Suínos
Carne suína obtém melhor embarque do ano em novembro
De acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), no saldo em reais, houve elevação de 34% na receita no mês, chegando a R$ 460,5 milhões. Em dólar, foi registrada redução de 10%, com US$ 121,9 milhões.
As exportações de carne suína in natura acumularam alta de 12% nos onze primeiros meses deste ano, chegando a 435 mil toneladas. Com isto, a receita em reais cresceu 16% no período, totalizando R$ 3,668 bilhões. Em dólares, houve retração de 19%, chegando a US$ 1,1 bilhão.
Em termos de mercado interno, a semana foi marcada por uma comercialização bastante lenta, contrariando a expectativa de melhor movimentação por conta do recebimento da primeira parcela do décimo terceiro salário. A população segue contendo gastos, por conta da crise, e restringindo a demanda por carnes em geral. Isso ocorreu com o frango e também com o suíno nesta semana. Com isso a média de preços pagos ao produtor pelo quilo do suíno vivo na região Centro-Sul permaneceu em R$ 3,72, disse.
No atacado os preços da carne suína mostraram um pequeno avanço nos últimos sete dias. A média de preços da carcaça chegou a R$ 6,06, com incremento de 0,02% ante à semana anterior, enquanto o valor médio do quilo do pernil com osso passou de R$ 7,32 para R$ 7,34, comenta.
A análise mensal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo foi cotada a R$ 82,00, estável ante a semana passada. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo passou de R$ 3,14 para R$ 3,12, enquanto no interior a cotação retrocedeu de R$ 3,93 para R$ 3,90. Em Santa Catarina o preço do quilo seguiu em R$ 3,12 na integração. No interior, a cotação continuou em R$ 3,72. No Paraná o quilo vivo recuou de R$ 3,82 para R$ 3,80 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo continuou em R$ 3,94.
No Mato Grosso do Sul a cotação permaneceu em R$ 3,14 na integração, enquanto em Campo Grande o preço sem manteve em R$ 3,42. Em Goiânia, o preço teve alta de R$ 4,23 para R$ 4,25. No interior de Minas Gerais o quilo teve aumento de R$ 4,20 para R$ 4,21. No mercado independente mineiro a cotação seguiu em R$ 3,95. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis passou de R$ 3,44 para R$ 3,48. Já na integração do estado a cotação continuou em R$ 3,12.
Fonte: Agência SAFRAS

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





