Suínos Saúde
Casos de peste suína africana chegam a 7.595 no mundo, diz OIE
No relatório anterior, 368 foram notificados como novos, enquanto 7.463 surtos estavam em andamento

No período entre os dias 27 de março e 9 de abril, 548 novos surtos de Peste Suína Africana (PSA) foram notificados, afirmou nesta segunda-feira, 13, a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) em relatório.
O total de surtos contínuos de PSA no mundo é agora 7.595, incluindo 3.440 surtos na Romênia e 2.383 surtos no Vietnã. No relatório anterior, 368 foram notificados como novos, enquanto 7.463 surtos estavam em andamento.
Impacto da doença
Um total de 5.024 animais foram notificados como perdas. A Ásia notificou 3.963 perdas, as Filipinas registraram 2.529 porcos domésticos perdidos pela doença, enquanto a Europa notificou 1.061, incluindo 574 da Ucrânia. Não foram relatadas novas perdas na África. Mudanças na situação epidemiológica
A China notificou a recorrência da doença em Chongking, Gansu, Sichuan. No total, seis surtos foram relatados. A Coreia do Sul registrou 54 surtos que afetavam javalis. As Filipinas notificaram um único surto de suínos em Davao Oriental. Nesse período, Papua Nova Guiné notificou a primeira ocorrência no país através de quatro surtos na província de Southern Highlands. Europa
Na Europa, 483 surtos foram notificados; 20 em suínos e 463 em javalis. Nesta região, um programa de vigilância direcionado continua. Frequentemente, um único caso em javali é notificado como um único surto e geralmente é notificado como resolvido imediatamente. Dos surtos relatados neste período, 48 permanecem em andamento em javalis e 19 em suínos. África
Nesse período, não foram relatados novos surtos nessa região. As informações partem da OIE e foram divulgadas pelo departamento de Análise e Consultoria de SAFRAS & Mercado.

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





