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Carne de frango é a proteína animal mais consumida no Brasil

Com a tecnologia atual, a produção é mais segura e sustentável, resultando em uma proteína com baixo teor de gordura, sabor, textura e cheiro agradáveis, alto valor nutricional e com preço acessível

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O Brasil é referência em frango. É o maior exportador, segundo lugar no ranking de produção e o quarto país que mais consome a carne. No mercado interno a preferência do consumidor por essa proteína animal é alta. No ano passado o brasileiro consumiu 42 quilos de carne de frango, 186% a mais do que a suína e 59% superior à bovina. Essa força é resultado da qualidade do alimento, atingida com um processo produtivo seguro e eficiente.

Com um abate no ano passado de 1,79 bilhão de aves, 66% da produção é destinada ao mercado interno. De acordo com os dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) a carne de frango é a proteína animal mais consumida no Brasil, e ainda em crescimento. De 2016 para 2017 houve um acréscimo de 2,18% no consumo per capta, saindo de 41,2 quilos e atingindo 42, enquanto a carne bovina chegou a 26,47 kg/habitante e a suína 14,7.

Consuma mais

Consumo que ainda tem potencialidade. O vice-presidente da Associação dos Avicultores do Oeste do Paraná (Aaviopar) Edenilson Copini afirma que o consumo vem caindo ao longo dos anos. “Houve queda de uns 5 kg por habitante desde os melhores anos, por volta de 2011. Isso aconteceu com todas as carnes, sabemos que motivado muito pela crise, que fez o brasileiro reduzir a proteína animal. Porém na cadeia do frango ainda temos o problema do excesso de produção. Agora o preço deve reduzir ainda mais e o consumo aumentar”, avalia.

Pensando justamente em incentivar esse consumo apresentando à população os benefícios do da carne de frango e toda a tecnologia envolvida no processo produtivo desta proteína, o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) está realizando a Campanha de Incentivo ao Consumo de Carne de Frango.  O presidente do Sindicato Domingos Martins afirma que esta é uma ação que proporciona benefícios aos consumidores e também ao setor avícola. “Com a consolidação de um setor que foca na qualidade e produtividade", afirma.

Qualidade produtiva

Setor que avança constantemente na busca pela melhoria da produção. O gerente de fomento de frangos Eduardo Leffer afirma que o produto brasileiro apresenta excelente qualidade e segurança para o consumidor. Ele exemplifica que a ração tem como base milho e soja com o mesmo nível de qualidade que é consumido pela população, ambiente de criação do frango climatizado durante 100% da vida da ave.

“Ainda os frangos são prevenidos de enfermidades pelas mais modernas tecnologias de vacinas.  As granjas possuem isolamentos, 100% delas são monitoradas para salmonela. E ainda há controle de qualidade das empresas, que monitora toda a cadeia. Todos os frangos produzidos pelas agroindústrias são inspecionadas pelo serviço de inspeção Federal (SIF)”, completa.

Apoio à causa

A campanha recebe o apoio do deputado estadual do Paraná José Carlos Schiavinato. Ele é presidente da Frente Parlamentar sobre o embargo da União Europeia à carne de frango brasileira da Assembleia Legislativa do Paraná e defende o setor. “Além de atuarmos para minimizar essa crise provocada pela restrição e buscarmos a solução, temos que incentivar e promover o consumo do frango. Mostrar que não pode haver desconfiança nos serviços veterinários brasileiro, já que o embargo é mais decorrente de questões comerciais. Temos que buscar o fortalecimento da cadeia produtiva”, finaliza.

“O frango é uma excelente proteína magra, indispensável para uma alimentação saudável”

A escolha dos brasileiros pela carne de frango também é motivada pelo seu sabor e valor nutricional. Ela está entre as melhores proteínas de origem animal, com baixo teor de gordura, rica em vitaminas e minerais.  “O frango é uma excelente proteína magra, indispensável para uma alimentação saudável e equilibrada”, avalia a nutricionista Sofia Perinazzo.

Ela explica que o frango é considerado uma carne branca, mais magra, com menor quantidade de gordura saturada. “Ainda contém vitamina B3; importante contra o câncer, vitamina B6; ferro; fósforo e outros nutrientes que auxiliam no metabolismo, saúde do cérebro, coração, entre outros benefícios”.

