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Carne de frango inicia setembro com preços em alta; abates são recordes

Impulso vem do típico aumento da demanda neste período de maior poder de compra da população.

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Foto: Ari Dias

Os preços da carne de frango iniciaram setembro em alta em grande parte das praças acompanhadas pelo Cepea.

Segundo pesquisadores deste Centro, o impulso vem do típico aumento da demanda neste período de maior poder de compra da população (recebimento dos salários).

Agentes relataram que muitos atacadistas precisaram reabastecer os estoques.

Quanto aos abates de frango no segundo trimestre de 2024, dados divulgados pelo IBGE indicam que foram recordes, considerando-se toda a série histórica do Instituto, iniciada em 1997, o que, conforme pesquisadores do Cepea, evidencia a estratégia do setor em elevar a produção, no intuito de atender à demanda externa aquecida pela proteína brasileira.

Foram 1,6 bilhão de cabeças de frango abatidas no período, 1% a mais que nos primeiros três meses de 2024 e 3,2% acima da quantidade registrada em igual intervalo de 2023.

Fonte: Assessoria Cepea

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Espaço Impulso amplia estrutura e se consolida como polo de inovação no Show Rural Coopavel 2026

Hub revitalizado chega a 800 m², reúne startups, empresas e especialistas ao longo da feira e concentra debates, rodadas de negócios e apresentações de tecnologias voltadas ao agronegócio.

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Foto: Coopavel

O Espaço Impulso será um dos polos de inovação do 38º Show Rural Coopavel, que acontecerá de 09 a 13 de fevereiro, em Cascavel, no Oeste do Paraná. Com uma programação intensa ao longo de toda a semana, o ambiente vai concentrar debates, conexões e a apresentação de soluções tecnológicas voltadas ao agronegócio, reunindo startups, empresas, produtores, cooperativas e especialistas de diferentes áreas.

Um dos pontos altos da programação será a reinauguração do hub de inovação, que passa por revitalização e tem sua área física mais que dobrada – chegará aos 800 metros quadrados, com novas salas, ambientes para reuniões e mais espaço no auditório para eventos e apresentações. A entrega oficial, com a presença de autoridades, está agendada para as 9h30 da segunda-feira, 09 de fevereiro.

A ampliação do Espaço Impulso resulta de parceria estratégica entre a Coopavel e o Itaipu Parquetec, fortalecendo ainda mais o ecossistema de inovação que funciona durante todo o ano e que atinge seu auge durante o Show Rural, quando o fluxo de visitantes e a vitrine de tecnologias se intensificam.

Conforme o coordenador de Inovação Kleberson Angelossi, a reinauguração representa um avanço importante. “O Espaço Impulso funciona o ano todo, mas o Show Rural é o momento em que conseguimos apresentar, de forma ampla e concentrada, inúmeras inovações e soluções ao campo. Com o aumento da metragem da estrutura, estamos recebendo novas startups e fortalecendo ainda mais esse ambiente de conexões, negócios e desenvolvimento para o agronegócio”.

Atividades

A programação incluirá a realização de Fórum de Inovação no Agro com foco em marketing e a partir da terça-feira, 10, as atividades passarão a seguir uma agenda temática bem definida. Pela manhã, os debates serão voltados à suinocultura, enquanto que no período da tarde será a avicultura. Uma das palestras mais aguardadas está agendada para às 14h15 da terça-feira sobre O que a sociedade espera das novas gerações e como elas deverão se preparar para atuar na agroindústria, com o professor-doutor Mário Penz.

Na quarta-feira, a programação da manhã será dedicada à agricultura, com a participação de empresas e especialistas apresentando soluções e tecnologias para o campo. À tarde, os debates se concentrarão na pecuária, com temas relacionados à bovinocultura de corte e de leite. Ainda na quarta, às 16h, o Espaço Impulso promoverá uma rodada de negócios, reunindo empresas parceiras em encontros previamente organizados para estimular conexões estratégicas e a geração de novos negócios dentro do ecossistema de inovação.

A quinta-feira, 12, será marcada por assuntos específicos, com destaque para a piscicultura, além de temas variados voltados à inovação no agronegócio. Já na sexta-feira, 13, pela manhã, o Espaço Impulso realizará um dos momentos mais aguardados da programação: uma batalha de pitches, integrando cerca de 25 startups que vão apresentar suas soluções a uma banca de avaliadores formada por representantes de ambientes de inovação do Iguaçu Valley. As melhores apresentações serão premiadas com valores em dinheiro.

