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Câmara da Cadeia Produtiva das Florestas Plantadas debate ações para auxiliar a implementação do novo cadastro de produtor florestal
Conforme o coordenador da Câmara, Daniel Chies, é preciso encontrar mecanismos para facilitar a implementação do cadastro.

Representantes da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva das Florestas Plantadas da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) reuniram-se de forma híbrida nesta quarta-feira (5/7). Na pauta, a situação atual do novo cadastro de produtor florestal e ações para auxiliar sua implementação, entre outros assuntos. Os trabalhos foram conduzidos pelo coordenador Daniel Chies, que também é vice-presidente adjunto da Associação Gaúcha de Empresas Florestais (Ageflor).
O colaborador da Câmara, Tiago Fick, falou sobre os ajustes realizados e as estratégias para avançar no cadastro on-line de plantios florestais, visando à geração de novos certificados de produtor florestal. “Um dos requisitos para que os cadastradores florestais possam incluir as Unidades de Produção (UP’s) é o cadastro das propriedades rurais no Sistema de Defesa Agropecuária (SDA). Atualmente, 150 profissionais têm acesso ao referido módulo”, declarou. “Mas existem apenas 51 certificados de produtor florestal on-line, sendo que há 402 mil propriedades rurais ativas cadastradas no sistema”, acrescentou o assessor técnico da Câmara, Fabrício Azolin.
Conforme o coordenador da Câmara, Daniel Chies, é preciso encontrar mecanismos para facilitar a implementação do cadastro. “Uma das propostas é intensificar sua divulgação. A informação precisa chegar lá na ponta, junto aos produtores. Vamos orientar as inspetorias veterinárias dos municípios sobre a importância e necessidade do cadastro florestal. A outra ideia é que a Secretaria deve promover ações de treinamento de utilização do cadastro junto a entidades, para que estas capacitem seus profissionais”, pontuou Chies.
Outro assunto discutido foi a criação de uma Instrução Normativa para auxiliar produtores florestais que desejam converter completamente suas atividades florestais em outra, e a possibilidade de isenção de cadastro florestal no SDA para pequenas áreas de cultivo florestal. Foi sugerido que haja uma declaração de encerramento de atividade de produção florestal na propriedade. “E vamos criar uma IN para isentar plantios florestais de pequeno porte (abaixo de meio ou de 1 hectare, a ser definido) de terem que realizar o cadastro florestal. Esses não são produtores florestais, são donos de pequenas propriedades urbanas e rurais que possuem algum plantio florestal. Então, é preciso ter um olhar diferenciado para eles”, afirmou Chies.
Também foi abordada a avaliação de plantios de árvores em sistema silvipastoril em relação ao porte (área total) para fins de licenciamento ambiental e cadastro florestal. “Hoje, a regra vigente no Rio Grande do Sul determina que a área total de plantio em sistema silvipastoril de até 40 hectares já necessita de licenciamento ambiental. Mas isso conflita com a área de efetivo plantio de florestas, e a gente precisa saber como o tema será tratado”, disse Chies. Segundo ele, a proposta definida na reunião é de encaminhar essa demanda para ser discutida junto ao Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), para ver se os plantios silvipastoris serão definidos como licenciáveis ou isentos. “E se forem licenciáveis, se serão consideradas apenas as áreas de silvipastoril ou a área total”, concluiu.

Notícias
Exportações brasileiras aos países árabes crescem 10%
Levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com dados organizados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, aponta avanço nas vendas externas e aumento do superávit comercial.

As exportações do Brasil para os países árabes começaram o ano em alta. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) organizados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, o Brasil teve receita de US$ 1,985 bilhão em janeiro com exportações aos países árabes, em crescimento de 10% em comparação com o mesmo período do ano passado. As importações, por sua vez, registraram queda de 25,1%, para US$ 668,9 milhões.
Entre os países, o principal destino das exportações foram os Emirados Árabes Unidos, com importações de US$ 600,1 milhões, em alta de 110%, seguidos por Arábia Saudita (US$ 245,13 milhões, em crescimento de 9%) e Egito, que importou US$ 233,5 milhões, com retração de 42,3%.
No sentido contrário, a Arábia Saudita foi o principal fornecedor do Brasil entre os árabes, com embarques que somaram US$ 205,8 milhões (em queda de 47,6%), seguida por Emirados Árabes Unidos, com um total de US$ 141,6 milhões (em expansão de 497%) e Egito, com vendas ao Brasil de US$ 128,5 milhões (alta de 19,8%).
No conjunto de produtos, açúcar foi o principal item exportado, seguido por milho, carne de frango, minério de ferro, gado, petróleo bruto e carne bovina congelada. Os principais produtos importados em janeiro foram petróleo refinado, fertilizantes nitrogenados, petróleo bruto e fertilizantes fosfatados. A corrente de comércio no período somou US$ 2,6 bilhões, em queda de 1,6% na comparação com janeiro de 2025, e o superávit para o Brasil cresceu 44,4%, para US$ 1,3 bilhão.
Notícias Em Dubai
Exportações de proteína animal impulsionam presença do Brasil na Gulfood 2026
Ação levará dezenas de agroindústrias para promover negócios e fortalecer laços durante uma das maiores feiras de alimentos do mundo.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), levará 22 agroindústrias brasileiras à Gulfood, uma das maiores feiras internacionais de alimentos do mundo, realizada entre os dias 26 e 30 de janeiro em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Focada em promover imagem, novos negócios e fortalecer as relações comerciais com mercados do Oriente Médio, em um dos principais hubs globais do comércio de alimentos halal, a ação organizada pela ABPA e ApexBrasil contará com a participação da Ad’oro Alimentos, Avenorte, Avine Alimentos, Avivar Alimentos, Bello Alimentos Ltda, BFB Foods, C.Vale Cooperativa Agroindustrial, Coasul Cooperativa Agroindustrial, Copacol – Cooperativa Agroindustrial Consolata, Coroaves, Frango Pioneiro, Granja Faria, GT Foods, Jaguá Frangos Ltda, Lar Cooperativa Agroindustrial, Netto Alimentos S.A, Pif Paf Alimentos S.A., Somave – Cooperativa Agroindustrial, SSA Alimentos, Villa Germania Alimentos, Vossko do Brasil Alimentos Ltda e Zanchetta Alimentos.

Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin: “A Gulfood é uma vitrine fundamental para o relacionamento com compradores do Oriente Médio e de outras regiões” – Foto: Divulgação/Alimenta
A ABPA contará com um estande exclusivo com 432 metros quadrados, que foi projetado para apoiar as agendas comerciais das empresas, promover encontros com importadores, distribuidores e operadores do food service, além de reforçar o posicionamento institucional do setor brasileiro.
Um dos destaques do estande será o espaço de degustação, instalado na área central, com oferta de shawarma de frango, shawarma de pato e omeletes, valorizando a versatilidade da proteína animal brasileira e sua adequação aos hábitos de consumo da região.
Em 2026, a Gulfood será realizada simultaneamente em dois centros de exposições: o Dubai World Trade Centre e o Dubai Exhibition Center, ampliando a área do evento e a circulação de compradores internacionais.
“A Gulfood é uma vitrine fundamental para o relacionamento com compradores do Oriente Médio e de outras regiões. A presença das empresas brasileiras, com o apoio da ApexBrasil, fortalece a imagem do Brasil como fornecedor confiável de proteína animal, com produção alinhada aos mais altos padrões sanitários e às demandas dos mercados internacionais”, afirma o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
A participação integra o calendário de ações internacionais da ABPA e da ApexBrasil voltadas à promoção das exportações brasileiras de proteína animal, com foco em mercados estratégicos e no fortalecimento da imagem do Brasil como fornecedor de alimentos seguros e de qualidade.
Emirados Árabes Unidos
País-sede da Gulfood, os Emirados Árabes Unidos foram o principal destino das exportações brasileiras de carne de frango de 2025. Ao todo, o país importou 479,9 mil toneladas, volume que superou em 5,5% o total exportado em 2024 – o que gerou uma receita de US$ 937,2 milhões no ano passado.
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MDIC cria portal com informações sobre comércio entre Mercosul e UE
Plataforma reúne dados do comércio entre os dois blocos regionais.

Os interessados em identificar oportunidades de negócios decorrentes da assinatura do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia (UE), prevista para ocorrer neste sábado (17), ganharam uma nova ferramenta na internet.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou, nesta sexta-feira (16), uma plataforma digital que reúne dados do comércio entre os dois blocos regionais. O chamado Painel de Oportunidades Mercosul–União Europeia contém informações consolidadas sobre países compradores, produtos exportados pelo Brasil, distribuição regional das exportações, tarifas aplicadas e o cronograma de redução tarifária previsto no acordo.
Segundo o ministério, o objetivo da plataforma desenvolvida pela Secretaria de Comércio Exterior é apoiar a atuação de exportadores brasileiros e orientar políticas públicas de comércio exterior.
“O acordo com a União Europeia é o mais relevante já firmado pelo Mercosul”, afirmou a secretária nacional de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, referindo-se à potencial integração de um mercado de cerca de 720 milhões de pessoas (450 milhões na UE e cerca de 295 milhões no Mercosul) com capacidade de incrementar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões.
“Mas, para que ele alcance todo o seu potencial, é necessário transformar os compromissos assumidos em oportunidades concretas”, acrescentou a secretária, afirmando que o painel representa uma primeira contribuição em um esforço contínuo de implementação do acordo, funcionando como instrumento de política pública para democratizar o acesso à informação. “Ele organiza informações estratégicas e as coloca à disposição de quem decide, produz e exporta”, concluiu Tatiana.
Disponível desde ontem na internet, o painel permite a visualização das informações por unidade da federação, setores e produtos.