Porém, a nutricionista ressalta que mesmo sendo uma carne saudável, é preciso alguns cuidados, como a forma de preparo, evitando frituras, e ainda a quantidade consumida. “Como tudo, para uma dieta balanceada, é preciso equilíbrio, nada de exageros. O frango tem a vantagem de ter sabor suave e ser de fácil aceitação, podendo ainda ser consumido de diversas formas, em várias receitas”, acrescenta.

Fonte: Assessoria

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Moatrigo 2026 reúne 450 participantes e aprofunda debate sobre desafios da cadeia do trigo

Workshop destacou tendências globais, retração produtiva no Brasil e impactos diretos para a indústria moageira.

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Fotos: Vinicius Fonseca

O Moatrigo 2026 reuniu cerca de 450 participantes da cadeia moageira em um encontro dedicado a debates estratégicos, análises de mercado e conteúdo técnico. O workshop foi realizado na segunda-feira (13), pelo Sinditrigo-PR, em Curitiba, e reforçou a posição do evento entre os principais fóruns do setor do trigo no Brasil, com aumento de participação e densidade técnica a cada edição.

Na avaliação dos especialistas que compartilharam suas análises no Moatrigo, há consenso sobre o momento desafiador vivido pelos moinhos, com um cenário internacional atual de oferta elevada, redução expressiva da área plantada no Brasil e desafios de qualidade na safra argentina. No curto prazo, os contratos futuros já indicam alta, sustentados por uma safra mundial menor, pela redução histórica da área plantada nos Estados Unidos e pelo aquecimento dos preços na Argentina.

No Brasil, o quadro é mais sensível. A temporada 25/26 deve fechar com cerca de 7,1 milhões de toneladas importadas, e a estimativa é que a nova safra  2026/27 deve produzir apenas 6,5 milhões, volume muito inferior ao potencial já demonstrado pelo país. O Paraná, perdendo área para milho safrinha e cevada, também deve precisar importar em 2026/27, algo em torno de 1,8 milhão de toneladas. No ciclo 2026/27, a projeção da necessidade nacional de importação pode chegar a 8,2 milhões de toneladas.

A Argentina permanece como principal origem, mas sua safra, embora volumosa, apresentou proteína média de 11,2% e glúten úmido de 20,9%, exigindo complementar blends com trigos de outras origens, mais caros. Como país estruturalmente importador, o Brasil não forma preço e convive com custos elevados mesmo quando há oferta global confortável. Os debatedores destacaram ainda  uma projeção de dois anos pela frente de aumento estrutural de custos, agravado pelo risco climático, pela baixa atratividade ao produtor e pela limitação de investimentos.

Espaço necessário para debate  e atualização

“A cada edição, percebemos o quanto o Moatrigo se fortalece como um espaço necessário. O que torna o evento especial é a combinação entre público técnico, discussões estratégicas e a troca qualificada de experiências. Reunir quase 450 profissionais neste ano confirma que o setor está empenhado em buscar caminhos consistentes, atualizados e colaborativos para enfrentar um cenário cada vez mais complexo”, afirmou Paloma Venturelli, presidente do Sinditrigo-PR.

O encontro também evidenciou a importância do networking qualificado, um dos pontos mais valorizados pelos participantes. Profissionais de diferentes regiões aproveitaram o ambiente para trocar percepções, aprofundar relações institucionais e ampliar conexões que fortalecem toda a cadeia. “No Moatrigo, essas interações não acontecem à margem da programação: elas fazem parte do valor do evento e contribuem diretamente para a construção de soluções e parcerias em um momento em que a indústria demanda cooperação e leitura conjunta de cenário”, ressaltou Paloma, que já confirmou a realização da edição 2027 do evento, provavelmente em março do ano que vem.

Fonte: Assessoria Sinditrigo-PR
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Rio Grande do Sul inicia censo para mapear agroindústrias familiares

Levantamento deve alcançar mais de 4 mil empreendimentos e orientar políticas públicas.

