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Carne suína ganha terreno sobre a de Frango, mas enfrenta desafios com a carne bovina

As valorizações da carne suína foram registradas desde a segunda semana de novembro, sustentadas pelo aumento da procura de atacadistas.

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Foto: Shutterstock

O valor médio da carcaça especial suína apresentou tímido avanço de outubro para novembro, enquanto os preços da carne de frango registraram avanço um pouco mais intenso. Diante disso, a competitividade da proteína suína frente à de origem avícola cresceu naquele período. A carne bovina, por sua vez, registrou desvalorização de um mês para o outro, o que resultou em leve queda na competitividade da proteína suína frente a esta importante concorrente.

No caso da carne suína, valorizações foram registradas desde a segunda semana de novembro, sustentadas pelo aumento da procura de atacadistas, que visaram a formação de estoques para atender à demanda de fim de ano. Apesar disso, o valor médio mensal da carcaça especial esteve discreto 0,2% acima do verificado em outubro, o que, por sua vez, se deve às vendas estagnadas verificadas no início de novembro.

A carcaça especial suína foi negociada, em média, a R$ 9,86/kg no atacado da Grande São Paulo no último mês. Já o frango inteiro resfriado, também comercializado no atacado da Grande São Paulo, se valorizou 0,8% frente ao verificado em outubro, indo a R$ 7,18/kg em novembro.

Segundo agentes do setor avícola consultados pelo Cepea, o impulso aos preços veio da menor oferta de carne de frango no mercado doméstico. Os feriados em novembro (Finados, no dia 2, Proclamação da República, no dia 15, e Consciência Negra, no dia 20, em algumas localidades) reduziram os dias úteis para abate nas agroindústrias. Consequentemente, houve queda na disponibilidade interna de carne.

Vale destacar que esse cenário garantiu que o preço médio mensal superasse o verificado em outubro e avançasse pelo quarto mês consecutivo. No mercado da carne bovina, a carcaça casada foi negociada à média de R$ 16,70/kg no atacado da Grande São Paulo em novembro, queda de 0,5% sobre a de outubro. Esse cenário se deve sobretudo à maior oferta de animais para abate e ao crescimento na produção de carne neste ano.

Com isso, a diferença entre os preços das proteínas suína e avícola caiu 1,5% de outubro para novembro, indo para 2,68 Reais/kg, sinalizando aumento da competitividade da carne suína frente à concorrente. Em relação à bovina, a diferença entre as cotações da carcaça especial suína e da carcaça casada bovina diminuiu 1,6%, indo a 6,96 Reais/kg em outubro para 6,85 Reais/kg em novembro, indicando a perda de competitividade da carne suína.

Fonte: Assessoria Cepea

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Lei que restringe compra de terras por estrangeiros é mantida

Decisão unânime mantém limites e condições para compra de terras, com foco em soberania nacional.

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Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na quinta-feira (23) manter as regras que limitaram a compra de imóveis rurais por empresas com capital estrangeiro no país. A Corte validou a Lei 5.709 de 1971, norma que regulou a matéria e definiu que o estrangeiro residente no país e as empresas estrangeiras autorizadas a operar no Brasil devem seguir regras para aquisições de terras.

Foto: Roberto Dziura Jr

A norma impôs diversas restrições, como compra máxima de 50 módulos de exploração, autorização prévia para aquisições em áreas de segurança nacional e registro no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A constitucionalidade foi questionada na Corte por entidades ligadas ao agronegócio. De acordo com as alegações, protocoladas em 2015, a lei prejudica empresas nacionais de capital estrangeiro ao limitar a compra de terras no país.

O julgamento começou em 2021 e foi finalizado na sessão desta quinta-feira. Por unanimidade, o plenário seguiu voto proferido pelo relator do caso, ex-ministro Marco Aurélio (aposentado), que votou pela constitucionalidade da lei.

O relator citou que as restrições são necessárias para manter a soberania nacional e a independência do país. Os argumentos foram validados pelos demais ministros.

A Advocacia-Geral da União (AGU) atuou no caso como representante do governo federal. O órgão sustentou que a lei tem a função de proteger a soberania nacional e evitar a especulação fundiária no país.

