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VOZ DO COOP

Avicultura SBSA

Case de enfrentamento da gripe aviária será apresentado no 24º SBSA

Especialista em Gestão de Projetos Inovadores pela Universidade de São Paulo, Victor Abreu de Lima palestrará em Chapecó (SC) no dia 11 de abril.

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José Henrique de Oliveira é coordenador regional de Defesa Sanitária Animal da Cidasc. (Foto: Divulgação)

Diego Rodrigo Torres Severo é diretor de Defesa Agropecuária na Cidasc. (Foto: Divulgação)

As medidas adotadas pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) para o enfrentamento do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência em Maracajá (SC) serão apresentadas durante o 24º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). Essa temática integra a programação do dia 10 de abril (quarta-feira), às 14 horas, no Bloco Sanidade. O assunto será conduzido pelos médicos veterinários do órgão fiscalizador Diego Rodrigo Torres Severo e José Henrique de Oliveira.

O evento é promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) e ocorrerá no período de 9 a 11 de abril, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó. O SBSA é referência na disseminação do conhecimento, na inovação tecnológica e no intercâmbio de experiências. A programação reunirá profissionais de renome nacional e internacional. As inscrições podem ser feitas pelo site www.nucleovet.com.br/simposios/avicultura/inscricao.

De acordo com o presidente da Comissão Científica do SBSA, Guilherme Lando Bernardo, a influenza aviária deixa toda cadeia produtiva em estado de alerta elevado por ser uma doença grave, causada por vírus, e letal para o plantel. “Ao identificar focos, é necessário adotar medidas de controle nos animais infectados ou nos ambientes contaminados para prevenir ou minimizar a disseminação da doença, evitando que toda produção avícola seja perdida”, alerta ao destacar a relevância da temática.

Conheça os palestrantes

Diego Rodrigo Torres Severo é graduado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Santa Maria e mestre no Programa de Pós-Graduação em Produção e Sanidade Animal, do Instituto Federal Catarinense. Atualmente é diretor de Defesa Agropecuária na Cidasc, onde é médico veterinário concursado desde 2010.

José Henrique de Oliveira é graduado em Medicina Veterinária pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e aluno do Programa de Pós-Graduação em Produção e Sanidade Animal pelo Instituto Federal Catarinense. Atualmente é coordenador regional de Defesa Sanitária Animal, do departamento regional de Criciúma e médico veterinário da Cidasc, desde 2018.

Como participar

As inscrições para o Simpósio e a 15ª Poultry Fair estão no último lote. O investimento é de R$ 850,00 para profissionais e de R$ 480,00 para estudantes. Os ingressos para acessar somente a feira, sem participar da programação científica, podem ser adquiridos por R$ 200,00. Na compra de pacotes a partir de dez inscrições para o SBSA serão concedidas bonificações. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos de universidades têm condições diferenciadas.

Apoio

O 24º SBSA tem apoio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina (CRMV-SC), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Prefeitura de Chapecó e da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc).

Fonte: Assessoria

Avicultura Saúde intestinal e saúde óssea

Impacto sobre a rentabilidade e qualidade das carcaças de frangos de corte

Dentre as afecções que podem comprometer a saúde intestinal dos bezerros está a Colibacilose, que tem como agente etiológico a bactéria Escherichia coli.

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Foto: Shutterstock

A saúde intestinal e a saúde óssea estão em conexão por mecanismos que envolvem, principalmente, a microbioma intestinal e a comunicação com as células ósseas. O equilíbrio e estabilidade da microbiota intestinal influencia diretamente a homeostase óssea. “Um dos mecanismos que vem sendo estudado é o papel da microbiota sobre a regulação da homeostase do sistema imune intestinal. Alterações na composição da microbiota intestinal podem ativar o sistema imunológico da mucosa, resultando em inflamação crônica e lesões na mucosa intestinal”, explica a doutora Jovanir Inês Müller Fernandes, durante a Conexão Novus, evento realizado em 07 de março, em Cascavel, no Paraná.

Conforme salienta a palestrante, a ativação do sistema imunológico pode levar a produção de citocinas pró-inflamatórias e alteração na população de células imunes que são importantes para manter a homeostase orgânica e controlar os processos inflamatórios decorrentes, mas simultaneamente pode reduzir os processos anabólicos como a formação óssea. “Isso porque os precursores osteoclásticos derivam da linhagem monócito/macrófago, células de origem imunitária” frisa.

