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Campo Demonstrativo Alfa tem 20 anos de história
Em duas décadas O Campo Demonstrativo Alfa foi via de difusão das maiores transformação ocorridas na agricultura e na pecuária brasileira. Trata-se de um espaço e um momento para que o produtor observe, questione e possa concluir qual a melhor alternativa a ser aplicada em sua propriedade. O objetivo final disso é melhorar a vida e a renda no campo.
Essa trajetória iniciou nos anos de 1995 e 1995 através do Concurso Alfa/Agroceres, no qual os agricultores com as lavouras de milho mais produtivas eram premiados. A primeira edição do CDA, em 1996, denominada de "Pólo Demonstrativo de Milho", foi realizada na propriedade de Zênio Taffarel, em Guatambu. O principal destaque da época era o Plantio Direto na Palha.
O evento recebeu o nome atual Campo Demonstrativo Alfa ou, simplesmente, CDA, em 1997, quando o evento recebeu 2.500 visitantes. Na ocasião, as lavouras demonstrativas continuavam direcionadas apenas para grãos, mas o milho já não mantinha atenção exclusiva.
As atividades de pecuária predominantes nas propriedades dos associados à Cooperalfa suínos, aves e leite foram inseridas no rol de palestras do CDA na terceira edição do evento, em 1998, com o tema central "Abra as portas da tecnologia". Àquela edição inaugurou ainda o parque em Linha Tomazelli, Chapecó, local onde o evento é realizado até hoje.
O atual presidente da Coopercentral Aurora, que na época presidia a Cooperalfa e foi um dos idealizadores do evento, lembra que em 1999 foram apresentadas duas grandes inovações: a primeira lavoura de milho de Santa Catarina com semente transgênica, devidamente autorizada pela Ctnbio Comissão Técnica Nacional de Biossegurança e ainda um espaço para discutir o Reflorestamento. Em 1995 foi inaugurado uma dos locais mais visitados na história do evento, o Horto de Plantas Medicinais e o "Resgate à medicina da vovó".
A partir dos anos 2000 o número de expositores e participantes foi aumentando a cada evento e o leque de temas abordados também expandiu-se como, por exemplo, a administração rural.
O engenheiro agrônomo Ari José Roman, que coordenou o CDA por onze anos relata que a partir da décima edição o evento passou a evidenciar o cuidado com o meio ambiente. "Utilização de gás metano nas propriedades, recolhimento das embalagens de agrotóxicos e o cuidado com as fontes de água", destaca.
CDA ganha edição no Planalto Norte
O também engenheiro agrônomo Jacques Schavambach, que coordenou o CDA por sete anos, recorda que em 2006 o CDA passou a ser realizado também no Planalto Norte, região na qual a Cooperalfa atua desde 2003. Em sua primeira edição, o campo demonstrativo, localizado no município de Bela Vista do Toldo, recebeu 1300 visitantes, transformando-se no ano seguinte no maior evento técnico do Sul do Paraná e Norte catarinense.
Naquela região, o CDA ajudou a aproximas as famílias agricultoras da Cooperalfa e também facilitou o acesso a novas tecnologias de produção. Entre os anos de 2007 e 2008 iniciava o trabalho de Agricultura de Precisão na região de Canoinhas. Recentemente, a cadeia produtiva do leite, o setor de hortifrutigranjeiros e o fumo ecológico são atividades que vêm ganhando força no Planalto Norte, além de representarem uma alternativa de renda.
Em 2013 o CDA passou a ter como coordenador o engenheiro agrônomo Alexandre Ramos. Ele destaca que, nos últimos anos, o evento evidenciou a juventude rural e a sucessão familiar. Além disso, o evento passou a trazer palestras magnas de peso, com nomes como o ex-ministro da agricultura e ex-presidente da Organização das Cooperativas do Brasil e Aliança Cooperativa Internacional, Roberto Rodrigues. A atual ministra da agricultura Kátia Abreu também já palestrou no evento, além de personalidades como Alexandre Mendonça de Barros, da MB Agro. As últimas edições do CDA também foram marcadas pelo prêmio Associado Destaque e a Cozinha Interativa Superalfa.
