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CAR: Não fazer vai sair mais CARO

Produtor que não fizer o Cadastro Ambiental Rural até 05 de maio perde diversos benefícios que estão previstos no novo Código Florestal Brasileiro

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Acesso ao crédito rural e financiamentos, planejamento do imóvel rural, acesso ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), obtenção do licenciamento ambiental. Esses são somente alguns dos benefícios proporcionados pelo novo Código Florestal Brasileiro, direitos certos para todos os produtores rurais do Brasil, certo? Errado. O produtor que não fizer o Cadastro Ambiental Rural (CAR) até 05 de maio perde todos esses direitos, além de tantos outros. E mesmo com essa possibilidade, ainda há diversos produtores em todo o país que ainda não regularizaram suas propriedades.

O Sul do país é uma das regiões com menos propriedades cadastradas, com somente 33,1%, seguido pelo Nordeste (37,3%). Já o Norte é a região com o maior número de registros (82,7%). Logo atrás vêm o Sudeste (65,2%) e o Centro-Oeste (64,1%). Segundo dados do Serviço Florestal Brasileiro, do Ministério do Meio Ambiente, até o fim de janeiro 66,1% de áreas de todo o país já haviam sido cadastradas, o que corresponde a 2,3 milhões de imóveis rurais e uma área de 263 milhões de hectares. Os Estados com maior número de cadastro são Minas Gerais, São Paulo e Paraná, respectivamente.

O Cadastro Ambiental Rural é uma oportunidade única para o produtor regularizar ambientalmente sua propriedade, afirma a engenheira agrônoma e técnica em Meio Ambiente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), Carla Beck. Segundo ela, o produtor que perder o prazo do cadastro perde também muitos benefícios já a partir de 2017. “A partir do ano que vem, os bancos exigirão o CAR para realizar financiamentos rurais. Cartórios também vão pedir o documento para alterações na propriedade, cooperativas e prefeituras também, além de todos os benefícios ofertados de áreas consolidadas que serão perdidos pelo produtor. É como se fosse uma carteira de identidade da propriedade”, expõe.

Para a profissional, o baixo número de cadastros feitos é preocupante. “Falta pouco tempo para o final do prazo e ainda há muitas propriedades há serem cadastradas. Há locais em que menos de 20% das áreas foram cadastradas. Então é preciso que o produtor rural que ainda não fez, procure os órgãos competentes e faça o quanto antes”, comenta.

“É importante que o produtor não deixe para fazer na última hora, pois podem acontecer diversos imprevistos, como queda ou congestionamento do sistema, ou mesmo alguma pessoa despreparada pode realizar o cadastro, fazendo algo errado e invalidando a ação”, explica o engenheiro agrônomo e consultor Marcos Augusto da Costa.

Costa reforça que o prazo final não deverá ser estendido. “É muito difícil que isso (mais prazo) aconteça, pois envolveria diversos outros fatores. A lei em que está o CAR permitia somente uma vez a extensão do prazo e isso já aconteceu, de 2015 para 2016. É importante que o produtor faça o cadastro para garantir seus direitos”, afirma. Segundo ele, para que o prazo fosse estendido novamente, uma nova lei deveria ser feita e passar novamente por todos os trâmites necessários para ser aprovada e então entrar em vigor.

Consequências

Além dos diversos benefícios que o produtor rural perde, ele também poderá sofrer sanções, como advertências ou multas, além de não poder mais obter nenhuma autorização ambiental ou crédito rural. Além disso, somente com o CAR será possível aderir ao Programa de Regularização Ambiental, que permitirá obter o uso consolidado de Áreas de Preservação Permanente.

 

Mais Informações você pode conferir na edição impressa de março/abril de Bovinos ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Boi gordo enfrenta semanas de instabilidade e pressão nas cotações

Recuo de até R$ 13/@ reflete um mercado mais sensível antes do período de maior consumo.

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Foto: Ana Maio

A possibilidade de novas medidas protecionistas da China voltou a gerar incerteza no mercado pecuário brasileiro. O país asiático, principal destino da carne bovina do Brasil, estaria avaliando restringir a entrada do produto, mas não há qualquer confirmação oficial até o momento. Mesmo assim, os rumores foram suficientes para pressionar os contratos futuros do boi nas últimas semanas.

As especulações ganharam força no início de novembro, indicando que Pequim poderia retomar o movimento iniciado em 2024, quando alegou excesso de oferta interna para reduzir as importações. A decisão, que inicialmente seria tomada em agosto de 2025, foi adiada para novembro, ampliando a cautela dos agentes e intensificando a queda na curva futura: em duas semanas, os contratos recuaram entre R$ 10 e R$ 13 por arroba.

Foto: Gisele Rosso

Com a China respondendo por cerca de 50% das exportações brasileiras de carne bovina, qualquer redução nos embarques tende a impactar diretamente os preços do boi gordo, especialmente em um momento de forte ritmo de produção.

Apesar da tensão, o cenário de curto prazo permanece positivo. A demanda doméstica, reforçada pela sazonalidade do fim de ano, e o recente alívio nas barreiras impostas pelos Estados Unidos ajudam a sustentar as cotações. Caso os abates não avancem mais de 10% em novembro e dezembro, a disponibilidade interna deve ficar abaixo da registrada em outubro, movimento que favorece a recuperação dos preços da carne nos próximos 30 dias.

