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Campo Grande sedia Workshop sobre reprodução e produtividade na pecuária, no dia 22 de junho
Evento faz parte do movimento "Fronteiras da América" que encoraja os produtores a superar suas fronteiras produtivas
No dia 22 de junho, Campo Grande sedia um ciclo de palestras envolvendo o tema: “Produtividade e Reprodução: Desafios, Oportunidades e suas Fronteiras” voltada para pecuaristas, veterinários e zootecnistas. O evento faz parte do movimento “Fronteiras da América”, idealizado pela Biogénesis Bagó, uma das empresas líderes de saúde animal no mercado latino-americano em parceria com a Alvorada produtos agropecuarios, e tem como objetivo encorajar os produtores a melhorar seus índices de produtividade.
As apresentações serão feitas pelo pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – CEPEA-Esalq/USP, Thiago Carvalho, pelo médico veterinário Ed Hoffmann, professor do Departamento de Reprodução Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, e pelo zootecnista Pedro Hespanha, Gerente de Produto da Biogénesis Bagó.
“A palestra terá como pano de fundo o atual momento do mercado pecuário, seus desafios e perspectivas, passando por temas como a ‘Carne Fraca’, o Funrural, a crise no JBS, assim como o ciclo da produção pecuária. O debate com os participantes visa mostrar que, apesar do momento delicado e de mudanças na cadeia, o dentro da porteira tem que deixar de lado a passionalidade e trabalhar com a razão, focando na gestão e no aumento de produtividade dos fatores de produção disponíveis da fazenda, como mão de obra, nutrição, pasto, genética e sanidade. O atual momento exige bom discernimento do setor produtivo, e quem passará por mais essa turbulência serão os pecuaristas-empresários que souberem administrar e utilizar bem esses fatores”, explica Thiago Carvalho.
O evento faz parte de uma série de workshops que estão sendo realizados pelo Brasil para multiplicar o movimento “Fronteiras da América” para mostrar aos produtores como é possível superar as fronteiras de sua produção.
“Na média, os índices reprodutivos que temos no Brasil são muito baixos perto do que poderíamos alcançar. A taxa de prenhez, por exemplo, no Brasil é em média 63%. Com alta tecnificação é possível atingir 93%. Da mesma forma, a taxa de natalidade, que é de 58% e pode chegar a 82%; a taxa de desmame, de 50% para 90%; intervalo entre partos podemos reduzir de 20 para 14 meses. Em relação à taxa de mortalidade podemos sair de 4% e chegar a 2%. Já o Ganho Médio de Peso por dia pode aumentar de 290g para 530g, com uma taxa de desfrute que saia de 22% e atinja 35%. Melhorar os índices de reprodução fazendo uso das tecnologias disponíveis é fundamental para superar as fronteiras da produção de carne e leite de qualidade”, destaca o Gerente de Marketing da Biogénesis Bagó, Carlos Godoy.
O Workshop “Fronteiras da América” em Campo Grande será no dia 22 de junho, das 14h às 18h, na LaZucca Eventos (Avenida Três Barras, 968, Vila Vila Boas). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo telefone 41 32020229.
SERVIÇO
Palestra “Produtividade e Reprodução: Desafios, Oportunidades e suas Fronteiras”
Data: 22 de junho de 2017
Horário: Das 14h às 18h
Local: LaZucca Eventos (Avenida Três Barras, 968, Vila Vila Boas – Campo Grande/MS)
Inscrições: (41) 32020229
Fonte: Ass. de Imprensa

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Mudanças climáticas interferem no desempenho dos suínos, exigindo novas soluções nutricionais, aponta pesquisador da UFMG
O assunto faz parte do livro Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje, lançado pela Novus

O aumento das temperaturas médias e a intensificação das ondas de calor já estão entre os maiores desafios da suinocultura mundial. De acordo com o professor e pesquisador Bruno Silva, especialista em bioclimatologia animal e nutrição de suínos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o ambiente térmico é hoje o principal fator limitante da produção, impactando bem-estar, saúde e desempenho dos animais.
Sensíveis ao calor por possuírem glândulas sudoríparas pouco desenvolvidas, os suínos sofrem quando expostos a temperaturas acima da zona de conforto térmico, que varia entre 16°C e 21°C para matrizes e de 26°C a 34°C para leitões. Conforme a fase de vida, os animais rapidamente apresentam queda de desempenho e maior vulnerabilidade fisiológica. “O estresse térmico reduz o consumo de alimentos, compromete a integridade intestinal e altera o metabolismo, afetando produtividade e eficiência”, explica especialista da UFMG.
O problema tem escala global. Nos Estados Unidos, as perdas relacionadas ao estresse por calor alcançaram US$ 400 milhões em 2024. No Brasil, onde altas temperaturas são constantes, os prejuízos podem ter atingido de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões no mesmo período. “Além das mudanças climáticas, as fêmeas modernas se tornaram mais produtivas, geram mais calor metabólico e se tornaram mais sensíveis às variações térmicas”, destaca Silva.
Segundo o pesquisador, esse desafio exige ajustes nutricionais para reduzir o efeito termogênico da dieta, como diminuição da proteína bruta associada a aditivos e nutrientes específicos que ajudem a manter a homeostase metabólica e a integridade intestinal.
Bruno Silva é um dos colaboradores do livro técnico Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje, lançado pela Novus, líder global em nutrição animal inteligente. “A Novus é uma empresa global com forte influência no desenvolvimento de tecnologias nutricionais para suínos. A elaboração desse livro representa um marco na atualização e difusão do conhecimento gerado pelos principais grupos de pesquisa do mundo dedicados a estudar as fêmeas suínas modernas. Sem dúvida, é um livro que deve estar na mesa de cabeceira de todo nutricionista de suínos. Contribuir para sua elaboração foi uma grande honra para mim e uma grande oportunidade para compartilhar um pouco dos trabalhos desenvolvidos na nossa universidade nessa área”, afirma o professor da UFMG.
Para baixar o livro gratuitamente no site da NOVUS, acesse clicando aqui.
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Eficiência produtiva e gestão estratégica ganham centralidade na suinocultura
Desempenho da suinocultura contemporânea depende menos de fatores isolados e mais da capacidade de adaptação às mudanças do mercado.

