Conectado com

Notícias

Câmara Temática da Agricultura se reúne pela primeira vez para ouvir as demandas do setor

Entre as principais demandas e desafios citados pelos porta-vozes das entidades, estão os impactos no solo, na cadeia leiteira e de grãos, na logística de produtos e insumos e no acesso a crédito rural. Também foi pontuada a necessidade de crédito e anistia de dívidas via governo federal.

Publicado em

em

Fotos: Rodrigo Ziebell/Ascom GVG

A primeira reunião da Câmara Temática da Agricultura do Conselho do Plano Rio Grande foi realizada na quinta-feira (27) com o intuito de ouvir e organizar as demandas dos setores produtivos, bem como promover a discussão do tema e o encaminhamento para os órgãos competentes. Um canal de comunicação será estabelecido para troca de informações de forma permanente entre representantes do setor e o Executivo.

O encontro contou com a participação do vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza e dos líderes do eixo da Agricultura, que são os titulares da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Clair Kuhn, e da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Ronaldo Santini, além de representantes de entidades e organizações ligadas ao setor. “Precisamos ter condições de retomar a economia do Rio Grande do Sul e as Câmaras Temáticas do Conselho do Plano Rio Grande são os espaços mais adequados para aprofundarmos e entendermos as demandas de cada setor, bem como monitorarmos projetos e prazos”, esclareceu o vice-governador no primeiro encontro.

O secretário-executivo Paulo Salerno apresentou o fluxo de trabalho do Conselho e destacou a importância da participação dos representantes dos setores. “Este modelo de governança prevê a contribuição de todos para que possamos trabalhar em conjunto e garantirmos encaminhamentos mais efetivos para as principais necessidades de cada área”, disse.

Demandas

Entre as principais demandas e desafios citados pelos porta-vozes das entidades, estão os impactos no solo, na cadeia leiteira e de grãos, na logística de produtos e insumos e no acesso a crédito rural. Também foi pontuada a necessidade de crédito e anistia de dívidas via governo federal. Um grupo de mensagens será criado para repasse de orientações, calendário das próximas reuniões e outras informações referentes ao tema.

Kuhn apresentou as ações tomadas pela Seapi desde o início de maio para auxiliar os produtores rurais e os setores produtivos. Entre elas, a emissão em contingência de Guias de Trânsito Animal (GTA), garantindo o abastecimento de alimentos no Rio Grande do Sul; a publicação de Instruções Normativas que permitiram a coleta de leite por indústria de laticínios mais próxima; e a autorização para as agroindústrias registradas no Serviço de Inspeção Municipal (SIM) comercializarem seus produtos dentro do Estado.

Além disso, a Seapi tem trabalhado para a atuação em horas-máquina nas áreas rurais dos municípios em situação de calamidade pública e tem realizado visita técnica e coleta de amostras de solos em algumas cidades mais atingidas para análise de solo e diagnóstico da situação. “Temos muito trabalho pela frente e precisamos atuar com base nos dados coletados e informações científicas para que possamos ter uma política pública eficiente e que atenda aos interesses dos produtores nesse momento. As entidades e a academia são grandes aliadas nessa construção”, afirmou o titular da Seapi.

O secretário de Desenvolvimento Rural apontou que as ações iniciais da pasta buscaram proporcionar algum alívio financeiro para os agricultores familiares do Rio Grande do Sul, prorrogando prazos de pagamentos de convênios e de adesão a programas, como o Troca-Troca e o Sementes Forrageiras. Santini também destacou o papel da Emater-RS/Ascar ao longo desse processo, que atuou desde o início da crise no Estado. Em um primeiro momento, a Emater auxiliou na acolhida e na sobrevivência das famílias resgatadas e realizou o levantamento de perdas dos produtores rurais gaúchos. “Quase 20 mil famílias rurais sofreram algum tipo de impacto em suas casas, galpões, armazéns e silos, entre outras estruturas. Vamos precisar do esforço de todos para, em conjunto, superarmos esses desafios que se abateram sobre o Rio Grande do Sul. Pelas nossas características, pela característica do nosso povo, eu tenho convicção de que iremos superar tudo isso”, afirmou o titular da SDR.

Santini também indicou que aproximadamente 2,700 milhões de hectares de solo foram afetadas pelas enchentes. “Isso demonstra a importância de iniciarmos um programa para análise e correção do solo, para que possamos quantificar as perdas e agirmos da forma mais precisa possível na recuperação”, disse.

Fonte: Ascom GVG, Seapi e SDR

Notícias

MBRF integra Índice Carbono Eficiente da B3

Empresa passa a integrar o ICO2 após fusão entre Marfrig e BRF, com reconhecimento à gestão das emissões de gases de efeito estufa.

