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Notícias Mercado

Casos de Covid-19 disparam em SC, referência na exportação de carnes suína e de aves

Chapecó e Concórdia, tradicionais sedes das indústrias de carnes do Estado, aparecem entre as dez cidades com os maiores números de casos confirmados

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Monalisa Pereira

Santa Catarina, maior exportador de carnes de frango e suína do Brasil em faturamento, teve aumento de 170% nos casos de coronavírus nos últimos 30 dias até terça-feira (19), com apenas dois polos produtores respondendo por cerca de um quinto das ocorrências da doença no Estado, o que preocupa autoridades e a indústria quanto ao eventual fechamento de unidades.

Chapecó e Concórdia, tradicionais sedes das indústrias de carnes do Estado, maior produtor de proteína suína e segundo em aves, aparecem entre as dez cidades com os maiores números de casos confirmados da Covid-19, com 605 e 278, respectivamente, segundo dados de quarta-feira. Chapecó é o município líder em contaminações.

A região abriga importantes unidades de BRF, JBS e Aurora, gigantes do setor de proteína animal.

“Existe a preocupação de que esse crescimento no número de casos da Covid-19 nessas regiões produtoras possa afetar tanto o produtor, como outros elos da cadeia”, disse à Reuters o analista de socieconomia da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Alexandre Giehl.

Para o especialista da empresa vinculada ao governo de Santa Catarina, uma queda no volume de abates por causa do distanciamento social ou de uma eventual contaminação nas unidades poderia impactar ainda áreas como a produção de insumos, demanda por transporte, além da redução nos preços pagos ao produtor. “É uma preocupação nossa e do setor também”, comentou.

Se as unidades produtoras pararem, pode haver implicações na cadeia produtiva, concordou o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi. “Não queremos chegar ao que vimos nos Estados Unidos, onde fizeram sacrifício de suínos para evitar acúmulo no plantel”, ressaltou Lorenzi, lembrando de caso que envolveu uma unidade da JBS USA.

Mas ele ponderou que a possibilidade de descarte de suínos é menor no Brasil, devido à estrutura mais pulverizada de unidades de abate, em relação ao modelo norte-americano.

Nesta semana, uma unidade de aves da Seara, controlada pela JBS, localizada em Ipumirim, vizinha de Concórdia, foi fechada devido à contaminação de funcionários por coronavírus.

Para o dirigente da ACCS, a alta no número de casos no Estado pode estar relacionada à liberação do comércio e ao aumento nos testes realizados na população.

O Laboratório de Conservação e Gestão Costeira da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) realizou uma análise sobre o assunto com base em dados oficiais e destacou dois momentos de abril que impulsionaram a disseminação da Covid-19: a abertura controlada dos setores de serviços no dia 13 e a abertura ampliada no dia 21.

“Fica evidente nos dados que estas datas foram momentos com grandes consequências para o incremento dos casos em dias posteriores em todas as regiões de Santa Catarina”, disse em nota o professor da Univale responsável pela análise, Marcus Polette.

Nas chamadas regiões do grande oeste e meio-oeste catarinense, onde cerca de 80% da produção de suínos está concentrada, há quase 1.500 pessoas contaminadas.

Dados do último boletim epidemiológico do governo de Santa Catarina sobre o coronavírus mostram que o número de casos confirmados da doença saiu de 2.028 em 18 de abril para 5.499 em 20 de maio, e os óbitos chegaram a 94. Os primeiros casos foram identificados em 28 de fevereiro.

Prevenção

O diretor-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, admitiu à Reuters que aumentou o risco de transmissão comunitária da doença, em um processo natural da pandemia, mas lembrou que o setor está bem preparado e seguindo os protocolos de controle. “Até o eventual fechamento de uma ou outra planta tem efeito limitado sobre a produção, diante das centenas de unidades que temos na região Sul”, disse.

Em nota, a JBS informou à Reuters que, desde o início da pandemia, adotou um protocolo robusto de prevenção e segurança em todas suas unidades para proteger seus colaboradores.

