Suínos Marketing
Campanha da Carne Suína alcança mais de 15 milhões de impressões nas mídias impressas e digitais
É sem dúvida um movimento inédito e de força expressiva na educação do consumidor brasileiro

Desde 2013, a Semana Nacional da Carne Suína (SNCS) atua com uma estratégia sólida, bem definida e com um único objetivo: mostrar ao consumidor brasileiro todas as vantagens da proteína. Neste ano, o trabalho estratégico da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), do Sistema Sebrae e das redes de varejo participantes refletiu em números: mais de 15 milhões de impressões nas redes sociais somados a 1,5 milhão de consumidores impactados com informações sobre a campanha.
Nas primeiras edições, a iniciativa começou tomando conta das lojas, dos caixas de atendimento, dos balcões dos açougues e nas prateleiras, nas embalagens das carnes. Mas em pouco tempo, os espaços físicos das lojas já não eram o suficiente. Hoje, a Semana Nacional da Carne Suína está nas redes sociais, nos jornais, nas TVs, nos pontos de ônibus e nos produtos que os consumidores levam para casa.
Em sua sexta edição, a SNCS soma às 624 lojas das sete bandeiras participantes, campanhas de marketing nas redes sociais e nos outros meios de comunicação. É sem dúvida um movimento inédito e de força expressiva na educação do consumidor brasileiro.
Em trabalho desenvolvido com o suporte do pacote de comunicação oferecido pela ABCS, as bandeiras Extra e Pão de Açúcar, Hortifruti-Natural da Terra, Lopes Supermercados, Oba Hortifruti e St. Marche, cada uma a sua maneira, investiram em estratégias criativas e inovadoras para levar a carne suína cada vez mais longe. Foram materiais impressos, campanhas online e off-line e inúmeras outras ações desenvolvidas pelas redes. O conteúdo de redes sociais divulgado pelas redes foi também compartilhado nos perfis do Mais Carne Suína no Instagram e Facebook para apresentar ao consumidor as diferentes vertentes da SNCS.
O professor do UniCEUB e especialista em marketing digital, Roberto Lemos, explica que investir na comunicação via redes sociais, hoje, é expandir o alcance da informação e levar cada vez mais longe o conhecimento que se quer compartilhar. “Mais de 50% da população brasileira acessando internet, majoritariamente as classes de consumidores, A B e C, com um percentual altíssimo de engajamento nas redes sociais. O Brasil é segundo país no ranking de uso das redes sociais, por tempo de uso, no mundo. O consumidor tem acesso à internet e às redes sociais, e mais ainda, hoje esse consumidor é mobile. Ele está usando as redes sociais enquanto está em processo de compra. O consumidor de hoje vai ao supermercado enquanto está usando o celular”, destaca.
A ABCS também acredita que a comunicação estratégica e integrada é essencial para disseminar a campanha para os mais diversos públicos, em diferentes canais com o objetivo de levar ao consumidor todas as informações sobre a proteína mais consumida no mundo. “O que vimos nessas duas últimas semanas foi algo inédito para a cadeia da suinocultura brasileira. O resultado do pacote de comunicação repleto de materiais elaborados pela ABCS, com apoio do Sistema Sebrae, e entregue às redes de varejo para a promoção da carne suína foi além do esperado. As estratégias de comunicação tanto na rede quanto no papel projetaram para um público recorde toda a saudabilidade, sabor e custo benefício da proteína. Além disso, cada rede conseguir imprimir na SNCS sua própria identidade, tornando a campanha ainda mais eficiente. O resultado de tudo isso é a geração de credibilidade entre os milhões de consumidores. Nunca estivemos em tantos canais digitais ao mesmo tempo no Brasil. Isso é maravilhoso”, celebra a diretora de projetos e marketing da ABCS, Lívia Machado.
