Empresas
Cargill mantém investimento no Brasil em ano marcado pelo crescimento das operações e por compromissos com a sustentabilidade
Aumento de 33% na receita operacional líquida e investimentos de R$ 1,2 bilhão no País reafirmam a relevância das operações brasileiras para Cargill

O ano foi marcado pelo investimento recorde que a Cargill fez no Brasil: R$ 1,2 bilhão aplicado no País em 2022, 18% maior do que o anterior (R$ 1,023 bilhão). Se somados os últimos cinco anos, a empresa investiu mais de 4 bilhões em sua operação no Brasil, números que refletem a importância da produção nacional de alimentos para abastecer mercados interno, regional e mundial. Eles também se alinham ao compromisso da empresa de trabalhar lado a lado com quem produz alimentos que chegam às diferentes mesas nos cinco continentes.
A Cargill no Brasil encerrou 2022 com receita operacional líquida de R$ 125,8 bilhões, o que representa um crescimento de 22% em relação ao ano anterior. O lucro líquido de 2022 foi em R$ 1,2 bilhões, inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior, impactado principalmente pelo aumento de custos de produção e de logística.
Na visão do presidente da empresa no Brasil, Paulo Sousa, o resultado conquistado em 2022 mais uma vez está fortemente marcado pelo empenho e expertise dos mais de 11 mil funcionários da empresa no país e pela relevância das operações brasileiras no mapa global da Cargill. “Nós temos o orgulho de contar com pessoas que se identificam com o nosso propósito de alimentar o mundo de forma segura, responsável e sustentável. O Brasil desempenha um papel extremamente importante para a alimentação mundial e, na Cargill, temos certeza de que podemos contribuir para a segurança alimentar mundial, ao conectar os produtores de grãos e alimentos até os consumidores finais”, analisa Sousa.
Pessoas no centro: dentro e fora da empresa
Um dos valores da Cargill é colocar as pessoas em primeiro lugar. Isso se reflete na busca por um ambiente de trabalho em que todas se sintam valorizadas, respeitadas, ouvidas. Em 2022, a empresa implementou modelos de trabalho com mais flexibilidade entre trabalho presencial e remoto, realizou uma série de letramentos raciais para profissionais de diversas áreas de atuação, lançou o Programa INcluir, com vagas exclusivas para pessoas portadores de deficiência e o Programa de Apoio a Aquisição de Próteses e Órteses (Papo), que subsidia esse investimento para profissionais com deficiência.
O foco em pessoas e a preocupação com a saúde motivaram a empresa a vestir de rosa as embalagens de Liza Soja do Molho de tomate Pomarola, em referência ao Outubro Rosa, mês de conscientização sobre prevenção e controle do câncer de mama. A decisão incluiu uma série de atividades virtuais e presenciais sobre a importância da prevenção, tanto para público interno quanto nos canais oficiais das marcas.
Em 2022, 21 projetos socioambientais beneficiaram diretamente mais de 6 mil pessoas no Brasil todo. Em paralelo, a Fundação Cargill investiu R$ 3,1 milhões e mais de 100 mil pessoas foram beneficiadas. Além disso, 43 projetos foram apoiados por meio do edital da Fundação Cargill e 14 equipes Enactus foram contempladas por meio do Prêmio Alimentação em Foco.
Ampliação e diversificação dos negócios
O negócio agrícola, mais uma vez conquistou resultados expressivos a despeito dos desafios enfrentados. Seja pelos fatores inerentes ao mercado, como variação de produção agrícola, preços e câmbio, como pelos desafios logísticos de um país de dimensões continentais como é o caso brasileiro. Ainda assim, a empresa teve um ano histórico, com ampliação significativa nos volumes de grãos originados, processados e comercializados, superando a marca dos 41 milhões de toneladas movimentadas em 2022. Esse volume representa aumento de 15% em relação ao ano anterior.
A diversificação do portfólio marcou o ano da Cargill. A inauguração oficial da planta de Pectina em Bebedouro (SP) atende à demanda global por pectina, uma fibra solúvel obtida com a casca da laranja, limão e maçãs. A unidade foi inteiramente planejada de acordo com tecnologias avançadas e práticas sustentáveis e se tornou modelo para outras fábricas da Cargill no mundo.
Nos negócios de Cacau & Chocolate, a empresa firmou uma parceria para plantar cacau na região do Cerrado, além de ampliar o portfólio da marca Genuine, com a chegada do Genuine Dark 65% Cacau.
