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Capal dribla ano desafiador e tem faturamento recorde de quase R$ 4,4 bilhões em 2024

Resultado líquido de 2024 também apresenta saldo positivo com crescimento substancial de 48% na receita, totalizando R$ 159.691 milhões.

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Foto: Divulgação/Capal

Em um ano considerado desafiador para o agronegócio, com quebra da safra e eventos climáticos desfavoráveis, a Capal Cooperativa Agroindustrial manteve-se firme em suas atividades e registra 2024 como o ano em que obteve faturamento recorde em seus 64 anos de história. Reflexo de uma gestão sólida e com planejamento atento às tendências do mercado, a cooperativa fechou o período com receita bruta de aproximadamente R$ 4,4 bilhões (R$ 4.391.229), um aumento de 12% em relação ao ano anterior.

Foto: Claudio Neves

No comparativo, o resultado líquido de 2024 também apresenta saldo positivo com crescimento substancial de 48% na receita, totalizando R$ 159.691 milhões. Os investimentos em expansão e inovação nas unidades de negócios da cooperativa, incluindo melhorias nas indústrias e armazenagem de grãos, tiveram prosseguimento no ano passado. O montante investido no período ultrapassou R$ 132 milhões.

“A dificuldade foi realmente muito grande. Vimos a agricultura passando por momentos difíceis, muitos grupos inclusive fechando as portas nesse momento conturbado. Mas nós fizemos as coisas acontecerem e conseguimos concluir um bom  ano”, observa o presidente-executivo da Capal, Adilson Roberto Fuga.

De acordo com o presidente do Conselho de Administração da Capal, Erik Bosch, 2024 iniciou com uma grande preocupação aos agricultores, porém houve segmentos que se mostraram promissores, o que proporcionou um equilíbrio nos resultados. “Em momentos de dificuldade, muitos dizem que é hora de parar, mas nós continuamos fazendo investimentos e aumentando a capacidade de armazenagem. Felizmente, a expectativa é de que a safra será cheia em 2025, e a Capal está preparada porque já previmos esses indicativos em nosso planejamento”, afirma.

Café

Os grandes números foram alavancados principalmente pelo desempenho do café, que mais que dobrou em 2024. O balanço financeiro indica 84% superior em relação ao ano anterior, atingindo o volume histórico de 1,1 milhões de sacas comercializadas.

“A gente enxergou uma potencialidade de operar no negócio do café. A Capal avaliou há alguns anos que havia essa lacuna no mercado, principalmente na nossa região no Paraná e São Paulo, que não estava sendo preenchida pelas cooperativas. Tínhamos essa possibilidade, e então iniciamos a operação, crescemos rapidamente e fomos estruturando de acordo com a necessidade, sempre com pé no chão e empenhados em avançarmos mais nesta atividade”, explica Adilson.

Foto: Divulgação/Embrapa

O cultivo da cevada representa outro negócio de destaque entre os produtores associados da Capal. Na safra de 2024, por exemplo, a cevada ocupou uma área de 15.827,86 hectares e foram colhidas cerca de 52 mil toneladas, um aumento de 9% em comparação com o ano anterior. Outras culturas, como o milho e o sorgo, também apresentaram resultados positivos.

Assembleia

O desempenho consolidado da cooperativa em 2024 foi apresentado aos cooperados durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada na Associação dos Funcionários da Capal (Asfuca) no último sábado (22). A solenidade reuniu diversos convidados, entre eles cooperados, o núcleo de diretoria da cooperativa e autoridades locais.

O superintendente da Sescoop/PR, Leonardo Boesche, representou a Ocepar no evento. “Deixo a minha admiração pelo trabalho contínuo da Capal desde quando se tornou a primeira cooperativa no Paraná que se adequou ao modelo de governança, baseada nos princípios do cooperativismo e transparência”.

Todas as pautas em votação na AGO foram aprovadas por unanimidade pelos cooperados presentes. As sobras da cooperativa referente ao exercício de 2024 totalizaram R$ 56,3 milhões e serão distribuídas para os associados.

Fonte: Asssessoria Capal

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões

Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

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Foto: Divulgação

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.

Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.

Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.

Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”

O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.

A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.

Fonte: Assessoria Copercampos
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea

Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

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Foto: Shutterstock

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.

O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).

Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.

No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.

Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.

 

Fonte: Assessoria Cepea
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina

Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

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Fotos: Bruna Leticia/MB Comunicação

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan

Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.

Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.

Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.

O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.

Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.

Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.

O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.

Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação

“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.

A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.

Fonte: Assessoria Sebrae
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