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Campus by Lallemand reúne mais de 300 estudantes e produtores rurais no Paraná
Voltado para estudantes do último ano de Zootecnia, Agronomia e Veterinária, além de produtores e consultores rurais da região onde acontece o evento, o Campus apresenta soluções científicas em microbiologia para uso em nutrição animal, produção de volumosos conservados e manejo de dejetos, com uma linguagem própria voltada a estes públicos.

Na edição, o Campus by Lallemand aconteceu de 09 a 11 de agosto, na Agropecuária 2M de propriedade do agrônomo Rodrigo Moreto, na cidade de Munhoz de Melo (PR). Com a mesma programação em cada um dos três dias, com 06 horas de programação diária, o evento trouxe palestras técnicas e visitas em quatro estações, programadas de acordo com os temas apresentados.
Voltado para estudantes do último ano de Zootecnia, Agronomia e Veterinária, além de produtores e consultores rurais da região onde acontece o evento, o Campus apresenta soluções científicas em microbiologia para uso em nutrição animal, produção de volumosos conservados e manejo de dejetos, com uma linguagem própria voltada a estes públicos.
“Depois de dois anos de pandemia, há uma demanda por informação de qualidade e de práticas que possam ajudar o produtor a obter mais resultados com uma gestão integrada dos recursos da propriedade” disse o diretor executivo para a América do Sul, o médico-veterinário Paulo Soeiro, que também deu ‘conselhos’ valiosos aos estudantes, reforçando a importância da dedicação, valores e comprometimento dos futuros profissionais.
Conforme um dos organizadores do evento, o zootecnista e diretor técnico da Lallemand Brasil, Edson Poppi, estiveram presentes 300 alunos, das Universidades Estadual de Londrina (UEL) e Maringá (UEM), Unicesumar e Uningá, além de 50 produtores rurais da região e técnicos de instituições e cooperativas.
A propriedade sede do Campus é a Agropecuária 2M, escolhida por sua gestão focada em qualidade, que começa na busca por parceiros que dispõe de tecnologias e que agregam valor e resultados, com oferta de produtos sustentáveis aliados com o que o mercado deseja. O proprietário da Agropecuária 2M, Rodrigo Moreto, possui 50 alqueires, e dedica-se basicamente a produção de leite. “Conto atualmente com 240 cabeças de gado de leite, sendo 125 animais em lactação, produzindo uma média de 27 litros por animal/dia. Com a ajuda de parceiros sérios e gestão da fazenda automatizada, tenho grandes planos para os próximos anos. A segunda etapa de investimento está prevista para maio de 2023, e em seis anos, já na quarta etapa, toda a produção será automatizada com 480 vacas em lactação e o uso de oito robôs”, diz Rodrigo.
A Agropecuária 2M tem 5 alqueires irrigados, sendo uma das mais automatizadas da região. Entre as tecnologias que usa na propriedade, Rodrigo Moreto faz uso de levedura probiótica viva Saccharomyces cerevisiae (Levucell SC), uma levedura específica do rúmen, e também levedura probiótica com ação intestinal, utilizada no leite das bezerras, que chega a diminuir 80% das diarreias no bezerreiro.
Conta ainda com ordenha automatizada, aproximador de ração, alimentador de bezerros e faz tratamento de dejetos líquidos e sólidos, com um composto bacteriano enzimático, que diminui a contaminação ambiental, evitando principalmente a volatização da amônia, diminuindo a emissão de odores, tornando o esterco tratado mais rico para a aplicação nas culturas.
O desafio da indústria leiteira é otimizar a produção de leite de forma a garantir a lucratividade dos produtores, respeitando a saúde, o bem-estar animal e o ambiente, enquanto oferece aos consumidores a qualidade e a segurança do leite e seus derivados, ressalta Jane Moro, gerente de Comunicação e Marketing da Lallemand na América do Sul, responsável pela organização do evento.
Moreto afirma ainda, “na Agropecuária 2M, a qualidade do leite está em 180 mil de células somáticas e 20 mil de CBT (contagem bacteriano total), com 4,8% de gordura e 4% de proteína, o que mostra um leite muito rico em sólidos.”
As apresentações foram feitas pela equipe técnica da Lallemand, que atua no Brasil e em outros países da América do Sul.