Os novos perfis de consumo estiveram na pauta da Cargill em 2022. Em sinergia com a busca por sustentabilidade, a empresa lançou o Pomarola Chef com a nova embalagem de Pomodoro que usa 18% menos tinta. Enquanto isso, a linha de saudabilidade de Purilev ganhou mais um integrante: o Óleo de Abacate, rico em ômega 9.
Em paralelo, a linha de produtos Elefante lançou ketchup, mostarda, marcando a entrada da empresa nesse segmento, além do extrato Elefante Só Tomate, com uma proposta natural adequando-se aos novos comportamentos dos brasileiros com a embalagem de plástico reutilizável.
Em Nutrição Animal, a empresa trouxe o fitogênico Biostrong® Forte para apoiar o desempenho dos frangos de corte no País, e a nova geração do Neopigg, solução para nutrição de suínos na fase da creche. Esses produtos focam em apoiar a nutrição e, como consequência, saúde dos animais, reforçando a produtividade que coloca o Brasil entre os maiores players de aves e suínos.
A inovação se confirmou como um dos pilares da empresa. Na área de Bovinos de Corte, a empresa lançou o CattleView®, um serviço que une Inteligência Artificial e monitoramento do gado para aumentar os índices de Bem-Estar Animal.
Compromissos com a sustentabilidade
O aumento da população mundial vem acompanhado da importância de uma produção de alimentos cada vez mais sustentável. O Brasil não fica de fora disso. Em 2022, a Cargill anunciou um compromisso inédito: apoiar a restauração de 100 mil hectares de áreas nos próximos cinco anos. Para atingir a meta, a empresa criou e reforçou uma série de parcerias com produtores, governos, entidades setoriais e outros atores sociais para apoiar os produtores na regularização ambiental e na restauração de áreas alteradas, contribuindo para o cumprimento do Código Florestal Brasileiro.
Outro destaque de 2022 foi o mapeamento até o nível de polígono de 100% dos fornecedores diretos de soja dos municípios prioritários onde a Cargill atua no Brasil. Esse tipo de mapeamento é crucial para a construção de uma cadeia de fornecimento livre de desmatamento, pois permite monitorar as mudanças no uso da terra ligadas à soja comprada.
No ano passado, o programa Ação Renove o Meio Ambiente, maior programa de logística reversa de óleo no Brasil, atingiu a marca dos 8 milhões de litros de óleo usado desde 2010. Só em 2022, foram 800 mil litros. Os números reforçam o engajamento cada vez maior dos consumidores que depositam o óleo usado na cozinha em 5,7 pontos de coleta em 19 estados. Além disso, uma parceria em Goiânia (GO) inaugurou uma casa para recebimento de materiais recicláveis, estimulando a economia circular, reciclagem e geração de emprego.
Uma parceria da empresa com uma cooperativa agropecuária conseguiu reduzir em 23% das emissões de amônia ao longo de um ano na produção de suínos. Nesses estudos, foi utilizada uma dieta para os animais com o aditivo eubiótico Aromex®, comercializado no Brasil pela Cargill. As reduções de amônia obtidas com o uso da tecnologia equivalem a 119 toneladas de gás carbônico, e isso corresponde à queima de 50 mil litros de gasolina com benefícios para o meio ambiente, bem-estar animal e melhores condições para os colaboradores.
Visão de futuro
O aumento da população e a demanda por combustíveis mais sustentáveis, trazem uma série de desafios, especialmente no abastecimento de alimentos. Isso motiva a Cargill a seguir firme em 2023 seu foco na força operacional, trabalhando em conjunto com as plantas, portos, originação, equipes comerciais, de logística, entre tantos outros para atender e antecipar as necessidades dos clientes. O objetivo é manter a capacidade de entrega e conectar aqueles que cultivam alimentos com aqueles que os consomem.

Empresas
Jefo impulsiona a produção animal após restrições a importantes APCs
Líder canadense em nutrição animal apresenta soluções inovadoras no SIAVS 2026

A Jefo Nutrition Inc., líder mundial em soluções de nutrição intestinal de precisão para animais estará presente no stand 54 do Salão Internacional de Proteína Animal – SIAVS 2026, de 4 a 6 de agosto em São Paulo. O maior evento do setor acontece pouco tempo após a recente proibição do uso de cinco importantes antibióticos promotores de crescimento (APCs) no Brasil, o que marca uma nova etapa na produção animal e acelera a busca por soluções naturais capazes de preservar a saúde e o desempenho animal, bem como a rentabilidade dos produtores. A medida segue uma tendência global de combate à resistência aos antimicrobianos, considerada uma das maiores ameaças à saúde pública e responsável, segundo a Organização Mundial da Saúde, por milhares de mortes a cada ano.
