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Avicultura

Campylobacter é negligenciada no Brasil, alerta pesquisadora

Presente intensamente na avicultura da Europa, Ásia, Estados Unidos, entre outros países o Campylobacter pode ser tão ou mais nocivo que a Salmonella

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A Salmonella ganhou todos os holofotes com os infortúnios envolvendo a BRF no Brasil. Há uma bactéria, no entanto, tão agressiva para a saúde humana quanto a Salmonella, que está sendo negligenciada no Brasil. Presente intensamente na avicultura da Europa, Ásia, Estados Unidos, entre outros países o Campylobacter pode ser tão ou mais nocivo que a Salmonella. Na União Europeia, das aproximadamente 31 mil internações por intoxicação alimentar registradas em 2016, cerca de 19 mil foram atribuídas à campylobacteriose (61%) e 12 mil à salmoneloses (39%).

Os dados estão disponíveis na palestra da doutora Laura Beatriz Rodrigues, no Seminário online Atualização em Microrganismos Emergentes e Reemergentes em Avicultura, disponibilizado no mês de março na rede mundial de computadores para aperfeiçoamento dos profissionais da cadeia produtiva. Promovido pela Agroqualita, consultoria do agronegócio com sede em Porto Alegre, RS, o evento online já foi visto por centenas de profissionais especializados. Além da palestra da doutora Rodrigues, conta com extensa programação técnica.

Professora de Medicina Veterinária da Universidade de Passo Fundo, Rodrigues alerta para a inexistência de uma legislação e controle dessa bactéria no Brasil, entendendo que os efeitos tóxicos na população são severos, mas não diagnosticados. No Brasil, de acordo com dados apresentados na palestra, mais de 70% das internações são por bactérias não identificadas. “Se analisarmos dados que existem de número de surtos de casos de Campylobacter da União Europeia, Oceania, Ásia e Estados Unidos com o número de casos no Brasil, eu imagino que este número de não identificados (70,3%) pode estar levando as campylobacters junto”. Os dados são referentes ao perfil epidemiológico do Brasil entre os anos de 2007 e 2016 (gráfico 1).

Rodrigues explica que Campylobacter “é a denominação de bactérias que são curvas, descoberta em 1886, com 38 espécies e 16 subespécies com diferentes características”. “Algumas são exclusivas dos seres humanos, mas também zoonóticos, que acometem animais e podem ser transmitidas para humanos através do consumo”, explica.

A bactéria

A Campylobacter gram negativo consegue sobreviver a temperaturas de até 45 graus em média, por isso são chamadas de termotolerantes. O ambiente do frango, explica a professora, de alta densidade e calor da ave, é propício para seu desenvolvimento. Tanto que o microrganismo é encontrado principalmente nas aves, seguido dos bovinos.

No entanto, precisam condições específicas para sobreviver. “Algumas são termotolerantes, sobrevivem de 25 a 43 graus Celsius, até 46 graus. Cresce em baixas concentrações de oxigênio, precisa ambiente com gás carbônico, é sensível ao sal e pH”, cita. Também a atividade de água precisa ser alta para a manifestação da Campylobacter.

De acordo com a doutora, a bactéria sofre estresse com ar atmosférico, ressecamento, ph abaixo de 4,9 e acima de 9.0, armazenamento prolongado e resfriamento, entre outras variáveis.

Porém, pode permanecer inerte no meio ambiente por muito tempo e voltar a ser tóxica quando encontra as condições ideais. Além do que, é difícil de ser detectada. “Mesmo estando presente em uma amostra não pode ser identificado. Mas em ambientes in vivo, ao ser ingerido ou entrar em contato com uma pessoa ou animal, sai dessa condição de viável, mas não cultivável e retorna à sua infectividade. Para isolamento in vitro, precisamos condições de crescimento que dificultam o isolamento dessa bactéria. A principal dificuldade é a microaerofilia (características de seres que vivem com baixas concentrações de oxigênio)”, cita.

Incubação

Para conseguir detectá-la, é preciso produzir a microaerofilia, que “pode ser obtida com geradores de microaerofilia, que alteram concentrações dos gases do ar, ou fazer uso de cilindros”, cita. “Existem gases que têm concentração de 5% de Oxigênio, 10% de Co2 e 85% de Nitrogênio. Essa mistura de gases vai levar às condições ideais para a Campylobacter ser isolada”, explica. “O ideal é realizar incubação próximo a 42 graus Celsius, que são as mais importantes para a avicultura”, amplia, destacando que a maioria das campylobacters que acometem as aves são termotolerantes. “Para causar a doença, a bactéria necessita de fatores de virulência, mecanismos que vão permitir que a bactéria se adapte a diferentes hospedeiros e se esconda, manipule a resposta imune”, sustenta a doutora da UPF. A bactéria adere à mucosa intestinal para se desenvolver. Caso contrário, seria eliminada pelas fezes. Proteínas auxiliam o fixamento nas células. A Campylobacter provoca alternações no ciclo de vida da célula do hospedeiro”, destaca.

