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Caminho do Leite é um dos destaques da Agrishow

Workshop na 5ª feira (3/5), no Centro de Cana do IAC, discutirá os diversos aspectos para a produção sustentável de leite

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Como tornar o sistema de produção leiteira cada vez mais sustentável é um dos objetivos do Workshop “Caminhos do Leite”, que será realizado na quinta-feira, 3 de maio, no Centro de Convenções da Cana-de-Açúcar – IAC, durante a Agrishow 2018.

“Um sistema de produção leiteira é sustentável quando a produtividade e a qualidade do leite e outras fontes de renda dentro do sistema proporcionam uma maior renda ao produtor. Buscar essa produção sustentável é a alternativa ao produtor para aumentar a produtividade da terra, com padrões de preservação ambiental, agregando valor ao produto final. Dessa forma, o produtor deverá buscar o modelo que melhor adequar a atividade desenvolvida em sua propriedade e é isso que vamos discutir no Workshop ‘Caminhos do Leite’”, destaca a diretora geral do IZ, Renata Helena Branco Arnandes.

A programação terá início às 14h com a apresentação do pesquisador o IZ – Instituto de Zootecnia Anibal Eugênio Vercesi Filho “O que é o leite A2?” para mostrar o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Instituto para seleção de genotipagem dos animais para os alelos da beta caseína A (A1 e A2), visando selecionar matrizes que produzam leite contendo a beta caseína A2, proteína altamente relacionada a benefícios decorrentes do consumo de leite à saúde humana, associada à manutenção dos níveis adequados de colesterol, manutenção de níveis glicêmicos e diminuição da incidência de alergia.

O médico veterinário Francisco Otaviano Fonseca Oliveira, especialista produto Leite Europeu da CRV Lagoa tratará da “Saúde e eficiência para a sustentabilidade dos sistemas de produção de leite”, seguido por Thiago Petrolini, coordenador Técnico Comercial Leite da Trouw Nutrition, que tratará de “Criação de bezerras: custo ou investimento?” e Bruno Scarpa Nilo, gerente de Produto Leite da GENEX Brasil, que abordará o tema “Índices compostos – rentabilidade em foco, a seleção mais assertiva dos touros”.

Às 16h, a pesquisadora do IZ, Luciana Gerdes fará uma apresentação a respeito das variadas formas de produção de leite nos sistemas integrados, demonstrando viabilidades técnica e econômica, além de benefícios ecológicos e ambientais, como ciclagem de nutrientes, cobertura do solo, fixação de carbono, conservação do solo e da água, modificação do microclima, bem-estar animal e redução na emissão ou melhoria no balanço de gases de efeito estufa – metano e óxido nitroso –, gerando, dessa forma, serviços ambientais.

O Diretor Executivo na Rede de Fomento à Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF), William Marchió, referência em difusão da utilização da intensificação sustentável da pecuária, tratará de “Parceria Público Privada auxiliando na difusão da intensificação”. Para fechar as palestras, o médico veterinário Sergio Soriano, gestor da Fazenda Colorado (Araras/SP) há 24 anos fará a apresentação “Gestão de pessoas melhorando os processos e os resultados na produção de leite”.

Um debate entre os palestrantes será mediado pela diretora geral do IZ, Renata Helena Branco Arnandes.

A programação do Workshop se encerra com a apresentação “A Agroindústria de Pequeno Porte”, proferida por Cesar Daniel Krüger, diretor do Centro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Cipoa), da Defesa Agropecuária e Serviço de Inspeção de São Paulo (SISP), e com uma degustação de diversos tipos de queijos e vinhos produzidos por vinícolas paulistas.

