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Carne bovina, um rio de água?

O número que causa frisson para o bem e para o mal é o de 15.415 litros de água por quilograma de carne

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Artigo escrito por Julio Cesar P. Palhares, da Embrapa Pecuária Sudeste

Nestes tempos em que as informações circulam de forma rápida; que as últimas notícias aparecem na tela do celular em maior quantidade do que o tempo que você tem para ler; que se a notícia tiver mais de três linhas, muitos acharão que é um texto, e deixarão de ler; e que apesar de dizerem que estamos na “era do conhecimento”, o conhecimento é imediato, e o que você leu ontem dizem que é passado. Nestes tempos, conceitos são construídos sem se saber as bases que o sustentam.

Nos últimos tempos, um desses conceitos é o grande volume de água consumido para se produzir um quilograma de carne bovina. Essa informação é divulgada sempre atrelada a outro conceito, o de pegada hídrica. O número que causa frisson para o bem e para o mal é o de 15.415 litros de água por quilograma de carne. A partir da divulgação do número, surgiram conflitos entre a sociedade e o setor de bovinos de corte, campanhas incentivando a redução do consumo e muitas discussões sem lógica alguma, devido a todas as partes envolvidas terem um nulo ou incipiente conhecimento do conceito de pegada hídrica.

Primeira pergunta: o que é pegada hídrica? A abordagem da pegada hídrica surgiu no início deste século. Sua essência é a mesma das pegadas ecológica e de carbono, entender o sistema de produção como elo de uma cadeia produtiva, que se inicia na geração de insumos e termina na oferta de produtos ao consumidor. Com isso, são mensurados os consumos de água ao longo da cadeia produtiva. Por exemplo, pode-se considerar a água consumida pela indústria de fertilizante ou rações; a água que o animal bebe; e a água consumida na refrigeração do produto no mercado. O método calcula os consumos das águas verde (evapotranspiração das culturas vegetais que irão alimentar os animais), azul (captada de fontes superficiais e subterrâneas) e cinza (consumida pela natureza para assimilar os resíduos da produção).

Independente do produto animal, a água verde sempre terá a maior representatividade no valor total da pegada. Quanto maior essa representatividade, melhor será a condição hídrica do produto, pois ele é menos dependente de fontes de água que possam apresentam riscos de escassez.

No valor de 15.415 L/kg de carne, média global calculada considerando um sistema de produção que não reflete a realidade brasileira que é de bovinos a pasto, o consumo de água verde é o de maior representatividade. Então surge a segunda pergunta: qual o valor para carne bovina brasileira?

Nos últimos anos estudos estão sendo feitos para gerar o valor da pegada hídrica para carne brasileira. Como grande parte de nosso rebanho se alimenta de pasto, o volume de água verde tem grande representatividade no valor total da pegada. Uma vantagem do Brasil frente a outros países que não possuem essa condição produtiva. Para que os avanços destes estudos sejam mais rápidos, é fundamental que todos os atores da cadeia de produção da carne bovina participem, fornecendo informações sobre consumo de água em sua área de atuação e contribuindo na comunicação com a sociedade.

Mais importante do que ter o valor da pegada hídrica, é utilizá-la como um indicador para promover a gestão hídrica de nossos sistemas de produção, sejam eles a pasto ou confinado. O valor da pegada não deve ser nosso objetivo maior, ela nada mais é do que um instrumento facilitador. Hoje a sociedade fala sobre a pegada, amanhã o instrumento será outro. Mas a mensagem que não vai mudar na tela do celular, no twiter, no facebook, ou no que mais possam inventar é que temos que produzir alimentos com eficiência hídrica.

Fonte: Assessoria

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Notícias Análise Cepea

Preço médio da carne de frango recua nesta parcial de maio

Retração dos consumidores diante dos elevados patamares de preços limitou a liquidez.

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Arquivo/OP Rural

O valor médio da carne de frango nesta parcial de maio está inferior ao registrado em abril, segundo apontam pesquisas do Cepea.