O presidente da Cooperalfa, Romeo Bet, lembra que momentos de descontração também marcaram o evento, como o tropel do suíno, o concurso do serrote, teatro ao ar livre e muita música.
Fator fundamental para a realização de todas as edições do evento é a mobilização que ocorre nas filiais nos meses que antecedem o evento. Além disso, dezenas de profissionais ligados a Cooperalfa e empresas parceiras atuam na organização e realização do evento.
CDA, edição dos 20 anos
Em 2015 o CDA chega aos 20 anos com o tema: "Onde pessoas e tecnologias se encontram", afinal, tudo está ligado à terra. O CDA tem contribuído para melhorar a organização social e da produção, respeitando os ciclos biológicos, enriquecendo o intercâmbio de saberes e, acima de tudo, valorizando o verdadeiro o agricultor.
O CDA é realizado pela Cooperalfa com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo Sescoop, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural Senar, Sicoob Marxicrédito além de outras entidades e empresas expositoras.
Fonte: ACCS/Cooperalfa

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Feicorte reforça protagonismo na cadeia da carne e encerra edição 2026 com sucesso
Evento combinou conteúdo técnico, negócios e julgamentos de animais em uma programação voltada ao presente e ao futuro da pecuária

Em um momento em que a pecuária brasileira buscou cada vez mais inovação, conexão entre os elos da cadeia e acesso a conteúdo técnico de qualidade, a Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne encerrou, nesta sexta-feira (26/6), em Presidente Prudente (SP), mais uma edição marcada por novidades, grande presença de público e fortalecimento do setor. Ao longo de quatro dias, o evento reuniu produtores, empresas, especialistas e lideranças em uma programação voltada à evolução da cadeia da carne, além de promover uma feira de negócios, vitrine genética, exposição, julgamentos e leilões de animais.
Com debates, experiências e espaços de interação, a Feicorte 2026 reforçou o caráter técnico e estratégico da feira, proporcionando ao público uma imersão em temas centrais para o presente e o futuro da pecuária. “Chegamos ao fim de mais uma edição, com muito sucesso e um conteúdo de excelência. Foram dias de muitos debates, ativações e trocas que resultarão no fortalecimento da eficiência da produção pecuária e da qualidade da carne brasileira”, destacou a CEO da Verum e organizadora da Feicorte, Carla Tuccilio.
Para a organizadora, o encerramento da edição confirmou o posicionamento da feira como ambiente de integração entre os diferentes elos da cadeia. “Conseguimos fazer aqui, durante esses quatro dias de evento, o grande ponto de encontro da cadeia produtiva da carne”, concluiu.
Shopping Feicorte: plataforma de negócios contínuo
A Feicorte 2026 reuniu animais de diferentes raças, como Canchim, Zebuínos, Wagyu, Angus e Santa Gertrudis, em uma plataforma de negócios contínuos. O Shopping Seleção Feicorte estreou na edição deste ano como um espaço voltado à comercialização direta de animais de alta qualidade, pacotes genéticos e reprodutores contratados.
A iniciativa foi organizada em parceria com a Central Leilões e registrou compradores de cinco estados diferentes. Foram comercializados 48 machos e sete fêmeas das cinco raças, incluindo também pacotes de sêmen e embrião.
Ovinos da raça Suffolk fazem sua estreia na Feicorte
O evento recebeu, pela primeira vez a exposição oficial de ovinos da raça Suffolk, ampliando a diversidade de espécies em pista e reforçando o espaço da feira como vitrine genética da pecuária. A avaliação, realizada quarta e quinta-feira (24 e 25/6), reuniu animais de alto padrão e destacou a evolução da raça no país.
