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CAPAL comemora 61 anos com resultados promissores e confiança dos associados
Cooperativa espera fechar 2021 com resultado líquido superior ao alcançado em 2020; de janeiro a agosto faturamento já alcançou R$ 2,03 bilhões

No dia 19 de setembro, a Capal Cooperativa Agroindustrial completou 61 anos de atuação no mercado agropecuário brasileiro, destacando os Campos Gerais do Paraná e o sudoeste paulista como regiões agrícolas relevantes para o abastecimento do País. Atualmente, a CAPAL conta com 967 profissionais em seu quadro de colaboradores, e está presente com 21 unidades de negócio distribuídas em 13 cidades, com alcance de mais de 77 municípios.
Em 2021, a cooperativa já totaliza 3.412 associados e, até o final do ano, estima mais de 168 mil hectares de área assistida, o que reflete na recepção abundante de soja, trigo, milho, café e demais culturas nas propriedades rurais dos cooperados. Como resultado dos investimentos em tecnologia e infraestrutura, hoje a CAPAL possui capacidade total de armazenagem para 460 mil toneladas de grãos.
Investimento
No início deste ano, a cooperativa anunciou o investimento de R$ 88 milhões nos próximos dois anos, para aprimoramento de suas unidades, incluindo Taquarivaí (SP), Arapoti (PR), Curiúva (PR) e a construção de novas lojas agropecuárias em Santo Antônio da Platina (PR) e Santana do Itararé (PR).
Conforme planejamento apresentado em assembleia, os recursos serão direcionados para a construção de novos silos e demais compartimentos do pátio industrial, ampliação de armazéns e aquisição de novos equipamentos de logística e maquinários de setores diversos.
Em Wenceslau Braz (PR), a Unidade Operacional e a Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS) recebem recursos para expansão e revitalização do espaço. Só a UBS recebeu aporte de R$19,1 milhões para a construção de mais um armazém de sementes com capacidade para quase 250 mil sacas, fornalha e pavimentação.
Faturamento
Até o mês de agosto, a CAPAL obteve R$ 2,03 bilhões em faturamento em 2021, resultado de R$ 84 milhões. Para efeito de comparação, em 2020, o resultado líquido foi de R$ 114 milhões.
Para Erik Bosch, presidente do Conselho de Administração da cooperativa, os bons resultados são motivo de satisfação. “Sempre olhamos para trás com muita gratidão e vemos o quanto a cooperativa cresceu. Estamos atendendo em muitos municípios em dois estados, fazendo com que os sonhos dos produtores se realizem. Temos muito orgulho do modo como estamos melhorando cada vez mais o atendimento aos cooperados”, afirmou.
O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, que participou ativamente da trajetória da cooperativa como um dos responsáveis pela implementação do modelo pioneiro de autogestão na década de 1990, parabeniza a CAPAL pelos seus 61 anos. “Pouquíssimas empresas alcançam seis décadas de existência, e a CAPAL ultrapassou essa marca com excelentes resultados, sendo um exemplo para nós de competência, persistência e de profissionalismo com o seu sistema de comando e gestão muito avançados.”
Ricken também destaca como força do cooperativismo a criação em 2019 da Unium, modelo de intercooperação integrado pela CAPAL, ao lado da Frísia e Castrolanda. “Este modelo é pioneiro em âmbito nacional e uma honra que tenha sido desenvolvido no Paraná pelas cooperativas da região Centro Sul”, conclui.

Notícias
Crédito rural da agricultura empresarial soma R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026
CPR liderou as modalidades de financiamento, enquanto a Região Sul concentrou o maior volume de recursos contratados.
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Curitiba recebe 22ª Reunião da Relare sobre inoculantes microbianos para a agricultura
Evento promovido pela Embrapa vai reunir cerca de 300 especialistas e recebe resumos científicos até 10 de agosto.

A cidade de Curitiba (PR) vai sediar, nos dias 19 e 20 de agosto, a 22ª Reunião da Rede de Laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologias de Inoculantes Microbianos de Interesse Agrícola (Relare). O encontro será realizado no Centro de Eventos Sistema Fiep e deve reunir aproximadamente 300 participantes, entre pesquisadores, estudantes, representantes da indústria, consultores e órgãos de fiscalização.
Promovida pela Embrapa, em parceria com a CropLife Brasil e a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPiiBio), a reunião conta ainda com o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Microrganismos Promotores de Crescimento de Plantas para Sustentabilidade Agrícola e Ambiental (INCT Microagro) e da Fundação Araucária.
A programação será dedicada às discussões técnicas sobre o uso de microrganismos benéficos na agricultura, com foco em protocolos para análise da qualidade de inoculantes, padronização de metodologias e validação de novos produtos biológicos. O objetivo é promover o intercâmbio de informações técnico-científicas relacionadas ao desenvolvimento e à adoção de tecnologias que contribuam para a sustentabilidade da produção agropecuária.
A comissão organizadora também está recebendo trabalhos científicos na modalidade de resumo. O prazo para submissão termina em 10 de agosto, por meio do sistema de inscrição do evento. Os trabalhos aprovados serão apresentados em sessão de pôsteres e publicados nos anais da 22º Relare.
Para submeter o resumo, o participante deve realizar previamente a inscrição no evento, clicando aqui.
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Expansão dos insumos orgânicos pauta simpósio inédito no Rio Grande do Sul
Evento vai reunir pesquisadores, autoridades e representantes da indústria para discutir mercado, regulação e o aproveitamento de resíduos na produção agrícola.

