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Caravana da liderança reúne mais de 2,1 mil produtores rurais
Em junho e julho, 3º Encontro Regional de Líderes Rurais percorreu 10 regiões do Paraná, estimulando a coesão da categoria e o fortalecimento do setor agropecuário.

Ao longo de quatro semanas, o Sistema Faep/Senar-PR colocou sua caravana na estrada. Formada por diretores e técnicos, a expedição passou por dez regiões do Estado, que receberam o 3º Encontro Regional de Líderes Rurais – Cultivando Conexões. Foram mais de 3,6 mil quilômetros percorridos, para levar aos produtores rurais conhecimentos sobre o funcionamento do sistema de representatividade, a atuação do Senar-PR e, principalmente, estimular o desenvolvimento de novos líderes no campo. Tudo isso deu novo fôlego e ampliou a coesão da categoria.
Os números expressivos atestam a importância da iniciativa. Os dez eventos somaram 2.140 pessoas. Mas pode-se considerar que os efeitos são potencializados, já que cada um desses participantes foi desafiado a atuar como agente multiplicador – ou seja, a compartilhar os conhecimentos adquiridos com outros produtores. A expectativa do presidente do Sistema Faep/Senar-PR, Ágide Meneguette, é de que essa mobilização se reverta em um “exército” no campo, em defesa dos interesses da categoria.
“Essas andanças mostram que estamos no caminho certo de multiplicar esse exército de pessoas, para que melhoremos a nossa representatividade na sociedade. Estamos dando novos passos para fortalecer esse trabalho conjunto. Temos que estar prontos para reivindicarmos os nossos direitos”, avalia Meneguette.

O presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR, Ágide Meneguette
A julgar pelo que se viu nos encontros, esse “exército” já vê a preparação de novos líderes. É o caso de Thais Vitória Prestes Pedroso, de 18 anos, que participou do encontro em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Filha de produtores rurais de Colombo, também na RMC, e aluna de curso de técnico agrícola, ela é frequentadora assídua de cursos do Senar-PR. Thaís fala com a desenvoltura de quem tem muito a contribuir com o setor agropecuário.
“A liderança sempre foi uma área em que atuei. Sempre mobilizo atividades no colégio, procuro levar novos cursos. Eu quero fazer a minha parte”, diz. “Além do conhecimento agregado para o produtor rural, os eventos proporcionam que a gente converse com outras pessoas, conhecendo outros produtores e outras rotinas”, acrescenta.
PSS
O Encontro Regional de Líderes Rurais não é uma ação isolada. A iniciativa faz parte do Programa de Sustentabilidade Sindical (PSS), lançado pelo Sistema Faep/Senar-PR em 2018, após o fim da contribuição sindical compulsória. Com o programa, a entidade vem estimulando os sindicatos rurais a pensarem em soluções que estreitem laços com os produtores e, de quebra, tragam sustentabilidade financeira às entidades. Em outra via, o PSS vem investindo na formação de novas lideranças e na capacitação de mobilizadores, funcionários e gestores de sindicatos rurais. A ideia é que os sindicatos sejam a porta de entrada para novos líderes.
sso ocorreu com o fruticultor Rogério Negoseki que, alguns anos atrás, bateu à porta do Sindicato Rural de São José dos Pinhais, na RMC, em busca de capacitação. Essa aproximação não só resultou na otimização da sua produção de morangos e na gestão da propriedade, mas também provocou a aproximação com o sistema sindical rural.
Em 2019, Negoseki participou do curso-piloto “Liderança Rural”, dentro do PSS. A partir dali, o fruticultor passou, cada vez mais, a participar das tomadas de decisão da categoria em sua região. Hoje, Negoseki é um dos diretores do sindicato rural e de uma cooperativa de fruticultores do município. “Oportunidades, como as desse encontro, abrem a mente da gente para coisas novas, para coisas que podemos agregar na vida e também em prol da coletividade. A gente sai diferente desses encontros”, define o fruticultor. “O produtor precisa de alguém que o represente. E essa representação se faz pelo sindicato”, aponta.
Evento
O encontro se estruturou em três blocos. Sob o tema “Liderança”, conduzido pelo consultor Claudinei Alves, a dinâmica estimulou os participantes a refletirem a representatividade a partir de um problema real: a recente tentativa do governo do Paraná de taxar produtores por meio de um Projeto de Lei, enviado à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) no final do ano passado, que prevê a criação de um fundo de manutenção às estradas. A proposta deveria tramitar em regime de urgência.
O setor agropecuário, no entanto, se mobilizou rapidamente. A Faep acionou sindicatos rurais que, por sua vez, conclamaram produtores rurais de suas bases e pressionar os deputados estaduais. Paralelamente, a Federação promoveu uma interlocução direta com os parlamentares, apontando que o projeto oneraria o agronegócio e que a medida seria injusta, já que previa que apenas um setor da sociedade arcasse com os custos. A pressão deu certo: o governo retirou a urgência do projeto.
“Esse foi um exemplo claro. Como nosso setor reagiu, as autoridades acharam por bem retirar a urgência. Isso mostra que se não tivéssemos reagido de forma organiza da, poderíamos estar pagando uma taxa injusta. Precisamos estar cada vez mais organizados e com participação na sociedade, para termos boa representação e não sermos penalizados”, aponta Meneguette.
A partir desse exemplo, Alves esmiuçou o funcionamento do sistema de representatividade, que começa pelos sindicatos rurais (em âmbito municipal), passa pela Federação (que exerce a representação estadual) até a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende os interesses da categoria em nível nacional.
A agricultora Mônica Ienkot, por exemplo, ficou satisfeita com os conhecimentos adquiridos ao longo da dinâmica. Produtora de camomila em São José dos Pinhais, na RMC, ela pretende ficar ainda mais atenta em relação aos temas que impactam o setor.
“Me sinto motivada a participar mais, pela importância das informações abordadas. Esse tema da taxação foi excelente. É superimportante a nossa atuação”, completa.