O resultado confirmou a qualidade dos animais em pista e chamou a atenção de criadores e especialistas, que acompanharam de perto o julgamento conduzido pelo jurado irlandês Patrick O’Keefe.
Julgamentos de raças
Entre os destaques da edição esteve a realização de julgamentos de raças bovinas, promovidos ao longo dos quatro dias da feira. Foram realizadas avaliações que analisaram fatores como a morfologia (aparência física), o padrão racial e a funcionalidade zootécnica dos animais para garantir que eles sejam produtivos no campo e rentáveis para a indústria.
Angus
Realizado pela primeira vez no estado de São Paulo, o julgamento de animais rústicos das raças Angus e Ultrablack foi realizado dentro da programação da Feicorte. A avaliação, na sexta-feira (26), reuniu criadores de diferentes estados e consagrou exemplares de qualidade superior nos principais títulos dos campeonatos individuais de machos e fêmeas. No Grande Campeonato Individual de Fêmeas da raça Angus, a Grande Campeã foi a TAT TEI1655 (Lote 12), do expositor Valdomiro Poliselli Júnior, da Fazenda Cardinal, de Mococa (SP). Entre os machos da raça Angus, o Grande Campeão Individual foi o touro TAT FIV797 (Lote 23), dos expositores Rodrigo Arnt e Nilo Arnt do Sítio Nhá Dota, de Tibagi (PR). Na raça Ultrablack, os animais de Valdomiro Poliselli Júnior também dominaram os pódios feminino e masculino.
Santa Gertrudis
A pista de julgamentos recebeu o Julgamento Nacional da raça Santa Gertrudis na quarta-feira (24/6). A avaliação técnica das linhagens ficou a cargo do jurado Marcelo Moura, especialista em raças zebuínas. Os campeonatos de pista evidenciaram o trabalho de seleção do criatório Santa Gertrudis da Malagueta, que conquistou as duas premiações máximas da exposição. O touro Vaticano da Malagueta levou o título de Grande Campeão, enquanto a matriz Melissa da Monte Sião sagrou-se Grande Campeã.
Wagyu
O julgamento oficial da raça na Feicorte 2026 consagrou Morgana 1923 Guidara FIV e Delicado 52 PWI FIV como os grandes campeões de pista. O Wagyu também estará representado no Leilão Pecuária Solidária nesta sexta-feira (26/6), às 19h, por meio da oferta de 50 doses de sêmen do reprodutor Samurai. Na programação gastronômica da feira, a associação integrou seleção genética e consumo ao comercializar hambúrgueres na estação do Espaço Beef Hour e inovar com o serviço de niguiris de Wagyu para o público que visitou a Beef Hour das Raças, no primeiro dia da feira.
Leilão de cavalos Paint Horse e Quarto de Milha
O 3º Leilão Feicorte – Quarto de Milha e Paint Horse, realizado na quinta-feira (25/6), no Espaço Tatersal, reuniu matrizes, potros, potras e animais domados, comercializando 21 exemplares para 18 compradores de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rondônia e São Paulo.
Organizado pelos criadores Celso Cuba e Celso Luís Cuba, o remate evidenciou a força da equinocultura na programação da Feicorte 2026 e ofereceu genética de qualidade para criadores e competidores.
Leilão CV Nelore Mocho
O Leilão CV Nelore Mocho, realizado na quarta-feira (24/6), no Espaço Tatersal da Feicorte, registrou pista limpa e confirmou a confiança do mercado na qualidade genética dos animais ofertados. Ao todo, foram comercializados 52 touros, com faturamento total de R$ 943.220,00 e média de R$ 18.138,84 por animal.
O remate reuniu 28 compradores de seis estados — São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Goiás — e encerrou com 100% dos lotes vendidos, resultado comemorado pela marca CV Nelore Mocho.