Consequentemente, o sistema imunológico medeia efeitos poderosos na renovação óssea. “As células T ativadas e as células B secretam fatores pró-osteoclastogênicos, incluindo o ativador do receptor de fator nuclear kappa B (NF-kB), o ligante do receptor ativador do fator nuclear kappa B (RANKL), interleucina (IL) -17A e fator de necrose tumoral (TNF-α), promovendo perda óssea em estados inflamatórios”, detalha a professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Problemas

Além disso, doutora Jovanir também ressalta que o intenso crescimento em reduzido tempo das atuais linhagens de frangos de corte resulta em sobrecarga sobre um sistema ósseo em mineralização. Ela frisa ainda que o centro de gravidade dos frangos tem sido deslocado para frente, em comparação com seus ancestrais, o que afeta a maneira como o frango se locomove e resulta em pressão adicional em seus quadris e pernas, afetando principalmente três pontos de choque: a quarta vértebra toráxica e as epífises proximais da tíbia e do fêmur. “Nesses locais são produzidas lesões mecânicas e microfraturas, e tensões nas cartilagens imaturas, especialmente na parte proximal dos ossos. As lesões mecânicas danificam e rompem os vasos sanguíneos que chegam até a placa de crescimento e, como consequência, as bactérias que circulam no sangue conseguem chegar às microfaturas e colonizá-las, iniciando as inflamações sépticas”, relata.

O aumento do consumo de água e a produção de excretas que são depositadas na cama, associado a uma menor digestibilidade da dieta, segundo a médica veterinária, resultam em aumento da umidade e produção de amônia. “Camas úmidas aumentam a riqueza e diversidade da microbiota patogênica, que pode alterar o microbioma da ave e desencadear a disbiose intestinal, pode favorecer a translocação bacteriana pelas lesões de podermatite e afetar a mucosa respiratória pelo aumento da produção de amônia que, consequentemente, resulta em desafios à mucosa respiratória e aumento da sinalização imunológica por citocinas e moléculas inflamatórias” enfatiza a profissional.

lém desses fatores, doutora Jovanir explica que a identificação de cepas bacterianas e virais mais patogênicas e virulentas, que eram consideradas comensais, podem estar envolvidas na ocorrência e agravamento dos problemas locomotores e artrites, a exemplo dos isolamentos já feitos no Brasil de cepas patogênicas de Enterococcus faecalis. “O surgimento dessas cepas pode estar relacionado com a pressão de seleção de microrganismos resistentes pelo uso sem critérios de antibióticos terapêuticos e o manejo inadequado nos aviários”, elucida.

Segundo a médica-veterinária, devido a dor e a dificuldade locomotora, as aves passam a ficar mais tempo sentadas, o que compromete ainda mais a circulação sanguínea nas áreas de crescimento ósseo, contribuindo com a isquemia e necrose. “Isso também contribui para a ocorrência de pododermatite, dermatites e celulites. Importante ainda destacar que esses distúrbios podem resultar em alterações da angulação dos ossos longos e contribuir para o rompimento de ligamentos e tendões, bem como a ocorrência de artrites assépticas. Nesse sentido, é fundamental a manutenção de um microbioma ideal para modular o remodelamento ósseo das aves” adverte.

Importância do microbioma intestinal nos ossos

“Pesquisadores mostram que a comunicação entre microbioma e homeostase óssea garante a ação dos osteoblastos maior que a ação dos osteoclastos, com isso, garantindo boa remodelação óssea. Ou seja, forma mais osso sólido do que se rarefaz’, complementa Jovanir Fernandes.

Além disso, ela informa que a composição da microbiota do intestino impacta na absorção dos nutrientes, promovendo aumento de assimilação de cálcio, magnésio e fósforo – vitais na saúde óssea. “Durante o processo de fermentação, os micróbios intestinais produzem numerosos compostos bioativos, que são importantes para a saúde óssea, como vitaminas do complexo B e vitamina K. As bactérias intestinais produzem também ácidos graxos de cadeia curta (ácido butírico), importantes na regulação dos osteocitos e massa óssea”, ressalta.

Os estudos, de acordo com a palestrante, indicam que esses ácidos graxos inibem a reabsorção óssea através da regulação da diferenciação dos osteoclastos e estimulam a mineralização óssea. “Age também ativando células Treg (potencializadoras de células tronco nos ossos). Hormônios produzidos no intestino pela presença de bactérias boas desempenham um papel importante na homeostase e metabolismo ósseo”, aponta.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse a versão digital de Avicultura de Corte e Postura clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Um calo que precisa ser tratado

Os prejuízos financeiros decorrentes de doenças de pele e distúrbios ósseos não podem ser subestimados.