A estudante Thaís Vitória Prestes Cardoso
Chamado “Aprendizagem”, o segundo bloco teve como foco a capacitação do setor agropecuário. Em dinâmica conduzida pelos técnicos do Departamento Técnico (Detec) do Sistema Faep-Senar-PR Alexandre Lobo Blanco e Helen Raksa, os participantes puderam compreender a fundo o trabalho de mobilização dos sindicatos para viabilizar a oferta de cursos nos 399 municípios do Paraná.
Por fim, o coordenador do Departamento Técnico e Econômico (DTE), Jefrey Albers, e o gerente do Departamento de Planejamento e Controle, Henrique Salles Gonçalves, fizeram uma apresentação focada na “Representatividade”. Eles aprofundaram conceitos trazidos no primeiro bloco, comparando o sistema sindical com uma pirâmide: na base, estão os produtores rurais; na camada seguinte, os sindicatos rurais; em seguida, a Federação; e, no topo, a CNA.
Mulheres são quase 60% nos eventos
Nos salões em que se realizaram os dez eventos, mais uma vez elas não passaram despercebidas. As mulheres foram maioria no 3º Encontro Regional de Líderes Rurais – Cultivando Conexões, respondendo por 58% das participações. Em algumas regiões, a presença feminina foi ainda mais significativa: em Campo Mourão, no Noroeste do Estado, 70% dos presentes eram mulheres; em Pato Branco, no Sudoeste, e em Toledo, Oeste, o público feminino foi de 63% do total.
Na programação, elas tiveram um momento exclusivo. Em cada município, uma das integrantes da Comissão Estadual de Mulheres da FAEP (CEMF) falou sobre a atuação do colegiado, que tem se destacado pela participação e representatividade em todo o Paraná. Ao fim de cada apresentação, as mulheres entoavam o grito-símbolo do grupo: “O Paraná precisa de nós!”.
Além de sua atuação, a CEMF tem estimulado a formação de grupos municipais. Hoje, o Paraná conta com 61 comissões locais de mulheres, que somam mais de 2 mil participantes. “A meta é chegarmos a 100 comissões locais de mulheres, para fortalecer, cada vez mais, a nossa representatividade. Sonho em ver essas comissões, por exemplo, discutindo em nível municipal como vamos melhorar o ensino, a saúde e o atendimento da sociedade. Tudo isso, por meio da representação”, aponta Ágide Meneguette, presidente do Sistema Faep-Senar-PR.