Sintomas

Ela é transmitida dos animais para homem pelo contato ou consumo de alimentos contaminados. “Vale lembrar que nas carnes, ao passar por processamento térmico, pelo cozimento, ele é eliminado. Se tiver em produtos crus ou em leite sem pasteurização, pode ser transmitida”, destaca. Além disso, ela contamina o meio ambiente. Assim, pode ser transmitida de homem para homem pelo ambiente (agua e terra contaminada). Até uma verdura que tenha contato com carne e for consumida sem ser higienizada, ou mesmo pela falta de higienização das mãos após ir ao banheiro ou trocar fraldas de bebês. Geralmente, causam gastroenterites. “Algumas espécies causam periodontite, meningite”, cita. Em casos mais extremos, pode provocar síndromes, como Síndrome de Guillain Barré, Síndrome de Miller-Fisher e Síndrome de Reiter.

“A Síndrome de Guillain Barré é uma infecção intestinal. A pessoa começa a apresentar sintomas neurológicos, formigamento, sensação de alfinetadas, dor muscular, fraqueza, alterações na sensibilidade e até descoordenação motora. O mais grave é que esta lesão pode levar à paralisia neuromuscular, até a parada respiratória por falta de contração da estrutura diafragmática”, alerta a especialista.

“A Síndrome de Miller-Fisher, é difícil andar, difícil ficar em pé e falta de coordenação de movimentos musculares. Pode envolver nervos cranianos, principalmente o facial. A Síndrome de Reiter é uma artrite reativa”, especifica a doutora Rodrigues.

Nas pessoas, pode causar ainda dores abdominais, diarreias, febre, cefaleia, mialgia, cólicas abdominais. Acomete principalmente pela baixa imunidade. “Em imunocomprometidos ou crianças, os casos são mais graves. O período de incubação é de dois a cinco dias. A fase aguda acontece cinco dias após a infecção, mas depende de quanto ingeriu de alimento infectado”, coloca.

Contaminação das aves

A contaminação, de acordo com ela, depende de alguns fatores, como idade e imunidade. “A contaminação depende da idade. Até 100% (das aves de um lote) podem estar colonizados após 72 horas após inoculação inicial. Como estão em mesmo ambiente, animais ciscam, se movimentam, direta e indiretamente ingerem resíduos (fezes). Na maioria dos casos, são assintomáticas, não vamos ter sinais clínicos pela campylobacteriose. Em casos raros, sinais clínicos, como alterações hepáticas”, comenta.

Mesmo assim, explica, tem rápida proliferação pela alta temperatura das aves. “A criação intensiva faz com que ocorra maior transmissão. No ambiente sobrevive por bastante tempo, na cama, na ave, nas fezes. Ele não cresce fora do hospedeiro, mas se mantém viável. Ou seja, quando encontrar ambiente adequado, vai voltar a ser infecciosa. “Já está adaptado à ave. Ele não cresce fora do hospedeiro, mas se mantém viável”.

Prevalência

De acordo com a palestrante, três espécies de Campylobacter são as mais prevalentes em frangos na União Europeia. “A campylobacteriose é a principal (causa de internação toxialimentar) na União Europeia, inclusive acima da Salmonella. Em 2016 foram 19 mil internações relacionadas à campylobacteriose contra 12 mil de Salmonella”, orienta. Nos Estados Unidos, há mais Salmonella, mas em segundo vem o Campylobcater (2017)”, amplia.

“Na Nova Zelândia, 161,5 casos a cada cem mil habitantes. No México, 11,7 crianças a cada cem mil com gastroenterite relacionadas ao Campylobacter. Essa discrepância grande ocorre porque existem casos endêmicos ou maior diagnóstico?”, questiona a professora.

