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Suínos

Capal premia destaques da suinocultura e reforça incentivo à eficiência produtiva

Programa reconhece produtores com melhor desempenho técnico e estimula evolução contínua nas granjas.

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Foto: Ana Cláudia Pereira

No mês de janeiro, aconteceu a primeira premiação do Programa Melhores da Suinocultura, promovido pela Capal Cooperativa Agroindustrial. A iniciativa, que tem o objetivo de mostrar os resultados técnicos da produção, reconhecer o trabalho dos produtores e incentivar a transparência e a melhoria contínua do sistema, reconheceu seis cooperados.

Durante o ano de 2025, os resultados zootécnicos da produção foram coletados para a análise, cuja premiação foi dividida em diferentes categorias, como Unidade de Produção de Leitões (UPL), Ciclo Completo e Unidade de Terminação (UT).

Desenvolvimento constante e apoio ao produtor

Na premiação, as lideranças da Capal reforçaram que o reconhecimento vai além dos resultados técnicos, mas representa evolução contínua e compromisso com a atividade.

Para Nisley Travaini, coordenador de Assistência Técnica – Suínos, o intuito é incentivar o crescimento de cada produtor. “Que todos saiam daqui mais motivados do que chegaram. O verdadeiro desafio não é superar os outros, é superar a si mesmo”, afirmou durante o evento de premiação.

O presidente do Conselho de Administração da Capal, Erik Bosch, enfatizou o papel da cooperativa no apoio à modernização das granjas e no acompanhamento técnico constante: “Não tenham medo de investir em equipamentos. Nesse sentido, a equipe da suinocultura está à disposição para fazer um ótimo trabalho, no acompanhamento dos produtores”.

Já a diretora industrial, Valquíria Demarchi Arns, ressaltou o significado do momento de celebração. Para ela, a participação no evento demonstra o empenho e a dedicação dos suinocultores ao longo do ano. “É um orgulho ver a casa cheia, com tantas pessoas que se dedicaram, se esforçaram, para ver os resultados deste programa. Temos o momento para trabalhar, mas também para comemorar”, ressaltou.

Vencedores 2025

Na categoria UPL (Unidade Produtora de Leitões), os vencedores foram, respectivamente, primeiro e segundo lugar, Cornellis Hoogerheide Neto e Henk Salomons. Stieven Elgersma foi reconhecido na categoria Ciclo Completo. Na categoria Unidade de Terminação Aurora, Luan Pot ficou em primeiro lugar e Johannes Bosch, em segundo. Leonardo Noordegraaf ficou em primeiro lugar na categoria Unidade de Terminação – Compra e Venda.

Cada categoria tem critérios de avaliação específicos, como percentual de mortalidade; conversão alimentar; pontuação no check-list do Sistema Aurora Coop; participação em palestras técnicas; entrega de resíduos no programa Descarte Certo; atualização de informações no aplicativo; entre outros.

Fonte: Assessoria Capal

Show Rural

Show Rural exibe robô alimentador de suínos

Sistema analisa dados zootécnicos e comportamentais para reduzir perdas, ajustar ambiência e apoiar decisões rápidas nas granjas.

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Foto: Divulgação/Show Rural

O 38º Show Rural Coopavel destaca a suinocultura em um pavilhão repleto de inovações que prometem revolucionar a gestão de granjas. A principal atração é a demonstração de um robô alimentador de suínos, uma tecnologia de ponta que integra inteligência artificial e visão computacional para otimizar a produção.

O supervisor de Fomento de Suínos da Coopavel, Gustavo Bernart, ressalta a importância do equipamento. “Esse robô não apenas monitora o consumo de ração nas baias, mas também realiza a pesagem automática dos animais por meio de câmeras. Isso permite uma melhor conversão alimentar e padroniza o peso para a indústria”, ressalta.

Foto: Divulgação/Show Rural

Além disso, o sistema analisa o comportamento dos suínos, permitindo que o produtor, via smartphone ou tablet, tome decisões rápidas e eficazes, como identificar animais doentes ou ajustar a ambiência, reduzindo perdas e otimizando o manejo.

Além do robô, o pavilhão apresenta painéis controladores da qualidade da água, importante para a saúde dos animais e soluções avançadas em ambiência, que garantem o conforto térmico e o bem-estar dos suínos, resultando em melhor desempenho. “Muitas granjas ainda carecem de inovações em ambiência. Trouxemos tecnologias que tornam esse aspecto mais atrativo e eficiente para o produtor”, comenta Bernart.

A receptividade do público tem sido muito boa. “Produtores e até mesmo empresários de outros setores demonstram grande interesse em entender o potencial de investimento e as práticas inovadoras da suinocultura”, expôs.

Como funciona?

