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Campanha criada pelo NUCLEOVET esclarece benefícios da proteína animal para a saúde
A próxima live do Nucleovet será na próxima quinta-feira, às 17h, com o tema “One Health”, no canal do Youtube.

Ressaltar a importância das proteínas animais tanto no desenvolvimento da humanidade, quanto para uma dieta saudável nos tempos atuais e no futuro, é o objetivo da campanha “Proteína Animal: do passado ao futuro”, lançada nesta quinta-feira, pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet).
O vídeo institucional e as ações da campanha foram apresentados em “live” que contou com o presidente do Nucleovet, Luiz Carlos Giongo, e do presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e ex-ministro da Agricultura, Francisco Turra.
Giongo disse que a campanha foi elaborada pela equipe do Nucleovet, que já tem 49 anos de fundação. Além disso há mais de 20 anos o núcleo realiza anualmente eventos de capacitação para cerca de 3,5 mil profissionais do setor de proteínas, com os simpósios Brasil Sul de Avicultura, Suinocultura e Bovinocultura de Leite.
– Queremos chamar a atenção do público e da população em geral sobre a qualidade das proteínas, a importância nutricional e como elas são essenciais para a vida, na formação muscular, óssea, na imunidade, no desenvolvimento do cérebro, para a digestão. As proteínas são essenciais para um bom funcionamento orgânico – disse Giongo.
Francisco Turra elogiou a iniciativa e citou muitos casos de informações equivocadas sobre as proteínas, como um senso comum de que existia hormônio no frango ou de que os ovos causavam problemas com colesterol. Ele citou que levaria o dobro do tempo de vida de um frango para hormônio na ração fazer efeito e que pesquisas comprovaram que ovos fazem bem para a saúde, inclusive sendo recomendado por atletas.
Esse foi um dos motivos que levou o consumo de ovos no Brasil saltar de 170 para 230 unidades per capita ano, num crescimento médio de 10% ao ano. Já o consumo de carne suína é de 15 quilos per capita/ano e, de frango, de 42,8 quilos per capita ano.
Durante a “live” mediada pela jornalista Eliana Panty, os convidados também abordaram o tema: “Proteína animal: tendências e campanhas para o novo consumidor”.
Ambos reconheceram que há cenário interno de redução de consumo, devido aos impactos da pandemia do coronavírus, mas a aposta é numa recuperação.
– Com as pessoas mais em casa estamos atentos a novos formatos de consumo, de produtos e também uma nova consciência de consumo. Por isso queremos levar informações científicas para que o consumidor possa tomar sua decisão – afirmou Giongo.
Para isso serão gerados conteúdos com a participação de médicos, nutricionistas, veterinários, agrônomos e zootecnistas.
O presidente da ABPA também citou que o mundo vê o Brasil como o grande produtor de alimentos e acredita no aumento das exportações. No frango a receita dos embarques nos primeiros quatro meses de 2020 foi de US$ 2,15 bilhões, apenas 0,5% a mais do que os US$ 2,14 bilhões do primeiro quadrimestre do ano passado. Nos primeiros quatro meses de 2020 as exportações de suínos atingiram US$ 650,3 milhões, 53,5% superior aos US$ 423,6 milhões do primeiro quadrimestre do ano passado. Tudo isso puxado pela demanda chinesa.
Turra ressaltou a boa sanidade do Brasil e acredita que a China, nossa grande compradora, não irá se recuperar em menos de cinco anos da redução de mais de 40% em seu rebanho suínos, impactado pela peste suína.
Ele só ressalta que não dá para ficar “dando chinelada” em nossos parceiros comerciais, como chineses e árabes. Citou também a necessidade de acordos comerciais e elogiou o trabalho da ministra da Agricultura, Tereza Cristina.
Turra também fez um alerta para autoridades sobre a importância de manter os frigoríficos funcionando mesmo durante a pandemia.
Ele citou o exemplo do fechamento de um frigorífico de Passo Fundo-RS e a ameaça de fechar dois frigoríficos em Santa Catarina, devido aos casos de coronavírus.
– Os 2,8 mil funcionários que estavam no frigorífico de Passo Fundo também correm risco fora dele. Também tivemos casos em hospitais, asilos e bancos. Desde o início nós adotamos protocolos de afastamento de funcionários de grupos de risco e medição de temperatura, entre outras. Não podemos deixar que alguém numa atitude impensada feche um frigorífico. Nos ajudem orientando, fiscalizando, pois somos um setor que não demitiu, que ainda contratou milhares de pessoas e está cumprindo um papel nessa guerra, que é o de produzir alimentos.- finalizou Turra.
A próxima live do Nucleovet será na próxima quinta-feira, às 17h, com o tema “One Health”, no canal do Youtube.