Publicado em

em

Foto: MBRF

A MBRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, integra a carteira 2026 do Índice Carbono Eficiente da B3 (ICO2 B3), que reconhece empresas com desempenho consistente na gestão e na transparência das emissões de gases de efeito estufa (GEE), contribuindo para o avanço da transição para uma economia de baixo carbono. No processo de avaliação, 94 companhias foram analisadas, das quais 65 foram selecionadas para compor a nova carteira.

Esta é a primeira avaliação da companhia como MBRF, após a fusão entre Marfrig e BRF, concluída em 2025. No ciclo anterior, a Marfrig integrou o ICO2 B3 pelo quinto ano consecutivo, enquanto a BRF participou da carteira pela 14ª vez.

“A inclusão da MBRF na carteira do ICO2 B3 evidencia a robustez das práticas para mitigação e adaptação climáticas da companhia e reflete a consolidação de uma trajetória construída por Marfrig e BRF, já reconhecidas individualmente pela eficiência na gestão das emissões. Agora, ampliamos esse legado, com uma atuação integrada, em maior escala e com compromisso permanente com a agenda climática”, afirma Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da MBRF.

Criado pela B3 em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o ICO2 avalia indicadores como metas de mudanças climáticas  atreladas a remuneração variável dos executivos, reporte público de emissões de gases de efeito estufa, estudo de identificação de riscos e/ou oportunidades relacionados ao clima, plano de transição alinhado à ambição de limitar o aquecimento global a 1,5°C (conforme preconizado pelo Acordo de Paris), metas de descarbonização da cadeia de valor, entre outros.

Mudança do clima

Para mitigar os efeitos da mudança do clima e contribuir para o fortalecimento de uma economia de baixo carbono, a MBRF estabeleceu compromissos e metas de redução das emissões de gases de efeito estufa. Os desafios climáticos foram validados pela Science Based Targets initiative (SBTi) e estão alinhados com o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5º C, conforme estabelecido no Acordo de Paris. O plano de ação está baseado em quatro frentes de ação: cadeia livre de desmatamento, agropecuária de baixo carbono, transição energética e eficiência operacional.

Entre as ações, destacam-se a geração de créditos de carbono certificados, com rentabilidade compartilhada ao longo da cadeia; o desenvolvimento de sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (ILPF), certificados em parceria com a Embrapa; o uso de fontes renováveis, que já respondem por cerca de 50% da eletricidade consumida nas operações industriais, além da adoção de energia solar em aproximadamente 60% da criação de aves e suínos. A empresa também atua na intensificação e no manejo adequado de pastagens, evitando a supressão de vegetação nativa, investe no Programa de Produção Sustentável de Bezerros da IDH – The Sustainable Trade Initiative, e promove o melhoramento genético integrado que reduz o tempo de preparo dos animais para o abate, contribuindo para a diminuição das emissões.

Fonte: Assessoria MBRF
Continue Lendo

Notícias

Florescimento da soja define potencial produtivo da lavoura

Fatores climáticos, nutrição equilibrada e manejo adequado são decisivos para o pegamento de flores e a formação de vagens.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

O florescimento da soja marca uma das fases mais estratégicas do ciclo da cultura, pois é nesse período que se define grande parte dos componentes de produtividade. Aspectos fisiológicos, ambientais e de manejo atuam de forma integrada e podem favorecer ou limitar o pegamento de flores e a formação de vagens, refletindo no rendimento final da lavoura.

Entre os principais fatores que influenciam o florescimento estão o fotoperíodo, a temperatura, a disponibilidade hídrica e a nutrição da planta. Fotoperíodo e temperatura atuam conjuntamente sobre o desenvolvimento da soja, sendo que cada cultivar apresenta exigências específicas de soma térmica para completar seu ciclo.

Foto: Shutterstock

Já o déficit hídrico reduz a divisão e o alongamento celular, diminui a área foliar e o porte das plantas, resultando em menor formação de nós. Como consequência, ocorre redução no número de flores, vagens e grãos, afetando diretamente os componentes de produção.

A nutrição equilibrada também é determinante nessa fase. Todos os macro e micronutrientes são importantes, mas alguns se destacam durante o florescimento da soja, como fósforo, potássio, cálcio, boro, magnésio, cobalto e molibdênio. Esses nutrientes estão diretamente ligados à formação das flores, à polinização, ao transporte de carboidratos, à nodulação e ao enchimento de grãos. Deficiências nutricionais, especialmente de cálcio e boro, podem provocar baixa formação de flores e vagens.