Na mesma linha, a BRF disse que segue as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, também com consultoria do Hospital Albert Einstein. Entre as iniciativas adotadas pela empresa estão o uso obrigatório de máscaras, distanciamento mínimo entre funcionários, medição de temperatura nas entradas das unidades, afastamento de colaboradores do grupo de risco e casos suspeitos, reforço de higienização em diversas áreas e nos veículos de transporte fretado e busca ativa de potencial contaminação com o intuito de mitigar a exposição ao vírus, detalhou a BRF.

O protocolo de prevenção também inclui testes de todos os funcionários da unidade de Concórdia, a maior da BRF no Estado, com cerca de 5 mil pessoas. A companhia começou a testar seus funcionários há mais de duas semanas em vários locais, disse a assessoria de imprensa. Atualmente, não há fábricas de BRF fechadas devido a surtos do coronavírus.

Fonte: Reuters
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Notícias Suinocultura

Fluxo de negócios para suíno melhora e preços sobem no Brasil

Fluxo de negócios envolvendo animais para abate segue evoluindo bem no país, em meio a um quadro de oferta ajustada

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Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de suínos apresentou movimento consistente de alta nos preços nos últimos dias, tanto para o quilo vivo quanto para os cortes vendidos no atacado

O analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, disse que o fluxo de negócios envolvendo animais para abate segue evoluindo bem no país, em meio a um quadro de oferta ajustada. “Os frigoríficos seguem em processo de ajuste de estoques, se recuperando das incertezas relacionadas à logística da última semana”, pontua.

A perspectiva é de maior acirramento nas negociações na segunda quinzena, período no qual o escoamento tende a ser mais tímido devido a menor capitalização das famílias. “Por outro lado, o estreito spread entre a carcaça suína e o frango congelado pode favorecer a reposição”, afirma.

Levantamento de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil subiu 9,01% na semana, de R$ 5,90 para R$ 6,43. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado avançou 2,58%, de R$ 11,06 para R$ 11,34. A carcaça registrou um valor médio de R$ 10,16, elevação de 10,31% frente ao valor registrado na semana passada, de R$ 9,21.

As exportações de carne suína fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 96,74 milhões em setembro (7 dias úteis), com média diária de US$ 13,82 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 40,88 mil toneladas, com média diária de 5,84 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.366,30.

Em relação a setembro de 2020, houve alta de 64,85% no valor médio diário da exportação, ganho de 61,26% na quantidade média diária exportada e valorização de 2,23% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

A análise mensal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo avançou de R$ 115,00 para R$ 140,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo subiu de R$ 5,60 para R$ 5,70. No interior do estado a cotação mudou de R$ 5,95 para R$ 6,60.

Em Santa Catarina o preço do quilo na integração aumentou de R$ 5,85 para R$ 5,90. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 6,10 para R$ 6,70. No Paraná o quilo vivo mudou de R$ 5,75 para R$ 6,55 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo seguiu em R$ 5,60.

No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande subiu de R$ 5,50 para R$ 6,10, enquanto na integração o preço passou de R$ 5,45 para R$ 5,70. Em Goiânia, o preço aumentou de R$ 6,40 para R$ 7,00. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno avançou de R$ 6,90 para R$ 7,50. No mercado independente mineiro, o preço avançou de R$ 6,90 para R$ 7,50. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis aumentou de R$ 5,30 para R$ 5,80. Já na integração do estado o quilo vivo prosseguiu em R$ 5,70.

Fonte: Agência Safras
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Notícias Safra de inverno

Colheita do trigo é iniciada no Brasil e clima segue no centro das atenções

Clima segue no centro das atenções por aqui e na Argentina

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Divulgação

A colheita de trigo foi iniciada nesta semana no Brasil. O clima segue no centro das atenções por aqui e na Argentina.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que a colheita da safra 2020/21 atinge 2% da área estimada de 1,213 milhão de hectares. A área é 7% maior ante os 1,136 milhão de hectares cultivados na safra 2019/20.

