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Campanha no Paraná reforça prevenção a incêndios florestais e rurais no inverno
Entidades como Sistema Faep e Apre unem esforços para conscientizar produtores e população sobre os riscos do fogo e a importância de ações educativas e treinamentos especializados.

Os meses de inverno no Paraná costumam ser secos, ocasionando o aumento nas ocorrências de incêndios em áreas rurais. Em 2024, o Estado registrou recorde de focos de fogo, com 13.555 pontos. Diante deste cenário, o Sistema Faep faz parte da campanha de prevenção contra incêndios, promovida pela Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre), com a participação de diversas outras entidades. O mote da ação neste ano é: “Onde há fumaça…”.
“Todos os anos, nos engajamos na prevenção desse problema com potencial de causar danos ao solo, prejuízos econômicos aos produtores rurais e colocar em risco a vida de animais e de pessoas nas áreas rurais”, reforça o presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Além disso, investimos constantemente na formação de instrutores e na modernização dos nossos cursos na área de prevenção e combate a incêndios”, complementa.
Segundo o presidente da Apre, Fábio Brun, o objetivo da campanha é disseminar as práticas do uso seguro do fogo de modo que esse conhecimento vire uma cultura permanente. “Queremos conscientizar a população de que a prevenção é sempre o melhor caminho, lembrando-a também de que os incêndios, mesmo que acidentais, são considerados crimes. Trata-se de um trabalho em conjunto entre a população, os produtores e os agentes de combate”, enumera Brun.
Fatores climáticos
Os fatores climáticos nos primeiros quatro meses de 2025 favoreceram a redução de focos de incêndios, se compararmos com 2024. Segundo o Corpo de Bombeiros, até o dia 17 de junho de 2025, foram registrados 2.765 focos de incêndios, enquanto no mesmo período do ano passado esse número foi de 4.004.
“Já conseguimos observar uma redução dos incêndios florestais em 2025. Uma redução de 40% por conta das condições climáticas em comparação ao mesmo período de 2024. Em 2025, espera-se menos ondas de calor e períodos de estiagem, ao contrário do que foi em 2024”, diz a capitã do Corpo de Bombeiros Luisiana Guimarães Cavalca.

Fotos: CBMPR
A integrante dos Bombeiros enfatiza que o grande desafio da prevenção é levar a conscientização para aqueles que realmente provocam os incêndios. “Na área agrícola, em especial, existe o manejo de material combustível com o fogo. Uma prática ainda muito comum e que, infelizmente, contribui para que se perca o controle desse fogo. Na área urbana também ocorre, é claro, porém com a queima de lixo ou mato. Por isso, uma campanha como esta faz toda a diferença, principalmente, por atingir crianças e adolescentes. Assim atuamos a curto, médio e longo prazo”, aponta Luisiana.
Agrinho bombeiro
Até o Programa Agrinho vestiu a camisa da prevenção e combate a incêndios. A campanha promovida pela Apre deste ano, pela primeira vez, vai contar com uma mascote do Sistema Faep, o Seu José, pai do personagem Agrinho, retratado como brigadista.
Desde 2010, a entidade oferta o curso “Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais”, com carga horária de 16 horas. O treinamento foi formatado com foco na realidade das empresas de base florestal, em parceria com especialistas do Departamento de Incêndios do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O treinamento aborda conceitos básicos sobre os incêndios (teoria do fogo, forma, tipos e propagação de incêndios); aspectos de prevenção (eliminação das fontes e redução da propagação) e combate seguro (pessoal, equipamentos e produtos).
Além deste curso, com foco na realidade das empresas de base florestal, desde 2020, o Sistema FAEP também oferta o curso de prevenção e combate aos incêndios no meio rural. Essa necessidade surgiu em função de anos de estiagem severa e condições climáticas adversas, que afetou plantios de cana-de-açúcar e áreas de lavouras.
“Temos atuado na formação de brigadistas ambientais diretamente nas agroindústrias, principalmente usinas sucroalcooleiras, empresas e propriedades rurais. Foram realizados quase 300 eventos nestes quase cinco anos de oferta, sendo 149 para usinas, com mais de 3 mil participantes. Nestes cursos a carga horária é de 24 horas, pois também são abordadas noções de primeiros socorros, de forma teórica e prática”, aponta Neder Maciel Corso, do Departamento Técnico do Sistema Faep.

