Notícias Eleições 2022
Carta aberta da Ocesc expõe pautas prioritárias do cooperativismo de Santa Catarina

Um conjunto de proposições para o desenvolvimento e a competitividade das cooperativas – endereçado aos candidatos às eleições de 2022 – foi elaborado pela Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc) e anunciado na quarta-feira (31). “Participar ativamente do processo eleitoral e acompanhar seu impacto junto à sociedade é fundamental para o exercício da democracia”, observa o presidente Luiz Vicente Suzin.
O documento elencou as pautas no plano estadual e na esfera federal com o objetivo de sensibilizar os candidatos e futuros governantes sobre as demandas prioritárias do sistema cooperativista.
Entre as reivindicações constam propostas como ampliar a segurança no setor rural, programas permanentes de combate às estiagens, energia e conectividade para o campo.
No âmbito estadual, o documento propõe políticas em três áreas: fortalecimento sistêmico, apoio à agroindústria cooperativa e manutenção da competitividade.
No âmbito federal a carta traz as demandas apresentadas pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) que foram estruturadas cinco linha de ação: cooperativas como protagonistas de uma nova economia, cooperativismo como modelo econômico do desenvolvimento sustentável, cooperativas em prol de cidades e comunidades mais prósperas, construindo o futuro do trabalho pela cooperação e bases estruturantes para impulsionar o Brasil.
Abaixo a carta aberta na íntegra.
Carta aberta aos candidatos ao pleito eleitoral 2022
Manter a competitividade e o desenvolvimento das cooperativas catarinenses é o compromisso da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc). Na função de entidade representativa do cooperativismo catarinense, a Ocesc apresenta as principais reivindicações do setor para o pleito eleitoral de 2022. Em Santa Catarina, são 255 cooperativas registradas na Ocesc em sete diferentes ramos de atuação econômica: 1) agropecuário; 2) consumo; 3) crédito; 4) infraestrutura; 5) trabalho, produção de bens e serviços; 6) saúde; e 7) transporte.
No consolidado de 31/12/2021, as cooperativas movimentaram R$ 68 bilhões em negócios, congregam 3,4 milhões de cooperados e geram 83.000 empregos diretos. Como um modelo societário isonômico e integrativo tem forte atuação e preocupação com o desenvolvimento sustentável nas comunidades onde atuam. É reconhecido que onde as cooperativas são mais representativas o IDH e melhor, reforçando a importância das cooperativas na sustentabilidade local.
Pautas prioritárias do cooperativismo catarinense no âmbito estadual e políticas de fortalecimento sistêmico
As cooperativas são reconhecidas por promoverem o desenvolvimento econômico e social nas comunidades onde estão inseridas. Nesse sentido, é necessário que os próximos governantes atuem na valorização dos impactos positivos desse modelo de negócio: compromisso com o fortalecimento da Frencoop-SC, ampliar a segurança no campo e ensino do tema cooperativismo nas escolas.
Políticas de apoio à agroindústria cooperativa catarinense
Com o intuito de manter e ampliar o protagonismo da agroindústria cooperativa catarinense, o sistema espera que os próximos governantes atuem na defesa do crescimento da produção e do mercado interno e externo, em equilíbrio com a sanidade e preservação ambiental: autonomia orçamentária para a Secretaria da Agricultura; definição de programas permanentes de combate aos efeitos da estiagem e potencialização das ações de defesa agropecuária.
Políticas de manutenção da competitividade
Para que haja o desenvolvimento de todas as regiões do Estado são necessárias condições favoráveis, através de investimentos em tecnologia, conectividade, disponibilização de energia e escoamento de produção: adequar as condições para os setores produtivos através de infraestrutura de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias; disponibilizar conectividade a todas as regiões do Estado; garantir a disponibilidade de energia elétrica de qualidade; tratamento justo dos tributos estaduais com relação aos outros Estados; e avançar na política de privatização.
Âmbito federal
Cooperativas como protagonistas de uma nova economia
Esperamos que o próximo governo busque fortalecer o papel do cooperativismo como parte da agenda estratégica do País, reconhecendo os diferenciais das sociedades cooperativas e seu alto impacto para o desenvolvimento de pessoas e comunidades: justiça social e adequado tratamento tributário ao ato cooperativo; legislações e políticas públicas de apoio e estímulo ao cooperativismo; inserção do cooperativismo em novos mercados e espaços de representatividade e de participação.
Cooperativismo como modelo econômico do desenvolvimento sustentável
Destacamos a importância de propostas que valorizem o papel das cooperativas para combatermos a fome, alcançarmos a segurança alimentar e a melhoria da nutrição no Brasil e no mundo, por meio de uma produção agropecuária sustentável: segurança alimentar, combate à fome e agregação de valor à produção e a transição para uma economia de baixo carbono.

