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Campanha de vacinação contra a brucelose vai até dia 30 de junho em São Paulo

Por se tratar de uma vacina viva, passível de infecção para quem a manipula, a vacinação deve ser feita por um médico-veterinário cadastrado que, além de garantir a correta aplicação do imunizante, fornece o atestado de vacinação ao produtor.

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Foto: Divulgação/SAA SP

A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) informa que está em vigor a Campanha de Vacinação contra a Brucelose em todo o Estado de São Paulo. Após a publicação da Resolução SAA nº 78/24 e das Portarias 33/24 e 34/, a campanha passa a vigorar durante todo o ano e no primeiro semestre, as bovinas e bubalinas de três a oito meses, devem ser vacinadas até dia 30 de junho.

Fotos: Divulgação/Arquivo OPR

Por se tratar de uma vacina viva, passível de infecção para quem a manipula, a vacinação deve ser feita por um médico-veterinário cadastrado que, além de garantir a correta aplicação do imunizante, fornece o atestado de vacinação ao produtor.

A relação dos médicos-veterinários cadastrados na Defesa Agropecuária para realizar a vacinação em diversos municípios do Estado de São Paulo está disponível, clicando aqui.

Diferente das campanhas anteriores, a declaração de vacinação pelo proprietário ou responsável pelos animais não é mais necessária. A partir de agora, o médico-veterinário responsável pela imunização, ao cadastrar o atestado de vacinação no sistema informatizado de gestão de defesa animal e vegetal (GEDAVE) em um prazo máximo de quatro dias a contar da data da vacinação e dentro do período correspondente à vacinação, validará a imunização dos animais.

A exceção acontecerá quando houver casos de divergências entre o número de animais vacinados e o saldo do rebanho declarado pelo produtor no sistema Gedave.

Em caso de incongruências, o médico-veterinário e o produtor serão notificados das pendências por meio de mensagem eletrônica, enviada ao e-mail cadastrado junto ao Gedave. Neste caso, o proprietário deverá regularizar a pendência para a efetivação da declaração. 

O modelo alternativo de identificação – o primeiro do país aprovado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) – de vacinação contra a Brucelose trata-se de uma alternativa não obrigatória à marcação a fogo que além do bem-estar animal, estimula a produtividade e a qualidade do manejo, além de aumentar a segurança do produtor e do veterinário responsável pela aplicação do imunizante.

A partir das publicações, fica estabelecido o botton amarelo para a identificação dos animais vacinados com a vacina B19 e o botton azul passa a identificar as fêmeas vacinadas com a vacina RB 51. Anteriormente, a identificação era feita com marcação à fogo indicando o algarismo do ano corrente ou a marca em “V”, a depender da vacina utilizada.

Para o caso de perda, dano ou qualquer alteração que prejudique a identificação, deverá ser solicitada nova aplicação que deverá ser feita ao médico-veterinário responsável pela aplicação ou ainda, para a Defesa Agropecuária.

Havendo a impossibilidade da aquisição do botton, o animal deverá ser identificado conforme as normativas vigentes do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT).

A Defesa Agropecuária informa ainda que o uso do botton só é válido dentro do Estado de São Paulo, não sendo permitido o trânsito de animais identificados de forma alternativa para demais estados da federação.

Fonte: Assessoria SAA SP

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Rússia reconhece Brasil livre de febre aftosa sem vacinação

Decisão acompanha o novo status sanitário concedido pela OMSA e amplia a confiança internacional no sistema brasileiro de defesa agropecuária.

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A Rússia passou a reconhecer oficialmente todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação. A comunicação foi feita pelas autoridades sanitárias russas na última quarta-feira (10) e representa mais um desdobramento internacional do novo status sanitário obtido pelo Brasil junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

Foto: Shutterstock

A medida tem relevância tanto sanitária quanto comercial. Além de validar os avanços brasileiros no controle e erradicação da doença, o reconhecimento cria condições mais favoráveis para a presença de produtos agropecuários brasileiros no mercado russo, especialmente aqueles ligados às cadeias de proteína animal.

O reconhecimento é resultado de um trabalho conjunto conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), que vêm atuando para que a nova condição sanitária do país seja aceita pelos principais parceiros comerciais.

A classificação de país livre de febre aftosa sem vacinação é considerada um dos mais elevados níveis de reconhecimento sanitário internacional para a pecuária. O status foi concedido ao Brasil pela OMSA após anos de evolução dos programas de vigilância, controle e defesa sanitária animal.

Na prática, o reconhecimento por parte da Rússia reforça a credibilidade do sistema brasileiro de defesa agropecuária e reduz barreiras relacionadas à sanidade animal nas negociações comerciais entre os dois países.

A decisão também fortalece a imagem do Brasil como fornecedor de alimentos de origem animal em um mercado que historicamente figura entre os importantes destinos das exportações

Foto: Shutterstock

brasileiras de carnes. O reconhecimento amplia a segurança jurídica e sanitária para os fluxos comerciais e pode favorecer futuras negociações de acesso e ampliação de mercado.

Para o governo brasileiro, o posicionamento das autoridades russas demonstra confiança nos mecanismos de controle sanitário adotados pelo país e consolida um dos principais argumentos utilizados pelo setor exportador: a capacidade de oferecer produtos com elevado padrão sanitário e rastreabilidade reconhecida internacionalmente.