Empresas Reforço de equipe
Alivira reforça atuação na América Latina com novo Gerente Técnico Comercial
Com mais de 25 anos de experiência em nutrição de monogástricos, Jorge Pacheco chega para fortalecer a estratégia técnica e comercial da companhia na região

A Alivira anuncia a chegada de Jorge Pacheco como seu novo Gerente Técnico Comercial para a América Latina, reforçando sua estratégia de crescimento e proximidade com o mercado na região.
Médico-veterinário de formação, o executivo construiu uma sólida trajetória de 26 anos na área de nutrição de monogástricos, acumulando experiência em desenvolvimento de negócios e liderança técnica. Ao longo de sua carreira, atuou em empresas de referência do setor, como Agroceres Nutrição (Multimix), Guabi, In Vivo, Sumitomo Chemical e Agrifirm.
A chegada de Pacheco está alinhada ao movimento da Alivira de ampliar sua presença na América Latina, agregando expertise técnica e visão estratégica para atender às demandas do mercado de proteína animal.
Empresa global de saúde e nutrição animal, a Alivira integra o grupo Sequent Scientific e está entre as principais companhias do setor no mundo, com operações em mais de 100 países e unidades produtivas em diferentes continentes.
No Brasil, a empresa atua desde 2016 com foco na fabricação e distribuição de medicamentos veterinários e soluções nutricionais para animais de produção e companhia, incluindo antimicrobianos, anticoccidianos, antiparasitários, aditivos e suplementos.
Com estratégia multiespecializada e forte investimento em pesquisa e desenvolvimento, a companhia busca oferecer soluções que promovam saúde, bem-estar e produtividade animal, atendendo às necessidades de veterinários, produtores e indústria.
A contratação de Jorge Pacheco reforça o compromisso da Alivira com a excelência técnica, a inovação e o fortalecimento de parcerias no mercado latino-americano.
Empresas
Frísia anuncia entreposto em Pium (TO) e projeta investimento de cerca de R$ 100 milhões
Nova unidade vai ampliar capacidade de recepção e beneficiamento de grãos na região e gerar cerca de 20 empregos diretos, além de mais de 200 postos durante as obras

No ano em que comemora dez anos no Tocantins, a Frísia Cooperativa Agroindustrial anuncia a construção de um novo entreposto no estado, no município de Pium, como parte de sua estratégia de expansão e fortalecimento da atuação no estado. O projeto prevê investimento de aproximadamente R$ 100 milhões e geração de cerca de 20 empregos diretos após o início das operações, além de mobilizar mais de 200 trabalhadores durante o período de obras.
A construção da unidade está prevista para começar em junho de 2026, com conclusão estimada para janeiro de 2028. A estrutura foi planejada para atender o crescimento da produção agrícola na região e ampliar o suporte aos cooperados.
A decisão de investir no novo entreposto foi resultado de um processo de análise estratégica e da expansão da atividade agrícola na região. “Mesmo diante de um cenário desafiador, a cooperativa segue crescendo no Tocantins. A região de Pium é uma das que mais têm se desenvolvido nos últimos anos e, após três anos de estudos aprofundados, decidimos realizar esse investimento para atender às necessidades dos cooperados”, afirma o presidente do Conselho de Administração da Frísia, Geraldo Slob.
O novo entreposto tem capacidade operacional prevista de recepção de até 600 toneladas por hora, linha de beneficiamento de 240 toneladas por hora e armazenagem total de 42 mil toneladas de grãos. A unidade também terá um armazém para insumos.
Segundo o gerente-executivo da Frísia no Tocantins, Marcelo Cavazotti, a escolha de Pium como sede da nova unidade levou em conta o potencial produtivo da região e a presença crescente de cooperados. “Trata-se de uma região bastante próspera, com alto potencial agrícola e uma área já consolidada de produção de nossos cooperados”, explica.
Crescimento
O investimento também está alinhado ao planejamento estratégico da cooperativa para os próximos anos. “Dentro do nosso ciclo de planejamento estratégico, que vai de 2025 a 2030, temos como meta crescer no Tocantins de forma sustentável e agregar valor ao negócio dos cooperados. Esse entreposto vai ao encontro desse objetivo”, destaca o gerente-executivo.
Para os produtores, a nova estrutura vai trazer ganhos logísticos e operacionais importantes. “Na prática, o cooperado terá maior agilidade na recepção e no beneficiamento de grãos, economia com fretes e mais proximidade no acesso a insumos, além de segurança no abastecimento”, completa Cavazotti.
A área cultivada de soja no Tocantins saltou de 14,7 mil hectares da safra 2020/2021 para 40,4 mil hectares na de 2024/2025, com produtividade média de 3.771 kg/ha na última safra, acima das 3.057 kg/ha de 20/21.
A Frísia está presente no Tocantins desde 2016, completando, em 2026, uma década de atuação no estado. Atualmente, a cooperativa conta com 110 cooperados e 60 colaboradores na região, com unidades em Paraíso do Tocantins e Dois Irmãos do Tocantins, além de um escritório administrativo em Palmas.
Nos últimos anos, a cooperativa vem realizando diversos investimentos em suas unidades, com o objetivo de acompanhar o crescimento da produção agrícola na região.
Empresas
JBS aponta demanda por nutrição funcional como vetor de crescimento do setor de alimentos
CEO da companhia afirma que mudança no padrão de consumo, com foco em saúde e bem-estar, sustenta expansão e abre espaço para proteínas de maior valor agregado