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Fotos: Mauricio Sena/Ascom SDR

O governo do Rio Grande do Sul iniciou, nesta terça-feira (14), a aplicação do Diagnóstico Socioeconômico do Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), com o objetivo de mapear a realidade de mais de 4 mil agroindústrias familiares no Estado. A primeira entrevista foi realizada em Estância Velha, na agroindústria Sabores do Rancho Laticínio Artesanal.

Secretário Gustavo Paim realizou a aplicação do primeiro censo na Agroindústria Sabores do Rancho em Estância Velha

Batizado de Censo das Agroindústrias Familiares, o levantamento vai reunir informações sobre gestão, sucessão familiar, qualidade de vida, nível de inovação e perspectivas futuras dos empreendimentos rurais.

A ação é coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Emater-RS/Ascar e o Departamento de Economia e Estatística (DEE). A proposta é gerar uma base de dados que auxilie na formulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, o diagnóstico permitirá identificar demandas específicas dos produtores. A partir dessas informações, o governo pretende direcionar ações com maior precisão, focadas na qualificação da produção e no desenvolvimento das agroindústrias familiares.

O presidente da Emater-RS/Ascar, Claudinei Baldissera, destacou que o levantamento também deve aprimorar o atendimento técnico no campo. Com dados mais detalhados, a expectativa é ampliar a atuação da assistência técnica e identificar novas oportunidades para os produtores.

A primeira entrevista foi realizada com a produtora Rafaela Jacobs, proprietária da Sabores do Rancho, agroindústria que produz queijos coloniais, iogurtes e sorvetes artesanais. Ela ressaltou que iniciativas como o censo contribuem para dar visibilidade ao setor e incentivar a permanência das famílias no meio rural.

O Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf) reúne empreendimentos que podem participar de feiras promovidas pelo governo estadual. Em 2025, o programa atingiu a marca de 2 mil agroindústrias certificadas, consolidando sua atuação no fortalecimento da agricultura familiar no Rio Grande do Sul.

Fonte: Assessoria Ascom SDR
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Fenagra 2026 aposta em tecnologia, sustentabilidade e novos mercados

Programação inclui congressos com foco em inovação, descarbonização e biocombustíveis.

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Fotos: Divulgação/Fenagra

A Feira Internacional da Agroindústria Feed & Food, Tecnologia e Processamento (Fenagra) será realizada de 12 a 14 de maio, das 11 horas às 19 horas, no Distrito Anhembi, reunindo empresas, especialistas e lideranças da agroindústria feed & food.

Em sua 19ª edição, o evento contará com 250 expositores, entre empresas nacionais e internacionais, ocupando dois pavilhões e uma área de 26 mil metros quadrados. A expectativa é receber cerca de 14 mil visitantes e congressistas, com participação de representantes de países da América do Sul, Europa, Ásia, Estados Unidos, Rússia, Austrália e Arábia Saudita.

Além da feira de negócios, a programação inclui nove congressos e cerca de 200 palestrantes. Os eventos técnicos são promovidos por entidades como a ABRA, CBNA, SBOG e UBRABIO.

No dia 12 de maio, será realizado o 11º Diálogo Técnico do Setor de Reciclagem Animal, promovido pela ABRA. A programação inclui debates sobre novas aplicações de farinhas de origem animal, estudos de tendências para o setor e pesquisas voltadas ao desenvolvimento de biofertilizantes. Também será discutida a descarbonização das indústrias e estratégias para redução de emissões.

Nos dias 13 e 14 de maio, ocorre o III Fórum Biodiesel e Bioquerosene, promovido pela UBRABIO. O encontro reúne representantes do governo, indústria e academia para discutir o avanço dos biocombustíveis, a substituição de combustíveis fósseis e os impactos da legislação no setor.

Já no dia 14 de maio, o Seminário de Processamento de Óleos e Gorduras, organizado pela SBOG, abordará temas como tecnologias sustentáveis, uso de solventes alternativos, segurança química e inovação na produção de óleos vegetais.

A programação inclui ainda eventos do CBNA, como o Congresso CBNA PET, o Workshop sobre Nutrição de Cães e Gatos e a Reunião Anual voltada à nutrição de aves, suínos e bovinos.

A Fenagra reúne representantes de diferentes segmentos da agroindústria com foco na geração de negócios, atualização técnica e apresentação de novas tecnologias.

Fonte: Assessoria Fenagra
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