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Capal apresenta faturamento recorde de R$ 4,3 bilhões em 2022

Receita bruta da cooperativa teve crescimento de 32% em relação ao exercício de 2021; resultado líquido soma R$ 231 milhões.

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Em meio às adversidades enfrentadas pelo setor do agronegócio, o ano de 2022 representa uma conquista exponencial no histórico de 63 anos da Capal Cooperativa Agroindustrial. A cooperativa, com sede em Arapoti (PR), registra faturamento recorde de 4,3 bilhões no exercício de 2022, um avanço de 32% em relação à receita bruta do ano anterior, que foi de R$ 3,2 bilhões. O balanço financeiro mostra que o resultado líquido também é o maior já conquistado pela cooperativa: R$ 231 milhões. No comparativo com o ano de 2021, o valor atual fixa um crescimento de 33%.

Presidente do Conselho de Administração da Capal, Erik Bosch: “Estamos muito orgulhosos do resultado deste ano porque enfrentamos muitas dificuldades para a tomada de decisões no decorrer de 2022” – Fotos: Divulgação/Capal

O presidente do Conselho de Administração da Capal, Erik Bosch, aponta as consequências da pandemia e os efeitos da guerra que ocasionaram a ruptura de fornecimento de insumos como alguns desafios do ano passado e que foram revertidos pelo bom preparo da cooperativa. “Estamos muito orgulhosos do resultado deste ano porque enfrentamos muitas dificuldades para a tomada de decisões no decorrer de 2022. Mas a Capal se provou bem preparada, e vencemos o nosso maior medo, que era a escassez de insumos para os nossos agricultores e pecuaristas. No fim, só temos a agradecer a todos pela eficiência e confiança, finalizamos o ano com faturamento recorde, o que comprova que o cooperativismo é uma união de forças bem estruturada para os desafios que acometem o agronegócio”, declara.

A Capal também obteve expansão na área geral assistida, totalizando 179.853 mil hectares, um incremento de 6% em comparação ao ano anterior. Atualmente, a cooperativa contabiliza 3.617 cooperados, que são atendidos por 21 unidades distribuídas em 13 municípios dos Campos Gerais, Norte Pioneiro do Paraná e do sudoeste do estado de São Paulo.

O presidente executivo, Adilson Roberto Fuga, atribui o expressivo crescimento da Capal em 2022 a um conjunto de fatores, que são os investimentos que a cooperativa vem fazendo ao longo dos anos aliado ao aumento substancial do valor das commodities.  Fuga compartilha as projeções e expectativas para 2023. “Este será um ano bastante desafiador porque estamos vivendo um novo patamar de preços, e certamente isso vai impactar no balanço da cooperativa. Mas em relação a investimentos, a Capal não para. Daremos prosseguimento ao nosso programa de investimentos para diversas unidades que estão se preparando para novos saltos daqui pra frente.”

Solenidade com cooperados

O desempenho consolidado da Capal em 2022 foi apresentado aos cooperados durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada na Associação dos Funcionários da Capal (Asfuca) no último sábado (25). A solenidade reuniu diversos convidados, entre eles cooperados, o núcleo de diretoria da cooperativa e autoridades locais. Todas as pautas em votação foram aprovadas por unanimidade pelos cooperados presentes.

O produtor Johannes Bosch é associado da Capal há 50 anos e já foi membro da diretoria. Ele conta que sempre participou das assembleias e destaca a importância de estar sempre presente. “Eu nunca perdi uma sequer porque acho muito importante ver todos esses dados, afinal de contas, precisamos saber o que está acontecendo, quais são os planos para o futuro e a assembleia é o lugar para isso. Hoje em dia tudo é repassado com muita transparência”, comenta.

O prefeito de Arapoti, Irani Barros, elogia a iniciativa da administração de reunir os seus associados para repassar o balanço completo das conquistas e projeções da cooperativa. “Quando eu venho para uma assembleia como essa, onde os números são colocados com transparência, ficamos sonhando que, um dia, este mesmo exemplo seja replicado no setor público. Durante a minha gestão, tivemos diversas conversas com a diretoria da cooperativa e somos muito parceiros da Capal, que tanto eu quanto a comunidade reconhecemos que é a empresa mais importante de Arapoti”, comenta o prefeito.