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China, Paraguai e Palau abrem mercados para produtos agropecuários brasileiros
Novos acordos sanitários ampliam oportunidades para exportação de cálculos biliares bovinos, suínos vivos e carnes de diferentes espécies.

As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau aprovaram novos requisitos que permitem a entrada de produtos agropecuários brasileiros nesses mercados. As medidas envolvem a exportação de cálculos biliares bovinos para o mercado chinês, suínos vivos destinados ao abate para o Paraguai e carnes bovina, ovina, caprina e suína para Palau.
Com a China, o Brasil assinou um protocolo sanitário que estabelece as condições para exportação de cálculos biliares bovinos. O produto, utilizado principalmente pela indústria de Medicina Tradicional Chinesa, passa a ter regras definidas para inspeção, certificação e controle das remessas entre os dois países.
O acordo amplia o comércio de um subproduto da cadeia pecuária brasileira e cria uma nova possibilidade de aproveitamento econômico de materiais provenientes da produção bovina. A China é um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras e tem papel estratégico para a expansão das exportações do agronegócio nacional.
No Paraguai, as autoridades sanitárias aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos brasileiros destinados ao abate. A medida estabelece o padrão documental necessário para os embarques e abre uma nova alternativa comercial para a cadeia suinícola nacional.
Já Palau aprovou os modelos de CSI para importação de carnes bovina, ovina, caprina e suína produzidas no Brasil. Com a aprovação dos certificados, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos de habilitação e atender aos requisitos sanitários exigidos pelo país insular.
As aberturas fazem parte da estratégia brasileira de ampliar o acesso a mercados internacionais por meio de acordos sanitários. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), uma abertura de mercado ocorre quando o país importador reconhece que as garantias sanitárias oferecidas pelo Brasil atendem aos seus requisitos para determinado produto.
Impacto para o agro
A ampliação de destinos comerciais reduz a dependência de poucos compradores e aumenta as possibilidades de comercialização para diferentes cadeias produtivas. No caso das carnes, a abertura de novos mercados ocorre em um momento de busca por maior diversificação das exportações brasileiras de proteína animal.
Além dos produtos tradicionais, como carne bovina e suína, o avanço de negociações envolvendo subprodutos de origem animal mostra a tentativa da indústria de ampliar o aproveitamento econômico da produção pecuária brasileira.
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Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia
Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.

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Inscrições para prêmio de inovação em fertilizantes terminam nesta segunda-feira
Associação Nacional para Difusão de Adubos vai reconhecer pesquisas acadêmicas sobre fertilizantes, manejo do solo e tecnologias para o agronegócio, vencedor será anunciado em agosto, durante o Congresso Nacional de Fertilizantes.

Estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de agronomia e cursos correlatos têm até esta segunda-feira (27) para se inscrever na 5ª edição do Prêmio Carlos Florence, promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). A iniciativa busca estimular a produção de pesquisas e trabalhos acadêmicos voltados à inovação e ao desenvolvimento do setor de fertilizantes.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
Podem concorrer artigos científicos, ensaios, monografias, dissertações e teses desenvolvidos em instituições de ensino superior brasileiras. Os trabalhos devem abordar temas relacionados ao tratamento e uso do solo, inovação e desenvolvimento de produtos, além de gestão e tecnologias de aplicação de fertilizantes.
Nesta edição, o regulamento também contempla pesquisas alinhadas ao movimento internacional Nutrientes para a Vida (Nutrientes for Life), que destaca a importância biológica, ambiental e econômica dos fertilizantes para a produção de alimentos e para a sustentabilidade da agricultura.
Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora com base em quatro critérios. Inovação e viabilidade de aplicação terão peso 40 cada, enquanto objetividade e clareza receberão peso 20 cada na composição da nota final.
O vencedor será conhecido durante o 13º Congresso Nacional de Fertilizantes, marcado para 25 de agosto.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no site da ANDA, onde também estão disponíveis o edital e as orientações para envio dos trabalhos.
Criado para homenagear Carlos Florence, um dos principais especialistas brasileiros no setor de fertilizantes, o prêmio leva o nome do ex-diretor-executivo da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA), falecido em 2021. Florence acompanhou as principais transformações da indústria de fertilizantes no país e também se destacou como cronista e escritor.