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Unidades da Embrapa passam a usar IA para gerar recomendações técnicas no campo
Projetos como o SORaIA e o Semear Digital integram dados de solo, clima e genética para gerar recomendações técnicas, simulações produtivas e ferramentas digitais voltadas à decisão no campo e à inclusão da agricultura familiar.

Quatorze unidades de pesquisa da Embrapa ampliam o uso de inteligência artificial (IA) generativa a fim de desenvolver e validar soluções tecnológicas para os sistemas agroalimentares e florestais no Brasil. Estratégica para apoiar a tomada de decisão, a tecnologia se incorpora à construção de modelos integrados nas bases de conhecimento da Empresa, com potencial de escalabilidade, replicação e geração de recomendações prescritivas adaptadas às demandas do setor agropecuário.
Com aplicações que vão da organização e análise de grandes volumes de dados à simulação de cenários produtivos, a tecnologia contribui para agilizar a pesquisa, orientar decisões, qualificar recomendações no campo, impulsionar a inovação em sistemas agropecuários e ampliar o acesso ao conhecimento, em integração com ferramentas da agricultura digital.

Fotos: Shutterstock
O uso de IA na pesquisa agropecuária é uma evolução do que já é feito há décadas na Embrapa na análise de dados históricos para reduzir incertezas sobre a atividade agropecuária pela via da agricultura digital e de precisão.
Segundo Kleber Sampaio, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital (SP), o domínio desse conhecimento é também um avanço em relação à IA preditiva, já utilizada no contexto científico da Empresa. “Enquanto a primeira antecipa cenários a partir de dados históricos, a generativa utiliza esses mesmos dados para produzir conteúdos, simulações e recomendações inéditas. É uma inovação no uso de informações geradas pela pesquisa agropecuária”, diz.
Exemplos do uso da IA generativa na agropecuária incluem a aceleração da pesquisa científica ao gerar relatórios técnicos e apoiar a revisão de literatura, além da organização de grandes volumes de dados experimentais. A tecnologia também contribui para a tomada de decisão no campo, por meio da simulação de cenários de clima, produtividade e manejo, da geração de recomendações personalizadas e da integração de dados de solo, clima e genética.
Outros destaques são o desenvolvimento de soluções inovadoras, como a simulação do crescimento de culturas, o apoio ao melhoramento genético e a criação de novos modelos preditivos. E, ainda, a pesquisa que desenvolveu método que usa laser e inteligência artificial para estimar, em uma única análise, a densidade do solo e o teor de carbono.
Inovação nas ferramentas digitais
O pesquisador Kleber Sampaio, que é o líder do projeto Soluções recomendativas e generativas baseadas em IA para aumento da eficiência, qualidade e resiliência produtiva (SORaIA), vê na IA uma aliada cada vez mais estratégica no apoio a decisões.
O projeto prevê o estímulo à produção de artigos científicos e a consolidação de acervos de dados estruturados para treinamento de modelos e reuso. O desenvolvimento de ferramentas digitais acessíveis, associado à qualificação de equipes técnicas e institucionais no uso dessas tecnologias, também é alvo da iniciativa.
“É improvável que alcancemos a fronteira do conhecimento utilizando um instrumental metodológico ou técnico já superado”, avalia Inamasu. Segundo ele, é importante que tanto as ferramentas de softwares e de hardwares quanto os especialistas estejam constantemente atualizados.