Notícias
Governo federal prepara decreto de salvaguardas para acordo Mercosul-UE
Texto será analisado pela Casa Civil e estabelece mecanismos para proteger produtores nacionais em caso de aumento das importações europeias.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, afirmou na quarta-feira (25) que o decreto sobre as salvaguardas do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) será enviado para a Casa Civil, onde passará por análise jurídica antes da publicação. A salvaguardas são instrumentos de proteção a produtores nacionais. 


Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik
O texto prevê mecanismos para proteger produtos agrícolas, caso sejam sancionados por organismos europeus. Isso porque, no final do ano passado, o Parlamento Europeu aprovou regras mais rígidas para importações agrícolas vinculadas ao acordo com o Mercosul, cujas medidas seriam acionadas se importações em grande volume causarem ou ameaçarem prejuízo grave aos produtores europeus.
O setor do agronegócio nacional quer que essas salvaguardas sejam assumidas também pelo governo brasileiro, em caso de aumento das importações de produtos europeus concorrentes. “Sempre há uma preocupação de alguns setores. Então, nós estamos encaminhando a proposta, para passar pelos ministérios, o decreto de salvaguardas”, declarou o vice-presidente.
A fala foi feita após reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), relator do projeto que ratifica o acordo entre o bloco europeu e o sul-americano, que vai criar uma das maiores zonas de livre comércio do planeta, com produção avaliada em US$ 22 trilhões e mercado consumidor de 720 milhões habitantes.
A Casa Civil poderá consultar outros ministérios, como a Fazenda, para depois enviar o decreto para assinatura do presidente da

Bandeira do Mercosul
República, antes que o Senado Federal aprove a ratificação do acordo. O texto da ratificação foi aprovado na quarta-feira pelo plenário da Câmara dos Deputados.
Como funcionam as salvaguardas
Salvaguardas são mecanismos previstos em acordos comerciais que permitem a um país reagir a surtos de importação decorrentes da redução de tarifas negociadas. Caso fique comprovado dano grave à produção nacional, o governo pode:
- Estabelecer cotas de importação;
- Suspender a redução tarifária prevista no acordo;
- Restabelecer o nível de imposto anterior à vigência do tratado.
O decreto deverá definir prazos, procedimentos de investigação e condições para aplicação das medidas.
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Câmara autoriza uso de até R$ 500 milhões do FGO para crédito do Pronaf
Projeto visa ampliar garantias para agricultores familiares sem impactar as contas da União e segue para sanção presidencial.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (16) o Projeto de Lei 2213/25, que autoriza o uso de recursos do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para cobrir ações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O texto, de autoria do Senado, segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
Administrado pelo Banco do Brasil, o FGO facilita o acesso ao crédito por empresas e setores específicos, diminuindo os riscos para os bancos.
De acordo com o projeto, até R$ 500 milhões do FGO poderão ser utilizados para garantir as operações do Pronaf, que oferece linhas de crédito com condições especiais a agricultores familiares. O texto aprovado altera a Lei 13.999/20, que institui o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).
Um ato conjunto dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Fazenda definirá como esses recursos serão alocados, quais limites máximos de garantia poderão ser concedidos, os critérios de elegibilidade dos agricultores familiares e de suas cooperativas.
O ato deve indicar ainda quais operações do Pronaf poderão receber cobertura do FGO. As instituições financeiras autorizadas a operar

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
crédito rural no Pronaf poderão solicitar essa garantia, respeitados os limites proporcionais de suas carteiras e o montante efetivamente aportado pela União e pelos demais cotistas.
O relator do projeto, deputado Rogério Correia (PT-MG), disse que a medida não produz impacto orçamentário ou financeiro imediato sobre as contas da União. O deputado citou o Balanço Patrimonial Consolidado do próprio FGO, referente a dezembro de 2024, que mostra que o fundo detinha R$ 43 bilhões em ativos totais, o que demonstra, segundo Correia, que a eventual destinação de até R$ 500 milhões para operações do Pronaf representa uma fração modesta de sua capacidade financeira.
“A medida não afeta sua aptidão [do FGO] para dar cobertura às garantias relacionadas ao Pronampe, nem compromete a estabilidade do fundo. Diante desse cenário, conclui-se que o projeto não produz impacto orçamentário ou financeiro imediato sobre as contas da União, uma vez que apenas autoriza a utilização de recursos já existentes no FGO”, afirmou
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Argentina e Uruguai aprovam Acordo Mercosul-UE; Brasil ainda depende de aval do Senado
Após sessões extraordinárias em Montevidéu e Buenos Aires, países iniciam processo de integração comercial.