Segundo o PhD em Agronomia em Ciência do Solo, Roni Fernandes Guareschi, além dos fatores abióticos, questões de manejo também interferem no florescimento e, por isso, requerem planejamento e correta execução das práticas agrícolas neste momento. “As análises de solo e foliar permitem identificar e corrigir desequilíbrios nutricionais que comprometem o desenvolvimento da planta e aumentam o risco de abortamento. A escolha de sementes de alta qualidade, de variedades adaptadas à região, o respeito à janela de plantio e um manejo eficiente de pragas e doenças são fundamentais para garantir um florescimento uniforme e dentro do potencial de cada cultivar”, afirma.

Florescimento e o início do verão

A qualidade da semente utilizada na implantação da lavoura exerce forte influência no florescimento. Sementes com alto vigor, boa germinação e sanidade favorecem um estabelecimento mais rápido e uniforme, com sistema radicular mais desenvolvido e maior eficiência na absorção de água e nutrientes, resultando em maior número de flores, vagens e grãos.

Foto: Gilson Abreu

Nesse contexto, o suporte técnico especializado contribui para decisões mais assertivas ao longo do ciclo. “Além de auxiliar na escolha da variedade mais adequada para cada região e condição climática, o time de campo orienta o produtor durante toda a safra com análises de solo e foliar e na seleção correta dos insumos para promover estandes mais uniformes e maior segurança na floração e formação de vagens”, destaca Guareschi.

Com a lavoura em fase reprodutiva e sob condições típicas do início do verão, o produtor deve ter ainda mais atenção ao manejo. “Monitorar a nodulação da soja, acompanhar pragas e doenças de forma contínua e adotar estratégias para estimular o máximo potencial fisiológico da planta são cuidados essenciais para minimizar os efeitos dos estresses abióticos e preservar o desempenho da cultura”, reforça.

Fonte: Assessoria Grupo Conceito
Continue Lendo

Notícias

Dia de Campo da Copacol apresenta pesquisas e tecnologias para elevar a produtividade

Evento reúne cooperados no CPA, em Cafelândia (PR), e destaca manejo, cultivares e cenário do mercado de commodities.

Publicado em

em

Cooperados de diversos municípios prestigiaram o primeiro dia do evento - Fotos: Divulgação/Copacol

Com o objetivo de potencializar a produção e preparar cada vez mais os cooperados, o 35° Dia de Campo de Verão Copacol apresentou estudos exclusivos realizados pelo Centro de Pesquisa Agrícola (CPA). “É muito bom receber nossos cooperados para compartilhar novidades e apresentar tecnologias que, se aplicadas nas propriedades, trarão uma melhor produtividade. Além de preparar nossos cooperados para bons resultados no campo, aqui também queremos trazer uma visão comercial, afinal, essas duas coisas precisam estar alinhadas na busca de melhores resultados”, afirma o diretor-presidente, Valter Pitol.

Cooperado Lucas visitou o CPA com o filho Gustavo: “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras”

Entre os temas abordados estiveram os resultados de pesquisa referente a compactação do solo e seus feitos sobre o sistema de produção; plantas daninhas: o custo oculto no sistema de produção; milho safrinha: os desafios para altas produtividades; manejo de doenças da soja: estratégias de aplicação para preservar o potencial produtivo e um painel de cultivares de soja recomendadas pelo CPA. A abertura do evento também contou com uma palestra especial sobre tendências do mercado de commodities com o palestrante Étore Baroni, da Stone-X Brasil.

Para o cooperado Lucas Antunes Jasper, de Cafelândia, essa é uma oportunidade imperdível para quem produz no campo. “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras. Conseguimos ver lado a lado todos os testes e tudo fica bem claro para nós. O CPA consegue nos orientar sobre os melhores manejos e isso faz com a que ganhemos tempo e estejamos sempre a frente com a nossa produtividade”, comenta o produtor que participou do evento no primeiro dia.

Além da presença dos cooperados e cooperadas, colaboradores e pesquisadores do CPA, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, também prestigiou o evento. “A Copacol é uma das cooperativas mais importantes do mundo com produtos exportados para muitos países. E ela faz um trabalho sensacional com os produtores, um exemplo é esse Dia de Campo. A Copacol treina, adapta e coloca o produtor em situações de competitividade, tudo isso visando a melhoria da qualidade de vida através do aumento da renda do produtor, estimulando que as famílias fiquem no campo”, completa o secretário.

Nesta sexta-feira (09) um novo grupo de produtores participa do Dia de Campo de Verão da Copacol. As atividades começam a partir das 08 horas no CPA, em Cafelândia (PR).

Fonte: Assessoria Copacol
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.