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Casos de raiva herbívora diminuíram em 2020, aponta Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul

Fato é explicado porque, devido à pandemia do novo coronavírus, foi coletado um menor número de amostras em 2020, o que impactou negativamente também no monitoramento da doença

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Divulgação/SEAPDR

O número de casos de raiva herbívora em 2020 foi menor do que em 2019. Segundo o Informativo Técnico da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), no ano passado foram registrados 30 casos, nos municípios de André da Rocha, Bagé, Barão do Triunfo, Guaíba, Caçapava do Sul, Maquiné, Mariana Pimentel, Montenegro, Passo do Sobrado, Rio Pardo, Santa Cruz do Sul, São Jerônimo e Sertão Santana. “Os casos ficaram concentrados na região Metropolitana de Porto Alegre e a Sudoeste do Estado”, afirma o biólogo e analista ambiental da Secretaria, André Witt. Em 2019, por sua vez, foram contabilizados 57 focos em 31 municípios. Os dados integram o Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros no RS (PNCRH/RS).

Conforme Witt, o fato é explicado porque, devido à pandemia do novo coronavírus, foi coletado um menor número de amostras em 2020, o que impactou negativamente também no monitoramento da doença.

“É importante considerar que os focos ocorreram praticamente nas mesmas regiões nos dois anos, com pequenas variações, concentrando-se nas regiões geográficas de Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, Lajeado e Passo Fundo”, analisa o biólogo.

Ele alerta ser fundamental que os produtores que vivem ou têm negócios nesses municípios vacinem seus animais contra a raiva. “Essa é a melhor estratégia para evitar perdas econômicas. A SEAPDR faz o controle de morcegos hematófagos nessas regiões, mas precisa ser comunicada pelos proprietários a respeito de colônias em furnas, cavernas, casas abandonadas e outros”.

Raiva Animal em 2020

Em 2020, foram analisadas 493 amostras enviadas ao laboratório do Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor ( IPVDF) para análise, sendo amostras de bovinos, bubalinos, equinos, ovinos, caninos, felinos, primatas não-humanos (bugio) e quirópteros. Resultaram positivas para raiva as seguintes: 29 bovinos, 1 ovino, 10 morcegos e 1 felino doméstico (Rolador). Os quirópteros positivos foram encontrados nas seguintes cidades: Alvorada, Humaitá, Pelotas, Cruz Alta, Rio Grande, Guaporé e Caxias do Sul. Um felino foi positivo para doença oriundo do município de Rolador.

Raiva Animal e herbívora em 2021

Em janeiro e fevereiro de 2021, foram enviadas ao laboratório do IPVDF e analisadas 84 amostras de bovinos, equinos, caninos, felinos e quirópteros. Resultaram positivas para raiva uma amostra de bovino e uma de quiróptero. E foram registrados três focos de raiva em herbívoros nos municípios de Garruchos, São Nicolau e Caçapava do Sul.

Controle

O controle da raiva herbívora está fundamentado em três medidas, que devem ser adotadas de forma sistemática: vacinação, controle populacional do morcego hematófago Desmodus rotundus (principal transmissor desta enfermidade) e atuação em focos.

A partir de uma comunicação ao serviço oficial, registrando a ocorrência de agressões por vampiros aos animais e presença de animais com sintomatologia nervosa, desencadeia-se uma série de ações, visando o diagnóstico situacional, baseando-se na leitura de mordeduras. Confirmado laboratorialmente o foco de raiva, trabalha-se no sentido de fora para dentro do foco (centrípeta), numa distância de 10 a 15 quilômetros seguindo-se cursos d’água, cadeias de montanhas, a fim de determinar a progressão do foco.

Nesta área, através da leitura de mordeduras, determina-se a taxa de agressão, vacinação massiva dos animais, revisão de todos os refúgios cadastrados, localização de novos refúgios, captura e combate de morcegos hematófagos, colheita de materiais (cérebros) e espécimes de morcegos para diagnóstico laboratorial, educação sanitária através de reuniões, palestras, rádio, folders, cartazes, etc. Estas atividades visam conter o foco e interromper sua progressão.

Orientações

Caso sejam constatadas marcas de mordidas em animais, os produtores devem procurar a Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima. Os endereços podem ser consultados clicando aqui. O analista ambiental André Witt orienta os proprietários que tiveram contato com o animal doente, num perímetro de 10 quilômetros (delimitado como área do foco), a procurarem a vigilância em saúde do seu município para avaliação do quadro. A vacina contra a raiva em humanos é gratuita e está disponível nos postos de saúde.

O último caso de raiva humana no Rio Grande do Sul ocorreu há 37 anos. A SEAPDR é responsável pelo controle populacional de morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue), autorizada por instrução normativa do Ibama de 2006.

Fonte: Assessoria
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Notícias

Clima favorável e possível oferta elevada pressionam valores da soja

Ambiente de otimismo em relação à oferta e certo pessimismo sobre a demanda pressionam contratos futuros na Bolsa de Chicago (CME Group).

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Foto: AEN

A combinação de clima favorável à colheita nos Estados Unidos e à semeadura da oleaginosa em grande parte das regiões brasileiras, de estimativas de maior relação estoque/consumo final na safra 2021/22, em termos mundiais, do ambiente de otimismo em relação à oferta e certo pessimismo sobre a demanda pressionou os contratos futuros na Bolsa de Chicago (CME Group) nos últimos dias.

Com isso, segundo informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), compradores brasileiros se afastaram das aquisições no spot, na expectativa de adquirir lotes a preços menores nas próximas semanas.

Entre 08 e 15 de outubro, os Indicadores ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá e CEPEA/ESALQ – Paraná caíram 2,3% e 1,7%, com respectivos fechamentos de R$ 168,55/sc e de R$ 166,48/sc de 60 kg na última sexta-feira (15).

Fonte: ESALQ
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Notícias Grãos

Comprador afastado mantém preço do milho em queda

Indicador ESALQ/BM&FBovespa caiu 0,93%, fechando na última sexta-feira (15) a R$ 90,18/saca de 60 kg.

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Divulgação

Os preços do milho seguem em queda na maioria das regiões brasileiras, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Entre os dias 08 e 15 de outubro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) caiu 0,93%, fechando a R$ 90,18/saca de 60 kg na última sexta-feira, 15.

Apesar da quebra de produção na safra 2020/21, consumidores mantêm baixo o interesse de aquisição de novos lotes, atentos à melhora do clima, que tem favorecido a temporada de verão brasileira, e nas exportações desaquecidas.

Parte dos vendedores nacionais, por sua vez, precisam liberar armazéns para limpeza e organização da safra verão ou, em algumas regiões, para a entrada do trigo.

Fonte: Cepea
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Notícias Avicultura

Preços dos ovos se mantêm estáveis

Bom ajuste entre oferta e demanda sustentou as cotações, no entanto, agentes do setor estão apreensivos, uma vez que o mercado já começa a dar sinais de enfraquecimento.

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Arquivo/OP Rural

Os preços dos ovos se manteve praticamente estável nos últimos dias nas praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo colaboradores, o bom ajuste entre oferta e demanda sustentou as cotações. Mesmo assim, agentes do setor estão apreensivos, uma vez que o mercado já começa a dar sinais de enfraquecimento, levando à necessidade de concessão ou intensificação de descontos.

Fonte: Cepea
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ABPA – PSA

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