Vale destacar que as pesquisas nessa área na Embrapa asseguram que os algoritmos sigam padrões éticos em âmbito nacional e internacional em questões como a privacidade de dados sensíveis, prevista na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Patrimônio intelectual
A expansão planejada por meio de iniciativas como os projetos SORaIA e Semear Digital encontra respaldo nas análises do grupo de trabalho que apresentou recomendações para o avanço da IA generativa na instituição, como pontua Viviane Cavalcanti, que liderou o grupo de trabalho no âmbito da GCI.
De acordo com Cavalcanti, aliar inovação tecnológica à segurança jurídico-institucional, implantar governança permanente, além de investir em um processo dinâmico de curadoria e validação de dados também foram recomendados. “Essa visão estratégica inclui a proposta de um marketplace de contexto para proteger o patrimônio intelectual da Embrapa de forma soberana.”, argumenta.
O digital na agricultura familiar
Explorar a transformação digital em seu potencial de reduzir assimetrias de mercado é o propósito do projeto de inclusão socioprodutiva e digital da Embrapa e parceiros, o Semear Digital, criado em 2023 e idealizado pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá. A iniciativa apoia a chegada de tecnologias emergentes a dez municípios brasileiros, denominados Distritos Agrotecnológicos (DATs).
O projeto é coordenado pela Embrapa Agricultura Digital com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). As equipes são constituídas por especialistas de 13 centros de pesquisa da Embrapa e de sete instituições fundadoras, além de 24 parceiros, somando 90 pesquisadores, incluindo 43 bolsistas. O trabalho já resultou em 160 publicações técnico-científicas que envolvem 15 cadeias produtivas.
Arte: Alexandre Adas
Entre os eixos de atuação estão: conectividade; IA e sensoriamento remoto; automação e agricultura de precisão; rastreabilidade e certificação digital. Também inclui parcerias e comunicação para constituir o ecossistema local necessário para a continuidade das ações.
O robô SEEmear (foto), baseado em imageamento georreferenciado para a contagem automatizada de frutos em pomares, é um exemplo. A automação de etapas da colheita é a expectativa de pequenos produtores de maçã em Vacaria (RS), para reduzir os impactos da escassez da mão de obra e da penosidade da atividade. “As pessoas têm a percepção de que os produtores são muito refratários. Isso não é verdade. Se a tecnologia, de fato, trouxer benefícios, eles ficarão muito felizes por adotá-la,” avalia Barbedo. O pesquisador instalou experimento com antenas de monitoramento climático para detectar doenças do trigo no DAT de São Miguel Arcanjo.
Em 2025, a metodologia de atuação do Semear Digital começou a ser replicada na Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai em iniciativa com duração de três anos, no âmbito do Programa de Cooperação Internacional para a Agricultura do Cone Sul (Procisur).
A agricultura digital também apoiará a retomada econômica da área rural na bacia do Rio Doce, junto a comunidades rurais atingidas pelo rompimento da Barragem de Fundão, ocorrido em 2015 em Mariana (MG). A ação compõe o Rio Doce Semear Digital, um dos braços do principal projeto. Nesse caso, a atuação da Embrapa está vinculada à Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), que executa quatro eixos do Novo Acordo do Rio Doce.
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Moatrigo 2026 reúne 450 participantes e aprofunda debate sobre desafios da cadeia do trigo
Workshop destacou tendências globais, retração produtiva no Brasil e impactos diretos para a indústria moageira.

