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Carne suína produzida no Paraná ganha mercado em Singapura
RPF Group, quarto maior produtor de proteína suína do estado, comemora envio de sua primeira carga para o país asiático, após criterioso processo de habilitação

A montagem da primeira carga com destino a Singapura está sendo preparada nesta primeira semana de maio na unidade frigorífica de Ibiporã (PR) do RPF Group – quarto maior produtor de proteína suína do Paraná. A princípio, são 28 toneladas de costela suína com corte selecionado embarcadas.
Na análise do gerente comercial do RPF Group, Marcos Pezzutti, o envio deste primeiro container é muito significativo para a empresa. “Este embarque representa a chave de uma nova porta que se abre para a RPF e que traz junto a possibilidade de novas expansões nas exportações”, afirma.
Com a entrada em Singapura e o potencial de mercado que isso traz, a expectativa do grupo é alcançar um crescimento de 10% em volume nas exportações neste ano.
No cenário atual, a exportação é estratégica para o setor de proteína suína, compensando determinadas instabilidades do mercado interno. “O mercado interno vem sofrendo um pouco com as grandes altas de milho, soja e combustíveis. Porém, a exportação continua favorável, equilibrando assim as demandas”, explica Pezzutti.
Neste ano de 2022, o RPF Group já contabiliza um aumento de 6% nas vendas gerais em relação ao mesmo período do ano passado, mas o mercado apresenta valores por quilo menores que os do ano passado. A empresa estima, no entanto, que o ajuste de preço x quilo deve acontecer em breve.
O RPF Group foi habilitado a exportar para Singapura após um processo de aprovação que durou cerca de oito meses, realizado junto aos ministérios da Agricultura de Singapura e do Brasil.
Apesar das exigências estabelecidas pelas autoridades de Singapura para importação de proteínas, a RPF não necessitou realizar qualquer adequação de produção para atender este novo mercado, visto que o método utilizado já responde a todos os requisitos exigidos por Singapura e maioria dos países importadores, tanto na Ásia, quanto no leste europeu. “Isso deriva do investimento constante que fazemos em qualidade e no controle de processos e na segurança de alimentos”, frisa Pezzutti.
Outros mercados para os quais o RPF Group já exporta incluem Leste Europeu, Argentina, Uruguai e África do Sul. O grupo tem unidades frigoríficas em Ibiporã e Bocaiuva do Sul, no Paraná, e abate 3.100 cabeças por dia. Já a produção de suínos está concentrada na região de Toledo, oeste do estado.

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China, Paraguai e Palau abrem mercados para produtos agropecuários brasileiros
Novos acordos sanitários ampliam oportunidades para exportação de cálculos biliares bovinos, suínos vivos e carnes de diferentes espécies.

As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau aprovaram novos requisitos que permitem a entrada de produtos agropecuários brasileiros nesses mercados. As medidas envolvem a exportação de cálculos biliares bovinos para o mercado chinês, suínos vivos destinados ao abate para o Paraguai e carnes bovina, ovina, caprina e suína para Palau.
Com a China, o Brasil assinou um protocolo sanitário que estabelece as condições para exportação de cálculos biliares bovinos. O produto, utilizado principalmente pela indústria de Medicina Tradicional Chinesa, passa a ter regras definidas para inspeção, certificação e controle das remessas entre os dois países.
O acordo amplia o comércio de um subproduto da cadeia pecuária brasileira e cria uma nova possibilidade de aproveitamento econômico de materiais provenientes da produção bovina. A China é um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras e tem papel estratégico para a expansão das exportações do agronegócio nacional.
No Paraguai, as autoridades sanitárias aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos brasileiros destinados ao abate. A medida estabelece o padrão documental necessário para os embarques e abre uma nova alternativa comercial para a cadeia suinícola nacional.
Já Palau aprovou os modelos de CSI para importação de carnes bovina, ovina, caprina e suína produzidas no Brasil. Com a aprovação dos certificados, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos de habilitação e atender aos requisitos sanitários exigidos pelo país insular.
As aberturas fazem parte da estratégia brasileira de ampliar o acesso a mercados internacionais por meio de acordos sanitários. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), uma abertura de mercado ocorre quando o país importador reconhece que as garantias sanitárias oferecidas pelo Brasil atendem aos seus requisitos para determinado produto.
Impacto para o agro
A ampliação de destinos comerciais reduz a dependência de poucos compradores e aumenta as possibilidades de comercialização para diferentes cadeias produtivas. No caso das carnes, a abertura de novos mercados ocorre em um momento de busca por maior diversificação das exportações brasileiras de proteína animal.
Além dos produtos tradicionais, como carne bovina e suína, o avanço de negociações envolvendo subprodutos de origem animal mostra a tentativa da indústria de ampliar o aproveitamento econômico da produção pecuária brasileira.
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Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia
Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.

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Inscrições para prêmio de inovação em fertilizantes terminam nesta segunda-feira
Associação Nacional para Difusão de Adubos vai reconhecer pesquisas acadêmicas sobre fertilizantes, manejo do solo e tecnologias para o agronegócio, vencedor será anunciado em agosto, durante o Congresso Nacional de Fertilizantes.

Estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de agronomia e cursos correlatos têm até esta segunda-feira (27) para se inscrever na 5ª edição do Prêmio Carlos Florence, promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). A iniciativa busca estimular a produção de pesquisas e trabalhos acadêmicos voltados à inovação e ao desenvolvimento do setor de fertilizantes.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
Podem concorrer artigos científicos, ensaios, monografias, dissertações e teses desenvolvidos em instituições de ensino superior brasileiras. Os trabalhos devem abordar temas relacionados ao tratamento e uso do solo, inovação e desenvolvimento de produtos, além de gestão e tecnologias de aplicação de fertilizantes.
Nesta edição, o regulamento também contempla pesquisas alinhadas ao movimento internacional Nutrientes para a Vida (Nutrientes for Life), que destaca a importância biológica, ambiental e econômica dos fertilizantes para a produção de alimentos e para a sustentabilidade da agricultura.
Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora com base em quatro critérios. Inovação e viabilidade de aplicação terão peso 40 cada, enquanto objetividade e clareza receberão peso 20 cada na composição da nota final.
O vencedor será conhecido durante o 13º Congresso Nacional de Fertilizantes, marcado para 25 de agosto.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no site da ANDA, onde também estão disponíveis o edital e as orientações para envio dos trabalhos.
Criado para homenagear Carlos Florence, um dos principais especialistas brasileiros no setor de fertilizantes, o prêmio leva o nome do ex-diretor-executivo da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA), falecido em 2021. Florence acompanhou as principais transformações da indústria de fertilizantes no país e também se destacou como cronista e escritor.