Notícias
Super El Niño tem formação captada por satélites espaciais; veja o vídeo
Vídeo divulgado pela Agência Espacial Europeia mostra as primeiras anomalias de temperatura no Oceano Pacífico e revela como pequenas mudanças podem desencadear impactos climáticos em escala global.

Pela primeira vez, o surgimento de um novo episódio de Super El Niño pode ser acompanhado em detalhes a partir do espaço. Um vídeo divulgado pela Agência Espacial Europeia (ESA) revela as primeiras alterações na temperatura da superfície do Oceano Pacífico e mostra como um dos fenômenos climáticos mais influentes do planeta começa a se formar.
As imagens foram produzidas a partir de dados coletados por satélites entre os dias 1º e 07 de junho. O material destaca anomalias térmicas, diferenças entre as temperaturas registradas atualmente e a média observada entre 1991 e 2020, consideradas pelos cientistas um dos primeiros sinais do fenômeno.

Reprodução/Nasa
Embora as variações de temperatura pareçam discretas, elas têm grande relevância para o equilíbrio climático global. Isso porque os oceanos armazenam enormes quantidades de calor e pequenas mudanças podem alterar significativamente a troca de energia entre o mar e a atmosfera.
Segundo a ESA, o uso das anomalias permite identificar com maior precisão as fases iniciais do El Niño. “O fenômeno geralmente começa como uma mudança sutil em relação ao que é considerado normal”, explica a agência. Por isso, a comparação com uma média histórica ajuda a evidenciar transformações que, à primeira vista, passariam despercebidas.
O El Niño ocorre quando os ventos alísios, que normalmente empurram as águas superficiais do Pacífico para Oeste, enfraquecem. Com isso, águas mais quentes se deslocam em direção à Costa Oeste da América do Sul, modificando a circulação atmosférica e alterando os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do planeta.
Os efeitos costumam ser sentidos em diferentes continentes. Dependendo da intensidade do fenômeno, podem ocorrer ondas de calor mais severas, secas prolongadas, chuvas excessivas e tempestades mais intensas, com impactos sobre a agricultura, a disponibilidade de água, a geração de energia e a economia.
Pesquisadores também alertam que o aquecimento global pode influenciar a frequência e a intensidade desses eventos, ampliando seus efeitos e tornando os extremos climáticos ainda mais pronunciados.
Notícias
NOAA vê risco de Super El Niño e mercado acompanha impactos sobre as safras
Fenômeno climático pode elevar temperaturas e alterar o regime de chuvas em diversas regiões produtoras do mundo, com reflexos sobre culturas tropicais e preços das commodities agrícolas.

A possibilidade de um Super El Niño voltou ao radar dos produtores rurais e dos mercados agrícolas internacionais. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou a formação do fenômeno e indicou que há 63% de probabilidade de ele atingir forte intensidade até 2027.

Foto: Divulgação
Caso a projeção se confirme, o fenômeno poderá alterar o regime de chuvas e elevar as temperaturas em importantes regiões produtoras do mundo, influenciando a oferta global de alimentos e o comportamento dos preços agrícolas.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial Oriental, provocado pelo enfraquecimento dos ventos alísios. O fenômeno ocorre naturalmente a cada dois a sete anos e costuma durar entre nove e 12 meses.
Mudanças no clima afetam produção agrícola
Os efeitos do El Niño não se distribuem de forma uniforme pelo planeta. Historicamente, o fenômeno está associado a períodos de seca em regiões do Sul e Sudeste da Ásia, Austrália e África Austral, ao mesmo tempo em que favorece chuvas acima da média em áreas do sul da América do Sul e dos Estados Unidos.
Essas alterações climáticas têm impacto direto sobre a agricultura, especialmente em culturas tropicais, conhecidas

Foto: Jose Fernando
no mercado internacional como “soft commodities”. Nesse grupo estão produtos como café, açúcar, cacau, algodão e suco de laranja, cujas produtividades são altamente sensíveis a mudanças de temperatura e disponibilidade de água.
Secas prolongadas, ondas de calor ou excesso de chuvas podem comprometer a produtividade, atrasar colheitas e alterar a qualidade dos produtos, reduzindo a oferta global.
Mercado acompanha riscos para as commodities
Além dos efeitos sobre a produção, episódios anteriores de El Niño costumam influenciar os preços agrícolas.

