Suínos
Carne suína atinge recorde de R$ 100 por arroba em SP e pode subir mais
A cotação da carne suína alcançou na última segunda-feira (21), o recorde histórico de R$ 100 por arroba na Bolsa de Suínos do Estado de São Paulo, que é o principal mercado consumidor do país. Os níveis inéditos de preços por todo o Brasil garantem boa remuneração aos produtores, até por coincidirem com quedas nas cotações de insumos como soja e milho, entretanto ficam algumas perguntas.
É o fim do ciclo de altas? Os níveis de preço se manterão? É hora de aumentar o alojamento? Estas e outras indagações, certamente, rondam a cabeça dos suinocultores e integrantes de outros elos da suinocultura, como frigoríficos, varejistas, consumidores, etc. Pois alguns elementos podem ajudar a responder ou, ao menos, indicar as maiores possibilidades para os próximos meses, se novos fatores não interferirem no mercado.
Por ora, o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, orienta os suinocultores a aproveitar o momento para repor perdas dos últimos anos e investir em tecnologia e eficiência em suas produções. Os preços têm limite, pois o consumidor acaba procurando alternativas, mesmo com altas também nas outras proteínas. O mercado deve achar um ponto de equilíbrio para manter preço e consumo. Com os elementos atuais, acredito em tranquilidade para 2015, avalia.
Lopes também lembrou do importante papel das exportações para elevação dos preços a estes patamares. Segundo ele, o mercado externo tem remunerado ainda melhor a carne suína, mas importantes destinos, como a Rússia (que responde por cerca de 40% dos embarques da proteína), são historicamente instáveis. Assim, sempre recomendo cautela para aumentar o alojamento, pois o mercado pode ser outro daqui a alguns meses, completa.
Já o presidente da Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS), Valdomiro Ferreira Júnior, enumera os elementos que indicam para a possibilidade de novas altas em curto prazo. Temos vários fatores como os preços internacionais ainda cerca de 40% mais altos, a valorização da carne bovina acima da suína e oferta ajustada a demanda, enumera.
Ferreira detalhou que a cotação paga pelo quilo do animal abatido carcaça a está a R$ 10,58 para exportação e R$ 7,50 no mercado interno, bem como a relação de preço entre suínos e bovinos (hoje em 74%) poderia chegar a 80%. Percebemos margem para novos aumentos até o final do ano. Já em 2015, a continuidade depende da questão cambial, níveis de alojamento e os resultados da economia brasileira, cita.
Já o diretor do Frigorífico Santa Rosa, Pedro Gabone, já percebe alguns sinais de que a valorização da suína se aproxima do limite. A unidade, situada em Leme, no interior de São Paulo, já tem dificuldades em repassar os aumentos para alguns tipos de cortes bem como para embutidos.
O pior, para o frigorífico, é a parte de cortes e embutidos, sobre os quais não temos conseguido o repasse dos preços. O motivo é que o repasse para o varejo demora um pouco para se completar. Com certeza, a comercialização já está sentindo. Acredito que ainda podem acontecer novos aumentos até porque o preço da exportação não oferece sustentação, comenta.
Gabone também é suinocultor e destaca que, apesar da valorização do produto, o consumidor brasileiro ainda encontra-se em vantagem em relação a população de outros países. Os valores para exportação estão até 45% mais altos do que o suinocultor brasileiro está vendendo aqui. Isso é muito positivo para a população e só é possível pois produzimos grãos e suínos. A carne aqui continua mais barata que na maioria dos países, completa.
Fonte: Ass. da ABCS

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





