é a valorização das pessoas.
Com 2.124 colaboradores atuando nos estados do Paraná, São Paulo e Tocantins, a Castrolanda se destaca por sua atuação nas cadeias produtivas do leite, soja, cevada, milho, trigo, batata, suinocultura e ovinocultura — e agora também por ser referência em gestão de pessoas. “Mais do que o certificado em si, o que realmente importa é que as pessoas se sintam confortáveis para trabalhar, discutir ideias e se desafiar. Estamos em um momento de transformação, e isso só acontece se houver um ambiente saudável para o diálogo e o trabalho em equipe. A gestão articula, mas quem faz acontecer são as pessoas na ponta”, afirma Seung Lee, diretor executivo da Castrolanda.

Foto: Divulgação/Arquivo OP Rural
O reconhecimento chega a partir da avaliação espontânea dos colaboradores, que apontam níveis elevados de confiança na liderança, oportunidades de crescimento, respeito e orgulho de pertencer. Para a cooperativa, esse resultado reafirma que sua cultura organizacional está alinhada com os objetivos estratégicos de atrair, reter e desenvolver talentos. “Essa certificação confirma um dos valores da Castrolanda: a valorização das pessoas. Saber que nossos colaboradores se sentem respeitados, têm oportunidades e gostam do ambiente de trabalho é muito significativo. Isso fortalece o engajamento e reflete diretamente em produtividade e retenção de talentos”, destaca Pedro Dekkers, gerente de Gente e Gestão.
Ainda segundo Pedro, o mercado de trabalho hoje é altamente competitivo, especialmente na busca por talentos. “A Castrolanda quer contar com os melhores profissionais do mercado, e sabemos que essas pessoas escolhem onde querem trabalhar. Por isso, sermos reconhecidos como uma das melhores empresas para se trabalhar aumenta ainda mais nossa atratividade como empregadora”, complementa.
Respeito e propósito
Para a Castrolanda, ser um excelente lugar para se trabalhar vai muito além de benefícios e infraestrutura. É sobre construir relações genuínas, com base na confiança, no respeito e em um propósito compartilhado. Segundo Sthefani Mayer, HR Business Partner da cooperativa, esse ambiente é cultivado diariamente por meio de ações concretas que reforçam a cultura organizacional e o senso de pertencimento dos colaboradores.
Desde o primeiro dia, a integração dos novos profissionais inclui uma visita ao Museu Histórico da Colônia, conectando cada pessoa à trajetória e aos valores que sustentam o cooperativismo. “Além disso, programas contínuos de desenvolvimento, como o Programa de Desenvolvimento de Líderes, fortalecem uma gestão mais próxima, humana e preparada para os desafios do cotidiano. Ciclos estruturados de feedback, rodas de conversa e encontros com a diretoria também garantem espaço para o diálogo, a escuta ativa e a evolução contínua das equipes.
Crescimento interno
Como parte do compromisso com a valorização das pessoas, a Castrolanda estabeleceu metas claras para estimular o crescimento interno de seus talentos. A meta atual é preencher 65% das vagas de liderança com profissionais que já fazem parte da casa — e os resultados mostram que esse objetivo vem sendo superado. Entre janeiro e junho de 2025, 13 posições de liderança foram abertas, sendo que 10 delas foram ocupadas por colaboradores internos, o que representa um índice de 77%.
Os números reforçam que quem entra na Castrolanda encontra mais do que um emprego: encontra um ambiente que acredita nas pessoas, investe em seu desenvolvimento e cria condições reais para que cada um possa crescer junto com a cooperativa.

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VBP do Piauí atinge R$ 11,3 bilhões impulsionado por soja e milho
Grãos concentram a maior parte do faturamento agropecuário do estado e seguem determinando o desempenho da produção piauiense no cenário nacional.

O setor agropecuário do Piauí apresenta sinais de desaceleração no fechamento de 2025. De acordo com os dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgados em 21 de novembro, o Valor Bruto da Produção (VBP) do estado atingiu R$ 11.354,25 milhões, uma queda nominal de 4,73% em relação aos R$ 11.918 milhões registrados em 2024. O desempenho coloca o estado em um movimento contrário ao cenário nacional, que projeta crescimento no mesmo período.
Enquanto o Piauí encolhe, o VBP do Brasil saltou de aproximadamente R$ 1,21 trilhão em 2024 para R$ 1,41 trilhão em 2025. Esse descolamento acentua a baixa relevância do estado no PIB agropecuário nacional: a participação do Piauí, que já era tímida, caiu de 0,98% para apenas 0,80% do total brasileiro. O estado ocupa hoje a 16ª posição no ranking nacional.
Dinâmica de Produtos
A economia agrícola piauiense é altamente dependente de commodities, o que explica a volatilidade do VBP. O “carro-chefe” do estado, a Soja, registrou queda de 3,6%, passando de R$ 7.340 milhões em 2024 para R$ 7.073,5 milhões em 2025. O cenário é ainda mais crítico para o Milho, que sofreu uma retração de 12,8%, caindo de R$ 2.321 milhões para R$ 2.024,7 milhões.