A suinocultura brasileira enfrenta um cenário econômico complexo, marcado pela volatilidade dos preços dos grãos, aumento dos custos de produção e margens mais restritas.
Nesse contexto, a rentabilidade da atividade tem sido cada vez mais associada à capacidade de integrar decisões técnicas e financeiras de forma estruturada.
Ajustes pontuais, como mudanças em dietas ou negociações de curto prazo com fornecedores, tendem a ter efeito limitado quando não estão inseridos em uma estratégia mais ampla de gestão. A análise detalhada de custos, margens e retorno sobre o investimento passa a ser um elemento central para a sustentabilidade dos sistemas produtivos.
Para Giovani Frederico, consultor técnico comercial na Agroceres Multimix, o desafio atual exige uma abordagem mais profissional da atividade. “O suinocultor precisa integrar as áreas técnica e financeira da produção. A busca por eficiência produtiva não pode estar dissociada de uma análise consistente de custos, indicadores e resultados”, afirma.
Segundo ele, o desempenho da suinocultura contemporânea depende menos de fatores isolados e mais da capacidade de adaptação às mudanças do mercado, da incorporação de tecnologias e do uso de dados como base para a tomada de decisão.
“A rentabilidade deixa de ser apenas consequência do desempenho técnico e passa a ser resultado direto de uma gestão estratégica”, completa.
Um artigo completo, que aprofunda essa análise sobre eficiência e rentabilidade na suinocultura, está disponível no agBlog, da Agroceres Multimix.
Acesse já clicando aqui.
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Robô com inteligência artificial revoluciona alimentação de suínos no Show Rural Coopavel
Equipamento desenvolvido pela Roboagro será demonstrado no evento, em fevereiro, e promete reduzir custos, otimizar o manejo e ampliar o bem-estar animal nas granjas.

Parece não existir limites para o alcance e a abrangência da Inteligência Artificial. Máquinas e equipamentos cada vez mais sofisticados chegam ao campo com a missão de melhorar desempenho, reduzir o fardo de trabalho dos produtores e otimizar resultados. É o que acontece com a fabricação de um robô alimentador de suínos, que estará em demonstração no pavilhão da pecuária do Show Rural Coopavel, de 09 a 13 de fevereiro.
Um protótipo desse robô, desenvolvido pela Roboagro, indústria gaúcha de Caxias do Sul, vai mostrar o uso da IA na alimentação de plantéis. “Essa tecnologia foi criada há alguns anos, mas a atualização é constante, inclusive com a instalação de câmeras e sensores que, por exemplo, medem a temperatura dos animais e do ambiente e também estimam o peso de cada exemplar”, observa o médico veterinário da área de Fomento da Coopavel, Gustavo Bernart. Todo controle do equipamento acontece por aplicativo, permitindo ao criador programar os horários de servir a ração e as quantidades certas.
Já há criadores integrados à Coopavel e na região de abrangência da cooperativa que utilizam esse equipamento e os resultados são muito bons. Outro ponto importante é destacado pelo gerente do Frigorífico de Suínos, Mauro Turchatto, que é a redução da carga de trabalho sobre os produtores rurais. “Como o robô devidamente programado faz parte da operação, eles então têm mais tempo disponível para gerir o negócio e pensar estratégias para elevar os rendimentos da propriedade”.
Benefícios
Segundo técnicos da Roboagro, a tecnologia empregada no robô alimentador de suínos contribui também com a redução de perda de ração, otimização de tempo de trabalho, garante ganhos e melhorias na conversão alimentar e proporciona maior bem-estar aos animais. A empresa já firmou várias parcerias, como com a Embrapa Suínos e Aves, e robôs têm sido instalados em inúmeras regiões do Brasil em países da América Latina.
