Conectado com

Bovinos / Grãos / Máquinas Primeiro no mundo

Carne livre de desmatamento ganha selo próprio no Brasil

Novo sistema de certificação permite identificar cortes que respeitam florestas, direitos humanos e legalidade, facilitando o acesso a mercados internacionais e promovendo a pecuária sustentável.

Publicado em

em

Fotos: Shutterstock

Faltando menos de duas semanas para o início da COP 30, em Belém (PA), o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) lança o sistema de certificação Beef on Track (BoT), o primeiro no mundo a certificar uma carne livre de desmatamento.

Em harmonia com a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira, que se alicerça na meta de reduzir o desmatamento e as emissões provenientes da agropecuária, o BoT responde também a uma necessidade do setor. “Hoje parte da produção pecuária nacional já está isenta de desmatamento e atende a requisitos de conformidade legal e social, mas não há um instrumento que dê visibilidade a isso. O BoT vem preencher essa lacuna. Com a certificação, a carne livre de desmatamento será identificada por um selo que permitirá seu rápido reconhecimento pelo mercado – sejam varejistas, importadores ou consumidores finais”, afirma Marina Piatto, diretora executiva do Imaflora.

O selo tende a se tornar um facilitador também para os frigoríficos que exportam para mercados que buscam produtos livres de desmatamento, a exemplo da União Europeia (com a Lei Antidesmatamento, que entrará em vigor no início de 2026), do Reino Unido (que editou a Environment Act 2021 para eliminar desmatamentos de sua cadeia de fornecimento) e da própria China, que tem acordos com o Brasil para um comércio bilateral livre de desmatamento e é o principal destino das exportações brasileiras de carne.

Não por acaso o BoT já conta com adesão das empresas que compõem a Tianjin Meat Association, da China. Pela parceria estabelecida, a Tianjin se dispõe a comprar pelo menos 50 mil toneladas de carne identificadas com o selo BoT até junho de 2026, o equivalente a 2,5 mil contêineres de 20 toneladas. Também internamente importantes instituições manifestaram apoio formal à iniciativa, tais como Tropical Forest Alliance, Proforest, Amigos da Terra, World Resources Institute (WRI), World Wide Fund for Nature (WWF) e National Wildlife Federation (NWF).

Foco no desmatamento

Com quatro níveis de certificação, o BoT irá analisar informações da cadeia da pecuária de corte, certificando-se da inexistência de desmatamento ilegal e de produção de gado em áreas sob embargo ou em terras indígenas, unidades de conservação e territórios quilombolas. Também será exigida a não figuração em listagens de trabalho análogo à escravidão. Para os níveis mais elevados, será preciso comprovar desmatamento zero.

Os produtos certificados receberão um selo aplicado diretamente nos cortes de carne, o que permitirá ao consumidor final, em qualquer parte do mundo, fazer sua escolha na gôndola do supermercado. Há previsão de campanhas para promover o entendimento do selo e seu impacto positivo na conservação de florestas e no respeito aos direitos humanos. Internacionalmente, haverá campanhas e roads shows para os mercados chinês e europeu: “Muitos mercados internacionais precisam de produtos sem desmatamento para cumprirem seus compromissos climáticos. Mostrar de modo transparente e acessível que a carne brasileira é livre de desmatamento será uma vantagem competitiva”, explica Marina.

Para facilitar a percepção do consumidor e guiar sua escolha, a leitura do selo é bastante intuitiva: quanto mais alta a barra verde, mais floresta está sendo monitorada. A ambição é que os frigoríficos transitem gradualmente para os níveis mais elevados da certificação, indo de bronze a platinum, conforme os requisitos de cada categoria.

  • BoT Bronze – todos os fornecedores diretos estão livres de desmatamento ilegal, trabalho escravo e produção em terras públicas destinadas;
  • BoT Prata – todos os fornecedores diretos estão livres de desmatamento legal ou ilegal, trabalho escravo e produção em terras públicas destinadas;
  • BoT Ouro – todos os fornecedores diretos e indiretos estão livres de desmatamento ilegal, trabalho escravo e produção em terras públicas destinadas;
  • BoT Platinum – todos os fornecedores diretos e indiretos estão livres de desmatamento legal ou ilegal, trabalho escravo e produção em terras públicas destinadas.

Trilha verde

Marina Piato, diretora executiva do Imaflora: “São protocolos consolidados junto ao setor. O Boi na Linha, por exemplo, tem mais de 15 anos”

A certificação criada pelo Imaflora tem como instrumento um sistema de monitoramento, relato e verificação (MRV) baseado em protocolos já existentes e pactuados com o setor, como o Boi na Linha, utilizado pelo Ministério Público Federal para monitorar os frigoríficos signatários do Termo de Ajustamento de Conduta da Carne na Amazônia Legal, e o Protocolo do Cerrado, de adesão voluntária.

