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Carlos Mallmann recebe Prêmio Facta 2025 por contribuição à ciência animal

Reconhecimento celebra a contribuição científica e a liderança do pesquisador na área de micotoxinas e saúde pública veterinária no Brasil e no exterior.

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Ricardo Santin, presidente da ABPA e o homenageado, Carlos Augusto Mallmann

A Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Animal (Facta) concedeu o Prêmio Facta 2025 a Carlos Augusto Mallmann, durante o primeiro dia da 41ª Conferência Facta, que ocorreu na última semana na Sociedade Hípica de Campinas (SP). O prêmio é um dos mais relevantes reconhecimentos técnicos e científicos da produção animal brasileira, homenageando profissionais que se destacam por sua contribuição à pesquisa, inovação e desenvolvimento do setor.

Homenagem “Pioneiros da Avicultura”

Mallmann tem uma trajetória de mais de quatro décadas na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), onde ajudou a consolidar o Laboratório de Análises Micotoxicológicas (Lamic) como referência internacional. O centro já teve trabalhos reconhecidos em mais de 35 países, contribuindo de forma decisiva para a ciência e para a segurança alimentar no Brasil e no mundo. “Recebo este prêmio com enorme surpresa e emoção. A minha trajetória é indissociável a da Universidade Federal de Santa Maria, instituição que me acolheu e deu as condições para construir esse caminho. Nada disso seria possível sem a dedicação de uma equipe extraordinária, formada por centenas de pessoas ao longo de todos esses anos, que transformaram o Lamic em um centro de referência internacional, com trabalhos já reconhecidos em mais de 35 países”, frisou Mallmann.

O homenageado acrescentou ainda a gratidão à esposa Denise. “Parte fundamental da minha vida e que sempre esteve ao meu lado, dividindo cada conquista e cada desafio. Esse reconhecimento não é apenas meu, mas de todos que ajudaram a construir essa história. Depois de quatro décadas de trabalho, sinto-me profundamente grato por este apoio e pela oportunidade de contribuir com a ciência e com o setor”, ressaltou.

Primeira edição da homenagem “Pioneiros da Avicultura”

Este ano marcou também a estreia da homenagem “Pioneiros da Avicultura”, criada para reconhecer personalidades cuja atuação contribuiu de forma expressiva para o avanço da produção animal no Brasil. Nesta primeira edição, receberam a distinção José Carlos Godoy, pelo trabalho em prol da ciência e da difusão de informação técnica ao setor; José Carlos Zanchetta, por sua contribuição ao desenvolvimento da produção animal no país; Francisco Sérgio Turra, cuja ampla trajetória no agronegócio e na gestão pública inclui a presidência de entidades como ABPA, Ubabef e Abef, além de cargos de destaque no Ministério da Agricultura; e Julio Flavio Neves, médico-veterinário e mestre em Ciência Animal, fundador do CBNA, diretor da Poli-Nutri Alimentos S/A e ex-presidente da Feedlatina, reconhecido por sua atuação como pesquisador, palestrante e líder setorial.

A homenagem inaugura uma nova tradição da Facta, reforçando o compromisso da Fundação em valorizar a memória e a trajetória de profissionais que abriram caminhos para o fortalecimento da avicultura e da produção animal brasileira.

Fonte: Assessoria Facta

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo

Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.

A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.

O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.

A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.

O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.

A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.

Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.

Fonte: Assessoria IDR-Paraná
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais

Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.

O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.

O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.

Fonte: Assessoria Mapa
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos

Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo deste mês, apesar de recuos pontuais recentes no mercado interno. Levantamento do Cepea indica que o movimento de baixa está associado, principalmente, à postura cautelosa dos compradores.

Foto: Shutterstock

Do lado da demanda, parte dos agentes relata estoques confortáveis e adota estratégia de espera, apostando em desvalorizações mais acentuadas no curto prazo. Esse comportamento tem reduzido a liquidez e limitado a sustentação das cotações.

Na ponta vendedora, há maior disposição para negociar. Diante do enfraquecimento da demanda, produtores e detentores de milho chegaram, em alguns momentos, a flexibilizar os preços pedidos para viabilizar negócios.

Ainda conforme o Cepea, o ambiente de pressão sobre os preços também reflete a valorização do real frente ao dólar, que diminui a paridade de exportação, o avanço da colheita da safra de verão e a melhora das condições climáticas em regiões produtoras da segunda safra, com o retorno das chuvas favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: O Presente Rural
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