 

Campanha #SomosdoLeite

O evento marca ainda o lançamento da campanha #SomosdoLeite, que visa fortalecer a atividade e valorizar os benefícios tanto econômicos da produção leiteira como também do produto leite para a saúde e bem-estar da população. “Inspirados no sucesso da campanha #SomosdaCarne, que vimos trabalhando há vários anos para valorizar a pecuária de corte brasileira, lançaremos durante a Agrishow a campanha #SomosdoLeite com o objetivo de engajar os envolvidos na pecuária de leite a valorizar a atividade”, destaca Carla Tuccilio, diretora do Terraviva Eventos, que realiza o Workshop Caminhos do Leite junto com a Revista Balde Branco, Instituto de Zootecnia – IZ, Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) e Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. Apoiam a iniciativa CRV Lagoa, De Heus, GENEX, GPB Leite e Trouw Nutrition.

Antes de iniciar a programação do Workshop, às 13h30 haverá a assinatura de um acordo de colaboração técnica entre a APTA, órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, e o Canal Terraviva, do Grupo Bandeirantes de Comunicação.

 

Percorrendo o Caminho do Leite

Os visitantes desta edição da Agrishow terão a oportunidade de percorrer o “Caminho do Leite”, instalado no espaço da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo e saber mais sobre a produção de leite nos sistemas integrados com novilhas das raças Holandesa PB, Gir, Girolando e Jersey.

No “Caminho do Leite” o público poderá conhecer as ações de pesquisas com rebanhos leiteiros, relacionadas às áreas de nutrição e pastagens, comportamento e ambiência, melhoramento genético, sanidade e qualidade do leite.  

 

SERVIÇO

Workshop Caminhos do Leite
Data: 03 de maio de 2018 (quinta-feira)
Horário: A partir das 13h30
Local: Centro de Convenções da Cana-de-Açúcar, do Centro de Cana do IAC (Rodovia Antonio Duarte Nogueira, km 321 – Anel Viário Contorno Sul – Ribeirão Preto)

Fonte: Ass. de Imprensa

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Reforma tributária passa a taxar insumos do agro e pressiona custos no campo

Tributação de até 10% sobre fertilizantes, sementes e defensivos preocupa setor produtivo.

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Desde 1º de abril, insumos essenciais à produção agropecuária, como fertilizantes, sementes e defensivos agrícolas, deixaram de contar com a isenção dos impostos Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A mudança faz parte da reforma tributária, em vigor desde o início do ano. Diante do início da tributação, o Sistema Faep pede que o governo federal prorrogue o prazo para cobrança.

“O momento de iniciar a cobrança é totalmente descabido. Há diversos fatores geopolíticos que estão influenciando negativamente o fornecimento dos insumos, gerando transtornos no meio rural e alta dos custos ao produtor rural. Por isso, é necessária a revisão dessa medida e a prorrogação do prazo para a tributação”, diz o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Com o fim da isenção, esses insumos passaram a ser tributados em 0,925%, podendo chegar a até 10%, dependendo do regime tributário adotado pelo produtor. Na prática, a medida encarece diretamente o custo de produção, especialmente em culturas intensivas em tecnologia, como soja, milho e algodão.

Esse aumento do imposto sobre fertilizantes ocorre em um momento em que Rússia e China, maiores fornecedores do produto no mundo, estão restringindo as exportações. O Brasil é diretamente impactado por esse cenário global. Atualmente, 85% dos fertilizantes utilizados no país são importados, o que torna o setor vulnerável a oscilações de preços e restrições de oferta causadas por fatores geopolíticos, como conflitos internacionais.

Meneguette atenta para o fato de que, do ponto de vista econômico, tributar insumos estratégicos equivale a tributar a produção antes mesmo do plantio. Além disso, o resultado é um aumento do custo marginal da produção agrícola, que tende a se propagar ao longo de toda a cadeia, resultando em inflação e alta dos alimentos a população.

“É fundamental a suspensão temporária ou a prorrogação da cobrança de PIS e Cofins sobre fertilizantes e insumos estratégicos, enquanto persistirem condições adversas no mercado internacional. Isso é uma decisão estratégica para o setor continuar produzindo com qualidade e eficiência”, complementa o presidente do Sistema Faep.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Copel cria canal exclusivo para produtor rural após articulação do Sistema Faep

Agricultores e pecuaristas relatam atendimento mais ágil, que permite reduzir impactos das quedas de energia e prejuízos no campo.

