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Caminho das Águas atrai visitantes na 36ª edição do Show Rural em Cascavel

Iniciativa busca conscientizar os agricultores e todos que passam pela feira sobre os cuidados com as áreas de entorno dos rios. Uma grande maquete ao ar livre mostra as diferenças de como ficam os cursos dos rios, desde as nascentes, quando são ou não protegidos pelas matas ciliares, e os impactos que a falta da preservação causam na qualidade da água.

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Fotos: Gabriel Rosa/AEN

Uma grande maquete ao ar livre mostra bem as diferenças de como ficam os cursos dos rios, desde as nascentes, quando são ou não protegidos pelas matas ciliares, e os impactos que a falta da preservação causam na qualidade da água. O Caminho das Águas é uma ação de educação ambiental desenvolvida em parceria entre a Sanepar e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e tem atraído a atenção do público que visita o Show Rural Coopavel.

O Caminho das Águas está aberto a todos os visitantes até sexta-feira (09), no espaço anexo ao estande da Sanepar, na área do IDR-Paraná, das 08 horas às 17h30. O percurso visa provocar a reflexão sobre os cuidados com a água do planeta e a importância da preservação ambiental.

Marina Ransolin Rodrigues, extensionista IDR-Paraná responsável pelo Caminho das Águas, explica que a proposta busca conscientizar os agricultores e todos que passam pela feira sobre os cuidados com as áreas de entorno dos rios. “A maquete representa os dois caminhos da água, um não preservado, sem a mata ciliar e sem proteção de nascente, e a consequência disso. Para contrapor, tem o outro lado, com a mata ciliar conservada, com uma água de boa qualidade e a nascente protegida”, explicou.

Além da maquete, o espaço também apresenta aos visitantes sistemas de tratamento de efluentes domésticos como uma alternativa de fácil instalação nas propriedades rurais. “O objetivo é mostrar a importância da preservação de solo e de água, a diferença em ter uma nascente protegida e esse sistema alternativo de saneamento, que se diferencia de uma fossa comum por ser impermeável, evitando a contaminação do solo”, explicou.

Visitando o Show Rural na última terça-feira (06), as agriculturas Nair Feltrin Lingoski e Renita Mattei Lingoski, ambas de Cafelândia, no Oeste do Estado, se mostraram entusiasmadas com a apresentação lúdica e didática. “É um trabalho muito bom. Com esse caminho fica mais fácil entender a importância de cuidarmos dos rios. Ensinando, as instituições ajudam a melhorar a qualidade da água”, disse Nair.

Graziele Paula Dal Toé Schnorr, extensionista social da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), que trabalha agricultores do Oeste catarinense, aproveitou o evento para uma espécie de intercâmbio. “O IDR-PR e o Epagri são coirmãos e prestam um trabalho parecido no meio rural. Por isso nosso grupo veio conhecer as experiências e novidades que estão dando certo. E esse trabalho de proteção de nascentes e efluentes nos chamou atenção, porque é uma iniciativa diferenciada, que pode ser aplicado também no nosso estado”, afirmou.

Eliane Merhet Neivert, produtora rural de Fernandes Pinheiro, no Centro-Sul, visita o Show Rural todo ano e aproveitou para aprender mais sobre a preservação da água. “Eles apresentaram uma solução prática para um problema que temos na fazenda, com as fossas. Isso aqui é uma coisa muito interessante, muito prático, não polui o meio ambiente. Agora vamos tentar montar algo assim na nossa propriedade”, destacou.

Programas

No estande da Sanepar, painéis apresentam os programas institucionais da Sanepar de cunho ambiental. Um dos exemplos é o Fundo Azul, pelo qual a Sanepar investe em projetos de conservação, preservação e recuperação de bacias de mananciais e em áreas de recargas de poços. O programa é desenvolvido em parceria com órgãos estaduais, universidades, prefeituras, cooperativas e demais instituições.

A Companhia mostra também o programa Sanepar Rural, que busca auxiliar as prefeituras a levar água tratada a comunidades rurais, quilombolas e aldeias indígenas. A implantação dos sistemas de abastecimento nessa modalidade é feita em parceria com os municípios e com as comunidades beneficiadas.

Outro importante projeto é o da fertirrigação e reuso das águas servidas, que utiliza o efluente tratado, que é rico em nutrientes, para irrigação e fertilização de culturas agrícolas. A aplicação dele está sendo estudada para uso em pomares e culturas que não são consumidas cruas, em áreas de reflorestamento e em irrigações paisagísticas ou esportivas, entre outros.

Fonte: AEN-PR

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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