O Moatrigo 2026 reuniu cerca de 450 participantes da cadeia moageira em um encontro dedicado a debates estratégicos, análises de mercado e conteúdo técnico. O workshop foi realizado na segunda-feira (13), pelo Sinditrigo-PR, em Curitiba, e reforçou a posição do evento entre os principais fóruns do setor do trigo no Brasil, com aumento de participação e densidade técnica a cada edição.
Na avaliação dos especialistas que compartilharam suas análises no Moatrigo, há consenso sobre o momento desafiador vivido pelos moinhos, com um cenário internacional atual de oferta elevada, redução expressiva da área plantada no Brasil e desafios de qualidade na safra argentina. No curto prazo, os contratos futuros já indicam alta, sustentados por uma safra mundial menor, pela redução histórica da área plantada nos Estados Unidos e pelo aquecimento dos preços na Argentina.
No Brasil, o quadro é mais sensível. A temporada 25/26 deve fechar com cerca de 7,1 milhões de toneladas importadas, e a estimativa é que a nova safra 2026/27 deve produzir apenas 6,5 milhões, volume muito inferior ao potencial já demonstrado pelo país. O Paraná, perdendo área para milho safrinha e cevada, também deve precisar importar em 2026/27, algo em torno de 1,8 milhão de toneladas. No ciclo 2026/27, a projeção da necessidade nacional de importação pode chegar a 8,2 milhões de toneladas.
A Argentina permanece como principal origem, mas sua safra, embora volumosa, apresentou proteína média de 11,2% e glúten úmido de 20,9%, exigindo complementar blends com trigos de outras origens, mais caros. Como país estruturalmente importador, o Brasil não forma preço e convive com custos elevados mesmo quando há oferta global confortável. Os debatedores destacaram ainda uma projeção de dois anos pela frente de aumento estrutural de custos, agravado pelo risco climático, pela baixa atratividade ao produtor e pela limitação de investimentos.
Espaço necessário para debate e atualização
“A cada edição, percebemos o quanto o Moatrigo se fortalece como um espaço necessário. O que torna o evento especial é a combinação entre público técnico, discussões estratégicas e a troca qualificada de experiências. Reunir quase 450 profissionais neste ano confirma que o setor está empenhado em buscar caminhos consistentes, atualizados e colaborativos para enfrentar um cenário cada vez mais complexo”, afirmou Paloma Venturelli, presidente do Sinditrigo-PR.
O encontro também evidenciou a importância do networking qualificado, um dos pontos mais valorizados pelos participantes. Profissionais de diferentes regiões aproveitaram o ambiente para trocar percepções, aprofundar relações institucionais e ampliar conexões que fortalecem toda a cadeia. “No Moatrigo, essas interações não acontecem à margem da programação: elas fazem parte do valor do evento e contribuem diretamente para a construção de soluções e parcerias em um momento em que a indústria demanda cooperação e leitura conjunta de cenário”, ressaltou Paloma, que já confirmou a realização da edição 2027 do evento, provavelmente em março do ano que vem.
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Rio Grande do Sul inicia censo para mapear agroindústrias familiares
Levantamento deve alcançar mais de 4 mil empreendimentos e orientar políticas públicas.

O governo do Rio Grande do Sul iniciou, nesta terça-feira (14), a aplicação do Diagnóstico Socioeconômico do Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), com o objetivo de mapear a realidade de mais de 4 mil agroindústrias familiares no Estado. A primeira entrevista foi realizada em Estância Velha, na agroindústria Sabores do Rancho Laticínio Artesanal.

Secretário Gustavo Paim realizou a aplicação do primeiro censo na Agroindústria Sabores do Rancho em Estância Velha
Batizado de Censo das Agroindústrias Familiares, o levantamento vai reunir informações sobre gestão, sucessão familiar, qualidade de vida, nível de inovação e perspectivas futuras dos empreendimentos rurais.
A ação é coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Emater-RS/Ascar e o Departamento de Economia e Estatística (DEE). A proposta é gerar uma base de dados que auxilie na formulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, o diagnóstico permitirá identificar demandas específicas dos produtores. A partir dessas informações, o governo pretende direcionar ações com maior precisão, focadas na qualificação da produção e no desenvolvimento das agroindústrias familiares.
O presidente da Emater-RS/Ascar, Claudinei Baldissera, destacou que o levantamento também deve aprimorar o atendimento técnico no campo. Com dados mais detalhados, a expectativa é ampliar a atuação da assistência técnica e identificar novas oportunidades para os produtores.
A primeira entrevista foi realizada com a produtora Rafaela Jacobs, proprietária da Sabores do Rancho, agroindústria que produz queijos coloniais, iogurtes e sorvetes artesanais. Ela ressaltou que iniciativas como o censo contribuem para dar visibilidade ao setor e incentivar a permanência das famílias no meio rural.
O Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf) reúne empreendimentos que podem participar de feiras promovidas pelo governo estadual. Em 2025, o programa atingiu a marca de 2 mil agroindústrias certificadas, consolidando sua atuação no fortalecimento da agricultura familiar no Rio Grande do Sul.