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Desde 6 de abril, os produtores rurais do Paraná têm um canal exclusivo de comunicação com aCopel. O Copel Agro faz parte de um plano de ações da empresa voltado à redução dessas ocorrências no campo. A iniciativa atende a reivindicação do Sistema Faep, diante dos recorrentes episódios de queda de energia em áreas rurais do Paraná e dos prejuízos milionários dentro da porteira.

A expectativa é que, com o Copel Agro, as respostas aos produtores rurais sejam rápidas com atendimento das demandas com mais eficiência. O canal conta com 30 especialistas disponíveis 24 horas por dia para atender os agricultores. O contato pode ser feito pelo telefone 0800 643 76 76 ou pelo WhatsApp (41) 3013-8970. O atendimento é exclusivo para produtores rurais, especialmente aqueles que atuam com proteína animal, como frango, suíno, leite e peixe.

“Nos últimos meses, as quedas de energia causaram prejuízos enormes aos nossos produtores rurais. Diante dos relatos constantes desses problemas, o Sistema Faep buscou a Copel para a construção de um plano com ações que ajudem o agricultor e pecuarista no momento de queda de energia. Esse canal faz parte desse trabalho, com perspectiva de facilitar e dar agilidade no contato, principalmente na hora de notificar problemas”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa é uma conquista importante para os nossos produtores rurais, pois a energia é um insumo fundamental nas atividades dentro da porteira. Vamos continuar acompanhando o cenário, para garantir mais investimentos no meio rural”, complementa.

Max Alberto Cancian, produtor de tilápias de Marechal Cândido Rondon

Max Cancian aprovou o novo canal de comunicação da Copel, com resultados rápidos e atendimento humanizado

Apesar de estar disponível há poucos dias, o serviço já tem registrado resultados positivos. O produtor de tilápias Max Alberto Cancian, de Marechal Cândido Rondon, na região Oeste do Paraná, utilizou o novo canal e aprovou a iniciativa, principalmente o atendimento humanizado. “Um profissional entende melhor o que estamos passando. Conseguimos explicar a gravidade da situação. Na minha experiência, a resposta foi rápida”, conta.

Cancian relata que as quedas de energia ocorrem de duas a três vezes por semana na região, gerando prejuízos. “Já tive muitos equipamentos queimados por causa da oscilação. Esse tipo de perda até é ressarcido pela Copel, mas o gasto com diesel para manter o gerador ligado é alto e não é reembolsado, o que acaba sendo repassado ao consumidor final”, afirma. “Esse novo canal é uma ferramenta importante, mas o ideal é melhorar o serviço para que o produtor não precise acioná-la”, completa.

Rosimeri Draghetti, piscicultora de Santa Helena

Depois de acumular prejuízos, Rosimeri Draghetti identificou melhoras no atendimento da Copel com o novo canal

A piscicultora Rosimeri Draghetti, de Santa Helena, também percebeu melhora no atendimento. Antes de adquirir um gerador, ela acumulou prejuízos com a mortalidade de peixes causada pela falta de energia. “A comunicação antes era muito ruim. Na propriedade não temos sinal de telefone, só internet, e o atendimento pelo WhatsApp demorava bastante. Já ficamos até três dias sem energia. Agora, ao entrar em contato, fui direcionada para esse canal específico do produtor rural”, afirma.

Rosimeri lembra que as longas interrupções sempre geraram preocupação, mesmo com o uso de gerador. “A última queda foi às 22h30 e a energia só voltou às 7h43 do dia seguinte. Desta vez, voltou em duas horas. Isso é importante, pois o gerador é para emergência, não para sustentar a produção por mais de 24 horas”, relata.