Leonardo Boesche, superintendente do Sescoop e representante da Ocepar no evento, avalia que a Capal está em uma fase de avanço no desenvolvimento, com a agroindustrialização, diversificação e agregação de valor aos seus produtos próprios como forma de trazer recursos aos seus cooperados. “O nosso princípio é de que onde tem cooperativa, há desenvolvimento por conta do investimento aplicado localmente. A gente observa isso muito bem em Arapoti, porque hoje a Capal é uma das nossas referências em termos de cooperativa que se dedica à questão local, e isso faz uma enorme diferença para todos da comunidade. Ainda, na questão de demonstração dos resultados e transparência, aqui temos uma aula de gestão”, ressalta.

Fonte: Assessoria Capal

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Paraná atualiza regras para licenciamento de poços e agiliza processos

Nova norma dispensa a outorga prévia em parte dos casos, integra etapas do licenciamento e muda o fluxo para captação de água subterrânea no Estado.

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Fotos: Patryck Madeira/SEDEST

O Instituto Água e Terra (IAT) atualizou o procedimento de licenciamento ambiental para a captação de água subterrânea por meio de poços no Paraná. A Instrução Normativa nº 09/2026 aprimora o processo, integrando-o de forma mais eficiente com a emissão de outorgas, documentos obrigatórios para o uso de recursos hídricos no Estado.

Além de tornar mais claro o fluxo de documentos que devem ser requisitados, a medida estabelece algumas mudanças no procedimento, como a remoção da necessidade da Outorga Prévia (OP) para algumas modalidades de licenciamento, agilizando os trâmites. “É mais um passo que damos para agilizar, de maneira segura e eficaz, esse processo tanto importante para o desenvolvimento sustentável do Paraná”, diz a diretora de Licenciamento e Outorga do IAT, Ivonete Coelho da Silva Chaves.

Para os empreendimentos monofásicos, que requerem apenas a emissão de uma licença por possuírem um potencial poluidor ou degradador menor, a norma determina que a Outorga Prévia não é mais necessária para os processos que envolvem poços ainda não perfurados, necessitando apenas da obtenção de uma anuência prévia pelo órgão responsável por iniciar o licenciamento. No entanto, o documento ainda é imprescindível para o uso de poços já perfurados.

Após essa etapa inicial, deve ser solicitada a licença apropriada ao empreendimento (seja ela Declaração de Dispensa de Licenciamento Ambiental, Licença Ambiental por Adesão e Compromisso, ou Licença Ambiental Simplificada), e em seguida a Outorga de Direito, que autoriza o uso da água no poço.

O gerente de Outorga do IAT, Tiago Bacovis, acrescenta que com esse novo fluxograma os produtores rurais podem obter o licenciamento ambiental apenas com a apresentação da anuência prévia ou da outorga prévia, trazendo uma série de benefícios. “Isso permitirá um acesso mais rápido ao financiamento e aos recursos necessários para a implantação do empreendimento e do poço. Na sequência, poderá ser realizada a perfuração, bem como os testes de bombeamento e a análise da qualidade da água, para, então, solicitar a outorga de direito de uso”, explica.

“Também é muito importante que os proprietários levem em conta a demanda de água do empreendimento antes de solicitar a outorga. Caso o poço não consiga atender a necessidade, será preciso procurar outras fontes de abastecimento”, acrescenta a chefe da Divisão de Demanda e Disponibilidade Hídrica do IAT, Gláucia Tavares Paes de Assis

A Outorga Prévia também deixou de ser exigida em processos de empreendimentos com alto potencial poluidor e degradador. Nesses casos, o processo funciona de forma trifásica, com a emissão de três licenças, seguindo a seguinte sequência de requisições: Anuência Prévia, Licença Prévia, Outorga de Direito, Licença de Instalação, e por fim a Licença de Operação.

Já nos casos em que o responsável estiver com a portaria de outorga em processo de renovação, poderá requisitar a prorrogação da licença ambiental com condicionante, o que reduz o tempo necessário para a solicitação.

Outorga

A outorga é um documento essencial para delimitar o uso da água em ações comerciais e de geração de energia. Assim, qualquer pessoa ou empreendimento com interesse em aproveitar recursos hídricos superficiais ou subterrâneos deve solicitar uma Portaria de Outorga ou uma Declaração de Uso Independente de Outorga, quando aplicável. Passar por esse procedimento é o que assegura que a alocação da água foi feita conforme as orientações estabelecidas pelo IAT.