Os benefícios da nutrição de precisão
Esse cenário reforça a importância da abordagem One Health, na qual a saúde humana, animal e ambiental estão interligadas e devem ser tratadas de forma integrada. Assim, a nutrição intestinal de precisão ganha protagonismo como uma abordagem científica que atua diretamente no trato gastrointestinal dos animais, contribuindo para o melhor aproveitamento dos nutrientes, a maior estabilidade dos ingredientes ativos, a consistência dos resultados em campo e a redução dos custos de alimentação.
Jefo e a tecnologia de microencapsulação
Há mais de 40 anos, essa visão orienta as ações da Jefo, que investe continuamente no desenvolvimento de soluções capazes de melhorar a saúde intestinal, a eficiência produtiva e a rentabilidade da produção animal. Um dos grandes diferenciais da empresa canadense é a Jefo
Matrix, sua tecnologia original de microencapsulação reconhecida mundialmente por sua eficácia e por ser referência na proteção dos ingredientes ativos para alimentação animal. Ela permite proteger e liberar os compostos de maneira gradual e direcionada ao longo do trato intestinal.
Destaques no SIAVS 2026
Durante o evento a Jefo apresentará suas soluções inovadoras para avicultura, suinocultura, aquicultura e produção leiteira, com destaque para:
• Ácidos orgânicos e óleos essenciais microencapsulados, que auxiliam no controle de bactérias entéricas patogênicas, promovendo melhoria da saúde intestinal, redução de processos inflamatórios intestinais e otimização do desempenho zootécnico;
• Fórmulas de vitaminas do complexo B protegidas para vacas em período de transição e lactação, contribuindo para aumento da produção de leite e de seus componentes, além da modulação de distúrbios metabólicos;
• Metionina e lisina protegidas que, graças à Tecnologia Jefo Matrix, resistem às condições de peletização da ração, preservando sua eficácia e proporcionado resultados consistentes;
• Suplementos energéticos à base de óleo de palma, que fornecem energia de alta qualidade sem comprometer a palatabilidade do alimento;
• Soluções enzimáticas, como Protease Jefo e Xilanase Jefo, desenvolvidas para reduzir custos de formulação, maximizar o aproveitamento dos nutrientes e melhorar a conversão alimentar.
“A retirada gradual dos APCs está acelerando a busca por soluções nutricionais mais inteligentes e sustentáveis. A Jefo possui décadas de experiência em nutrição intestinal de precisão e tecnologias capazes de ajudar os produtores a manterem desempenho, saúde e rentabilidade sem comprometer a produtividade”, destaca Simone Cavalli, Diretora geral da Jefo do Brasil.
No evento, no qual estarão presentes executivos globais como Jean Fontaine, Presidente e Fundador do Grupo Jefo, e Emilie Fontaine, VP de Marca e Produtos, os visitantes poderão descobrir como a Jefo atua como parceira estratégica dos produtores em todas as etapas da produção, fornecendo não apenas produtos inovadores, mas soluções práticas, conhecimento técnico e suporte especializado para enfrentar os desafios atuais.
Empresas
Enfrentando o estresse térmico na suinocultura

Dias de calor intenso durante o verão ou em países tropicais podem representar um sério desafio para os animais de produção, causando estresse térmico, que compromete o crescimento e reduz o desempenho econômico das granjas. Na suinocultura, o estresse térmico afeta os animais em praticamente todas as fases de produção. Este artigo explora as principais alterações fisiológicas que os suínos apresentam nessa condição e apresenta soluções práticas para reduzir seus efeitos nocivos.
O estresse térmico começa no limite superior da zona de conforto térmico
O estresse térmico ocorre quando o animal está fora de sua zona de conforto térmico, a faixa de temperatura na qual o organismo se mantém em homeostase. Essa faixa é influenciada pela temperatura e pela umidade externas. O estresse térmico pode afetar os suínos em todas as fases do ciclo produtivo. Para um suíno em fase de engorda de 50 kg, o início do estresse térmico ocorre a partir de 25°C. Isso significa que qualquer temperatura acima desse ponto já começa a afetar negativamente o animal.