Gustavo Melo, da Unidade de Competitividade do Sebrae afirma que a estratégia comunicativa da ação é importante porque conversa diretamente com o consumidor final, o ator principal dessa cadeia. “Uma vez sensibilizado o consumidor, esse movimento gera valor para a cadeia produtiva como um todo, pois ele começa a exigir do elo do varejo, que por sua vez, impacta os elos de processamento na questão preparação e exposição dos cortes especiais, impactando, por fim, o elo da produção no que diz respeito a qualidade do animal nas granjas, ou seja, esse tipo de ação tem um impacto na cadeia”, sustenta.
Supermercados e mídia
O GPA, por exemplo, investiu em um enxoval impresso e digital para impulsionar a carne suína nas mídias. A bandeira apostou em comunicação no aplicativo do Grupo, nas redes sociais, com stories, alcançando mais de 10 milhões de impressões. Sem contar, ainda, a campanha para TV Minuto, que transmite conteúdo para o metrô de São Paulo, o mais movimentado do país. Já os aplicativos alcançam mais 8 milhões de clientes ativos.
A carne suína também ganhou destaque no canal do YouTube Churrasqueadas, além de posts no blog acessado por mais de 100 mil pessoas, investindo na interatividade com o cliente. Outro destaque da campanha são as revistas das bandeiras Extra e Pão de Açúcar, sendo a última distribuída nos principais jornais dos 13 estados. Foram mais de 248 mil revistas impressas.
A rede Hortifruti – Natural da Terra, por sua vez, surpreendeu os clientes das lojas ao sugerir uma série de combinações entre a carne suína e outros produtos como temperos, vinhos, verduras e processados que dão o match perfeito. Essa pegada permeou toda a campanha feita pela rede nas mídias sociais como Facebook e Instagram, alcançando aproximadamente 130 mil visualizações. Além posts informativos, com receitas e dicas nutricionais em webmail para os clientes. Sem contar o folder de receitas com dicas gastronômicas que destacam todo o sabor e a versatilidade da carne suína.
Já o Lopes Supermercados apostou na comunicação direta com os seus clientes. A rede usou o WhatsApp, que já funcionava na rede para comunicar promoções, para enviar posts informativos sobre a carne suína a mais de 9 mil cadastrados: desde promoções até dicas nutricionais. O Lopes também trabalhou com as suas redes sociais, que juntas, impactam mais de dois milhões de clientes com uma campanha diversificada e dinâmica.
O Oba Hortifruti construiu toda uma campanha baseada no slogan “Carne suína sim”. Os clientes receberam uma série de materiais impressos nas lojas com ofertas e receitas que totalizaram 819 mil exemplares. Nas redes sociais, a rede investiu no conteúdo informativo sobre procedência e motivos para consumir a carne suína, além de uma página exclusiva no blog que alcançou 344.264 consumidores.
A rede St. Marche promoveu uma campanha direta com seus clientes ao estampar a carne suína em todas as suas unidades. O tabloide de ofertas semanal, com mais de 20 mil impressões, recheado com ofertas e novas opções de cortes escolhidos por curadoria pela rede. O St. Marche deu ênfase também aos materiais que os clientes levam para casa: todas as embalagens foram redesenhadas para melhorar a apresentação do produto na hora da venda.
SNCS
A Semana Nacional da Carne Suína, que encerrou em 27 de outubro, reflete o trabalho da ABCS, em parceria com o Sebrae, juntamente com as redes de varejo que abraçaram a causa e investiram na missão de levar mais carne suína para os brasileiros. A campanha também conta com o apoio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
Mesmo antes de chegar ao consumidor, a SNCS já estava ativa no varejo com a capacitação dos colaboradores das redes. Foram 24 dias, em agosto, de intenso treinamento, com mais de 900 colaboradores treinados com o objetivo de prepara-los para apresentar o produto para o cliente, com informações e respostas embasadas para as possíveis dúvidas em relação ao consumo de carne suína.
Outras notícias você encontra na edição de Nutrição e Saúde Animal de 2018 ou online.