Para fornecedores com ciclos completos e sistemas privados de rastreabilidade desde a origem, o BoT tem como referência também as regras do Grupo de Trabalho de Fornecedores Indiretos (GTFI), além do Deforestation Free Commitment (DFC) mínimo criteria para aqueles que adotam o desmatamento zero como critério central. “São protocolos consolidados junto ao setor. O Boi na Linha, por exemplo, tem mais de 15 anos. Essa compatibilização é muito positiva, por diminuir o custo da certificação, que tem como principal componente gastos relacionados aos sistemas de gestão para o monitoramento da cadeia de fornecimento”, explica Marina, acrescentando que, no estágio atual, um frigorífico com 95% de conformidade com o Boi na Linha ou com o Protocolo do Cerrado é automaticamente elegível ao BoT, bastando solicitar ao Imaflora aprovação para o uso do selo.

Ela esclarece ainda que, no próximo ano, serão desenvolvidos protocolos equivalentes para outros biomas brasileiros, como Mata Atlântica, Pampas e Caatinga, assim como as regras para transição de nível no BoT.

Fazendas não são auditadas diretamente, pois o BoT destina-se à cadeia de compra dos produtos provenientes da pecuária de corte, como frigoríficos, curtumes, varejo e importadores. Também bancos e instituições financeiras e do mercado de capitais podem utilizar a certificação para conferir maior segurança de conformidade legal e social a operações de crédito ou emissões de títulos baseados nesse ativo.

Cada planta de abate será auditada individualmente e pode acontecer de um mesmo grupo frigorífico, por exemplo, ter plantas com diferentes níveis de conformidade socioambiental, o que implicaria BoT de níveis diferentes para cada uma delas. A fim de assegurar a integridade do sistema, o selo será aplicado nas peças e não por lotes, adotando um sistema de balanço de massas. Significa, por exemplo que, se for comercializado um lote de dez cabeças com certificação BoT Bronze e cinco cabeças com certificação BoT Prata, o comprador receberá, na prática, vinte picanhas BoT Bronze, dez BoT Prata e assim com os demais cortes.

As auditorias serão anuais e uma característica do BoT é o compromisso por parte dos certificados de evoluir dentro da régua de requisitos, apresentando progressos contínuos. A implementação começará em 2026, tendo como ponto de partida o engajamento da Tianjin Meat Association.

Próximos passos

De acordo com Marina, o avanço dos programas de rastreabilidade dos governos federal e estaduais deve contribuir para dar escala a essa certificação e espera-se que no futuro ela seja homologada pela plataforma AgroBrasil +Sustentável, uma vez que os critérios do Boi na Linha e do Protocolo do Cerrado vêm sendo incorporados pelo sistema que o SERPRO está elaborando como base de dados da plataforma federal.

Parcerias com instituições empresariais, particularmente frigoríficos, também devem ser estabelecidas, contribuindo para diminuir os custos da operação do sistema. “O BoT chega para dar visibilidade às boas práticas da pecuária e criar oportunidade para o engajamento de novas empresas. O sistema comporta diferentes realidades de produção e traz o compromisso de evoluir na escala de conformidade até o desmatamento zero, o que o torna, simultaneamente, inclusivo na implementação e ambicioso nos objetivos”, ressalta Marina.

Fonte: Assessoria Imaflora

Bovinos / Grãos / Máquinas

Novo status sanitário do Brasil fortalece exportações paranaenses para a China

Setor pecuário do Estado espera ganhos em competitividade, demanda por proteínas e valorização da cadeia bovina.

Publicado em

em

Foto: Maurílio Fernandes de Oliveira

O reconhecimento do território brasileiro como área livre de febre aftosa sem vacinação pela China terá impacto positivo para a pecuária do Paraná, conforme análise do Sistema Faep. A medida tem potencial de ampliar oportunidades comerciais para o Estado, já reconhecido como área livre da doença desde 2021. A decisão do governo chinês ocorre após mais de duas décadas de negociações e elimina restrições sanitárias que ainda limitavam parte das exportações brasileiras de produtos da pecuária.

Foto: Shutterstock

O anúncio ocorre um ano após a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconhecer o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, resultado de um processo de décadas envolvendo produtores rurais, serviços veterinários oficiais e governos estaduais.

