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Caravana ILPF apresenta potenciais dos sistemas integrados para combate das mudanças climáticas
Sistema integrado ILPF além de proporcionar a redução de emissões de Gases de Efeito Estufa, sequestrar carbono, melhorar a qualidade do solo, ampliar a biodiversidade na área, aumentar a produtividade das pastagens e dos animais, os bovinos têm conforto térmico.

Uma medida para combater os impactos da mudança do clima na agropecuária é integrar sistemas de produção com árvores. Além de proporcionar a redução de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), sequestrar carbono, melhorar a qualidade do solo, ampliar a biodiversidade na área, aumentar a produtividade das pastagens e dos animais, os bovinos têm conforto térmico.
Vários modelos de sistemas integrados e indicadores comportamentais, econômicos, físicos e ambientais são estudados por pesquisadores da Embrapa em diversos estados. Essas pesquisas e tecnologias têm contribuído para uma pecuária mais eficiente, com maior produção de alimentos na mesma área ou menor, com bem-estar animal e preservação ambiental.
Os potenciais da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) serão apresentados no Dia de Campo na Embrapa Pecuária Sudeste na próxima semana, 21 de setembro. A Caravana ILPF passa por São Carlos (SP) durante a expedição técnica que ocorre no Estado de São Paulo neste mês.
De 18 a 22 de setembro, cinco cidades recebem a caravana: Presidente Prudente (18), Campos Novos Paulista (19), Itirapina (20), São Carlos (21) e Barretos (22). Os interessados ainda podem fazer as inscrições aqui.
Serão três estações no campo com os temas balanço de Carbono, manejo e pecuária de precisão e produção de leite, focados em ILPF. Em São Carlos, o evento é organizado pela Rede ILPF com apoio da Embrapa Pecuária Sudeste.
O Dia de Campo está alinhado com as políticas públicas do setor para redução das emissões, como o Plano ABC+ 2020-2030 e com a meta 13 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que está relacionada à proposição de medidas para combater a mudança do clima e seus impactos.
Ampliação da Sustentabilidade
A presidenta da Embrapa, Silvia Massruhá, participa do Dia de Campo em São Carlos. Ela tomou posse em maio deste ano. A presença dela demonstra a importância que as pesquisas focadas nesses sistemas de integração têm para a agropecuária brasileira, principalmente em relação à sustentabilidade da agricultura no país.
O Dia de Campo é uma oportunidade para a Embrapa levar aos produtores e técnicos os benefícios desse tipo de tecnologia, que pode fazer a diferença em um cenário onde, cada vez mais, vão ocorrer eventos extremos, como secas intensas, enchentes, escassez de água, entre outros efeitos que afetam diretamente na capacidade de produção de alimentos. A iniciativa é uma forma de incentivar a adoção dessas tecnologias, principalmente com árvores. Para a diretora executiva da Rede ILPF, Isabel Ferreira, a ideia, além de ampliar os hectares de sistemas integrados, é aumentar os modelos no país com o componente florestal. Segundo Isabel, dos mais de 17 milhões de hectares de integração, menos de 10% utilizam árvores.
O propósito da Rede é de até 2023 ter 35 milhões de hectares de sistemas integrados.

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