Fonte: Agência Brasil
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Produção de qualidade impulsiona avanço das exportações do agro

Debate reforça que excelência e tecnologia são essenciais para conquistar mercados externos.

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Fotos: Claudio Neves

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, na quinta-feira (23), a sofisticação dos produtos da agricultura brasileira para conquistar mais mercados internacionais. Lula destacou a diversidade e a produção em larga escala no país, mas disse que também é preciso prezar pela qualidade.“Nós sabemos que não basta produzir. Para a gente ganhar mercado é preciso produzir com excelência de qualidade. Não adianta produzir uma coisa rústica, porque aquilo é muito bom pra mim, mas quando você quer fazer disputa internacional, não é uma coisa fácil”, disse, em evento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “Quanto mais sofisticado a gente for, mais mercado a gente ganha e a gente vai disputar com os mercados mais sofisticados. Nós temos tecnologia, temos mão de obra e temos expertise”, acrescentou o presidente.

A abertura da Feira Brasil na Mesa na unidade Embrapa Cerrados, em Planaltina, no Distrito Federal. Até o próximo sábado (25), o evento apresenta tecnologias, produtos e experiências desenvolvidas a partir da pesquisa agropecuária no país.

Também foram celebrados os 53 anos da Embrapa, empresa pública que tem o objetivo de transformar conhecimento em soluções para diferentes cadeias produtivas do campo.

A presidente da empresa, Silvia Massruhá, destacou que a cada R$ 1 investido na Embrapa, R$ 27 são devolvidos à sociedade. A empresa tem 43 unidades e um portfólio de 2 mil tecnologias.

Para definir esse lucro, foram avaliados os impactos econômico, ambiental e social de 200 dessas tecnologias. “O PIB, Produto Interno Bruto, somas das riquezas produzidas agrícola de 2025 foi R$ 725 bilhões e a Embrapa contribuiu com R$ 125 bilhões. Então, é importante reconhecer esse papel da ciência e tecnologia hoje no PIB agrícola”, acrescentou.

Os dados estão no Balanço Social 2025 da Embrapa.

A Feira Brasil na Mesa é aberta ao público, com entrada gratuita. Os visitantes podem se inscrever no site do evento.

Fonte: Agência Brasil
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Copacol amplia presença internacional e participa de feira estratégica em Singapura

Expansão inclui participação na FHA Food & Hotel Asia e reforça estratégia de ampliar negócios e parcerias no mercado asiático, onde a cooperativa já atua em 85 países.

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Fotos: Divulgação/Copacol

A Copacol participa, pela primeira vez, de uma importante feira internacional em Singapura, voltada ao comércio e relacionamento com importadores asiáticos. A FHA, Food & Hotel Asia, realizada entre 21 e 24 de abril, tem como objetivo atender os setores de alimentos, food service e hospitalidade, reunindo compradores de países como Vietnã, Malásia, Indonésia e Filipinas.

Segundo o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol, a participação reforça a estratégia de participação da Cooperativa em mercados internacionais. “Com presença crescente no mercado internacional, a Copacol fortalece sua marca globalmente e amplia oportunidades para cooperados, agregando valor à produção paranaense e levando a qualidade brasileira para o mundo. Hoje já atuamos em 85 países e seguimos com uma estratégia constante de abertura e consolidação de mercados.”

Esta é a terceira participação da Copacol em feiras internacionais somente neste ano. Antes de Singapura, a Cooperativa marcou presença em eventos realizados em Dubai, na Gulfood, e em Boston, na Seafood Expo North América. “Nossa estratégia é diversificar mercados e ampliar oportunidades comerciais. Mais da metade do que produzimos tem como destino o mercado externo, por isso, marcar presença e demonstrar nosso diferencial resultam na valorização do produto que sai do campo”, destaca Pitol.

A região é considerada estratégica para o agronegócio brasileiro. As Filipinas, por exemplo, figuram entre os maiores importadores de proteína animal do Brasil, enquanto Singapura mantém compras frequentes e regulares. “O continente asiático é um grande parceiro na importação dos nossos produtos. Participamos de mais essa feira com o propósito de consolidar operações, estreitar relacionamento com clientes atuais e buscar novos parceiros comerciais”, complementa o superintendente Comercial da Copacol, Valdemir Paulino dos Santos.

Fonte: Assessoria Copacol
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