Com uma agenda diversificada e estratégica, Kleberson Angelossi destaca que o Espaço Impulso reforça o seu papel como um ambiente estratégico para impulsionar ideias, conectar pessoas e transformar inovação em resultados concretos para o agronegócio brasileiro. O tema do 38º Show Rural Coopavel será A força que vem de dentro. A expectativa é de atrair entre 360 mil e 400 mil visitantes. Acesso ao parque e uso de vagas de estacionamento são gratuitos. Informações gerais sobre o evento podem ser encontradas no www.showrural.com.br no ícone Notícias Show Rural.

Fonte: Assessoria Coopavel
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Agronegócio do Tocantins fecha 2025 com crescimento e VBP de R$ 22,4 bilhões

As cinco principais atividades somam a vasta maioria do faturamento, com destaque para soja, bovinos e milho.

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Foto: Divulgação

O agronegócio do Tocantins encerra o ciclo de 2025 com um desempenho nominal positivo, atingindo um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 22.413,46 milhões. O montante representa um crescimento de 8,48% em relação aos R$ 20.661 milhões registrados em 2024. Embora o avanço sinalize uma expansão da atividade produtiva local, o estado ocupa a 13° posição no ranking nacional de faturamento agropecuário entre as unidades federativas listadas, representando apenas 1,59% do VBP total do Brasil.

Enquanto o Tocantins cresceu cerca de 8,5%, o cenário nacional apresentou uma aceleração mais contida, porém em escalas monumentais. O VBP do Brasil saltou de R$ 1.233.003,50 milhões em 2024 para R$ 1.412.203,57 milhões em 2025, uma alta de 14,5%.

Este dado revela um “descolamento” importante: apesar de o Tocantins estar em uma trajetória ascendente, o ritmo de crescimento do estado ficou seis pontos percentuais abaixo da média nacional. Enquanto o país expandiu sua riqueza no campo de forma robusta, o Tocantins mantém uma participação marginal (apenas 0,01% do VBP de determinados produtos específicos em âmbito nacional), evidenciando que a dinâmica econômica do estado ainda não acompanha a tração das grandes potências agrícolas como Mato Grosso e Paraná.

A economia rural tocantinense permanece fortemente concentrada. As cinco principais atividades somam a vasta maioria do faturamento, com destaque para o complexo soja-carne.

  1. Soja: Líder absoluta com R$ 9.659,3 milhões. Comparado aos R$ 8.955,2 milhões de 2024, a cultura cresceu 7,8%, consolidando-se como o motor do estado.

  2. Bovinos: O setor pecuário faturou R$ 6.841,7 milhões, uma alta de 9,9% frente aos R$ 6.223,5 milhões do ano anterior.

  3. Milho: Registrou R$ 2.553,5 milhões, um crescimento de 4,9% em relação aos R$ 2.433,4 milhões de 2024.

  4. Arroz: Apresentou um dos saltos mais expressivos, saindo de R$ 863,1 milhões para R$ 1.053,2 milhões (+22%).

  5. Cana-de-Açúcar: Estabilizou-se em R$ 489,6 milhões, com leve alta sobre os R$ 478,5 milhões anteriores.

O setor de aves e ovos, mostra comportamentos distintos. O VBP de Frangos subiu de R$ 347,2 milhões para R$ 360,3 milhões (+3,7%). Já a produção de Ovos teve um crescimento mais robusto de 8,8%, atingindo R$ 317,8 milhões. O setor de Leite também avançou, saindo de R$ 253,5 milhões para R$ 272,2 milhões. O Trigo, por sua vez, não possui expressão estatística nos dados do estado.

Histórico

O gráfico de evolução histórica (2018–2025) revela uma curva ascendente consistente. Em 2018, o VBP era de R$ 11.621 milhões. O valor atual de R$ 22.413 milhões representa uma expansão de 92% em sete anos.

Entretanto, a análise técnica sugere um crescimento de caráter misto. Embora haja ganho de área e produtividade (visto no salto de 2020 para 2021), a manutenção da última posição no ranking nacional e a forte dependência de apenas dois produtos (soja e bois, que compõem 65% das lavouras e 35% da pecuária no estado, respectivamente) indicam que o crescimento é, em grande parte, impulsionado pela valorização das commodities no mercado global (valor nominal), e menos por uma mudança na matriz produtiva regional.

Os dados revelam que o principal desafio estrutural do Tocantins não é a falta de crescimento, mas a escala e a diversificação. O estado opera em um modelo de alta concentração em commodities de exportação, o que o torna vulnerável a oscilações internacionais de preços. A base produtiva de pequeno valor agregado (frutas e culturas secundárias) ainda não possui peso suficiente para alterar a posição do estado no ranking nacional, mantendo-o como a menor economia agropecuária do país em termos de VBP total.