Mais ações previstas

O plano elaborado pela Copel em parceria com o Sistema Faep e outras entidades do setor produtivo prevê um conjunto de ações voltadas à melhoria do atendimento e do fornecimento de energia no meio rural. Desde o início do ano, Sistema Faep, Ocepar e Fiep realizam reuniões semanais com a Copel para estruturar um plano alinhado às demandas.

De acordo com Luiz Eliezer, técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabelece limite médio de oito horas sem energia por ano no Paraná. No entanto, nas propriedades rurais, esse número pode chegar a 40 horas anuais.

“As principais reclamações dos sindicatos rurais envolvem quedas de energia, oscilações e demora no religamento. Levamos essas demandas para as reuniões para que o plano atenda, de fato, às necessidades do produtor. A energia é um insumo essencial ao agricultor, que representa cerca de 25% dos custos de produção”, destaca Eliezer.

As ações previstas serão implementadas a curto, médio e longo prazos e foram estruturadas com base em temas considerados prioritários: poda de vegetação, financiamento, reforço de equipe, comunicação, cadastro, capacitação técnica, tecnologia, geração distribuída, investimentos em subestações e cronograma.

Outro avanço envolve um projeto de lei que retira dos produtores rurais a responsabilidade pelo manejo da vegetação próxima às redes de energia elétrica. O projeto de Lei 189/2026, de autoria dos deputados estaduais Hussein Bakri, Alexandre Curi, Fábio Oliveira, Moacyr Fadel e Evandro Araújo, altera a Lei Estadual 20.081/2019 e estabelece que a poda, manejo e supressão de árvores, em um raio de até 15 metros das redes de distribuição passem a ser responsabilidade das concessionárias. O projeto já está em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e deve ser aprovado ainda neste mês.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Moatrigo 2026 debate efeitos das canetas emagrecedoras no mercado de alimentos

Engenheira de alimentos Cristina Leonhardt analisa como a difusão da semaglutida altera padrões de consumo, reduz ingestão de ultraprocessados e pressiona reformulações no setor de alimentos.

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Foto: Divulgação/Freepik

A popularização dos medicamentos agonistas de GLP 1, impulsionada pela recente expiração da patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, pode transformar o setor alimentício no Brasil, tanto nos padrões de consumo quanto nas estratégias das empresas. O tema integra a programação do Moatrigo 2026, que será realizado na segunda-feira (13), em Curitiba (PR), promovido pelo Sindicato da Indústria do Trigo do Paraná (Sinditrigo PR), reunindo lideranças e representantes da cadeia moageira do trigo.

Foto: Divulgação/Freepik

A palestra “O impacto dos medicamentos GLP 1 nos negócios de alimentos brasileiros” será conduzida por Cristina Leonhardt, engenheira de alimentos com mais de 20 anos de experiência em inovação. Cristina apresentará uma leitura técnica e atualizada sobre como esses medicamentos, originalmente indicados para diabetes, mas amplamente usados para emagrecimento, estão mexendo com padrões de consumo e desafiando empresas de alimentos no país.

Mudanças de consumo já aparecem nos dados
Estudos indicam redução consistente na ingestão entre usuários dos GLP 1 e uma alteração clara nas escolhas alimentares. As tendências mostram queda na procura por processados, maior interesse por alimentos frescos e ácidos e impacto direto em categorias como snacks salgados, uma das mais sensíveis ao novo padrão.

Segundo Cristina, parte dessas mudanças permanece mesmo após o fim do tratamento, o que sinaliza efeitos estruturais para o setor, e

Foto: Divulgação/Freepik

não apenas um ajuste momentâneo.

A palestra também discutirá como empresas de alimentos já começam a reagir ao movimento, com desenvolvimento de produtos mais alinhados a esse novo perfil de consumo, incluindo itens ricos em fibras e proteínas. A especialista apresentará ainda caminhos estratégicos e éticos para que as fabricantes brasileiras se adaptem a diferentes cenários futuros.

Fonte: Assessoria Sinditrigo PR
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