Notícias Cooperativa
Castrolanda bate recorde de faturamento e fecha primeiro semestre com R$ 2,6 bi
Números da Cooperativa no semestre demonstram evolução tanto do ponto de vista de resultado como de solidez financeira

A Castrolanda, uma das cooperativas que mais cresce no setor do agronegócio no Brasil, encerrou o primeiro semestre de 2021 com faturamento total de R$ 2,6 bilhões, resultado 35% maior do que no mesmo período do ano passado. Os dados foram apresentados aos cooperados na Pré-Assembleia Semestral de Balanço, realizada na última sexta-feira (30), em formato totalmente digital.
Mesmo com a crise financeira que vive o país, já no primeiro trimestre deste ano, a Castrolanda alcançou R$ 1,2 bilhão de faturamento, superando em 24% o mesmo período de 2020. No segundo trimestre, o valor mais que dobrou, fechando R$ 2,6 bilhões no semestre. O resultado líquido chegou a R$ 109 milhões de janeiro a junho deste ano, número que representa um crescimento de 56% em relação ao primeiro semestre de 2020.
O recorde em faturamento e resultado se deve pelo trabalho e pela cooperação entre associados, colaboradores e parceiros. Os números do semestre demonstram evolução tanto do ponto de vista de resultado como de solidez financeira, conforme explica o Diretor Executivo da Cooperativa, Seung Lee. “Estamos vendo um primeiro semestre muito forte, uma evolução dos números em relação ao ano passado. Nestes momentos de incerteza, garantir solidez financeira é até mais importante do que garantir resultados. E, neste ponto, a Castrolanda está mais forte do que nunca”.
Implementação de novo sistema integrado
Durante a Pré-Assembleia, também foi abordada a implementação do SAP, um projeto que faz parte do Planejamento Estratégico Horizonte (2019-2024) e que envolveu as sete unidades de negócio e o setor corporativo. Seung destacou que o sistema traz benefícios como maior agilidade nos processos de negócios, informações em tempo real para tomada de decisão, padronização dos processos, integridade das informações, redução do retrabalho, mais transparência e é a espinha dorsal para a transformação digital.
“Como o principal foco de 2021 é ‘arrumar a casa’, um dos principais pilares era a implementação do SAP. É um projeto muito complexo, que teve muitos desafios, porque a cooperativa tem unidades de negócio com perfis bem diferentes e isso gera uma complexidade muito grande em termos de sistema. Mas não poderíamos continuar crescendo sem uma ferramenta tão robusta como o SAP. O sistema viabiliza um dos pontos fundamentais para nós e o mercado como um todo, sendo a espinha dorsal da transformação digital da cooperativa. E é a partir do SAP que vamos conseguir promovê-la”, explicou o Diretor.
Diretrizes para o próximo ano
Como principais diretrizes para a sequência de 2021 e 2022, o Diretor destacou a eficiência operacional nos processos, a transformação digital para integração dos sistemas e o desenvolvimento sustentável em toda a cadeia de produção.
Desde o ano passado, a Castrolanda adaptou o formato das assembleias seguindo o protocolo de enfrentamento à pandemia de Covid-19. Os encontros, que antes eram realizados no Memorial da Imigração Holandesa, agora são transmitidos no canal da Cooperativa no Youtube. O novo formato fica disponível a 100% do quadro de associados e apresenta facilidade de acesso ao cooperado, que pode participar de onde estiver e enviar suas perguntas por mensagens no chat da transmissão ou via WhatsApp.

Notícias
Moatrigo 2026 reúne 450 participantes e aprofunda debate sobre desafios da cadeia do trigo
Workshop destacou tendências globais, retração produtiva no Brasil e impactos diretos para a indústria moageira.