“O elevado status sanitário paranaense e a organização da cadeia pecuária colocam o Estado em posição favorável para aproveitar o novo cenário comercial. O principal reflexo esperado é o fortalecimento da competitividade das nossas proteínas, ainda mais para um mercado consumidor com alta demanda, como a China”, avalia o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Na prática, a decisão pode resultar em aumento da demanda chinesa por proteínas animais produzidas no Brasil, mais oportunidades para frigoríficos exportadores instalados no Paraná, sustentação ou valorização dos preços do boi gordo em caso de crescimento das exportações e efeitos positivos no mercado de reposição, especialmente para bezerros e garrotes.

Foto: Thais Rodrigues de Sousa

Segundo o técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep Fábio Peixoto Mezzadri, os números já demonstram a relevância do mercado chinês para a pecuária de corte bovino paranaense. “Em 2025, o Paraná exportou 23,5 mil toneladas de produtos bovinos para China, movimentando US$ 126,9 milhões. O principal volume corresponde às carnes bovinas congeladas desossadas, responsáveis pela maior parte do valor exportado pelo Estado”, explica.

Principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, a China respondeu por mais de US$ 50 bilhões em compras do setor em 2025. “O reconhecimento sanitário reforça a confiança nas cadeias produtivas nacionais e fortalece a parceria estratégica entre os dois países, ao mesmo tempo em que cria novas possibilidades de expansão para produtores e exportadores brasileiros e, especialmente, os paranaenses”, conclui Mezzadri.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas

Pecuária impulsiona alta de 4% nas vendas de suplementos minerais

Exportações aquecidas, valorização da cria e período seco sustentam crescimento do mercado.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

As vendas de suplementos minerais para pecuária começaram 2026 em ritmo de crescimento. Entre janeiro e abril, as indústrias associadas à Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (Asbram) comercializaram 764,8 mil toneladas de produtos, volume 4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Apenas em abril, as vendas alcançaram 210,4 mil toneladas, alta de 4,9%.

Os números foram apresentados durante o Painel de Mercado da entidade, realizado em São Paulo, e refletem um cenário favorável para a pecuária brasileira, impulsionado pela valorização dos animais, pelo avanço das exportações e pela necessidade de suplementação durante o período seco.

O aumento no volume comercializado foi acompanhado por uma expansão ainda mais expressiva do número de animais atendidos. Segundo o economista Felippe Cauê Serigati, pesquisador da FGV Agro, a quantidade de bovinos suplementados cresceu 8% no primeiro quadrimestre, alcançando 68 milhões de cabeças.

O crescimento foi puxado principalmente pelos produtos das categorias Núcleos e Pronto para Uso. “A tendência é que os bons resultados continuem durante o período seco de outono-inverno, impulsionados pela necessidade de suplementação nutricional, pela valorização da cria e pelo bom momento da pecuária brasileira. Apesar dos desafios internos e externos, a economia brasileira deve seguir crescendo e a carne bovina continuará forte em produção, exportações, abates e consumo interno”, afirmou Serigati.

Exportações sustentam otimismo na pecuária

Foto: Gisele Rosso

Durante o encontro, o professor da Universidade de São Paulo (USP) Marcos Fava Neves destacou o fortalecimento das cadeias de proteína animal como um dos principais motores da economia brasileira. “Estamos assistindo a uma verdadeira ‘carnificação’ da economia brasileira, fortalecendo o interior do país e integrando cadeias produtivas como DDG, farelo de soja, biogás, biometano e biodiesel. O agro brasileiro está construindo um modelo cada vez mais eficiente e sustentável”, enfatizou.

Segundo o profissional, o mercado internacional segue favorecendo a pecuária brasileira. Ele destacou o aumento das compras pelos Estados Unidos e a manutenção da demanda chinesa pela carne bovina nacional. “Os Estados Unidos estão comprando muito e a China segue demandando carne brasileira, inclusive por caminhos alternativos. Hoje, exportamos cerca de 4 milhões de toneladas por ano e podemos chegar a 5 milhões até 2035”, frisou.

Economia cresce, mas desafios permanecem

A avaliação dos participantes do painel é que o Brasil continua apresentando crescimento econômico em 2026, apesar do ambiente marcado por inflação elevada, juros altos e aumento do custo dos alimentos.

A projeção apresentada por Serigati aponta expansão de aproximadamente 1,9% do PIB neste ano, sustentada pelo consumo das famílias, aumento da renda e desempenho das exportações, especialmente do agronegócio. “O Brasil possui petróleo para exportar e está menos vulnerável do que outras economias globais. Porém, o crescimento atual ocorre sem sustentação fiscal, os juros devem cair lentamente e o endividamento das famílias continua elevado”, ponderou.