Fonte: O Presente Rural
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Clima e falhas de manejo explicam aumento da incidência de ferrugem-asiática da soja no Paraná

Condições mais úmidas, presença de plantas voluntárias e janela de semeadura antecipada favorecem a doença, exigindo atenção redobrada dos produtores no manejo fitossanitário.

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Foto: ANeto/Arquivo Embrapa

De acordo com o Consórcio Antiferrugem,  a safra de soja 2025/2026 conta com 144 registros de ferrugem-asiática da soja, uma das doenças mais severas para a cultura da soja: sendo 88 casos no Paraná, 44 no Mato Grosso do Sul, 5 no Rio Grande do Sul, 4 em São Paulo, 2 em Santa Catarina e 1 registro em Minas Gerais. Ao se comparar o mesmo período do ano passado, observa-se que o Paraná havia registrado 41 no início de janeiro. Portanto, o Paraná tem o dobro das ocorrências da safra passada. “O aumento no número de relatos não indica perda de controle da doença, mas sim que a ferrugem foi identificada na região e precisa ser manejada adequadamente. É um sinal de que há esporos circulando e de que o produtor precisa utilizar fungicidas com eficiência para o manejo da ferrugem.”, destaca a pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja.

Na avaliação da pesquisadora, a maior ocorrência de relatos de ferrugem-asiática da soja na região Sul do Brasil está relacionada a maior sobrevivência de plantas voluntárias de soja na entressafra, à janela de semeadura, na região, e ao monitoramento da doença. A pesquisadora afirma que o clima mais úmido durante o inverno, no Sul, favorece a sobrevivência da soja voluntária — plantas que nascem espontaneamente após a colheita — e, consequentemente, do fungo causador da ferrugem. “Com a ocorrência de chuvas no inverno, há maior sobrevivência da soja voluntária, na qual o fungo acaba se mantendo”, explica. “No Cerrado, onde o inverno é mais seco, essa sobrevivência é menor”, diz a pesquisadora.

Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi

O vazio sanitário, período de 90 dias em que é proibido semear soja –  determina a eliminação das plantas de soja. “Mesmo assim, há presença significativa dessas plantas em meio a outras lavouras na região Sul, o que contribui para a manutenção da doença”, diz. Outro fator apontado pela pesquisadora é a janela de semeadura. “Estados como o Paraná iniciam o plantio já no dia 1º de setembro, assim como regiões do Paraguai. Quanto mais cedo se semeia, mais cedo a ferrugem começa a aparecer, principalmente quando há proximidade com fontes de inóculo”, afirma Cláudia.

Além disso, o número elevado de relatos no Sul também está ligado à metodologia de registro. Os dados do Consórcio Antiferrugem são contabilizados por município, e o Paraná, por exemplo, possui um número maior de municípios em comparação a outros estados. “Os registros são voluntários e dependem da atuação de técnicos e agrônomos em campo. E as regiões com forte presença de cooperativas, como ocorre no Paraná, acabam apresentando maior número de notificações”, explica Cláudia.

No Centro-Oeste brasileiro, por outro lado, a colheita se aproxima e a ferrugem tende a causar menos impacto. “Os produtores estão conseguindo maior “escape” da doença. Porém, nessa região, outras enfermidades, como a mancha-alvo, têm maior relevância econômica”, ressalta Cláudia.

Orientações ao produtor

Com o avanço da resistência do fungo causador de ferrugem-asiática aos fungicidas há a necessidade do uso de produtos multissítios em associação. Esses fungicidas atacam o fungo em múltiplos pontos do seu metabolismo simultaneamente, por isso, o risco de o fungo desenvolver resistência a eles é mais baixo. “Essa estratégia é fundamental para aumentar a eficiência do controle e prolongar a vida útil dos fungicidas disponíveis”, afirma.

Os produtores podem baaixar o aplicativo do Consórcio Antiferrugem na Google Play e Apple Store e acompanhar os dados do Consórcio Antiferrugem.  A eficiência dos fungicidas disponíveis no mercado pode ser consultada no aplicativo “Classificação de eficácia de fungicidas químicos e biológicos: módulo soja” no site da rede de fitossanidade tropical (RFT), com informações baseadas em ensaios cooperativos de quatro safras. As circulares técnicas com ensaios detalhados para ferrugem-asiática são disponibilizadas no site da RFT.

A publicação Eficiência de fungicidas para o controle da ferrugem-asiática da soja, Phakopsora pachyrhizi, na safra 2024/2025: resultados sumarizados dos ensaios cooperativos traz informações atualizadas para colaborar com a estratégia de manejo dos produtores.

Fonte: Assessoria Embrapa Soja
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