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Caravana Embrapa FertBrasil percorrerá 48 polos produtivos a partir de abril

Pesquisadores vão percorrer mais de 40 cidades de dez macrorregiões brasileiras, com o objetivo de promover o aumento da eficiência de uso dos fertilizantes e insumos no campo e estimular a adoção de novas tecnologias e de boas práticas de manejo de solo, água e plantas.

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Divulgação/Arquivo OP Rural

Foi anunciada na quarta-feira (30) a programação da Caravana Embrapa FertBrasil, que percorrerá 48 polos produtivos a partir de abril. As datas serão definidas pela coordenação da Caravana, e seguirão as épocas de plantio de cada polo e a logística de deslocamento dos pesquisadores que farão as palestras para técnicos e lideranças rurais. A apresentação teve a presença da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, e do presidente da Embrapa, Celso Moretti.

A Caravana vai percorrer mais de 40 cidades de dez macrorregiões brasileiras, com o objetivo de promover o aumento da eficiência de uso dos fertilizantes e insumos no campo e estimular a adoção de novas tecnologias e de boas práticas de manejo de solo, água e plantas.  A expectativa é beneficiar mais de 20 mil produtores e oferecer capacitação digital para mais de 10 mil profissionais, com impacto em mais de 70 milhões de hectares de áreas agrícolas.  A ação está dentro das medidas de curto e médio prazo do Plano Nacional de Fertilizantes, lançado neste mês pelo Governo Federal para reduzir a dependência externa por importação de produtos e tecnologias, situação agravada pelo conflito entre Rússia e Ucrânia.

Para a ministra Tereza Cristina, em seu último dia como ocupante do cargo, a importância da Caravana para o enfrentamento do atual cenário mundial reforça a oportunidade de agregar informações ao Observatório da Agricultura. “É a chance para aproveitar tantos profissionais percorrendo o país para que tenhamos mais informações que permitam cruzamentos e projeções relacionadas à safra brasileira, insumos e próximos problemas, para que estejamos sempre à frente do que possa acontecer”, disse. A ministra agradeceu a parceria da Embrapa e seus pesquisadores em 3 anos e 3 meses em que esteve à frente do Ministério e que continuará como parceira do agro, movido a ciência, na Câmara dos Deputados.

Panorama fertilizantes no Brasil

Segundo o presidente da Embrapa, Celso Moretti, o momento é de dificuldade relacionado à importação de fertilizantes.  “Isso gera uma demanda crescente que já vinha aumentando nos últimos tempos, em função da crise energética da China e do aumento do consumo de fertilizantes no Brasil, da ordem de 10%”, comentou.

“A Embrapa, com a supervisão do Mapa, então, definiu uma ação de curtíssimo prazo, que estamos iniciando agora no mês de abril para contribuir com ações estratégicas em benefício do agro”, disse Moretti. “Estimamos que o aumento de 10% da eficiência do uso de fertilizantes pode resultar numa economia, segundo nossos cálculos, de até 1 bilhão de dólares na próxima safra, em custos diretos ao produtor rural”, complementou.

Representando o Grupo de Trabalho que construiu o projeto da Caravana FertBrasil, o pesquisador José Carlos Polidoro, da Embrapa Solos, apresentou informações técnicas sobre a ação.

“O cenário é uma tempestade perfeita que vem se formando nos últimos 20 anos no Brasil, em que a demanda  aumentou 300% no consumo de fertilizantes – o que é bom -, mas a nossa produção nacional de fertilizantes encolheu 30%, nos levando a importar em 2021, 90% dos fertilizantes usados no país”, explicou.

Ele destacou ainda que as medidas não são reações à pandemia da Covid-19, à crise de abastecimento e ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia. “Nós nos antecipamos a isso”, afirmou. Polidoro lembrou ainda que o Plano Nacional de Fertilizantes tem diretrizes e objetivos, metas e ações em que a Caravana poderá ajudar em, pelo menos, cinco objetivos estratégicos.

Caravana Embrapa FertBrasil

A Caravana vai começar pelo Mato Grosso Sul e por São Paulo. Em seguida, irá para: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso, Rondônia, Goiás, Distrito Federal, Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia, Amazônia, Rio de Janeiro e Sealba (Sergipe, Alagoas e Bahia).

Sobre o conteúdo técnico da Caravana, Polidoro destacou o recém-lançado documento orientador da aptidão agrícola das terras do Brasil e o Zoneamento Agrícola de Risco Climático, ferramentas de uso contínuo e fundamental que mostram como e onde plantar.