O Brasil deve assumir um papel central na expansão global do consumo de proteína nos próximos anos, sustentado por escala produtiva, ganhos de eficiência e avanços tecnológicos no campo. A avaliação é do CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, feita nesta terça-feira (7), durante o 12º Brazil Investment Forum, promovido pelo Bradesco BBI, em São Paulo.
Segundo o executivo, o crescimento da demanda por proteína deixou de ser uma tendência conjuntural e passou a refletir uma mudança estrutural, impulsionada por fatores como segurança alimentar, mudanças demográficas e a crescente busca por alimentos com maior valor nutricional. “Estamos diante de uma transformação consistente no padrão de consumo, com mais foco em saúde, energia e qualidade de vida”, afirmou.
A declaração foi feita no painel “Leading Brazil’s Protein Industry: Perspectives from the Companies That Feed the World”, que reuniu lideranças do setor para discutir perspectivas para a indústria de proteínas do Brasil e seu papel no abastecimento global.
O CEO da JBS destacou que a segurança alimentar ganhou centralidade na estratégia de diversos países, impulsionando investimentos em produção local, especialmente no Oriente Médio. Para ele, esse movimento, no entanto, não reduz a relevância do Brasil como fornecedor global competitivo e essencial para complementar o abastecimento internacional. “A produção local é uma realidade. Mas isso não elimina o papel do Brasil, porque você nunca fecha a equação produzindo exatamente tudo o que o mercado quer”, disse.
Ao falar sobre a competitividade brasileira, Tomazoni destacou que o país conta com uma vantagem estrutural rara no setor de proteína animal. Além de deter o maior rebanho comercial bovino do mundo, o Brasil ainda apresenta espaço significativo para elevar sua produtividade, sobretudo a partir do avanço em genética, nutrição e manejo. “O Brasil vai dar as cartas na carne bovina, porque tem rebanho, porque tem área e porque ainda há uma oportunidade muito grande de ganho de produtividade.”
Para o executivo, esse avanço produtivo será decisivo para atender a uma demanda global que tende a crescer de forma consistente nos próximos anos. Na avaliação de Tomazoni, o consumo de proteína deixou de ser somente uma tendência de mercado e passou a refletir uma transformação estrutural nos hábitos alimentares, impulsionada por uma mudança geracional e pela busca crescente por saúde, energia e qualidade de vida.
Nesse cenário, Tomazoni apontou uma nova avenida de crescimento para a indústria: o desenvolvimento das chamadas superproteínas, com aplicações voltadas à nutrição funcional, ao bem-estar e à saúde de longo prazo. Segundo ele, a JBS acredita no avanço de soluções baseadas tanto na proteína natural como em rotas de biotecnologia capazes de customizar compostos com funções específicas.
Um exemplo do investimento da Companhia nessa frente é a recente inauguração da JBS Biotech, em Florianópolis (SC). Esse centro de biotecnologia avançada é dedicado ao desenvolvimento de ciência aplicada à cadeia produtiva, para criar e agregar valor à produção de alimentos. “A gente acha que existem dois caminhos: o caminho da proteína natural, com aumento de produtividade, e o caminho da proteína funcional”, explicou o executivo.
Ao encerrar sua participação, Tomazoni reforçou que a diversificação entre geografias, proteínas e ciclos produtivos segue como um dos principais diferenciais estratégicos da JBS diante de um ambiente global mais volátil.