Para 2026, as projeções seguem otimistas para a pecuária brasileira. A expectativa é de menor oferta de animais terminados, custos de produção mais competitivos e demanda externa firme, em um contexto de queda da produção e das exportações de concorrentes, especialmente dos Estados Unidos. A principal atenção fica por conta do preço da reposição, que subiu de forma expressiva e exige valores mais ajustados na venda do boi gordo para assegurar a rentabilidade na terminação.

Fonte: O Presente Rural com informações Consultoria Agro Itaú BBA Agro
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Novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável busca impulsionar produção de leite no Noroeste de Minas Gerais

Assistência técnica, pesquisa aplicada e melhorias genéticas a 150 propriedades familiares, com foco em produtividade, sustentabilidade e fortalecimento da cadeia leiteira no Noroeste mineiro até 2028.

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Foto: Carlos Eduardo Santos

O fortalecimento e a ampliação da produção de leite de produtores de Paracatu (MG), de forma sustentável, eficiente e de qualidade, ganharam impulso com o início do novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável, desenvolvido em parceria entre a Embrapa Cerrados e a Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu (Coopervap).

O projeto é desenvolvido no âmbito do Programa Mais Leite Saudável (PMLS) do MAPA desde 2020. O Programa Mais Leite Saudável é um incentivo fiscal que permite a laticínios e cooperativas obter até 50% de desconto (crédito presumido) no valor de PIS/Pasep e COFINS relativo à comercialização do leite cru utilizado como insumo, desde que desenvolvam projetos que fortaleçam e qualifiquem a cadeia produtiva por meio de ações diretas junto aos produtores.

O treinamento dos técnicos recém-selecionados foi realizado no fim de outubro, e as primeiras visitas às propriedades ocorreram no início de novembro. Essa é a terceira fase do projeto, que conta com o acompanhamento do pesquisador José Humberto Xavier e do analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, Carlos Eduardo Santos.

O projeto articula as dimensões de assistência técnica e pesquisa e atuará nessa etapa com uma rede de 150 propriedades rurais familiares, que receberão acompanhamento de três veterinários e dois agrônomos, seguindo o modelo implantado em 2020. A equipe da Embrapa atua na capacitação técnica e metodológica dos técnicos e na condução de testes de validação participativa de tecnologias promissoras junto aos agricultores da rede.

A nova etapa, prevista para ser concluída em 2028, busca desenvolver alternativas para novos sistemas de cultivo com foco na agricultura de conservação, oferecer apoio técnico ao melhoramento genético dos animais de reposição com o uso de inseminação artificial e ampliar o alcance dos resultados já obtidos, beneficiando mais agricultores familiares e contribuindo para o desenvolvimento regional.

Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, José Humberto Xavier, os sistemas de cultivo desenvolvidos até agora melhoraram o desempenho das lavouras destinadas à alimentação do rebanho, mas ainda são necessários ajustes para reduzir a perda de qualidade do solo causada pelo preparo convencional e pela elevada extração de nutrientes advinda da colheita da silagem, além de evitar problemas de compactação quando o solo está úmido. Ele destaca também os desafios de aumentar a produtividade e reduzir a penosidade do trabalho com mecanização adequada.

O analista Carlos Eduardo Santos ressaltou a importância de melhorar o padrão genético do rebanho. “A reposição das matrizes é, tradicionalmente, feita pela compra de animais de outros rebanhos. Isso gera riscos produtivos e sanitários, além de custos elevados. Por isso, a Coopervap pretende implementar um programa próprio de reposição, formulado com base nas experiências dos técnicos e produtores ao longo da parceria”, afirmou.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
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Curso gratuito da Embrapa ensina manejo correto de resíduos na pecuária leiteira

Capacitação on-line orienta produtores a adequar propriedades à legislação ambiental e transformar dejetos em insumo seguro e sustentável.

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Foto: Julio Palhares

Como fazer corretamente o manejo dos dejetos da propriedade leiteira e adequá-la à legislação e à segurança dos humanos, animais e meio ambiente? Agora, técnicos e produtores têm à disposição um curso on-line, disponível pela plataforma de capacitações a distância da Embrapa, o E-Campo, para aprender como realizar essa gestão. A capacitação “Manejo de resíduos na propriedade leiteira” é gratuita e deve ocupar uma carga horária de aproximadamente 24 horas do participante.

O treinamento fecha o ciclo de uma série de outros cursos relacionados ao manejo ambiental da atividade leiteira: conceitos básicos em manejo ambiental da propriedade leiteira e manejo hídrico da propriedade leiteira, também disponíveis na plataforma E-Campo.

De acordo com o pesquisador responsável, Julio Palhares, identificou-se uma carência de conhecimento sobre como manejar os resíduos da atividade leiteira para adequar a propriedade frente às determinações das agências ambientais. “O correto manejo é importante para dar qualidade de vida aos que vivem na propriedade e no seu entorno, bem como para garantir a qualidade ambiental da atividade e o uso dos resíduos como fertilizante”, explica Palhares.

A promoção do curso ainda contribui para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), como as metas 2 e 12. A 2 refere-se à promoção da agricultura sustentável de produção de alimentos e prevê práticas agropecuárias resilientes, manutenção dos ecossistemas, fortalecimento da capacidade de adaptação às mudanças climáticas, etc. O ODS 12 diz respeito ao consumo e produção responsáveis, principalmente no que diz respeito à gestão sustentável.

O treinamento tem oferta contínua, ou seja, o inscrito terá acesso por tempo indeterminado.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sudeste
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