Leilão Grupo Mazieiro e Grandes Marcas – Fêmeas
Na noite de quinta-feira (25/6), a terceira edição do Leilão Grupo Mazieiro e Grandes Marcas – Fêmeas focou na comercialização de matrizes, embriões e prenhezes da raça Nelore PO. O remate registrou liquidez absoluta com a venda de 100% dos lotes ofertados e alcançou uma média superior a R$ 21 mil por animal.
Mais de 100 pecuaristas compareceram ao recinto para acompanhar os lances presencialmente, atraídos pelas condições especiais de parcelamento e pelas facilidades de frete para estados como São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.
Simpósio ReprodOeste
O 4º Simpósio ReprodOeste – Edição Fêmeas Precoces, realizado na Feicorte nesta sexta-feira (26), reuniu professores, alunos e especialistas da pecuária para discutir temas relacionados à fisiologia reprodutiva, manejo de novilhas, melhoramento genético, biotecnologias da reprodução, eficiência alimentar e estratégias para aumentar a precocidade sexual das fêmeas bovinas.
A abertura do simpósio foi conduzida pela médica-veterinária, mestre e doutora em Ciência Animal e docente da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), Caliê Castilho Silvestre, que destacou a relevância do tema desta edição, voltado às fêmeas precoces e sua relação com a eficiência dos sistemas de produção. Segundo ela, o foco está alinhado às estratégias de melhoramento genético que buscam avançar simultaneamente na precocidade sexual e na precocidade de terminação dos animais.
Notícias Santa Catarina
Embrapa destaca potencial dos dejetos suínos para substituir parte da adubação mineral
Palestra técnica durante assembleia do Sindicato Rural de Joaçaba mostrou como o uso correto dos dejetos melhora a fertilidade do solo, aumenta a produtividade agrícola e fortalece a sustentabilidade das propriedades.

O Sindicato Rural de Joaçaba (SC) reuniu produtores rurais, lideranças do setor, técnicos e representantes de entidades parceiras em sua Assembleia de Prestação de Contas. Além de apresentar o balanço das ações desenvolvidas pela entidade, o encontro promoveu uma discussão técnica sobre o aproveitamento agronômico dos dejetos de suínos e reforçou a importância da atuação conjunta em defesa do agronegócio regional.

Foto: Divulgação
A programação incluiu a palestra “Potencial Agronômico dos Dejetos de Suínos”, ministrada pelo pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Evandro Carlos Barros. Durante a apresentação, o especialista abordou o uso dos dejetos como fonte de nutrientes para a agricultura, destacando seu potencial para elevar a produtividade das lavouras, otimizar o aproveitamento dos recursos disponíveis nas propriedades e contribuir para a sustentabilidade ambiental.
Na assembleia, a diretoria do Sindicato Rural de Joaçaba também apresentou um balanço das atividades desenvolvidas, além dos projetos e das ações previstos para os próximos meses.
O presidente da entidade, Clemerson Argenton Pedrozo, ressaltou que a iniciativa buscou aliar a prestação de contas à atualização técnica dos produtores. “Realizamos uma assembleia de prestação de contas e, juntamente com ela, trouxemos um palestrante da Embrapa, sempre uma grande parceira, com muito conhecimento técnico, engrandecendo o nosso evento. Fizemos uma grande assembleia, apresentamos as novidades do Sindicato Rural de Joaçaba, conversamos sobre as nossas ações e sobre o que pretendemos ainda para o futuro”, afirmou.

Foto: Lucas Scherer
Pedrozo também destacou a atuação das instituições parceiras no fortalecimento do setor agropecuário. Segundo ele, o apoio do Sistema Faesc/Senar, do Icasa, da Cidasc, da Epagri e de outras entidades tem sido fundamental para ampliar o acesso dos produtores à assistência técnica e à capacitação. “É importante agradecer a parceria do Sistema Faesc/Senar, que tem nos apoiado e trazido os recursos necessários para aplicarmos em benefício dos produtores rurais. Também agradecemos ao Icasa, à Cidasc, à Epagri e a todas as entidades que trabalham em conjunto com o nosso Sindicato, levando conhecimento e defendendo o produtor rural”, destacou.