A retração dos consumidores diante dos elevados patamares de preços limitou a liquidez. Assim, vendedores reajustaram negativamente as cotações ao longo de maio.

O preço médio da carne suína, por sua vez, está em elevação frente ao observado no mês anterior.

Esse cenário ampliou a diferença entre a carne de frango e a substituta, garantindo boa competitividade frente à carne suína.

Fonte: Cepea
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Notícias Abastecimento do setor

Conab lança modalidade de leilão para abastecer pecuaristas

om as dificuldades enfrentadas pelos criadores para comprar o produto por altos preços neste ano, a empresa oferece a possibilidade de apoio ao abastecimento do setor, via sistema de comercialização eletrônica da Conab, no “Leilão Pra Você”, pela modalidade de Contrato a Termo.

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Arquivo/OP Rural

Uma novidade foi lançada pela Companhia Nacional de Abastecimento  (Conab) para os pecuaristas do país que usam o milho na ração. Com as dificuldades enfrentadas pelos criadores para comprar o produto por altos preços neste ano, a empresa oferece a possibilidade de apoio ao abastecimento do setor, via sistema de comercialização eletrônica da Conab, no “Leilão Pra Você”, pela modalidade de Contrato a Termo.

“Esse modelo garante aos pecuaristas, que são os maiores prejudicados com a volatilidade no mercado de milho, a construção de uma estratégia sólida para garantir o abastecimento regular no futuro, mesmo nos períodos de entressafra ou de quebra da produção”, explica o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth. “Isso porque o Contrato a Termo permite a compra futura de milho, em um processo totalmente privado, com o apoio operacional e técnico da Companhia”.

O novo sistema pode ser usado tanto para garantir um preço fixo na compra com entrega futura quanto para assegurar a fixação de preços de acordo com termos pré-definidos em edital. Entre as vantagens, além da garantia de abastecimento, o Contrato a Termo pode ser feito sob medida ou padronizado, possui baixo custo operacional e a Conab ainda pode ofertar as unidades graneleiras como entreposto, caso haja necessidade. Há também a diminuição do risco de negativa na tomada de crédito, ou seja, a credibilidade da Companhia pode favorecer a segurança e transparência nas negociações.

“O aviso de leilão, por si só, já diminui a possibilidade de descumprimento do contrato, visto o risco de negativação de qualquer uma das partes, mas podem ser exigidas outras garantias, por solicitação do demandante no momento de elaboração do aviso”, ressalta Guth. “Há também total transparência na formação dos preços, tanto de abertura quanto de fechamento dos leilões”.

O objetivo da Companhia com este novo serviço é garantir o abastecimento, bem como estimular o processo de compra com entrega futura pelo setor de carnes (principalmente produtores independentes) garantindo maior igualdade de condições com as tradings e o setor de etanol, que competem pelo grão.

Nos últimos três anos, sobretudo com a questão do conflito na Ucrânia, as cotações de milho e farelo de soja estão acima da média histórica, o que aumenta a necessidade de uma gestão de riscos por parte tanto do produtor quanto do criador, uma vez que aumenta o grau de incertezas. Há uma concentração da produção de milho na 2ª safra, com um peso maior no Centro-Oeste, aumentando o volume de produção em período de maior risco climático, onde uma quebra de safra impacta diretamente no abastecimento e preços internos, e a alternativa de importação pode ter um custo muito elevado. Com isso, o impacto tende a ser maior para os produtores independentes, que ainda enfrentam  um forte risco de desabastecimento em caso de significativa redução na produção.

“O Contrato a Termo entra como uma alternativa de médio e longo prazo extremamente positiva, sem onerar o governo nem demandar nova legislação, e com a possibilidade de garantir a segurança tanto dos pecuaristas em relação ao abastecimento quanto dos produtores de milho, na comercialização de sua colheita”, completa Guth.