O robô faz todo o acompanhamento de consumo de ração nas baias, determinado pela própria Coopavel para a parte de consumo de ração e estímulo dos animais. É dotado de câmeras que fazem a leitura de indicadores importantes sobre a saúde do animal. Isso ajuda tanto no processo para fazer uma melhor conversão alimentar quanto até para a indústria em trazer os animais com um peso padrão. Além disso faz outra leitura, do comportamento desse animal.

O produtor numa tela de celular ou num tablet consegue ver tanto o consumo de ração, peso dos animais e comportamento, fazendo com que ele tome uma ação mais rápida num tratamento mais efetivo, melhorando a ambiência. “Então tudo isso é uma inovação dentro do Show Rural”, menciona Bernart.

Há ainda painéis controladores de qualidade de água oferecida aos animais.

Fonte: Assessoria Show Rural
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Suínos

Doença do Edema amplia impactos silenciosos na suinocultura e exige estratégias preventivas

Presença da Verotoxina pode comprometer desempenho produtivo mesmo sem sinais clínicos, elevando perdas econômicas nas granjas.

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Foto: Shutterstock

Artigo escrito por Daniela Bruna Ferrandin, global Product Manager Latam Hipra; Rafael Cé Viott, technical Services Hipra

A Doença do Edema (DE) é tradicionalmente reconhecida como uma enfermidade que acomete leitões após o desmame, sendo causada por cepas patogênicas de Escherichia coli (E. coli) que colonizam o intestino delgado e possuem a capacidade de produzir a toxina Shiga 2e, também conhecida como Verotoxina 2e (Vt2e). Essas cepas são transmitidas principalmente pela via fecal-oral, a partir de um ambiente previamente contaminado, por meio de água, alimento ou equipamentos, o que torna sua disseminação dentro das granjas um desafio constante.

Uma vez produzida, a Verotoxina tem a capacidade de atravessar a barreira intestinal e alcançar a corrente sanguínea, onde se liga a receptores específicos presentes nas células endoteliais dos vasos sanguíneos. Essa ligação desencadeia uma série de lesões que resultam em extravasamento de líquidos e formação de edemas em diferentes tecidos e órgãos. Os sinais clínicos clássicos da Doença do Edema incluem inchaço das pálpebras e da face, espirros, dificuldade respiratória, incoordenação motora e, em muitos casos, morte súbita de leitões, com ou sem manifestação prévia de sinais clínicos.

Figura1 : Graduação de necrose de orelha presente em leitões vacinados.

A enfermidade ocorre com maior frequência entre 3 e 10 dias pós-desmame, podendo também afetar animais nas semanas finais da fase de creche e início de terminação. A mortalidade pode variar de 10% a 30% nos surtos clínicos, podendo ultrapassar 50% em casos agudos não controlados. Essas perdas diretas, somadas à redução no ganho de peso e ao aumento da variabilidade entre lotes, geram impactos econômicos expressivos sobre a rentabilidade da produção.

No entanto, a manifestação clínica representa apenas a face mais visível de uma condição muito mais complexa. A Verotoxina também pode desencadear uma enterotoxemia subclínica, atualmente reconhecida como Síndrome Associada à Verotoxina (SAV). Nessa forma, os animais aparentam estar saudáveis, mas sofrem com alterações intestinais e vasculares silenciosas, resultando em perdas produtivas significativas. Estudos demonstram que baixas concentrações da toxina são capazes de comprometer a permeabilidade e a integridade da mucosa intestinal, reduzindo a absorção de nutrientes, a eficiência alimentar e o ganho de peso.

Além disso, as lesões vasculares e intestinais provocadas pela Verotoxina aumentam a suscetibilidade a infecções bacterianas secundárias, devido à perda da barreira epitelial intestinal. Em nível vascular, a toxina pode induzir microangiopatia trombótica, interferindo na coagulação sanguínea e resultando em isquemia e necrose de extremidades como cauda e orelhas — sinais de causas multifatoriais, frequentemente subestimados, mas que refletem o dano sistêmico provocado pela toxina.

Tabela1 : Peso de abate de leitões vacinados.

Detecção e controle

A detecção da Verotoxina pode ser realizada de maneira prática e não invasiva, por meio da coleta de fluido oral ou amostras de fezes, permitindo identificar lotes sob risco mesmo na ausência de sinais clínicos. A confirmação da presença da toxina é um indicador direto da circulação de cepas patogênicas de E. coli, orientando a necessidade de adoção de medidas de controle específicas e direcionadas.

Entre as estratégias disponíveis, a vacinação específica contra a Verotoxina tem se mostrado a ferramenta mais eficaz para prevenir tanto a formas clínica da DE quanto as manifestações da síndrome. Diversos estudos comprovam o efeito positivo da vacina inativada e altamente segura, desenvolvida especificamente para proteger os suínos contra os efeitos da Verotoxina 2e. Além da redução direta na mortalidade associada à DE durante a fase de creche, pesquisas recentes demonstraram que a vacinação tem reflexos positivos também na fase de terminação.