Proteína Animal
O VBP do Piauí é composto majoritariamente por lavouras (93%), restando apenas 7% para a pecuária. Dentro deste nicho, a configuração em 2025 apresenta:
Bovinos: R$ 464,6 milhões (4ª maior atividade do estado).
Ovos: R$ 131,2 milhões.
Frangos: R$ 113,6 milhões.
Leite: R$ 66,2 milhões.
Suínos: R$ 13,0 milhões.
A baixa expressividade da pecuária em relação aos grãos evidencia a falta de diversificação e de integração lavoura-pecuária no estado, mantendo o VBP vulnerável às oscilações de preço e clima que afetam a soja e o milho.
Evolução Histórica
O gráfico histórico revela que o Piauí viveu um “boom” entre 2020 e 2022, saltando de R$ 10,7 bilhões para o pico de R$ 13,9 bilhões. No entanto, desde 2023, o estado entrou em uma trajetória de queda consecutiva. O valor de 2025 (R$ 11,3 bilhões) é o mais baixo dos últimos cinco anos, aproximando-se dos níveis pré-pandemia e sugerindo que o crescimento anterior foi impulsionado por preços extraordinários de mercado, e não por um ganho de produtividade estrutural permanente.
Os dados indicam que o agronegócio no Piauí enfrenta um desafio de escala e diversificação. A dependência extrema da soja e do milho (que juntos somam mais de 80% do VBP total) torna o estado refém das cotações internacionais. Enquanto o Brasil expande sua fronteira e aumenta o valor agregado, o Piauí não consegue sustentar o ritmo, perdendo participação relativa. A retração na pecuária e em culturas de subsistência, como o feijão e a mandioca, aponta para uma fragilidade tanto no grande produtor quanto na agricultura familiar.
A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.
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Brasil se despede do pesquisador conhecido por ser o pai do Feijão Carioca
Responsável pela avaliação e difusão da variedade mais consumida do país, agrônomo do IAC ajudou a redefinir padrões de produtividade e qualidade do feijão brasileiro.

A história recente do feijão no Brasil passa, de forma decisiva, pelo trabalho do pesquisador Luiz D’Artagnan de Almeida, que faleceu em 02 de janeiro. A trajetória profissional do agrônomo no Instituto Agronômico (IAC) está diretamente associada à avaliação, validação e difusão do feijão carioca, variedade que se tornou dominante no consumo nacional e transformou o mercado do grão no país.
D’Artagnan ingressou no IAC em 1967, instituição vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, onde construiu toda a sua carreira até a aposentadoria, em 2002. Atuou na antiga Seção de Leguminosas, área estratégica em um período em que a pesquisa pública buscava ampliar a oferta de alimentos básicos com maior produtividade e regularidade de qualidade.
O ponto de inflexão ocorreu ainda na década de 1960. Em 1966, o engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes, então chefe da Casa de Agricultura da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), encaminhou ao IAC um lote de grãos de feijão com coloração rajada, até então pouco conhecida comercialmente. O material foi submetido a avaliações técnicas conduzidas por D’Artagnan, ao lado dos pesquisadores Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho.
As análises envolveram não apenas o desempenho agronômico, mas também características culinárias, um diferencial para a época. Os resultados indicaram um material adaptado às condições de cultivo e com boa aceitação para consumo, abrindo caminho para sua adoção em escala mais ampla.
Em 1969, o feijão carioca foi oficialmente lançado, sob a responsabilidade direta de D’Artagnan, e incorporado ao projeto de produção de sementes básicas da CATI. A partir desse marco, a variedade ganhou espaço rapidamente nas lavouras e no mercado consumidor.
Na década de 1970, com a criação do Programa de Melhoramento Genético do Feijão, o material consolidou sua liderança. O feijão carioca passou a responder por cerca de 66% do consumo nacional, alterando padrões de oferta, produtividade e preferência do consumidor. O avanço teve impacto direto na organização do mercado, na estabilidade de preços e na segurança alimentar, ao fortalecer um alimento central na dieta brasileira.
Pelo papel desempenhado nesse processo, Luiz D’Artagnan de Almeida tornou-se conhecido entre colegas e produtores como o “pai do Carioquinha”, apelido que traduz o alcance prático de sua contribuição científica. Ao longo da carreira, recebeu diversas homenagens pelo trabalho desenvolvido no IAC e pelo legado deixado à pesquisa agrícola e à alimentação no Brasil.
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Governo projeta superávit comercial de até US$ 90 bilhões em 2026
Estimativa supera o saldo positivo de 2025, de US$ 68,3 bilhões.

O Brasil deve terminar 2026 com superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões em 2026. As estimativas foram divulgadas na última terça-feira (o6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a previsão indica um resultado superior ao registrado em 2025, quando a balança comercial brasileira fechou com saldo positivo de US$ 68,3 bilhões.
Apesar do superávit elevado, o resultado do ano passado representou uma queda de 7,9% em relação a 2024, quando o saldo foi de US$ 74,2 bilhões.
Para 2026, o Mdic estima exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões. As importações devem variar de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões. Com isso, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) pode alcançar entre US$ 610 bilhões e US$ 670 bilhões.
Superação de expectativas
O superávit de 2025 ficou acima das expectativas do mercado, que projetavam cerca de US$ 65 bilhões, e é considerado o terceiro melhor resultado da série histórica, atrás apenas dos saldos registrados em 2023 e 2024.
As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril.