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Foto: hutterstock

Ao longo dos anos, temos testemunhado um aumento preocupante nos problemas relacionados à integridade dermatológica e óssea das aves, representando um desafio substancial para todos os envolvidos na cadeia de produção avícola. Desde os prejuízos econômicos até as preocupações com o bem-estar animal, os efeitos desses problemas são profundos e generalizados.

Os prejuízos financeiros decorrentes de doenças de pele e distúrbios ósseos não podem ser subestimados. Além do custo direto da perda de aves e da redução da eficiência produtiva, há também os impactos indiretos, como os gastos com tratamentos veterinários, a diminuição da qualidade dos produtos e a reputação negativa da atividade. Esses problemas afetam não apenas a rentabilidade das operações avícolas, mas também a sustentabilidade de toda a indústria.

É imperativo adotar uma abordagem proativa e colaborativa para enfrentar esses desafios. A pesquisa científica desempenha um papel fundamental na identificação das causas e no desenvolvimento de soluções eficazes.

Devemos investir em estudos que ampliem nosso entendimento sobre os mecanismos que afetam a saúde da pele e dos ossos das aves, bem como em tecnologias inovadoras que possam mitigar esses problemas.

Além disso, o manejo adequado das instalações avícolas e a implementação de práticas de manejo baseadas em evidências são essenciais para promover a saúde e o bem-estar das aves. Isso inclui garantir condições de alojamento adequadas e fornecer uma dieta balanceada e adaptada às necessidades nutricionais das aves.

É importante que todos os atores do setor avícola se unam em um esforço conjunto para enfrentar os desafios relacionados à saúde da pele e dos ossos das aves. Somente através da colaboração entre produtores, pesquisadores, veterinários e profissionais do setor poderemos desenvolver e implementar as soluções necessárias para resolução desses problemas.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse a versão digital de Avicultura de Corte e Postura clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe do Jornal O Presente Rural
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Avicultura Disponível na versão digital

Nova edição de Avicultura Corte e Postura trata da saúde dos ossos e pele em frangos de corte

Também trazemos uma reportagem especial sobre o Congresso de Avicultores e Suinocultores O Presente Rural, que está prestes a tomar lugar, nos dias 11 e 12 de junho, trazendo consigo uma missão clara: unir os principais atores do setor em busca de soluções práticas e inovadoras.

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Já está disponível na versão digital a edição de abril de Avicultura Corte e Postura de O Presente Rural. Nesta edição trazemos uma cobertura especial sobre a saúde dos ossos e pele em frangos de corte, dois dos principais problemas da indústria avícola nacional. Ambos os sistemas estão interligados e podem ser afetados por uma variedade de fatores, incluindo nutrição inadequada, doenças, estresse ambiental e manejo. E os prejuízos são enormes.

Desde a seleção genética de linhagens com melhores características até a implementação de programas nutricionais específicos, a indústria está em constante evolução para resolver esses problemas. A reportagem exclusiva do jornal O Presente Rural apresenta uma análise sobre a saúde da pele e dos ossos dos frangos, destaca as principais causas e impactos no setor, mas também aponta as melhores práticas e soluções propostas por especialistas para enfrentar os desafios e garantir o sucesso na produção avícola brasileira.

Também destacamos que o Congresso de Avicultores e Suinocultores O Presente Rural está prestes a tomar lugar, nos dias 11 e 12 de junho, trazendo consigo uma missão clara: unir os principais atores do setor em busca de soluções práticas e inovadoras. Este evento anual não se trata apenas de um encontro de negócios, mas sim de uma plataforma estratégica onde pesquisadores, produtores e empresas parceiras se reúnem para compartilhar conhecimento, experiências e tecnologias.

Ainda trazemos reportagens exclusivas que abordam os temas em discussão no Simpósio Brasil Sul de Avicultura, que ocorre nesta semana em Chapecó (SC).

Outras reportagens especiais tratam da inauguração do maior incubatório de aves das Américas pela Lar Cooperativa e dos  debates sobre os avanços e desafios da avicultura de postura no Congresso APA.

Há ainda artigos técnicos escritos por profissionais de renome do setor falando sobre manejo, inovação, produtos, bem-estar e as novas tecnologias existentes no mercado. A publicação conta ainda com matérias que trazem novidades das principais e mais importantes empresas do agronegócio nacional e internacional.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse a versão digital de Avicultura de Corte e Postura clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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