“O grande ponto dessa iniciativa são as boas práticas para o uso eficiente de fertilizantes. Vamos levar informações sobre as novas metodologias para suprimento de nutrientes, ou seja, o que funciona e o que não funciona para o agricultor investir”, explicou, acrescentando ainda as soluções digitais refinadas que auxiliam o produtor a aumentar a eficiência no campo e as tecnologias sustentáveis.

As parceiras do projeto são Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), Senar, Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e Rede ILPF.

Participaram da reunião o secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Bastos; o secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação do Mapa e presidente do Conselho de Administração da Embrapa (Consad), Fernando Camargo; o diretor executivo de Gestão Institucional da Embrapa, Tiago Toledo Ferreira; o presidente do Conselho Gestor da Rede ILPF, Renato Rodrigues; o diretor de projetos estratégicos da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), da Presidência da República, Bruno Caligaris.

Roteiro

Rio Grande do Sul e Santa Catarina
Pelotas (RS), Santa Maria (RS), Três de Maio (RS) e Passo Fundo (RS)
Chapecó (SC), Campos Novos (SC), Canoinhas (SC) e Itajaí (SC)

Mato Grosso do Sul e São Paulo
Dourados (MS), Chapadão do Sul (MS), Assis (SP) e Ribeirão Preto (SP)

Paraná
Londrina, Ponta Grossa, Cascavel e Guarapuava

Minas Gerais
Uberaba, Patos de Minas, Unaí e Passos

Mato Grosso e Rondônia
Sinop (MT), Campo Novo dos Parecis (MT), Primavera do Leste (MT), Querência (MT) e Vilhena (RO)

Goiás e Distrito Federal
Rio Verde (GO), Uruaçu (GO) e PAD-DF

Matopiba
Luís Eduardo Magalhaes, na Bahia; Palmas, Guaraí ou Pedro Afonso, em Tocantins; Uruçuí e Balsas, no Maranhão; e Bom Jesus, no Piauí

Amazônia
Redenção (PA), Paragominas (PA) e Santarém (PA); Boa Vista (RR); e Macapá (AP)

Sealba
Rio Real, na Bahia; Platô de Neópolis, em Sergipe; e Arapiraca e Coruripe, em Alagoas

Rio de Janeiro e Espírito Santo
Nova Friburgo (RJ), Tanguá (RJ),Campo de Goytacazes (RJ) e Domingos Martins (ES)

Aporte financeiro

A Caravana Embrapa FertBrasil já recebeu um aporte financeiro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio de Termo de Execução Descentralizada (TED), no valor de R$ 1,6 milhão. A Rede ILPF, uma das patrocinadoras da Caravana, confirmou o aporte de R$ 250 mil para apoiar também a realização dos eventos.

Esta será a segunda caravana itinerante realizada pela Embrapa. Entre 2013 e 2015, a empresa percorreu também os principais polos produtivos do país para divulgar soluções tecnológicas para controlar a lagarta Helicoverpa armigera, praga exótica que invadiu o território brasileiro causando fortes prejuízos para as principais culturas agrícolas.

Planejamento estratégico

De acordo com o coordenador da Caravana Embrapa FertBrasil, Paulo Galerani, cada polo escolhido terá uma cidade como referência, mas técnicos das cidades vizinhas serão chamadas para participar.

“Por exemplo, Santa Maria, no Rio Grande do Sul, vai abrigar o encontro que vai atingir Santa Maria, Cachoeira do Sul, São Gabriel, Bagé, Dom Pedrito, Rosário do Sul, Alegrete, Quaraí, Uruguaiana, Tapes, Camaquã, Jaguarão, São Lourenço do Sul, Arroio Grande, Torres, Santa Vitória do Palmar, Rio Grande, Tramandaí, Osório, Caçapava do Sul, Encruzilhada do Sul e Piratini”, explica Galerani.

Ele também ressalta que as datas das primeiras caravanas serão divulgadas nos próximos dias, quando todo o planejamento e a logística de deslocamento dos pesquisadores estiverem concluídos. E também frisa que, à medida que novos patrocinadores e apoiadores da ação forem definidos e alocarem mais recursos financeiros, novas localidades poderão ser incluídas no decorrer de toda a Caravana, que será realizada até o final de 2022.

“Nosso objetivo é sensibilizar as lideranças ligadas às cadeias produtivas da agropecuária, além de técnicos, consultores e multiplicadores, para que o Brasil possa superar a crise dos fertilizantes por meio de capacitação e troca de conhecimentos sistematizados entre os institutos de pesquisa e o setor produtivo, estabelecendo um diálogo da pesquisa com o agronegócio no Brasil, propondo soluções tecnológicas para cada um desses 48 polos agrícolas”, explicou Celso Moretti, presidente da Embrapa.