Suínos
ACCS empossa nova diretoria e reforça foco em mercado e sanidade na suinocultura catarinense
Entidade inicia novo mandato de quatro anos com Losivanio Lorenzi reeleito e destaca desafios ligados às exportações, biosseguridade e inovação no setor suinícola de Santa Catarina.

A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) realizou, nesta sexta-feira (09), a posse oficial da diretoria eleita em assembleia geral no dia 10 de outubro do ano passado. O ato marcou o início formal do novo mandato da entidade e reafirmou a continuidade do trabalho desenvolvido nos últimos anos em defesa da suinocultura catarinense.

Presidente reeleito da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi: “A ACCS é construída de forma coletiva. Mesmo fora da diretoria, os produtores continuam participando, sugerindo e fortalecendo a entidade” – Foto: Divulgação/ACCS
Durante a cerimônia, o presidente reeleito, Losivanio Luiz de Lorenzi, destacou que a nova gestão mantém o compromisso com a representatividade do setor, aliando experiência e renovação. Segundo ele, alguns membros passaram por mudanças, a pedido, abrindo espaço para novas lideranças, sem perder o apoio e a contribuição daqueles que deixam os cargos diretivos. “A ACCS é construída de forma coletiva. Mesmo fora da diretoria, os produtores continuam participando, sugerindo e fortalecendo a entidade”, afirmou.
Losivanio ressaltou que os principais desafios do novo mandato estão ligados ao acompanhamento constante do mercado, tanto no cenário estadual e nacional quanto no internacional.
Santa Catarina responde por mais de 50% das exportações brasileiras de carne suína e, em 2024, superou o Canadá, tornando-se o terceiro maior exportador mundial da proteína. Nesse contexto, o presidente reforçou a importância da atuação conjunta com indústrias e cooperativas, fundamentais para a comercialização da produção.
Outro ponto central abordado foi a manutenção do elevado status sanitário do rebanho

Foto: Divulgação/ACCS
catarinense. Para a ACCS, a biosseguridade e a sanidade animal são pilares estratégicos para a permanência e ampliação do acesso aos mercados internacionais, além de garantirem qualidade e segurança ao consumidor brasileiro. “É a sanidade que nos mantém competitivos e confiáveis no mundo”, destacou.
A nova diretoria assume com a missão de seguir inovando, acompanhando as transformações do setor, inclusive com o avanço de novas tecnologias e da inteligência artificial, sempre com foco na sustentabilidade da atividade, na qualidade de vida do suinocultor e na entrega de uma proteína segura e de alta qualidade à mesa do consumidor. O mandato tem duração de quatro anos.
Suínos
Biosseguridade como estratégia para proteger a suinocultura catarinense
Nova portaria estadual reforça a prevenção sanitária nas granjas, combina exigências técnicas com prazos equilibrados e conta com apoio financeiro para manter Santa Catarina na liderança da produção de proteína animal.

Santa Catarina é reconhecida nacional e internacionalmente pela excelência sanitária de sua produção animal. Esse reconhecimento não é fruto do acaso: é resultado de um trabalho contínuo, técnico e coletivo, que envolve produtores, agroindústrias, cooperativas, entidades de representação, pesquisa e o poder público. Nesse contexto, a Portaria SAPE nº 50/2025, em vigor desde 8 de novembro de 2025, representa um marco decisivo para a suinocultura tecnificada catarinense, ao estabelecer medidas claras e objetivas de biosseguridade para granjas comerciais.
Ao ser elaborada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) em conjunto com a Cidasc e outras instituições ligadas ao setor produtivo e à pesquisa agropecuária, a normativa consolida um entendimento que sempre defendemos: a prevenção é a melhor estratégia. Em um cenário global marcado por riscos sanitários crescentes, pressão por padrões mais rigorosos e mercados cada vez mais exigentes, proteger o plantel catarinense significa proteger empregos, renda no campo, investimentos industriais e a confiança dos compradores internacionais.