Leitões vacinados e desafiados pela Verotoxina apresentaram melhor desempenho produtivo, com 3,05 kg a mais de peso de abate em comparação aos animais não vacinados. Ainda, a incidência de lesões de necrose de orelha foi significativamente menor nos animais vacinados (15,74%) em relação ao grupo controle (36,12%), evidenciando o impacto sistêmico positivo da imunização.

Figura 2 : Diagnóstico da presença de Verotoxina em fluído oral.

Esses resultados reforçam que a Doença do Edema deve ser compreendida não apenas como uma condição clínica isolada, mas como parte de uma síndrome multifatorial associada à Verotoxina, capaz de comprometer simultaneamente a saúde intestinal, o equilíbrio vascular e o desempenho zootécnico dos suínos. O controle efetivo dessa síndrome só é possível com a vacinação específica para a Verotoxina, que atua prevenindo tanto os efeitos clínicos quanto os subclínicos da enterotoxemia, proporcionando uma produção mais estável, saudável e rentável.

Mais do que tratar sintomas, a vacinação representa a base de uma estratégia preventiva moderna, científica e eficaz contra a Síndrome Associada à Verotoxina.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos

Uso de plasma spray dried na ração reduz mortalidade e necessidade de antibióticos em suínos

Estudo conduzido em sistema comercial brasileiro aponta melhora sanitária em animais de crescimento e terminação com suplementação diária de SDP.

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Foto: Shutterstock

Artigo escrito por Luís Rangel, APC; Giovana Ludovico, Granja Ludovico, PR, BR; Javier Polo, APC; Leandro Borges, APC; Yanbin Shen, APC; Joe Crenshaw, APC.

O plasma spray dried (SDP, do inglês spray dried plasma) é uma proteína funcional altamente digestível, amplamente utilizada em dietas de leitões de creche. Ele tem sido usado como uma ferramenta de apoio em dietas de suínos sob diversas condições de desafios, como infecções bacterianas e virais, encontradas em sistemas comerciais de produção.

Objetivos

Avaliar o impacto da aplicação de SDP top-dressed na ração, na mortalidade, e no uso de medicamentos injetáveis em suínos de crescimento e terminação em condições comerciais no Brasil.

Materiais e métodos

Um total de 1.536 suínos em crescimento (65 dias de idade) foram distribuídos em 24 baias de machos castrados e 24 baias de fêmeas (32 suínos/baia). Os suínos foram distribuídos aleatoriamente em um grupo Controle ou em um grupo com SDP (24 repetições/tratamento). Ambos os grupos apresentaram o mesmo status sanitário, ração e programa vacinal. O grupo SDP recebeu 2 g de SDP aplicados sobre a ração diariamente durante a fase de crescimento e terminação, de 98 dias. A cada dia, 64 g de SDP foram adicionados ao cocho e misturados manualmente à ração de cada baia com 32 animais, fornecendo assim 2 g de SDP por suíno. Mortalidade e uso de medicamentos foram registrados por baia ao longo do estudo. A baia foi considerada a unidade experimental, e os dados foram analisados usando um modelo misto para os efeitos principais de tratamento e sexo, com a repetição como efeito aleatório. Probabilidades de qui-quadrado foram relatadas para os resultados expressos em porcentagem.

Resultados e discussão

Não houve efeitos significativos do sexo dos animais ou interações entre sexo e tratamento. O grupo SDP apresentou menor (P=0,0007) número médio de mortalidade por baia (Tabela 1; Figura 1) e menor (P=0,0003) porcentagem de mortalidade (Tabela 1). O grupo SDP necessitou de menos (P=0,0016) aplicações do antibiótico Tulatromicina por baia, com tendência (P=0,0877) a menor uso de medicamentos injetáveis totais (Figura 1). Outros medicamentos utilizados incluíram aplicações de Dexametasona (Controle, 0,38; SDP, 0,46) por baia e Metamizol sódico (Controle, 0,55; SDP, 0,51) por baia, mas seu uso não diferiu entre os tratamentos. A principal razão para o uso de antibióticos injetáveis foi a presença de sintomas de pneumonia. Esses achados estão alinhados com pesquisas anteriores que demonstram os benefícios do SDP no desempenho, saúde intestinal, função imune e saúde sistêmica geral (1,2), bem como a redução no uso de antibióticos em suínos de crescimento e terminação (3,4,5).

Conclusões

Fornecer 2 g de SDP por suíno por dia, adicionado à ração durante a fase de crescimento/ terminação, representa uma nova estratégia para apoiar a saúde dos suínos, especialmente em plantéis que enfrentam desafios sanitários. Essa abordagem está alinhada com as regulamentações internacionais atuais que visam reduzir a dependência de antimicrobianos.

As referências bibliográficas estão com os autores. Contato: luis.rangel@apcproteins.com

Fonte: O Presente Rural
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