Consequências prejudiciais do estresse térmico sobre a fisiologia e o crescimento dos suínos
Entre os animais de produção, os suínos são particularmente sensíveis ao estresse térmico, pois possuem poucas glândulas sudoríparas e pulmões pequenos. Sua alta produtividade e seu rápido crescimento os tornam ainda mais suscetíveis a essa condição (figura 1). Quando a temperatura sobe, o suíno adapta seu comportamento: reduz a locomoção e a ingestão de ração, o que limita a termogênese (produção de calor pelo organismo). Além disso, sua frequência respiratória aumenta. O fluxo sanguíneo é redirecionado dos órgãos internos para a pele, a fim de eliminar o excesso de calor. Esse fenômeno é chamado de vasodilatação. Ele aumenta a termólise (dissipação de calor pelo organismo).
No trato intestinal, a falta de oxigênio causada pelo redirecionamento do fluxo sanguíneo prejudica as células epiteliais, que são muito sensíveis à hipóxia e à redução de nutrientes disponíveis, o que degrada o epitélio intestinal. Substâncias exógenas, como antígenos ou toxinas bacterianas, podem então ser transferidas do lúmen para a corrente sanguínea (leaky gut, ou aumento da permeabilidade intestinal), levando a uma resposta inflamatória e à produção de espécies reativas de oxigênio (ROS). Trata-se de um círculo vicioso, já que as próprias ROS podem ser prejudiciais às células epiteliais quando produzidas em excesso.
Se prolongado, o estresse térmico pode causar diversos problemas no crescimento e no desempenho reprodutivo. Em suínos em fase de engorda, o aumento da temperatura levou a uma redução na ingestão de ração e no ganho de peso (Lee et al., 2019), reduzindo assim o peso de carcaça no abate.
Figura 1. Mecanismos de adaptação em suínos em fase de engorda sob condições de estresse térmico
Diversas soluções para mitigar os efeitos negativos do estresse térmico em suínos
Diversas estratégias nutricionais e de manejo podem ser implementadas para mitigar os efeitos negativos do estresse térmico agudo. Com foco em aditivos alimentares, a Phodé lançou recentemente um novo aditivo alimentar desenvolvido para ajudar o suíno a vencer o calor! Esse aditivo é composto por extratos de especiarias picantes, incluindo capsicum, gengibre e pimenta. A forma galênica, desenvolvida pela equipe de pesquisa da Phodé, foi concebida para liberar os ingredientes ativos em locais-alvo específicos e garantir uma manipulação fácil do produto em escala industrial.
As especiarias picantes ajudam o suíno a lidar com o estresse térmico
Os ingredientes foram cuidadosamente selecionados pela equipe de pesquisa da Phodé para atuar em sinergia. As especiarias picantes podem ajudar a sustentar o metabolismo do suíno sob estresse térmico, limitando a inflamação intestinal e reduzindo o estresse oxidativo. Algumas são bastante conhecidas, como a capsaicina, um capsaicinoide da planta capsicum. Esse composto demonstrou se ligar ao receptor TRPV1 (Transient Receptor Potential Vanilloid 1) na boca e no intestino delgado dos suínos. O receptor TRPV1 é muito sensível a estímulos nocivos, como o aumento da temperatura, e está na origem da inflamação e da dor. Após exposição prolongada à capsaicina, a atividade do TRPV1 diminui, levando à redução dos efeitos pró-inflamatórios e ao alívio da dor. Diversos estudos demonstraram uma redução na produção de citocinas pró-inflamatórias (TNF-α, IL-1β e IL-6) por inibição da via NF-κB. O capsicum também demonstrou aumentar as atividades de α-amilase, lipase e protease no intestino delgado. Esse efeito pode ajudar o suíno a digerir melhor a ração em condições de calor. O gingerol é o principal composto ativo do gengibre. Ele também ativa o TRPV1, levando à redução da inflamação. Esse ingrediente também apresenta atividades antioxidantes indiretas, promovendo a transcrição de genes que codificam enzimas antioxidantes (como a glutationa peroxidase e a superóxido dismutase) por meio da via NRF2. A piperina, extraída da pimenta, atua em sinergia com as demais especiarias, potencializando a biodisponibilidade delas. Ao neutralizar as espécies reativas de oxigênio (ROS), atua como um potente antioxidante direto. A combinação dessas especiarias permite um ajuste fino das doses de cada ingrediente ativo necessário para influenciar a fisiologia do suíno sob estresse térmico.