Foto: Divulgação
Historicamente, os mercados registraram valorização de diversas commodities em períodos marcados pelo fenômeno, especialmente quando eventos climáticos extremos afetaram grandes países produtores.
A preocupação atual é ampliada pelo ambiente já desafiador enfrentado pelos agricultores em várias regiões do mundo. Custos elevados de produção, oscilações nos preços dos fertilizantes e do diesel e as tensões geopolíticas recentes aumentam a sensibilidade do mercado a qualquer risco climático adicional.
Especialistas observam que ainda é cedo para estimar a intensidade dos impactos sobre cada cultura. No entanto, a confirmação do fenômeno pela NOAA e a possibilidade de um episódio mais intenso colocam novamente o clima entre os principais fatores de atenção para produtores, tradings e investidores.
Se o El Niño ganhar força nos próximos meses, as consequências poderão ir além das lavouras, influenciando preços de alimentos, fluxos de comércio internacional e a rentabilidade de diversas cadeias do agronegócio.
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Cooperativas passam a ter acesso a fundos regionais e ganham reconhecimento como patrimônio cultural do Brasil
Novas leis ampliam as fontes de financiamento para projetos no Norte, Nordeste e Centro-Oeste e reconhecem oficialmente a contribuição histórica do cooperativismo para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

O cooperativismo brasileiro ganhou duas novas legislações a partir desta quarta-feira (17). Publicadas no Diário Oficial da União, a Lei Complementar nº 231 e a Lei nº 15.433 ampliam o acesso das cooperativas a recursos de fundos regionais de desenvolvimento e reconhecem oficialmente o cooperativismo como manifestação da cultura nacional.

Foto: Shutterstock
A Lei Complementar nº 231 inclui as cooperativas entre os beneficiários do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Já a Lei nº 15.433 estabelece que o cooperativismo integra o patrimônio cultural brasileiro e determina que o Estado garanta a livre atividade das cooperativas e apoie seu desenvolvimento, conforme previsto na Constituição Federal.
As duas medidas têm potencial para ampliar investimentos em setores estratégicos, especialmente no agronegócio, agroindústria e infraestrutura, além de reforçar o papel econômico e social desempenhado pelas cooperativas em diferentes regiões do país.
Acesso a recursos
A principal mudança econômica vem com a Lei Complementar nº 231. Com a nova regra, as cooperativas organizadas de acordo com a legislação específica do setor passam a poder acessar recursos dos fundos regionais para financiar projetos produtivos.
Na prática, a medida amplia as fontes de financiamento para investimentos em agroindústria, armazenagem,

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infraestrutura, logística e outras iniciativas com potencial de gerar emprego e renda.
Os fundos regionais têm justamente a função de estimular atividades produtivas e reduzir desigualdades econômicas, com foco nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Para o cooperativismo agropecuário, a mudança abre novas possibilidades de investimentos em cadeias produtivas que já têm forte presença nessas regiões.

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Reconhecimento cultural
A segunda medida publicada é a Lei nº 15.433, que reconhece oficialmente o cooperativismo como manifestação da cultura nacional.
O texto destaca a contribuição histórica do modelo para a formação econômica e social do país e associa o cooperativismo a valores como colaboração, ajuda mútua, participação democrática e gestão coletiva.
Além do reconhecimento simbólico, a lei determina que o Estado assegure a livre atuação das cooperativas e incentive seu desenvolvimento, em consonância com os princípios previstos na Constituição Federal.
Importância econômica
O reconhecimento institucional ocorre em um momento de expansão do cooperativismo brasileiro.

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No agronegócio, as cooperativas respondem por parcela expressiva da produção e exportação de grãos, carnes, leite e diversos outros produtos. Também desempenham papel relevante na assistência técnica aos produtores, no fornecimento de insumos e no acesso ao crédito.
Com maior acesso a recursos e respaldo legal ampliado, o setor ganha novos instrumentos para investir e ampliar sua participação no desenvolvimento econômico regional e nacional.



