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Notícias Internacional

Carga de soja dos EUA fica parada na China por impasse sobre tarifas

Carga ficou parada em um porto no nordeste da China por cerca de uma semana

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Um carregamento de soja dos Estados Unidos encomendado na esperança de que receberia isenção tarifária foi descarregado na China após um atraso de cerca de uma semana, devido à disputa entre o comprador e autoridades alfandegárias sobre pagamentos de taxas, disseram duas fontes com conhecimento do assunto.

A carga, adquirida pelo grupo estatal Jiusan, ficou parada em um porto no nordeste da China por cerca de uma semana, após a alfândega exigir o pagamento das tarifas de 33% aplicadas à soja norte-americana, de acordo com as duas fontes e um operador, que conversou com a Jiusan sobre o tema.

O volume foi descarregado na quarta-feira (06), segundo uma das fontes. “Os grãos ainda estão sob custódia, e não podem ser esmagados até que a empresa pague as tarifas (extras)”, disse outra fonte.

Shi Yonge, gerente-geral do Jiusan Group, disse à Reuters nesta quinta-feira que a carga foi descarregada. “Cumpriremos os contratos, estamos passando por alguns procedimentos”, disse Shi, quando perguntando sobre a possibilidade de a empresa pagar as taxas adicionais.

A China impôs uma tarifa extra de 25% sobre a soja dos EUA em julho, em meio à guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. Desde então, já elevou as taxas para 33% devido à intensificação da disputa, levando as tarifas totais para cerca de 60 milhões de iuanes (8,58 milhões de dólares) por carregamento.

No entanto, Pequim ofereceu isenções tributárias para alguns processadores locais nos últimos meses, visando encorajar compras durante as negociações comerciais como gesto de boa vontade. O governo nunca forneceu detalhes públicos sobre as isenções ou sobre como as implementaria.

O carregamento da Jiusan é um dos primeiros encomendados sob o sistema de isenção a chegar à China e, dessa forma, está sendo acompanhado de perto por outros importadores, que devem receber cargas nas próximas semanas, disseram as fontes.

Dois telefonemas ao departamento de marketing da Jiusan, que trata das questões da imprensa, não foram respondidos.

Apesar de impactar apenas uma única carga até agora, o impasse comercial tem despertado preocupações entre outros compradores de grãos dos EUA de que eles possam enfrentar dificuldades semelhantes quando suas cargas chegarem nas próximas semanas. “Ainda estamos aguardando mais notícias sobre isso. Podemos simplesmente não carregar os embarques”, disse um dos importadores.

Fonte: Reuters
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Notícias Etanol

Resíduo da produção de etanol pode virar fertilizante agrícola

As indústrias de etanol poderiam comercializar esse subproduto e gerar uma renda extra a partir do tratamento dos seus resíduos.

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Um dos grandes problemas da indústria da cana-de-açúcar no Brasil, o excesso de resíduos gerado para a extração do etanol, pode deixar de ser uma pedra no sapato do setor e se tornar uma solução mais sustentável para a agricultura.

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de São José do Rio Preto em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC) desenvolveram uma técnica para a tratar a chamada vinhaça de cana, líquido resultante do processo de produção do álcool que é nocivo ao ambiente, podendo contaminar cursos d’água e gerar mau odor.

Em estudo publicado na edição de janeiro do Journal of the Brazilian Chemical Society, os cientistas descreveram a técnica inédita de carbonização hidrotérmica, que consegue converter esse resíduo em água e carvão hidrotérmico para uso como fertilizante agrícola. Os pesquisadores testaram os efeitos da carbonização hidrotérmica no tratamento da vinhaça de cana em diferentes reações.

Essa reação termoquímica ocorre em meio aquoso e a elevadas pressões e temperaturas. A variação de temperaturas (entre 100ºC e 200ºC) e tempo de reação nos testes (entre 12h e 48h) influenciaram nos processos. Experimentos conduzidos a 200ºC e 8,3% de acidez foram os mais eficientes para gerar materiais sólidos. Uma das reações termoquímicas promoveu redução de 70% da quantidade de carbono na água, tornando-a menos agressiva ao meio ambiente.

Nada se perde, tudo se transforma

A pesquisadora Laís Fregolente destaca que a técnica de carbonização hidrotérmica pode ser implementada pela indústria de forma direta após o processo de destilação do etanol. “Aproveitamos assim somente os benefícios da aplicação da vinhaça, já que o processo de carbonização produz um material rico em carbono e nutrientes que pode servir como fertilizante agrícola”, comenta a pesquisadora. As indústrias de etanol poderiam comercializar esse subproduto e gerar uma renda extra a partir do tratamento dos seus resíduos.