Cenário internacional exige atenção

As tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã também entraram na pauta do evento. A possibilidade de interrupções no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz tem provocado volatilidade nos mercados de energia e insumos.

Mesmo assim, a avaliação dos especialistas é que o Brasil permanece em posição relativamente favorável por sua condição de exportador de alimentos e energia.

Para Fava Neves, as oportunidades para o agronegócio continuam robustas, mas exigem gestão profissional dentro das propriedades. “O mundo está turbulento, mas continuará precisando de alimentos. O Brasil é a cozinha do planeta e terá papel fundamental no abastecimento global diante da urbanização, do aumento da renda e do crescimento do consumo de proteína animal”, ressaltou.

Ele acrescentou que fatores como clima, custos de produção, sanidade, mão de obra e endividamento devem permanecer no radar dos produtores.

Logística reversa preocupa empresas

Além das questões de mercado, o encontro abordou temas regulatórios que preocupam o setor. Um deles é a logística reversa das embalagens, assunto que ainda não possui regulamentação definitiva para a cadeia de suplementos minerais.

Segundo a Asbram, empresas vêm sendo autuadas em estados como Goiás, Mato Grosso e São Paulo, apesar da ausência de obrigatoriedade formal para implantação do sistema. A recomendação da entidade é que as companhias apresentem recursos administrativos enquanto o tema continua em discussão.

Asbram prepara livro sobre 30 anos de atuação

A associação também anunciou o lançamento de um livro comemorativo aos seus 30 anos, previsto para ser apresentado durante o simpósio da entidade em 2027. A publicação reunirá a trajetória da Asbram e das cerca de 100 empresas associadas, registrando três décadas de atuação na nutrição do rebanho bovino brasileiro. “Vamos registrar nossa história, nossas ações, eventos, campanhas, debates e o trabalho técnico desenvolvido ao longo dessas três décadas. 2026 é um ano desafiador, mas acreditamos que, nos próximos dez anos, a pecuária será o maior setor do agronegócio brasileiro”, salientou Elizabeth Chagas.

Fonte: Assessoria Asbram
Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas

Carne bovina está entre os cinco produtos brasileiros mais exportados para os Estados Unidos

Levantamento da Comex Stat mostra que siderurgia, petróleo, proteína animal e setor aeronáutico lideram as vendas brasileiras ao mercado norte-americano.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

A carne bovina ocupa a terceira posição entre os produtos brasileiros mais exportados para os Estados Unidos, segundo dados da Comex Stat. O produto respondeu por US$ 814,6 milhões em embarques e representou 7,5% do valor total exportado pelo Brasil para o mercado norte-americano no período analisado.

Foto: Shutterstock

O ranking evidencia a importância do agronegócio na pauta comercial entre os dois países, mas também mostra o peso de setores como siderurgia, petróleo e indústria aeronáutica nas exportações brasileiras.

Na liderança aparecem os produtos semiacabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço, com vendas de US$ 1 bilhão, equivalentes a 9,2% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos. Em segundo lugar estão os óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos crus, que somaram US$ 857,5 milhões e participação de 7,9%.

Além da carne bovina, a lista dos cinco principais produtos exportados inclui aeronaves e outros equipamentos,

Foto: Shutterstock

incluindo peças e componentes, com US$ 768,3 milhões e participação de 7% nas vendas externas. Fechando o ranking aparece o ferro-gusa, ferro-esponja, grânulos, pó de ferro ou aço e ferro-ligas, que movimentaram US$ 594,1 milhões, o equivalente a 5,4% do total exportado.

Agro ganha relevância em meio ao debate tarifário

Os números ganham relevância em um momento de atenção do setor exportador às medidas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos. A carne bovina é um dos produtos mais relevantes do agronegócio brasileiro no mercado americano e figura entre os itens estratégicos da pauta bilateral.

Foto: Shutterstock

O levantamento também mostra que a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos é marcada por uma diversificação de produtos, envolvendo commodities agrícolas, minerais, petróleo e bens industrializados de maior valor agregado.

Cinco produtos representam mais de um terço das exportações

Somados, os cinco principais produtos exportados pelo Brasil para os Estados Unidos representam cerca de 37% do valor total embarcado ao país, demonstrando forte concentração em alguns segmentos específicos da economia.

A presença simultânea de produtos do agronegócio, mineração, energia e indústria reforça a importância do mercado norte-americano para diferentes cadeias produtivas brasileiras e ajuda a explicar a preocupação de exportadores diante de possíveis mudanças nas regras comerciais entre os dois países.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.