Segundo ele, a caravana itinerante vai abordar questões práticas e de impacto imediato, que ao serem adotadas poderão, junto com outras iniciativas do Plano Nacional, promover uma economia de até 20% no uso dos fertilizantes no Brasil, já na safra 2022/23.

As estratégias de manejo de solo e água para o uso racional de fertilizantes serão sistematizadas pela Embrapa em módulos de uma palestra padrão adaptada às diversas condições dos biomas brasileiros, que deverão nivelar e customizar as informações para cada uma das regiões produtoras do país. Ao final das apresentações em cada polo produtivo, será realizado um alinhamento das necessidades de conhecimento tecnológico, seguido de um amplo debate sobre os principais problemas encontrados em cada região. Em algumas regiões, será demonstrada a eficiência de algumas das tecnologias desenvolvidas pela Embrapa por meio de Unidades Demonstrativas de Referência Tecnológica.

As atividades presenciais serão voltadas para técnicos de extensão rural, técnicos de cooperativas, sindicatos e associações rurais, e produtores líderes, pretendendo atingir cerca de 10 mil profissionais, tornando-os multiplicadores das técnicas e orientações repassadas pela equipe de pesquisadores e analistas da Embrapa e parceiros que integrarão cada Caravana.

Após cada passagem da Caravana em uma macrorregião agrícola, a Embrapa modulará digitalmente o conhecimento sistematizado para alimentar um hotsite e contribuir para construção de uma ampla plataforma digital de conhecimento sobre o tema, que poderá ser ofertado a multiplicadores de referência, tais como CNA/Senar, Ematers e cooperativas agroindustriais.

Essa modelagem da Caravana Embrapa FertBrasil vai envolver capacitações presenciais nas diversas regiões produtoras pelo Brasil, mas serão ofertadas também capacitações virtuais, pós-caravana, a produtores, lideranças rurais e técnicos, utilizando o sistema e-Campo da Embrapa ou outras ferramentas de treinamento disponíveis. A empresa está neste momento buscando patrocinadores junto à iniciativa privada e ao setor produtivo para viabilizar esse segundo momento. Interessados em participar da iniciativa podem procurar depd@embrapa.br.

Fonte: Embrapa/Mapa
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Notícias Suinocultura

ASEMG celebra aniversário de 50 anos e posse da nova diretoria

Foram cinco décadas de muito esforço e empenho na representação dos suinocultores de Minas Gerais

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Fotos: Divulgação - Assessoria

Na quinta-feira (12) a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (ASEMG) reuniu- se com seus associados e instituições parceiras para celebrar o aniversário de 50 anos da entidade e posse dos recém eleita diretoria regente para o triênio 2022/2024.

No evento foi apresentado um vídeo institucional sobre a ASEMG falando sobre , as cinco décadas de trabalho árduo em prol do setor suinícola do Estado, seguido por um momento de homenagem a todos os ex-presidentes que passaram pela entidade e parceiros de longa data, que há anos apoiam para o desenvolvimento sustentável da atividade da suinocultura em Minas.

O presidente João Carlos Brettas Leite, iniciou a noite expressando sua alegria de fazer parte da história da ASEMG “Eu quero agradecer a toda diretoria por acreditar em mim para que eu possa ficar a frente e fazer parte da história da ASEMG. É um trabalho que realizamos todos juntos em prol de todo criador mineiro de suínos”, afirmou o presidente.

Em seguida, o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, realizou a posse da nova diretoria da ASEMG, que é formada por suinocultores dos mais diversos polos suinícolas do estado, sendo composta da seguinte forma:

 

Conselho Diretor :

 

 

Conselho Fiscal

 

 

Conselho Consultivo

 

Diretor Presidente: João Carlos Bretas Leite

Vice Diretor Presidente: Roberto Silveira Coelho

Diretor Financeiro: Fernando da Silva Araújo

Diretor Administrativo: Donizetti Ferreira Couto

Diretor Técnico e de meio ambiente: Luís Alberto Grigoletto

Diretor de Mercado: Armando Barreto Carneiro

 

Fernando César Soares

Jair Cepera

Ricardo dos Santos Bartholo

Conselho Fiscal Suplente

Mário Lúcio Assis

Marcelo Amaral

Manoel Teixeira Lopes

 

ASSUVAP – Patrícia Morari Mendes

ASTAP – Herlys Pereria Gomes

COGRAN – Francisco José de Aguiar Paixão

COOPEROESTE – Marcelo Gomes de Araújo

COOSUIPONTE – José Manoel Marcondes

SUINCO – Décio Bruxel

 

Foram cinco décadas de muito esforço e empenho na representação dos suinocultores de Minas Gerais. Uma história construída por pessoas que deram o melhor de si para o melhoramento de uma cadeia produtiva.