No Brasil

Na opinião da especialista, no Brasil ainda faltam recursos para detectar o agente e diagnosticar a doença em humanos. “Nossos dados são muito poucos. Existe a subnotificação, não possui exames de rotina, não é incluído em legislações para controle microbiológico. Os dados são insuficientes. Em quatro anos, foram notificados apenas três surtos no Brasil”, comenta. “Se analisarmos dados que existem de número de surtos de casos de Campylobacter da União Europeia, Oceania, Ásia e Estados Unidos com o número de casos no Brasil, eu imagino que este número de não identificados (70,3%) pode estar levando as campylobacters junto”, comenta.

De acordo com a professora, no Brasil não existe um padrão oficial de controle para o mercado interno, pois o país não tem legislação exigindo a ausência de Campylobacter. “O mercado externo exige. Nos demais países, o Codex Alimentarius orienta como fazer isso, além de diferentes legislações em países”. Ou seja, para exportar o Brasil precisa fazer o controle.

Prevenção e controle

A professora explica que não existe nenhuma vacinação para as aves e que a sanidade é fundamental para manter essa bactéria longe das granjas e eficiência no frigorífico para evitar a contaminação na hora do abate. “O que podemos fazer é ter programas de autocontrole nos abatedouros, evitar ruptura de vísceras, fazer resfriamento e congelamento adequado das carcaças”, explica. Para as pessoas, a especialista indica “a higienização em si , como lavar utensílios, lavar as mãos ao usar o banheiro, além não comer carnes cruas e ter cuidado no contato com animais”. “A prevenção se baseia na higiene e no consumo de alimentos cozidos adequadamente”, reforça.

Trabalhos indicam contaminação

De acordo com a professora, trabalhos conduzidos por universidade do Rio Grande do Sul e Paraná encontraram Campylobacter em até 100% das amostras de frangos congelados e resfriados. “Isso pode estar acontecendo em nosso país”. Temos um grupo de pesquisa da Universidade de Passo Fundo, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Tuiuti, do Paraná. Em um dos trabalhos, de 2008, foram avaliadas carcaças de frango e 97,9% de carcaças positivas avaliadas”, cita. Em outro experimento, Campylobacter jejuni e coli em 66%. Em um terceiro, de outro frigorífico, 83% em resfriadas e 100% em congeladas. Os índices variam muito de abatedouro para abatedouro. Algumas chegam a 100%.

Fica uma pergunta

“Minha conclusão é uma pergunta. O que na sua opinião ocorre em relação ao Campylobacter no Brasil? É emergente ou tem ausência de diagóstico, tanto de amostras clinicas como de alimentos? Apenas três casos nos últimos quatro anos serão reais?”, questiona a especialista.

Mais informações você encontra na edição de Aves de abril/maio de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Avicultura

Consumo recorde impulsiona debate sobre futuro da avicultura de postura durante SIAVS 2026

Com consumo anual de 288 ovos por habitante, o setor debate no Simpósio Ovos Brasil exportações, agregação de valor, sucessão empresarial e tecnologias para ampliar a competitividade.

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Foto: Divulgação/OP Rural

O crescimento do consumo de ovos no Brasil, a abertura de novos mercados internacionais, as estratégias para agregação de valor aos produtos e os avanços tecnológicos estarão entre os principais temas debatidos durante o Simpósio Ovos Brasil, realizado dentro da programação do Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS), de 04 a 06 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo.

O encontro vai reunir especialistas, produtores e empresas para discutir os desafios e as

Coordenadora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Tabatha Lacerda: “É fundamental que produtores e empresas estejam preparados para compreender as tendências de mercado, identificar oportunidades comerciais, fortalecer suas marcas e estruturar seus negócios para os desafios das próximas décadas” – Foto: Divulgação

oportunidades da cadeia produtiva de ovos em um momento de expansão do setor, marcado pelo fortalecimento do consumo interno e pelo avanço das exportações brasileiras.

De acordo com a coordenadora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Tabatha Lacerda, a programação foi estruturada para oferecer uma visão ampla sobre o futuro da avicultura de postura. “Entre os temas centrais estarão o comportamento do mercado global de ovos, as oportunidades de abertura de mercados internacionais para os produtos brasileiros, estratégias de marketing e posicionamento para ampliar o consumo e agregar valor aos produtos, além de questões ligadas ao planejamento patrimonial, sucessório e tributário das empresas do setor”, explica.

Conforme salienta, os assuntos debatidos serão estratégicos para garantir competitividade e sustentabilidade da atividade nos próximos anos. “Para sustentar esse avanço, é fundamental que produtores e empresas estejam preparados para compreender as tendências de mercado, identificar oportunidades comerciais, fortalecer suas marcas e estruturar seus negócios para os desafios das próximas décadas”, reforça.

