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Campanha da Castrolanda arrecada mais de R$ 1,5 mi em doações para famílias em vulnerabilidade e instituições
Cuidar, Envolver e Amar contou com a participação de colaboradores, cooperados e parceiros da Cooperativa

A Castrolanda apresentou, nessa segunda-feira (27), os resultados da campanha Cuidar, Envolver e Amar, uma iniciativa da Cooperativa e da Associação de Funcionários (AFCC) que tem como objetivo auxiliar famílias em situação de vulnerabilidade. As arrecadações chegaram a R$ 1,5 milhão em 2021 e beneficiaram mais de 37 mil pessoas nos municípios de atuação da Cooperativa.
A campanha teve início em 2020 para engajar colaboradores, cooperados e parceiros da Castrolanda e sociedade civil para que, por meio do espírito de colaboração, contribuíssem com as pessoas que foram mais afetadas pela pandemia de Covid-19. Os recursos financeiros foram utilizados para aquisição de material hospitalar, oxigênio, cestas básicas e kits de higiene para famílias e instituições sociais.
O Supervisor de PMO da Castrolanda, Willian de Oliveira, foi um dos colaboradores que participou da campanha e destaca a importância da realização de ações para auxiliar a comunidade. “Nós, como colaboradores da Cooperativa, temos o privilégio de estar em um setor da economia que não sofreu tanto com a pandemia e entendo que podemos contribuir com as famílias mais carentes. Nem toda empresa tem esse perfil de preocupação da sociedade, tanto que os colaboradores se engajaram e doaram, por entender que a Cooperativa tem esse papel importante na sociedade onde ela atua. Então eu vejo que foi uma atuação excelente da Castrolanda”.
Entregas
As entregas da campanha Cuidar, Envolver e Amar foram realizadas mensalmente por colaboradores da Cooperativa em parceria com a Associação dos Veteranos do 5º Esquadrão de Cavalaria Mecanizada e atenderam os municípios de Castro, Piraí do Sul, Ventania, Ponta Grossa, Itaberá, Itararé, Itapeva e Itapetininga.
O Hospital da Cruz Vermelha de Castro recebeu, entre as doações, dois respiradores e um novo tanque de oxigênio, como conta a Diretora Administrativa da instituição, Eliana Reynaldo. “A nossa UTI era para 10 leitos. Com a doação dos respiradores, conseguimos aumentar para 12 leitos.
Na metade da campanha, tivemos um problema muito sério com oxigênio, um consumo muito alto, porque todos os pacientes de Covid utilizam oxigênio e o nosso tanque era muito menor. A Castrolanda nos doou um tanque o dobro do tamanho que nós tínhamos antes, isso foi fundamental para o nosso trabalho”.
Para o Hospital Universitário da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HU-UEPG), as doações foram de mais de 3.400 itens, entre luvas, máscaras, tocas, oxímetros e equipamentos de proteção individual. “Recebemos com muita alegria as doações, que nos ajudaram muito. Se a Cooperativa voltou os olhos para nós, enquanto instituição pública, e reconheceu o nosso trabalho como efetivo, a ponto de nos trazer uma doação, entendemos como reconhecimento, e é extremamente motivacional para o nosso cotidiano”, afirma a Chefe da Assistência Social do HU-UEPG, Inês Chuy Lopes.
Princípios do cooperativismo
O Presidente da Castrolanda, Willem Berend Bouwman, agradeceu a todos os envolvidos na campanha. “Cuidar, Envolver e Amar foi uma grande campanha. Agradecemos a todos que participaram de alguma maneira. Com a atuação dos nossos colaboradores, cooperados e parceiros, reforçamos os princípios do cooperativismo, principalmente o interesse pelas comunidades em que atuamos”.
Parceiros
Além dos colaboradores e cooperados, também foram fundamentais para a campanha as empresas parceiras Sicredi, Coonagro, BASF, Alegra, Unimed, Lagoa Bonita Sementes, Brasil Borges, Pigatto Monteiro Schuster e Associação dos Veteranos do 5º Esquadrão de Cavalaria Mecanizada.

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Trigo sobe no mercado interno mesmo com queda externa e dólar mais fraco
Reposição de estoques na entressafra, oferta restrita no spot e gargalos logísticos elevam cotações. Farinhas encarecem e farelo recua com menor demanda na ração.

Os preços do trigo no Brasil seguem em alta, na contramão do mercado internacional e da desvalorização do dólar frente ao real. A leitura é do Cepea, que atribui o movimento doméstico à necessidade de reposição de estoques pelos compradores, à baixa disponibilidade no mercado spot durante a entressafra e à postura retraída dos vendedores, concentrados nos trabalhos da safra de verão.

Foto: Cleverson Beje
Com menos oferta imediata e compradores ativos para recompor posições, as negociações internas ganharam firmeza. Do lado vendedor, a prioridade dada às atividades de campo reduz a liquidez no físico e reforça a pressão altista nas cotações.
No exterior, o cenário é distinto. As cotações futuras recuaram nas bolsas norte-americanas, influenciadas pelo aumento dos estoques globais e pelas chuvas recentes nas Grandes Planícies do sul dos Estados Unidos, fator que melhora a condição das lavouras e reduz prêmios de risco climático.

Foto: Luiz Magnante
Nos derivados, o comportamento é divergente. O farelo de trigo registrou queda na última semana, pressionado pelo aumento da oferta e pela menor demanda, com consumidores já abastecidos ou substituindo o insumo em formulações de ração animal.
Já as farinhas avançaram, refletindo o encarecimento da matéria-prima e a necessidade de reposição por parte dos moinhos.
Além da dinâmica de oferta e demanda, moinhos relatam dificuldades logísticas. Restrições no transporte, associadas ao pico da colheita de soja, reduzem a disponibilidade de fretes e atrasam fluxos de entrega, adicionando custo e incerteza às operações no mercado de trigo.
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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.