Atuando sobre a fisiologia do suíno para vencer o calor: um caso de sucesso!
Um estudo recente, conduzido em uma estação experimental de renome no Brasil, demonstrou com sucesso os efeitos benéficos do novo aditivo alimentar (Kalyci, Laboratoires Phodé, França) em suínos nas fases de crescimento e terminação, tanto no peso corporal final quanto na conversão alimentar (CA) na fase de terminação. Os suínos suplementados com o aditivo à base de “especiarias picantes” apresentaram um aumento significativo no peso corporal final de + 2,4 kg e uma redução significativa da conversão alimentar (CA) em -0,26 g/g na fase final de terminação (figuras 2 e 3). Além disso, a suplementação dos suínos com esse aditivo alimentar levou a uma redução da temperatura corporal e de alguns marcadores hematológicos de inflamação.
Figura 2. Peso corporal final de suínos suplementados com especiarias picantes nas fases de crescimento e terminação.
Figura 3. Conversão alimentar (CA) de suínos suplementados com especiarias picantes nas fases de crescimento e terminação.
Em conclusão, o estresse térmico pode afetar os suínos em todas as fases de produção, com efeitos de longo prazo que impactam o desempenho da granja. Suplementar os suínos com um aditivo alimentar à base de uma combinação de “especiarias picantes ” atuando em sinergia para atender às suas necessidades fisiológicas durante o estresse térmico é fundamental para o sucesso da produção. Por fim, mas não menos importante, a forma galênica desse aditivo, que protege os trabalhadores dos efeitos pungentes das especiarias, é igualmente fundamental para o sucesso na fábrica!
Autora: Dr. Elisa A. Arnaud1
1Laboratoires Phodé, Avenue Martelle, 81150 Terssac
Empresas
Importação contínua de reprodutores eleva patamar genético da suinocultura brasileira
Animais do Canadá e da Noruega são trazidos ao país para acelerar o ganho de produtividade nas granjas nacionais

Para garantir que o Brasil opere com o mesmo nível de excelência genética dos principais polos globais, a importação frequente de reprodutores garante acesso imediato ao topo da ciência global. Nesse sentido, a Topigs Norsvin, empresa de genética suína, conduz a maior rota contínua de importação de suínos do país.
A companhia desembarcou a terceira remessa de reprodutores deste ano no mês de julho e já prepara ao menos outras duas operações para 2026, consolidando a liderança absoluta na introdução de genética de ponta no Brasil.
“Nós precisamos garantir que o material genético utilizado nas granjas brasileiras seja o mesmo das nossas granjas núcleos na Noruega e Canadá. Com esse fluxo constante de importações, associados com alto nível genético e tecnológico das nossas granjas núcleo locais, nós garantimos que o produtor brasileiro tenha acesso a tudo que há de mais moderno em genética suína via as linhagens genéticas da Topigs Norsvin, afirma o diretor Técnico da Topigs Norsvin, Marcos Lopes.
Tecnologia global direto na fonte
O processo de importação foca em buscar os animais diretamente das estações Delta (centros mundiais de inovação, pesquisa e testagem de reprodutores) localizadas no Canadá e na Noruega. Nesses centros, que concentram o topo do melhoramento genético mundial da companhia e utilizam tecnologias avançadas de avaliação, os animais são avaliados por meio de tomografia computadorizada e tem seu consumo de ração individual mensurados por comedouros automáticos para medir a conversão alimentar de cada indivíduo. Além disso, todos esses reprodutores passam por uma minuciosa avaliação genômica para garantir o seu alto potencial genético.
“Nós sempre importamos um grupo seleto de reprodutores de alto mérito genético. Com essa estratégia nós utilizamos um material que vem direto da fonte primária e eliminamos qualquer tipo de defasagem genética, assegurando que o progresso genético chegue com força total aos produtores brasileiros”, detalha Lopes.
Distribuição estratégica pelo território nacional
A chegada contínua desses reprodutores ao país alimenta uma engrenagem de produtividade desenhada para beneficiar toda a cadeia. Os animais recém-chegados são direcionados para as centrais de inseminação próprias e parceiras espalhadas pelo Brasil.
“O nosso grande objetivo é desenvolver linhagens genéticas que entreguem resultados fantásticos a campo. Existem várias estratégias no mercado para disseminação genética, mas nós comprovamos que esse fluxo robusto de importações é o caminho mais eficiente para a evolução e a rentabilidade do setor”, conclui o diretor.