Foto: Shutterstock

Consumo recorde fortalece cadeia produtiva

As discussões ocorrem em um momento histórico para o setor. Segundo projeções da ABPA, o consumo per capita de ovos no Brasil alcançou 288 unidades por habitante ao ano, o maior patamar já registrado no país. Para Tabatha, o resultado está diretamente ligado à consolidação do ovo como um alimento essencial na dieta dos brasileiros. “O principal fator é o reconhecimento cada vez maior do ovo como um alimento completo, nutritivo, seguro e acessível. Hoje, o consumidor tem mais informação sobre os benefícios nutricionais do produto, que oferece proteína de alta qualidade, vitaminas e minerais essenciais para uma alimentação equilibrada”, realça.

Além desses atributos, a versatilidade do alimento contribuiu para ampliar sua presença no dia a

Foto: Shutterstock

dia da população. “Esse crescimento demonstra a consolidação do ovo como uma das proteínas mais presentes na mesa dos brasileiros e confirma a capacidade do setor de atender a uma demanda crescente com qualidade, segurança e eficiência”, destaca.

Essa subida nos gráficos do consumo também impulsiona novos investimentos em produção, inovação, logística e desenvolvimento de produtos com maior valor agregado, fortalecendo a competitividade da atividade nacional.

Consumidor impulsiona inovação e diversificação

As mudanças no comportamento do consumidor têm direcionado os investimentos do setor. A busca por qualidade, rastreabilidade, segurança dos alimentos e praticidade estimulou a adoção de novas tecnologias e o desenvolvimento de soluções voltadas às diferentes demandas do mercado. “Nos últimos anos, observamos avanços importantes em processos produtivos, controle

Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN

de qualidade, certificações, bem-estar animal e desenvolvimento de embalagens mais práticas e informativas. Também cresceu a oferta de produtos com maior valor agregado, como ovos líquidos, linhas voltadas ao público que busca maior aporte proteico, praticidade e conveniência”, compartilha Tabatha.

Esse cenário abre espaço para diversificação de produtos, fortalecimento de marcas e ampliação do consumo em canais como food service, varejo de conveniência e alimentação fora do lar. “A tendência é que essa aproximação entre as demandas do consumidor e a capacidade de inovação da cadeia continue impulsionando o crescimento do setor nos próximos anos”, avalia.

Tecnologia e sustentabilidade 

Além das discussões, os participantes do SIAVS terão acesso a um amplo conjunto de tecnologias, equipamentos e soluções voltadas para todas as etapas da produção.

Entre os destaques estão tecnologias de automação de granjas, monitoramento de desempenho em

Foto: Rodrigo Felix Leal

tempo real, sistemas de gestão baseados em dados, equipamentos para classificação e processamento de ovos, além de soluções para biosseguridade, eficiência energética e sustentabilidade ambiental.

Também ganham espaço temas como rastreabilidade, bem-estar animal, redução de desperdícios, aproveitamento de subprodutos e melhoria da eficiência operacional. “A presença dos principais fornecedores nacionais e internacionais de genética, nutrição, sanidade, equipamentos e tecnologia permitirá aos visitantes conhecerem tendências que já estão transformando a avicultura de postura no Brasil e no mundo, reforçando o papel do SIAVS como um ambiente estratégico para atualização, networking e geração de negócios”, enfatiza a coordenadora técnica da ABPA.

Fonte: Assessoria SIAVS
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Avicultura Em Arapongas (PR)

1ª Feira Aves Seara deve reunir dois mil produtores do Paraná e Mato Grosso do Sul

Evento exclusivo para integrados terá painéis com lideranças da avicultura, exposição de tecnologias e participação de mais de 40 empresas do setor.

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Foto: Shutterstock

Arapongas, no Norte do Paraná, será palco da primeira edição da Feira Aves Seara na próxima sexta-feira (26). A iniciativa, criada para fortalecer a cadeia produtiva avícola e ampliar o desenvolvimento dos produtores integrados da companhia, deve reunir cerca de dois mil avicultores de frangos de corte e matrizes ligados às operações da empresa no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

Diretor-executivo de Agropecuária da Seara, José Antônio Ribas Junior: “A feira foi criada para fortalecer essa parceria de longo prazo, promovendo acesso a conhecimento, tecnologia e inovação que contribuam para o desenvolvimento das propriedades e para a evolução contínua da avicultura brasileira” – Foto: Divulgação

Com participação gratuita e exclusiva para os integrados, o evento foi estruturado como um ambiente de troca de experiências, atualização técnica e geração de oportunidades para o setor. A programação terá início às 08h30, no Golden Hall Eventos, às margens da PR-218, Km 5, na saída para Astorga.