Outro ponto positivo, é que o Contrato a Termo pode ser solicitado em qualquer tempo, por produtores e pecuaristas, diretamente nas unidades da Conab em todo o país, independente do valor que o produto esteja sendo praticado pelo mercado. Isto porque trata-se de uma operação entre dois entes privados, utilizando a plataforma eletrônica da Conab como meio de negociação.

Para mais informações e solicitações do serviço do Contrato a Termo, os interessados podem entrar em contato com a Central de Atendimento no seu Estado ou acessar a página do “Leilão pra Você”  no portal da Conab.

Fonte: Conab
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Notícias Estrutura portuária paranaense

Com nova certificação, segurança no Porto de Paranaguá está entre as melhores do mundo

Declaração de Cumprimento recebida nesta quinta-feira (26) atesta que a instalação portuária paranaense está entre as melhores do mundo em termos de segurança.

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Segurança do Porto de Paranaguá entra na vanguarda mundial - Fotos: Rodrigo Sell/Portos do Paraná

O Porto de Paranaguá está entre os mais seguros do mundo desde quinta-feira (26). A instalação recebeu uma certificação entregue pela Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos).

As instalações já tinham sido aprovadas em auditoria em 2021, mas faltava o recebimento da Declaração de Cumprimento, que atesta a segurança da estrutura portuária paranaense. O documento é mais uma prova da eficiência administrativa da Portos do Paraná e também uma garantia a mais para os parceiros comerciais. Ele tem validade de cinco anos. Nesse período, o Porto de Paranaguá precisa manter todos os parâmetros em dia e está sujeito a fiscalizações.

“Esse certificado mostra que o Porto de Paranaguá faz parte de um seleto grupo de portos do Brasil e do mundo que estão adequados a exigências e normas internacionais de segurança, e confirma o grande esforço que todos nós dispendemos para estarmos de acordo com essas normas e regulamentos. Passamos a ter mais uma certificação que demonstra a excelência e o esforço para estar entre os melhores sempre”, afirma o diretor de Meio Ambiente e diretor-presidente em exercício, João Paulo Ribeiro Santana.

A Declaração de Cumprimento é um documento expedido pelo governo brasileiro mostrando que o Porto de Paranaguá está de acordo com os parâmetros internacionais, como o Código Internacional para a Proteção de Navios e Instalações Portuárias (ISPS Code, na sigla em inglês).

“É uma certificação de segurança com alcance e perspectivas internacionais e que coloca o Porto de Paranaguá na vanguarda do que existe de mais moderno em termos de segurança”, explica Marcelo João da Silva, presidente da Conportos.

De acordo com o gerente da Unidade Administrativa de Segurança Portuária (Uasp), Cézar Kamakawa, o documento coloca o Porto de Paranaguá em outro patamar. “As operações que ocorrem em Paranaguá têm um padrão internacional que está sendo cumprido, e essa auditoria provocou a busca pelo conhecimento de todos os setores, o entrosamento e a colaboração entre todos, que se engajaram e participaram ativamente para que esse trabalho fosse devidamente realizado”, afirma.

Para o coordenador da Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Cesportos), Alessandro Vivone, foi importante o engajamento da empresa pública na busca pelo certificado. “O presidente Luiz Fernando Garcia se comprometeu a resolver toda a questão documental do que fosse relacionado à segurança para o Porto estar com a Declaração deliberada pela Conportos e Cesportos, e ele cumpriu. É uma grata satisfação para nós essa conquista”, diz.

ISPS Code

O código ISPS passou a ser implantado pela Agência Marítima Internacional para que o modal marítimo não fosse utilizado como o modal aéreo após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. “São analisados os ativos, suas vulnerabilidades, consequências, ameaças que podem atingir o porto e, a partir daí, se constrói um plano de trabalho, de segurança para enfrentar, mitigar esses riscos de ameaças e vulnerabilidades”, explica da Silva.

Fonte: AEN Paraná
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