“Gostaria de parabenizar, em nome de toda Associação Brasileira de Suínos, você João, a ASEMG e todos os produtores mineiros, que merecem o respeito da produção brasileira nessa trajetória dos 50 anos, marcada por desafios e conquistas. A cadeia suinícola mineira e a brasileira colhem os frutos do empenho de vocês em busca do desenvolvimento da atividade. Parabéns pelas cinco décadas!”, felicitou o presidente da ABCS.

O diretor superintendente da Agroceres PIC, Alexandre Furtado de Rosa, realizou uma homenagem aos suinocultores de Minas, representado pelo presidente da ASEMG. “É uma emoção estar comemorando o aniversário da nossa querida ASEMG. É sempre bom enaltecer as iniciativas de vocês em construir essa entidade tão forte. Para nós é uma alegria participar como parceiros, pois a história da AGROCERES se confunde com a da suinocultura mineira. Parabéns ASEMG!”, disse Alexandre ao entregar a homenagem. 

Fonte: Assessoria
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Notícias COMÉRCIO EXTERIOR

Exportações do agronegócio em abril alcançam recorde para o mês, com US$ 14,86 bilhões

Valor pode ser explicado pela elevação dos preços dos alimentos no mercado internacional. Destaque foi para complexo soja, carnes e café

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As exportações do agronegócio brasileiro em abril totalizaram US$ 14,86 bilhões, valor recorde para o mês. O número representa alta de 14,9% em relação a abril de 2021.

De acordo com levantamento elaborado pela Secretaria de Comércio de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, a elevação dos preços dos alimentos no mercado internacional explica o incremento no valor das exportações, mesmo após queda no volume embarcado (-13,2%).

O agronegócio brasileiro registrou 51,5% de market share sobre o total exportado pelo Brasil. Os produtos exportados que mais se destacaram no mês de abril foram os do complexo soja (óleo, grão e farelo), carnes bovina e de frango e café.

As importações do setor foram de US$ 1,32 bilhão em abril (+14,8%), explicadas também pela expansão dos preços médios, que subiram 14,8%.

 

Complexo soja

O complexo soja (grãos, farelo e óleo) é o principal setor exportador do agronegócio brasileiro, com vendas de US$ 8,09 bilhões em abril deste ano. As exportações do setor foram influenciadas principalmente pela expansão dos preços médios de exportação, que subiram 41,4% em relação a 2021.

A soja em grão é o principal produto do setor e da pauta de exportação do agronegócio brasileiro. As exportações brasileiras de soja em grão foram de US$ 6,73 bilhões em abril de 2022 (+1%), com redução do volume exportado, de 16,1 milhões de toneladas em abril de 2021 para 11,5 milhões de toneladas em 2022 (-28,8%).

A China é a maior compradora de soja em grão do Brasil, com 7,5 milhões de toneladas (-35,2%), e representou 65,6% do total exportado.

As exportações de farelo de soja aumentaram de US$ 630,41 milhões em abril de 2021 para US$ 939,97 milhões em 2022 (+49,1%). A quantidade exportada subiu para 1,72 milhão de toneladas (+23,7%), enquanto o preço médio de exportação subiu 20,5%.

A União Europeia foi o principal destino de farelo de soja do Brasil, com US$ 434,60 milhões (+43,3%). Outros grandes importadores foram: Vietnã (US$ 133,74 milhões; +335,3%); Indonésia (US$ 121,87 milhões; +154,8%); e Tailândia (US$ 112,28 milhões; +15,5%).

Ainda no setor, as exportações de óleo de soja subiram para US$ 415,71 milhões no mês em análise (+81,3%). O volume vendido ao exterior subiu 24,6%, alcançando 260,2 mil toneladas.

 

Carnes bovina e de frango

As vendas externas de carnes alcançaram US$ 2,15 bilhões em exportações em abril de 2022. O valor foi 36,9% superior aos US$ 1,57 bilhão exportados no mesmo mês de 2021.

As exportações de carne bovina registraram o valor recorde de US$ 1,10 bilhão em abril (+56,2%), com expansão do volume exportado (+22,1%) e do preço médio de exportação (+27,9%).