O diferencial da pesquisa está em mostrar que a biomassa da vinhaça – de 10 a 18 litros do poluente são gerados por cada litro de etanol produzido – pode ser transformada em um material sólido com valor agregado, o que ainda não havia sido feito por outros estudos. O tratamento proposto pode também contribuir com a recuperação de solos pobres, degradados ou até mesmo de regiões afetadas pelo despejo do poluente.

Outros experimentos estão sendo feitos para encontrar a melhor forma de aplicação do carvão hidrotérmico gerado neste processo. Os próximos passos destes estudos são elaborar uma planta piloto para testar os efeitos do carvão diretamente no solo, já que esse primeiro estudo foi feito em escala de laboratório.

As informações são da Agência Bori

Fonte: Assessoria
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Notícias Prêmio

Prêmio FACTA “Profissional do ano” está com indicações abertas

Profissionais ligados à avicultura poderão recomendar um nome para receber a condecoração

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O Prêmio FACTA “Profissional do ano” está com indicações abertas até o dia 31 de março. Profissionais ligados à avicultura poderão recomendar um nome, justificando a sugestão e apresentando o currículo resumido do candidato. As normas e o formulário podem ser encontrados no site do evento http://www.facta.org.br/conferencia2020/premio-facta/.

A entrega do Prêmio será feita no primeiro dia da Conferência FACTA WPSA-Brasil 2020, durante a abertura do evento, que ocorrerá entre os dias 12 e 14 de maio, na Expo D. Pedro, em Campinas (SP).

Desde 2006 a Fundação APINCO de Ciência e Tecnologia Avícolas (FACTA) destaca, anualmente, um profissional da avicultura brasileira, como forma de valorizar, difundir e agradecer o trabalho daqueles que, ao desempenharem sua atividade profissional, contribuem para o desenvolvimento do país e para a formação técnica e ética das novas gerações de profissionais da avicultura industrial brasileira e mundial.

Para mais informações e inscrição, acesse www.facta.org.br/conferencia2020.

Serviço:

Conferência FACTA WPSA-Brasil 2020

Data: 12, 13 e 14 de maio de 2020

Hora: 8h

Local: Expo D. Pedro – Av. Guilherme Campos, 500, Bloco II (Anexo ao Parque D. Pedro Shopping) – Campinas (SP).

Tel.:  (19) 3255-8500

E-mail: facta@facta.org.br

Inscrições: http://www.facta.org.br/conferencia2020/.

Sobre a FACTA

A Fundação APINCO de Ciência e Tecnologia Avícolas (FACTA) é uma organização civil sem fins lucrativos, fundada em 10 de agosto de 1989, incorporando e ampliando atividades técnicas e científicas originalmente desenvolvidas por sua idealizadora e criadora, a APINCO – Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte.

Tendo como foco principal o fomento e a difusão de novos conhecimentos e tecnologias aplicáveis ao desenvolvimento sustentável da avicultura, a FACTA atende seus objetivos realizando eventos de atualização técnica, aperfeiçoando mão de obra operacional e técnica por meio de cursos específicos, divulgando conhecimentos avícolas através de publicações especializadas e estimulando a evolução técnica, científica e tecnológica da atividade pela dotação de prêmios de estímulo.

Para mais informações acesse: www.facta.org.br.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado Interno

Queda no consumo pressiona preços da carne suína

Mercado brasileiro de suínos apresentou queda dos preços no atacado ao longo da semana

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Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de suínos apresentou queda dos preços no atacado ao longo da semana. A tendência ainda indica para menor espaço para reajustes, em linha com o arrefecimento do consumo no decorrer da segunda quinzena do mês. A avaliação é do analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Além disso, acrescenta Iglesias, os preços da carne bovina permanecem em queda, o que costuma resultar em desdobramentos sobre as proteínas concorrentes. “Por fim, seguem as preocupações em torno dos custos de nutrição animal, observando o recente comportamento dos preços no mercado doméstico”, completa o analista.

As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 76 milhões em janeiro (10 dias úteis), com média diária de US$ 7,6 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 30,7 mil toneladas, com média diária de 3,1 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.472,80.

Em relação a janeiro, houve ganho de 9,7% na receita média diária, alta de 14,1% no volume diário e recuo de 3,9% no preço. Na comparação com fevereiro de 2019, houve aumento de 67,6% no valor médio diário exportado, ganho de 34% na quantidade média diária e elevação de 25% no preço.

2019

Para a carne suína o desempenho em 2019 foi singular. Os embarques só não foram mais volumosos porque o Brasil esbarrou na incapacidade de expandir a produção para atender o mercado chinês. Nesse quesito Estados Unidos e União Europeia absorveram as maiores fatias de mercado.

O Brasil exportou em torno de 730 mil toneladas de carne suína, 100 mil toneladas a mais em relação a 2018, apresentando um crescimento de 15,9%. Em termos de receita também houve mais robustez, com um crescimento de quase 32% na comparação com 2018, com receitas superiores a US$ 1,5 bilhão.

Fonte: Agência SAFRAS
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