Segundo o diretor-executivo de Agropecuária da Seara, José Antônio Ribas Junior, a proposta é reforçar a parceria construída com os produtores ao longo dos anos. “Os produtores integrados são protagonistas do modelo de negócio da Seara e fundamentais para a qualidade e a competitividade dos nossos produtos. A feira foi criada para fortalecer essa parceria de longo prazo, promovendo acesso a conhecimento, tecnologia e inovação que contribuam para o desenvolvimento das propriedades e para a evolução contínua da avicultura brasileira”, afirma.

Debates com lideranças da avicultura

A programação inclui painéis e debates com executivos da Seara e representantes de destaque do setor avícola nacional. Entre os convidados estão Francisco Turra, conselheiro da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), e Ricardo Santin, presidente da entidade.

Foto: Divulgação

Além do conteúdo técnico, os participantes terão acesso a uma área de exposição com mais de 40 empresas fornecedoras de equipamentos, tecnologias e soluções para a atividade. Também estarão presentes companhias ligadas às áreas de nutrição animal, genética e bem-estar animal, apresentando inovações, tendências e oportunidades de negócios para os produtores.

Plataforma de relacionamento com mais de 10 mil integrados

A Feira Aves Seara faz parte da Plataforma SuperAgro, principal programa de relacionamento da companhia com seus mais de 10 mil produtores integrados de aves e suínos em todo o país.

Criada há mais de uma década, a iniciativa reúne ações voltadas ao reconhecimento dos produtores, acompanhamento de desempenho, capacitação técnica e gerencial, treinamentos e suporte às propriedades, com foco no fortalecimento da atividade no campo e na evolução sustentável da cadeia produtiva.

Fonte: Assessoria Seara
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Avicultura

Um em cada três frangos abatidos no Brasil sai do Paraná

Estado respondeu por 35% da produção nacional no primeiro trimestre de 2026, período em que o país atingiu o maior volume de abates da série histórica.

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Foto: Jonathan Campos

O Paraná ampliou sua liderança na avicultura brasileira e respondeu sozinho por mais de um terço de todos os frangos abatidos no país no primeiro trimestre de 2026. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o estado concentrou 35% do abate nacional no período, mantendo ampla vantagem sobre os demais produtores.

Foto: Ari Dias

Ao todo, o Brasil abateu 1,71 bilhão de frangos entre janeiro e março, resultado 3,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Apesar do crescimento anual, houve ligeira retração de 0,5% em relação ao quarto trimestre de 2025.

Ainda assim, o desempenho foi suficiente para garantir o melhor resultado já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica do IBGE, em 1997. O mesmo ocorreu com os abates de bovinos e suínos, indicando um começo de ano marcado por volumes recordes nas principais cadeias de proteína animal do país.

A distância do Paraná em relação aos demais estados ajuda a dimensionar a importância da avicultura na economia estadual. Com participação de 35%, o estado produz praticamente três vezes mais do que o quarto colocado nacional.

Na sequência aparecem Santa Catarina, com 13,3% do total abatido, Rio Grande do Sul, com 11,8%, e São Paulo, com 10,9%. Juntos, os quatro estados responderam por mais de 70% do abate nacional de frangos no primeiro trimestre.

Produção de carne cresce acima do ritmo de abate

Além do aumento no número de aves abatidas, a produção de carne de frango registrou expansão ainda maior no

Foto: Ari Dias

início deste ano.

O peso acumulado das carcaças alcançou 3,73 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026, alta de 6,9% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 2,2% frente ao trimestre imediatamente anterior.

O crescimento da produção em ritmo superior ao do abate indica ganho de eficiência na cadeia produtiva, com aves mais pesadas e melhor aproveitamento dos sistemas de criação e processamento.

A avicultura brasileira ocupa posição estratégica no agronegócio nacional. Além de atender ao mercado interno, o setor é fortemente orientado às exportações e possui no Sul do país sua principal base produtiva, sustentada pela integração entre produtores, cooperativas e agroindústrias.

Os números divulgados pelo IBGE reforçam essa concentração. Somente Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul responderam por 60,1% do abate nacional no primeiro trimestre, confirmando a Região Sul como o principal polo da produção brasileira de carne de frango.

Fonte: O Presente Rural
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