O crescimento do mercado de insumos agrícolas de base orgânica e os desafios para ampliar o uso desses produtos no campo estarão no centro dos debates do 1º Simpósio de Insumos Agrícolas com Base Orgânica, marcado para 06 de agosto, em Bento Gonçalves (RS). Promovido pela Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul (Assiferto RS), o encontro reunirá pesquisadores, representantes do poder público e empresas para discutir aspectos técnicos, regulatórios e econômicos do setor.

Presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari: “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio” – Foto: Divulgação/Assiferto
Segundo a entidade, a expansão da demanda por alimentos produzidos com práticas sustentáveis, aliada ao avanço das exigências ambientais e das políticas de sustentabilidade no agronegócio, tem impulsionado o mercado de fertilizantes e condicionadores de solo produzidos a partir de resíduos orgânicos.
De acordo com o presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari, o simpósio foi criado para ampliar o debate sobre o papel desses insumos na agricultura brasileira. “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio. O objetivo é mostrarmos à sociedade, às entidades, ao setor público e ao setor agrícola que, no Rio Grande do Sul, existem empresas organizadas e com tecnologia capazes de converter subprodutos orgânicos em insumos agrícolas de qualidade, solucionando problemas ambientais e mitigando a dependência de nutrientes importados para uso na agricultura”, afirma.
Economia circular e aproveitamento de resíduos
As empresas associadas à Assiferto RS reciclam mais de um milhão de toneladas de subprodutos orgânicos por ano. Após o processamento, esses materiais retornam à cadeia produtiva na forma de fertilizantes sólidos e líquidos, condicionadores de solo e outros insumos utilizados na agricultura.
Segundo Ferrari, o reaproveitamento desses resíduos contribui para reduzir o desperdício de nutrientes e fortalecer modelos de economia circular. “A conexão do setor de insumos agrícolas com base orgânica com a sociedade se dá principalmente no entendimento de que o nosso planeta tem limites de recursos e que, para produzir alimentos, precisamos de nutrientes finitos. A recuperação destes nutrientes por meio do aproveitamento dos subprodutos é de fundamental importância para as futuras gerações”, diz.
Programação
A programação técnica prevê palestras e painéis sobre o mercado de insumos orgânicos, regulação ambiental, inovação tecnológica e perspectivas para o setor. O evento será realizado no Dall’Onder Grande Hotel, em Bento Gonçalves, das 08 horas às 17h30, com inscrições gratuitas.
O simpósio também vai reunir representantes de órgãos públicos, pesquisadores e profissionais ligados à produção de insumos agrícolas de base orgânica para discutir os desafios e oportunidades da atividade no Brasil.
Manhã
08h – Credenciamento/Recepção
08h30 – Abertura: Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Abertura oficial, com homenagem aos 100 anos de nascimento de José Antonio Lutzenberger
09h – Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Associação, Valdecir Ferrari – Presidente da Assiferto RS
09h30 – A importância dos insumos de matriz orgânica, para a sustentabilidade do agro moderno – com Clorialdo Roberto Levrero, presidente da Abisolo
10h15 – Políticas Públicas Ambientais e Legislação Estadual, com Marjorie Kauffmann – Secretária do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul/Fepam
11h – Mesa Redonda
12h – Almoço (por adesão)
Tarde
13h30 – Legislação sobre Insumos Agrícolas – MAPA RS, com Henrique Bley
14h15 – Eficiência no uso de Fertilizantes de Matriz Orgânica, com Fabiano Daniel de Bona – Pesquisador da Embrapa Trigo
15h – Aspectos de Fisiologia Vegetal no uso de Insumos com Base Orgânica – UFPR, com Átila Francisco Mógor
15h45 – Intervalo
16h – O Papel dos Insumos com base Orgânica no Desenvolvimento da Agricultura no RS, com Marcelo Biassusi da Emater
16h45 – Mesa Redonda
17h30 – Encerramento