Diretor executivo do SINDICARNE, Jorge Luiz De Lima – Foto: ARQUIVO/MB Comunicação
A Portaria traz prazos que demonstram equilíbrio e respeito à realidade das propriedades. As granjas preexistentes têm período de adaptação, com adequações estruturais previstas para ocorrer entre 12 e 24 meses, conforme o tipo de ajuste necessário. Contudo, também há medidas de implementação imediata, principalmente de caráter organizacional, baseadas em rotinas padronizadas de higienização, controle e prevenção. É o tipo de avanço que qualifica a gestão e eleva a eficiência sem impor barreiras desproporcionais.
Vale destacar que muitas granjas catarinenses já operam nesse padrão, em razão das exigências sanitárias de mercados internacionais e do comprometimento histórico do setor com boas práticas. Por isso, a adaptação tende a ser tranquila, além de trazer ganhos diretos de controle, rastreabilidade e segurança. Entre as principais ações previstas, estão: uso obrigatório de roupas e calçados exclusivos da unidade de produção; desinfecção de equipamentos e veículos; controle rigoroso de pragas e restrição de visitas; tratamento da água utilizada; e manutenção de registros e documentação atualizados. São medidas que, embora pareçam simples, fazem enorme diferença quando aplicadas com disciplina.
Outro ponto que merece reconhecimento é a criação do Programa de Apoio às Medidas de Biosseguridade na Produção Animal Catarinense, instituído pela Resolução nº 07/2025. O Governo do Estado não apenas regulamentou: também viabilizou um caminho real para que o produtor possa investir. O programa permite financiamento de até R$ 70 mil por granja, com pagamento em cinco parcelas, sem correção monetária ou juros, e com possibilidade de subvenção de 20% a 40% sobre o valor contratado. Trata-se de um estímulo concreto, que fortalece a base produtiva e mantém Santa Catarina na liderança brasileira em produção e exportação de carne suína.
O processo é tecnicamente estruturado e acessível. O suinocultor deve elaborar um Plano de Ação (Plano de Adequação), com apoio de médico-veterinário da integradora, cooperativa ou assessoria técnica — incluindo alternativas como o Sistema Faesc/Senar-SC para produtores independentes. O documento é preenchido na plataforma Conecta Cidasc. A partir dele, a Cidasc emite o laudo técnico, e o produtor pode buscar o financiamento do Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural (FDR), com solicitação feita junto à Epagri, que atua como ponte para viabilizar o acesso à política pública.
Biosseguridade não é custo; é investimento. É ela que sustenta a sustentabilidade do setor, reduz perdas, previne crises e mantém nossa competitividade. A Portaria nº 50/2025 e o Programa Biosseguridade Animal SC mostram que Santa Catarina segue fazendo o que sempre fez de melhor: antecipar desafios, agir com responsabilidade e proteger seu patrimônio sanitário, garantindo segurança, qualidade e confiança do campo ao mercado.
Suínos
Faturamento da suinocultura alcança R$ 61,7 bilhões em 2025
Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional.

A suinocultura brasileira deve encerrar 2025 com faturamento de R$ 61,7 bilhões no Valor Bruto da Produção (VBP), segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgados em 21 de novembro. O resultado representa um crescimento expressivo frente aos R$ 55,7 bilhões estimados para 2024, ampliando em quase R$ 6 bilhões a renda gerada pela atividade no país.
Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional. A tendência confirma a força exportadora do setor e a capacidade das agroindústrias de ampliar oferta, produtividade e eficiência em um ambiente competitivo.
O ranking dos estados revela a concentração típica da atividade. Santa Catarina se mantém como líder absoluto da suinocultura brasileira, com VBP estimado de R$ 16,36 bilhões em 2025, bem acima dos R$ 12,87 bilhões registrados no ano anterior. Na segunda posição aparece o Paraná, que cresce de R$ 11,73 bilhões para R$ 13,29 bilhões, impulsionado pela expansão das integrações, investimento em genética e aumento da capacidade industrial.

O Rio Grande do Sul segue como terceira principal região produtora, alcançando R$ 11,01 bilhões em 2025, contra R$ 9,78 bilhões em 2024, resultado que reflete a recuperação gradual após desafios sanitários e climáticos enfrentados nos últimos anos. Minas Gerais e São Paulo completam o grupo de maiores faturamentos, mantendo estabilidade e contribuição relevante ao VBP nacional.
Resiliência
Além do crescimento nominal, os números da suinocultura acompanham uma trajetória de evolução contínua registrada desde 2018, conforme mostra o histórico do VBP. O setor apresenta tendência de ampliação sustentada pelo avanço tecnológico, por sistemas de produção mais eficientes e pela sustentabilidade nutricional e sanitária exigida pelas indústrias exportadoras.
A variação positiva de 2025 reforça o bom momento da cadeia, que responde não apenas ao mercado interno, mas sobretudo ao ritmo das exportações, fator decisivo para sustentar preços, garantir e ampliar margens e diversificar destinos internacionais. A estrutura industrial integrada, característica das regiões Sul e Sudeste, segue como base do desempenho crescente.
Com crescimento sólido e presença estratégica no VBP nacional, a suinocultura consolida sua importância como uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.
A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.