O reconhecimento ocorre em um momento em que o Brasil busca converter os ganhos sanitários obtidos nos últimos anos em novas oportunidades comerciais, ampliando a competitividade das exportações agropecuárias e fortalecendo sua presença nos mercados globais de proteína animal.

Fonte: O Presente Rural
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Rastreabilidade deve ampliar competitividade da pecuária brasileira nos próximos anos

Implementação do PNIB e aumento das exigências por transparência e comprovação de origem ampliam a importância da identificação individual dos rebanhos.

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A Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável defendeu a rastreabilidade como um dos pilares para a competitividade da pecuária nacional durante encontro regional promovido pela Mesa Global de Carne Sustentável (GRSB) e pelo Bezos Earth Fund, realizado em maio na cidade de São Paulo.

Foto: Divulgação/MBPS

Na oportunidade, a presidente da Mesa Brasileira, Ana Doralina Menezes, afirmou que a identificação individual dos animais passou a ocupar posição estratégica nas discussões sobre acesso a mercados, transparência, sanidade e sustentabilidade. “O debate sobre rastreabilidade vai além de uma exigência de mercado. Estamos falando de uma infraestrutura estratégica para fortalecer a confiança entre campo, indústria, sociedade e mercados, além de apoiar uma pecuária cada vez mais sustentável, inclusiva e competitiva”, afirmou.

Segundo Ana Doralina, o Brasil atravessa um momento importante para o fortalecimento dessa agenda. Entre os fatores que impulsionam o tema estão o reconhecimento internacional do país como livre de febre aftosa sem vacinação e a implementação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), que prevê a identificação individual do rebanho brasileiro até 2032.

Durante o encontro, a entidade também destacou sua atuação nas discussões sobre o desenvolvimento de sistemas

Foto: Divulgação/MBPS

de rastreabilidade no país. Desde 2022, a Mesa Brasileira participa de debates técnicos relacionados à interoperabilidade entre plataformas, ampliação do acesso dos produtores às ferramentas de identificação animal e construção de políticas públicas voltadas ao tema.

Além da participação em fóruns nacionais e internacionais, a organização tem defendido a criação de condições que favoreçam a adoção dos sistemas nas propriedades rurais, incluindo assistência técnica, acesso ao crédito, integração de dados, segurança jurídica e mecanismos de inclusão produtiva.

Foto: Divulgação/MBPS

Para a entidade, a ampliação da rastreabilidade depende da participação coordenada de diferentes segmentos da cadeia pecuária e da construção de um ambiente capaz de gerar confiança e credibilidade para produtores, indústria e consumidores. “A rastreabilidade pode ser mais do que uma resposta às pressões externas. Ela pode se consolidar como a base de uma nova proposta de valor para a pecuária brasileira, conectando origem verificável, produtividade, sustentabilidade e confiança”, destacou Ana.

A participação da Mesa Brasileira no encontro reforçou a presença da entidade nas discussões internacionais sobre o futuro da produção pecuária e os mecanismos necessários para ampliar a competitividade do setor em mercados cada vez mais atentos à origem e à transparência dos produtos agropecuários.

Fonte: O Presente Rural
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Exportações de carne bovina batem recorde histórico até maio

Embarques somam 1,36 milhão de toneladas e receita supera R$ 40 bilhões nos cinco primeiros meses de 2026.

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As exportações brasileiras de carne bovina mantiveram ritmo acelerado nos primeiros cinco meses de 2026 e alcançaram o maior volume já registrado para o período na série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997. Entre janeiro e maio, o Brasil embarcou 1,36 milhão de toneladas da proteína, avanço de 14,4% em relação ao mesmo intervalo de 2025 e de 26,6% na comparação com os cinco primeiros meses de 2024.

Além do recorde em volume, o setor também atingiu o maior faturamento da história para o período. A receita acumulada com as exportações chegou a R$ 40,207 bilhões até maio, valor 20,24% superior aos R$ 33,44 bilhões registrados entre janeiro e maio do ano passado.

Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho foi favorecido pela combinação entre a valorização do dólar frente ao real e o aumento do preço médio pago pela carne bovina brasileira no mercado internacional. No acumulado do ano, a tonelada exportada foi negociada, em média, por cerca de R$ 29,5 mil.

Somente em maio, os embarques totalizaram 290,453 mil toneladas, crescimento de 2,5% em relação a abril e de 17,2% na comparação com maio de 2025. O faturamento do mês alcançou R$ 9,04 bilhões, o maior resultado mensal de 2026 até o momento.

O valor médio recebido pelas exportações em maio foi de R$ 31.135,21 por tonelada, o que garantiu aumento de 5,35% na receita frente ao mês anterior e de 28,08% em relação ao mesmo período do ano passado.

Para os pesquisadores do Cepea, o forte desempenho das vendas externas reforça a importância estratégica do mercado internacional para a pecuária brasileira. O cenário ganha relevância em um momento de transição entre safra e entressafra, período marcado por leve aumento na oferta de animais prontos para abate, demanda doméstica enfraquecida e maior competitividade de proteínas concorrentes no mercado interno.

Fonte: O Presente Rural
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