Para solicitar o documento, o requerente deve acessar a página do SIGARH no site do IAT. Lá, o usuário deve fazer tanto o registro pessoal do usuário quanto o cadastro completo do empreendimento. Feito isso, o proprietário deve enviar os documentos e as informações necessárias para a formulação do requerimento seguindo as orientações expostas no site.

Licenciamento

O Licenciamento Ambiental é um procedimento administrativo emitido pelo IAT que autoriza a localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso.

Para mais informações sobre o processo de licenciamento ambiental no Estado do Paraná, é possível consultar o site do Instituto Água e Terra.

Fonte: AEN-PR
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Cooperja firma acordo com cinco países e amplia presença no comércio global

Negociação inclui exportação de grãos e ração com foco em qualidade e logística eficiente.

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Foto: Divulgação

A Cooperja deu um importante passo rumo à internacionalização ao firmar um contrato de marco integrado de fornecimento com El Salvador, Nicarágua, Guatemala, Costa Rica e Honduras na América Central. O acordo prevê a exportação de arroz, milho e ração.

A cerimônia de assinatura aconteceu na manhã de terça-feira (14), no auditório da Unidade de Santo Antônio da Patrulha/RS, com a presença do presidente Vanir Zanatta, do vice-presidente Antonio Moacir Denoni, diretor Carlos Roberto Wilk e do Conselho Administrativo da cooperativa. Também participaram Omar Salazar Castro, representante da empresa Cemersa, que atua como compradora internacional, importadora, distribuidora regional e operadora comercial para a América Central e Panamá.

O evento contou ainda com a presença de Rodrigo Veiga, representante da Origrains, empresa responsável pela integração e estruturação das operações internacionais, conectando produção, logística e mercado global com eficiência e segurança.

A parceria estabelece uma relação comercial de longo prazo, garantindo condições estruturadas de fornecimento, com foco na qualidade dos produtos e na eficiência logística. O contrato fortalece a presença da Cooperja no mercado internacional e evidencia a competitividade do agronegócio brasileiro.

Para El Salvador, o acordo representa acesso a produtos de alto padrão, contribuindo diretamente com a qualidade ofertada a população e o desenvolvimento da economia daquele país.

Durante a solenidade, Omar Salazar Castro destacou a relevância da parceria e o papel dos agricultores. “A Cooperja é mais do que um negócio, é uma parceira estratégica, comprometida com o desenvolvimento a longo prazo. É uma cooperativa que acredita em construir, dia após dia, resultados sólidos e duradouros. Valorizamos cada conquista e, principalmente, cada pessoa que faz parte dessa história”, ressaltou.

Além de ampliar mercados, a iniciativa reforça o papel das cooperativas brasileiras como agentes estratégicos no cenário global, promovendo geração de renda, inovação e desenvolvimento sustentável no campo.

Para o presidente Vanir Zanatta, o momento representa um marco na trajetória da cooperativa. “Estamos levando a qualidade da produção dos nossos cooperados para além das fronteiras, abrindo novas oportunidades e agregando valor ao que produzimos. A internacionalização é um caminho estratégico que fortalece a Cooperja e gera desenvolvimento para todos”, destacou.

A Cooperja segue avançando, conectando o produtor rural às oportunidades do mercado internacional e consolidando sua atuação como protagonista no agronegócio.

Fonte: Assessoria Cooperja
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Economia brasileira cresce 0,6% em fevereiro, aponta Banco Central

Alta é puxada pela indústria, enquanto serviços e agro registram avanço moderado.

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Fotos: Shutterstock

A atividade econômica brasileira teve crescimento em fevereiro deste ano, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,6% em fevereiro em relação ao mês anterior, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período).

As altas foram de 0,2% na agropecuária, 1,2% na indústria e 0,3% em serviços.

Já na comparação com fevereiro de 2025, houve recuo de 0,3%, sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais. Em 12 meses acumulados até fevereiro deste ano, o índice acumula uma alta de 1,9%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução o ritmo da economia do país e incorpora informações sobre o nível de atividade na indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

O índice ajuda o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a tomar decisões sobre os juros básicos da economia, a Taxa Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano. A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação.

Produto Interno Bruto

Divulgado mensalmente, o IBC-Br emprega metodologia diferente da utilizada para medir o Produto Interno Bruto (PIB), que é o indicador oficial da economia brasileira divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o BC, o índice “contribui para a elaboração de estratégia da política monetária” do país, mas “não é exatamente uma prévia do PIB.”

O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

Fonte: Agência Brasil
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