Conforme o Deral, 56% das lavouras estão em boas condições, 32% em situação média e 12% ruins, sem alterações ante a semana passada. As lavouras se dividem entre as fases de crescimento vegetativo (7%), floração (15%), frutificação (38%) e maturação (40%). Na semana passada, as lavouras estavam em desenvolvimento vegetativo (18%), floração (27%), frutificação (47%) e maturação (8%). No mesmo período do ano passado,11% da área já havia sido colhida.

A safra 2021 de trigo do Paraná deve registrar uma produção de 3,721 milhões de toneladas, 17% acima das 3,190 milhões de toneladas colhidas na temporada 2020. A produtividade média é estimada em 3.095 quilos por hectare, acima dos 2.824 quilos por hectare registrados na temporada 2020.

Rio Grande do Sul

Segundo a Emater/RS, as chuvas dos últimos dias favoreceram, em intensidades variadas, favoreceram a recuperação da umidade do solo e foram importantes para o desenvolvimento. Por outro lado, em algumas localidades, acompanhadas de granizo, causaram danos às lavouras. O desenvolvimento, em nível estadual, está atrasado na comparação com os últimos anos.

Argentina

A condição hídrica das lavouras de trigo da Argentina varia conforme a região do país. De um modo geral, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 30% das lavouras estão em situação de regular a seca, 67% estão em situação ótima ou adequada e 3% tem excesso de umidade. Na semana passada, eram os mesmos 30% em déficit hídrico e 2% com excesso. Em igual período do ano passado, 49% da área estava na situação de seca. A superfície totaliza 6,5 milhões de hectares. As lavouras se dividem entre excelentes ou boas (49%), normais (29%), regulares ou ruins (22%).

Fonte: Agência Safras
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Notícias Mercado interno

Mercado de milho mantém lentidão com algumas regiões tendo menor oferta

Tendência é por um abastecimento complicado durante o último trimestre

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O mercado brasileiro de milho, assim como no período anterior, teve uma semana de lentidão nos negócios. Em algumas regiões o mercado manteve pressão de oferta, pela entrada da safrinha, enquanto em outras a oferta já foi reduzida e as cotações avançaram um pouco, como foi o caso de São Paulo.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a tendência é por um abastecimento complicado durante o último trimestre18. Isso deve manter sustentação aos preços. O país teve uma safrinha extremamente prejudicada por estiagens e geadas e passada a sazonalidade de pressão da colheita, a oferta deve ser reduzida e as cotações podem voltar a subir.

No balanço dos últimos sete dias, entre a quinta-feira (09 de setembro) e esta quinta-feira (16 de setembro), o milho em Campinas/CIF na venda subiu de R$ 95,00 para R$ 96,00 a saca, alta de 1,0%. Na região Mogiana paulista, o cereal se manteve estável em R$ 93,00 a saca.

Em Cascavel, no Paraná, no comparativo semanal, o preço subiu de R$ 93,00 para R$ 96,00 a saca, alta de 3,2%. Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação permaneceu estável em R$ 84,00. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, o valor se manteve na venda em R$ 98,00.

Em Uberlândia, Minas Gerais, a cotação recuou de R$ 96,00 para R$ 95,50 (-0,5%). E em Rio Verde, Goiás, o mercado caiu na venda de R$ 88,00 para R$ 84,00 a saca, baixa de 4,55%.

Exportações

As exportações de milho do Brasil apresentam receita de US$ 246,32 milhões em setembro (7 dias úteis), com média diária de US$ 35,19 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 1,26 milhão de toneladas, com média de 179,95 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 195,50. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Em relação a setembro de 2020, houve baixa de 28,85% no valor médio diário da exportação, perda de 40,68% na quantidade média diária exportada e valorização de 19,95% no preço médio.

Segundo levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), as exportações brasileiras de milho deverão ficar em 2,92 milhões de toneladas em setembro. Em setembro do ano passado, o Brasil exportou 5,76 milhões de toneladas. Em agosto, os embarques do cereal somaram 4,19 milhões de toneladas. As exportações do ano devem somar até 13,06 milhões de toneladas até o final deste mês.

Fonte: Agência Safras
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