De acordo com o dirigente, o trabalho integrado fortalece a representatividade da categoria e amplia a oferta de conhecimento aos produtores. “O objetivo do Sindicato é fazer a defesa do produtor rural e, por meio da parceria com o Senar/SC, levar conhecimento ao nosso público”, completou.
O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, ressaltou o papel dos sindicatos rurais na organização do setor e na aproximação dos produtores de informações estratégicas, assistência técnica e oportunidades de desenvolvimento.
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Quando o clima ajuda a conter a alta dos grãos
Análise da Consultoria Agro do Itaú BBA indica que o El Niño tende a redistribuir a produção entre regiões e reduzir a volatilidade dos preços, ao contrário da La Niña, que concentra perdas e pressiona o mercado global.

O impacto dos fenômenos climáticos El Niño e La Niña sobre o mercado global de soja e milho não segue um padrão simples de alta ou baixa de preços. De acordo com análise da Consultoria Agro do Itaú BBA, os efeitos são assimétricos, dependem da distribuição geográfica das chuvas e, sobretudo, da intensidade de cada evento.

Foto: Divulgação
No caso do fenômeno El Niño, o efeito global tende a ser mais de redistribuição do risco do que de perda generalizada de produção. Enquanto algumas regiões enfrentam restrições climáticas, como partes da Ásia e da África, grandes produtores como Estados Unidos, Brasil e Argentina podem registrar condições mais favoráveis.
Segundo a análise, esse “balanceamento geográfico” faz com que a produção global de soja, em muitos episódios, apresente até ganhos médios de 2% a 5%. No milho, o comportamento é mais neutro a levemente negativo, com perdas estimadas em até cerca de 4%, concentradas em áreas tropicais.
Esse desenho ajuda a explicar por que eventos de El Niño, especialmente os moderados, podem resultar em menor volatilidade nos preços internacionais de grãos. Com a oferta global relativamente preservada, o mercado tende a operar com estoques mais confortáveis, o que reduz a intensidade de movimentos altistas.
Em eventos mais fortes, como os registrados em 1997/98 e 2015/16, não houve, segundo a consultoria, rupturas relevantes no balanço global de oferta e demanda de soja e milho, e as cotações internacionais exibiram comportamento menos volátil do que em anos neutros ou sob influência de La Niña.
O quadro muda de forma mais consistente sob influência da La Niña. Nesse cenário, o padrão climático tende a ser mais sincronizado entre grandes regiões

Foto: Divulgação
produtoras, ampliando a probabilidade de perdas simultâneas de produtividade.
A América do Sul, responsável por cerca de 65% das exportações globais de soja e fatia relevante do milho, aparece como uma das áreas mais vulneráveis a períodos prolongados de estiagem associados ao fenômeno. Episódios recentes de La Niña entre 2020 e 2022 coincidiram com secas severas no Sul da África e perdas expressivas no Cone Sul, contribuindo para forte alta nos preços internacionais em 2021 e 2022.
Nesse período, o milho chegou a superar US$ 6,50 por bushel em Chicago, enquanto a soja atingiu US$ 17 por bushel, refletindo um aperto global de oferta.
Para a Consultoria Agro do Itaú BBA, essa mudança também reflete uma transformação estrutural no mercado global de grãos. Com o aumento da participação do Hemisfério Sul no comércio internacional, choques climáticos negativos passaram a ter impacto mais direto sobre a formação de preços, especialmente em anos de La Niña.
Nesse contexto, enquanto o El Niño atua mais como um fator de redistribuição regional de produção, a La Niña segue associada a maior risco de desequilíbrio global entre oferta e demanda, com efeitos mais intensos sobre as cotações de soja e milho.