A China também se destacou nas aquisições de carne bovina brasileira, com US$ 675,06 milhões (+118,3%) dos US$ 1,10 bilhão exportados. O montante representou 61,3% do valor total exportado. O segundo principal importador foram os Estados Unidos, com US$ 79,9 milhões (+22,7%).

Nas exportações de carne de frango, o valor alcançado é recorde para toda a série histórica, com US$ 802,80 milhões (+34,3%). A quantidade exportada de carne de frango subiu 5,6%, enquanto o preço médio de exportação subiu 27,2% comparado a abril de 2021.

Os principais países importadores foram: China (US$ 100,30 milhões; -1,1%); Emirados Árabes Unidos (US$ 90,16 milhões; +129,3%); Japão (US$ 84,49 milhões; +50,0%); e Arábia Saudita (US$ 76,43 milhões; +12,5%).

 

Café

O setor cafeeiro exportou US$ 734,16 milhões, valor 43,5% acima dos US$ 511,67 milhões de vendas externas em abril de 2021. De acordo com a análise da SCRI, o fator preço é preponderante para a elevação desse valor.

As vendas externas de café verde atingiram a cifra recorde de US$ 679,38 no mês estudado, aumento de 46,1% na comparação com os US$ 464,92 milhões exportados no mesmo mês em 2021.

As exportações recordes ocorreram em função do incremento de 82,7% no preço médio, pois a quantidade exportada caiu 20%.

A maior parte do café exportado pelo Brasil é remetido à União Europeia, que adquiriu US$ 406,99 milhões (+67,7%), ou seja, 59,9% do valor exportado.

O segundo maior importador foram os Estados Unidos, com registros de US$ 94,78 milhões (+8,1%) ou uma participação de 13,9% sobre o total.

Outro produto é o café solúvel, que teve elevação de 10,3% nas vendas externas, atingindo US$ 45,86 milhões. O preço médio de exportação subiu 26,0%, e queda do volume exportado de 12,4%.

 

Fonte: MAPA
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Notícias

Pecuária deve seguir dez megatendências até 2040 conforme pesquisador da Embrapa

Prosa de Pecuária tratou de sustentabilidade e desafios para a cadeia da carne bovina

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A complexidade vai marcar o futuro da pecuária brasileira. Este foi um dos conceitos que o pesquisador Guilherme Malafaia, coordenador do Centro de Inteligência da Carne Bovina da Embrapa Gado de Corte,  apresentou na 13ª Prosa de Pecuária, live realizada pelo Instituto Desenvolve Pecuária, em seu canal do Youtube, com o tema “Sustentabilidade e os desafios futuros para a cadeia produtiva da carne bovina”. Ele mostrou o que deverá ser a terceira onda da pecuária brasileira, nos próximos 20 anos, com um cenário de aumento da produção com redução da área ocupada, manutenção no mercado internacional como líder na produção e comercialização e também na exportação de genética.

Malafaia garante que o futuro da pecuária é promissor, apesar de um cenário negativo em algumas áreas. Ele apresentou à audiência um estudo realizado pela Embrapa Gado de Corte, em conjunto com o Ministério da Agricultura, que traz as dez megatendências para o setor para 2040, como o avanço de fármacos biológicos com menor resíduos no produto final, melhoramento genético e sanidade animal impactados pela biotecnologia e o diálogo cada vez maior com outras cadeias produtivas como grão e florestas.

Entre as tendências listadas, o pesquisador destacou duas que podem se transformar em um desafio para o produtor: a dos avanços tecnológicos, com o digital transformando toda a cadeia, e um apagão na mão de obra. Sobre o primeiro, ressaltou a necessidade de investimentos na área e atualização tecnológica. Sobre o segundo, apresentou o dado de que 87% da população brasileira é, atualmente, urbana. “Este é um desafio não só quantitativo, como também qualitativo, pois precisamos qualificar a pouca mão de obra que temos, incluindo o próprio dono do negócio”, afirmou.

“Acredito no boi verde e amarelo, que vai conquistar o mundo”, afirmou Malafaia. Contudo, o pesquisador garante que o produtor deve se preparar para uma terceira onda com um ciclo mais curto, cada vez mais integrada com outras cadeias de produção, com mais precisão, equilíbrio de emissões com menor pegada ambiental e hídrica. “E também gerando um produto padronizado, de alta qualidade para atender mercados altamente exigentes”, complementou.

Paulo Costa Ebbesen, vice-presidente do Instituto Desenvolve Pecuária, destacou que a palestra de Guilherme Malafaia foi uma aula sobre o futuro da atividade pecuária. “Tivemos uma ampla visão do que nos aguarda nas próximas décadas”, disse ele.

Fonte: Assessoria
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