O Moatrigo 2026 reuniu cerca de 450 participantes da cadeia moageira em um encontro dedicado a debates estratégicos, análises de mercado e conteúdo técnico. O workshop foi realizado na segunda-feira (13), pelo Sinditrigo-PR, em Curitiba, e reforçou a posição do evento entre os principais fóruns do setor do trigo no Brasil, com aumento de participação e densidade técnica a cada edição.
Na avaliação dos especialistas que compartilharam suas análises no Moatrigo, há consenso sobre o momento desafiador vivido pelos moinhos, com um cenário internacional atual de oferta elevada, redução expressiva da área plantada no Brasil e desafios de qualidade na safra argentina. No curto prazo, os contratos futuros já indicam alta, sustentados por uma safra mundial menor, pela redução histórica da área plantada nos Estados Unidos e pelo aquecimento dos preços na Argentina.
No Brasil, o quadro é mais sensível. A temporada 25/26 deve fechar com cerca de 7,1 milhões de toneladas importadas, e a estimativa é que a nova safra 2026/27 deve produzir apenas 6,5 milhões, volume muito inferior ao potencial já demonstrado pelo país. O Paraná, perdendo área para milho safrinha e cevada, também deve precisar importar em 2026/27, algo em torno de 1,8 milhão de toneladas. No ciclo 2026/27, a projeção da necessidade nacional de importação pode chegar a 8,2 milhões de toneladas.
A Argentina permanece como principal origem, mas sua safra, embora volumosa, apresentou proteína média de 11,2% e glúten úmido de 20,9%, exigindo complementar blends com trigos de outras origens, mais caros. Como país estruturalmente importador, o Brasil não forma preço e convive com custos elevados mesmo quando há oferta global confortável. Os debatedores destacaram ainda uma projeção de dois anos pela frente de aumento estrutural de custos, agravado pelo risco climático, pela baixa atratividade ao produtor e pela limitação de investimentos.
Espaço necessário para debate e atualização
“A cada edição, percebemos o quanto o Moatrigo se fortalece como um espaço necessário. O que torna o evento especial é a combinação entre público técnico, discussões estratégicas e a troca qualificada de experiências. Reunir quase 450 profissionais neste ano confirma que o setor está empenhado em buscar caminhos consistentes, atualizados e colaborativos para enfrentar um cenário cada vez mais complexo”, afirmou Paloma Venturelli, presidente do Sinditrigo-PR.
O encontro também evidenciou a importância do networking qualificado, um dos pontos mais valorizados pelos participantes. Profissionais de diferentes regiões aproveitaram o ambiente para trocar percepções, aprofundar relações institucionais e ampliar conexões que fortalecem toda a cadeia. “No Moatrigo, essas interações não acontecem à margem da programação: elas fazem parte do valor do evento e contribuem diretamente para a construção de soluções e parcerias em um momento em que a indústria demanda cooperação e leitura conjunta de cenário”, ressaltou Paloma, que já confirmou a realização da edição 2027 do evento, provavelmente em março do ano que vem.
Notícias
Rio Grande do Sul inicia censo para mapear agroindústrias familiares
Levantamento deve alcançar mais de 4 mil empreendimentos e orientar políticas públicas.

O governo do Rio Grande do Sul iniciou, nesta terça-feira (14), a aplicação do Diagnóstico Socioeconômico do Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), com o objetivo de mapear a realidade de mais de 4 mil agroindústrias familiares no Estado. A primeira entrevista foi realizada em Estância Velha, na agroindústria Sabores do Rancho Laticínio Artesanal.

Secretário Gustavo Paim realizou a aplicação do primeiro censo na Agroindústria Sabores do Rancho em Estância Velha
Batizado de Censo das Agroindústrias Familiares, o levantamento vai reunir informações sobre gestão, sucessão familiar, qualidade de vida, nível de inovação e perspectivas futuras dos empreendimentos rurais.
A ação é coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Emater-RS/Ascar e o Departamento de Economia e Estatística (DEE). A proposta é gerar uma base de dados que auxilie na formulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, o diagnóstico permitirá identificar demandas específicas dos produtores. A partir dessas informações, o governo pretende direcionar ações com maior precisão, focadas na qualificação da produção e no desenvolvimento das agroindústrias familiares.
O presidente da Emater-RS/Ascar, Claudinei Baldissera, destacou que o levantamento também deve aprimorar o atendimento técnico no campo. Com dados mais detalhados, a expectativa é ampliar a atuação da assistência técnica e identificar novas oportunidades para os produtores.
A primeira entrevista foi realizada com a produtora Rafaela Jacobs, proprietária da Sabores do Rancho, agroindústria que produz queijos coloniais, iogurtes e sorvetes artesanais. Ela ressaltou que iniciativas como o censo contribuem para dar visibilidade ao setor e incentivar a permanência das famílias no meio rural.
O Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf) reúne empreendimentos que podem participar de feiras promovidas pelo governo estadual. Em 2025, o programa atingiu a marca de 2 mil agroindústrias certificadas, consolidando sua atuação no fortalecimento da agricultura familiar no Rio Grande do Sul.
Notícias
Fenagra 2026 aposta em tecnologia, sustentabilidade e novos mercados
Programação inclui congressos com foco em inovação, descarbonização e biocombustíveis.





Em sua 19ª edição, o evento contará com 250 expositores, entre empresas nacionais e internacionais, ocupando dois pavilhões e uma área de 26 mil metros quadrados. A expectativa é receber cerca de 14 mil visitantes e congressistas, com participação de representantes de países da América do Sul, Europa, Ásia, Estados Unidos, Rússia, Austrália e Arábia Saudita.
Nos dias 13 e 14 de maio, ocorre o III Fórum Biodiesel e Bioquerosene, promovido pela UBRABIO. O encontro reúne representantes do governo, indústria e academia para discutir o avanço dos biocombustíveis, a substituição de combustíveis fósseis e os impactos da legislação no setor.